Grendel redivivo é o Software Proprietário?

Falando francamente.

O que seria disso:

Beowulf Cluster

Sem isso:

Beowulf

Beowulf é o herói Gotlandês do poema Anglo-Saxão (Old English), titulado Beowulf. A datação do poema tem sido alvo de debate, porque o poema sobreviveu em um único manuscrito do século XI, no entanto a composição sugere uma data bem mais antiga. As datas variam entre o século VII e o século X, a época que a lí­ngua Anglo-Saxônica (Old English) era falada.

Beowulf é filho de Ecgtheow e da irmã de Hrethel (não nomeada). Beowulf foi educado por Hrethel, rei da Gotlândia (ilha de Gotland, Suécia). Beowulf ascendeu ao trono de seu tio, Hygelac, que foi rei após a morte de seu segundo irmão.

Seu nome sugere que pode significar, “urso” (em inglês moderno, “bear”). Como ele um urso, poderia esmagar seus inimigos. Ele matou um guerreiro Franco, Dí¦ghrefn, com um abraço-de-urso. Beowulf é conhecido por sua forte garra, como é visto quando ele combate Grendel. O poema mostra o herói como o homem mais forte e valente do mundo.

Beowulf foi para Heorot, na ilha de Zealândia, para auxiliar o rei Danes, Hrothgar, a caçar o monstro, Grendel, que estava matando camponeses e guerreiros de Hrothgar.

Após sua luta com Grendel, Beowulf foi comparado com o herói Nórdico, Sigmundr (Sigemund no Beowulf), que matou um dragão neste poema (mas não no mito Nórdico).

Beowulf Page
(Fac-sí­mile de um dos primeiro registros preservados do Mito de Beowulf)

Hrothgar recompensou Beowulf com muitos presentes, após a morte de Grendel, e a mãe do monstro. Hrothgar fez de Beowulf seu herdeiro para sucedê-lo, após sua esposa ter convencido-o a não deixar um de seus filhos subir no trono.

O poema freqüentemente chama-o de prudente ou sábio, mas para as escolas modernas, ele seria antes imprudente e despreocupado. Em sua juventude é entendido que ele era imprudente, por não ter responsabilidade, fazendo tudo para ganhar glória através de heroí­smos. Mas quinze anos depois de matar Grendel, ele era um rei, um governante justo para seu povo e reino. Mas continuava a ser imprudente, e foi lutar com um dragão sem auxilio, perecendo na luta, pois já era velho, e sua morte provavelmente trouxe ruí­na para seu povo, apesar dele ter matado o dragão, antes de cair.

Os Gotlandeses se envolveram em duas guerras, uma contra os Frí­sios e outra contra os Suedos. Com a morte de Beowulf, os Gotlandeses foram atacados por estes inimigos, logo que souberam da queda de seu rei diante do dragão. Não há dúvida acerca da valentia de Beowulf no campo de batalha e lutando contra monstros. Mas apesar dele ter salvado seu povo do dragão, isto custou a queda de todo o reino diante da hostilidade dos inimigos vizinhos. Portanto sua imprudência o acompanhou até a morte.

http://www.valholl.hpg.ig.com.br/herois_beowulf.htm

e agora desafiatlux?

Julgamento 23/09/2005 no Sesc as 19h00
23/09 – sexta – julgamento (inscrição na história – visão do outro – espetacularização do mito)
Ritual Tribunal de Júri sobre o papel de ORGANISMO na arte contemporãnea
Julgamento sobre a ação de ORGANISMO em DESAFIATLUX
Iní­cio da semana de aplicação da pena
Jejum
Inscrição histórica do processo

Psitacose Organística

Anderson
Ian Anderson, em um de seus mais recentes trabalhos, The Secret Language of Birds.

A Linguagem dos Pássaros

Um grupo de pássaros desejava encontrar a seu rei; então pediram í  poupa sábia (um pássaro com crista em forma de abano) que lhes ajudasse em sua busca. A poupa lhes disse que o rei que estão procurando se chama Simurgh (que significa em persa “Trinta Pássaros”) e que vive escondido na montanha de Kaf, porém é uma viajem muito difí­cil e perigosa. Os pássaros imploram í  poupa que os guie. A poupa aceita e começa a ensinar a cada pássaro de acordo com seu ní­vel e temperamento. Ela lhes diz que para alcançar o alto da montanha, necessitam atravessar cinco vales e dois desertos; quando tiverem passado o segundo deserto, entrarão no palácio do rei.

sacred birds
Nota: Pássaros Sagrados. írvore Sagrada. Coisa básica.

Os de vontade débil, temerosos da viagem, começam a por desculpas. O louro, que é egocêntrico e egoí­sta, diz que no lugar de ir em busca do rei, buscará o Santo Gral. O pavão real, a ave legendária do paraí­so, exclama que tem sonhado que voltará ao céu e que vai esperar pacientemente esse dia. A pata, se lamenta porque sua vida depende de estar próxima da água e morreria se si separasse dela. A garça tem uma desculpa similar; não lhe é possí­vel viajar longe do mar, porque seu amor pela água é tão grande que, embora permaneça sentado durante anos í  sua margem, não tem ousado beber nem uma gota, se não o mar acabaria sem água. A coruja declara que prefere ficar e buscar as ruí­nas com a esperança de encontrar um tesouro algum dia. O rouxinol diz que não necessita viajar, porque está enamorado da rosa e este amor é suficiente para ele. Possui os segredos do amor que nem outra criatura tem; e com uma voz maravilhosa canta ao amor:

– Conheço os segredos do amor. Toda noite derramo meu canto de amor. A música mí­stica da flauta se inspira em meu lamento, e sou eu quem faz desabrochar a rosa e comover os corações dos namorados. Ensino mistérios com minhas tristes notas, e quem me ouve se perde em êxtase. Ninguém conhece os meus segredos, unicamente a rosa. Tenho me esquecido de mim mesmo e só penso na rosa. Alcançar a Simurgh está acima de mim! O amor da rosa é suficiente para o rouxinol!

flamingo
(Pink Flamingos)

A poupa que escutou pacientemente responde ao rouxinol:

– Tu estás preocupado com a forma exterior das coisas, pelos prazeres de uma forma sedutora. O amor da rosa tem lançado espinhos a teu coração. Não importa quão grande seja a beleza da rosa, se desvanecerá em poucos dias; e o amor a algo tão passageiro só pode causar repulsa ao perfeito. Se a rosa te sorri é só para enxerte de dor, porque ela rir-se de ti a cada primavera. Abandona a rosa e seu quente calor.

“O que quer dizer Attar com esta simples conversação? Nós humanos temos o desejo de buscar a perfeição, mas muitas vezes tendemos a parar o processo tão logo detectamos o mais ligeiro sinal de progresso. Isto é especialmente certo nos aspirantes ao caminho espiritual: muitos buscadores estão encantados com as primeiras etapas do despertar e o confundem com a completa iluminação. Attar nos adverte de tais perigos: não devemos confundir o amor do imaginário com o amor do Real. Por esta razão, o rouxinol tem que abandonar seu enganoso apego pela rosa para buscar ao eterno Amado.”

tucanos
(Tucanos)

A poupa deleita os pássaros com maravilhosas histórias daqueles que têm feito a perigosa viagem.

Depois de ter ouvido as histórias da poupa, os pássaros estão inspirados para começar sua viajem até o primeiro vale.

Entretanto, logo começam a ter problemas, e se dão conta de que o caminho vai ser mais difí­cil do que haviam imaginado. Alguns voltam a por desculpas. Um afirma que a poupa não é suficientemente sábia para conduzi-los. Outro se queixa que satanás lhe tem possuí­do e lhe está pondo as coisas difí­ceis. E outro expressa seu desejo de ter dinheiro e a comodidade de uma vida de luxo.

Ibis
(Ibis, o pássaro sagrado, em registro fotográfico pí­fio, bem condizente com sua carreira futebolí­stica)

O quinto vale é o Vale da Unidade. O viajante experimenta nele que todos os seres são unos em essência, que toda variedade de idéias, experiências e criaturas da vida tem realmente uma só fonte.

O viajante chega ao Deserto do Medo. Então se esquece da existência de si mesmo e de todos os demais. Vê a luz, não com os olhos da mente, sim com os olhos do coração. A porta do divino tesouro, o segredo dos segredos, se abre. Nesta terra, o intelecto já não funciona. Aqui se pergunta ao viajante quem é e o que és, responde: “Não sei nada.”

Finalmente chega ao Deserto do Aniquilamento e da Morte. Neste ponto, o aspirante entende finalmente como uma gota se funde no oceano da unidade com o Amado. Tem encontrado o destino da viajem para encontrar ao rei.

Depois de ouvir a descrição da poupa sobre o que lhes espera, os pássaros se animam tanto que imediatamente continuam sua viajem.

No caminho alguns morrem pelo calor e se jogam no mar. Outros se cansam e não podem continuar; um grupo é caçado por animais selvagens e outros mais se distraem tanto pelo atrativo das terras que atravessam, que se perdem e ficam para trás. Só trinta alcançam seu destino: a montanha de Kaf.

DEBIAN
(As cruzadas debianas e outras sagas codificadoras tem ou não um “quê” da busca sempiterna do homem pela linguagem secreta dos pássaros?)

No palácio real, o guarda da entrada trata cruelmente os trinta pássaros. Mas os pássaros, que têm passado o pior, são tolerantes e não se permitem sentir-se molestados por sua dureza. Finalmente, o servidor pessoal do rei sai e conduz os pássaros ao salão real. Ao entrar, os pássaros olham tudo assustados. Não sabem o que ocorre, porque no lugar de ver a Simurgh, “Trinta Pássaros”, tudo o que vêm é… Trinta Pássaros.

Finalmente compreendem que, olhando-se a si mesmos, têm encontrado ao rei, e que em sua busca do rei, têm encontrado a si mesmos.

Os que atravessam as sete cidades do amor se purificam. Quando chegam ao palácio real, encontram ao rei que se revela a seus corações.

“Fariduddin Attar” (extraí­do do livro: História de la Tierra de los Sufí­es)

Fonte: http://www.sertaodoperi.com.br/poesiasufi/estorias/linguagem_passaros.htm

HAL are you?

do post anterior:

(…) o Hal do BC tem a arquitetura pós-moderna dos tempos da microeletrônica. São três servidores e cinco CPUs de diversas marcas trabalhando simultaneamente, no que se costuma chamar de cluster. (…)

Pergunta: Quantos computadores temos por aqui? 7 ou mais?


orquestraorganismo-CLUSTER ??

{

PoEmA- pós-modernismo postpolaco: encontrar os poetas do politécnico.

Departamento de
Informática

Foi criado com o nome de Departamento de Estatí­stica e
Computação Eletrônica í s 14 horas do dia 20/08/1971, através
de uma reunião plenária com quatorze professores presentes,
presidida pela professora Zélia Milléo Pavão e secretariada
pelo prof. Flávio Bernini.

Na época, além das disciplinas de estatí­stica, o Departamento
ofertava as disciplinas:

  • Cálculo Numérico ministrada pelos professores Armando Muniz
    Teixeira de Freitas, Eurico Dacheux de Macedo e
    Theodócio Jorge Atherino;
  • Computação
    Eletrônica ministrada pelo professor Paulo Cesar
    Busnardo.
  • Introdução
    í  Computação Eletrônica I ministrada pelo professor
    Olavo Del Claro Filho;
  • Introdução
    í  Computação Eletrônica II ministrada pelos
    professores Leônidas Aniceto de Souza e Carlos Alberto
    Picanço de Carvalho;

E as aulas
práticas eram realizadas no CCE – Centro de Computação Eletrônica que era presidido pelo prof. Euro Brandão e tinha na
sua infra-estrutura um equipamento IBM 1130 com 8 kbytes de memória, onde os alunos processavam os seus programas
codificados em cartões perfurados na linguagem Fortran.

Em 10/04/1975, passou a se denominar Departamento de Informática
e nesse dia houve a sua primeira plenária, sob a presidência do
prof. Jahyr Leal e como secretária Maria Glauce Morais.

Em julho de 1975 foi realizado o primeiro exame vestibular para o
curso de Tecnólogo em Processamento de Dados com a duração de
3 anos e sob a coordenação do professor Jahyr Leal.

No dia 22/12/1988, na 95ê reunião do Departamento de
Informática sob a direção da professora Wanda Cristina Camargo
de Menezes, secretariada por Mauro Nei Fontoura, foi criado o
Departamento de Estatí­stica, separando as disciplinas e
professores desta área.

O Departamento mais recentemente oferece:

  1. O curso
    de Bacharelado em Informática, totalmente gratuito, com
    o ingresso de 110 novos alunos por ano;
  2. O
    primeiro Mestrado em Informática do Paraná, totalmente
    gratuito;
  3. Quase 6
    mil matrí­culas de alunos em turmas de graduação e
    pós-graduação por ano;
  4. O
    Laboratório de Informática que atende a todos estes
    alunos;
  5. A
    produção de conhecimento cientí­fico e tecnológico em
    Informática publicado pelo corpo docente em veí­culos
    nacionais e internacionais;
  6. A
    capacitação em Informática de equipes de técnicos e
    docentes no âmbito estadual; e muitos outros serviços.

}

Jethro Tull?

Virou nome de uma banda de rock progressivo, mas em 1701 era só um fazendeiro inglês. Ele desenvolveu uma máquina de semear puxada a cavalo e organizou a fazenda de modo a permitir sua passagem pela plantação. Viu, Sálvio? Vivendo e aprendendo.

Tears in the Rain…

Art. 7ú – São obras intelectuais protegidas as criações do espí­rito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangí­vel ou intangí­vel, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:

(omissis)

Hal, o que é espí­rito?

Organismo, qual é o pente que te penteia?

Dear Orga,

Foi mal. Perdi o batizado.

Grandes fotos, hein…Garotão!

fé4

Lista de religiõesOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

* Adventista da Promessa
* Adventista do Sétimo Dia
* Batuque
* Bramanismo
* Budismo
* Catarismo
* Candomblé
* Cientologia
* Cristianismo
* Discordianismo
* Espiritismo
* Fé Bahá’í­

fé3

* Hinduí­smo
* Igrejas do Daime
* Islão
* Jainismo
* Janelismo
* Judaí­smo
* Messiânica
* Movimento Hare Krishna
* Movimento Sannyasin de Oshoí® Rajneesh
* Quakers
* Reiyukai
* Religião de Deus (LBV)
* Religiões Nativas Americanas (Inclusive Mórmons)

fé4

* Santo Daime
* Satanismo
* Seicho-No-Ie
* Sikhismo
* Taoí­smo
* Teosofia
* Testemunhas de Jeová
* Umbanda
* Wicca
* Xamanismo
* Xintoí­smo
* Zoroastrismo

Ver também

Orientais

* Hinduí­smo (índia, 3000 ac)

fé1

Por influência do platonismo

* Espiritismo (França, 1857)

Por influência do espiritismo

* Umbanda (Brasil, 1908)
* Racionalismo cristão (Brasil, 1910)
* Ramatí­s – se consideram espí­ritas (Brasil, 1943)
* Religião de Deus, LBV (Brasil, 1950)

fé2

ombudsman

Ombudsman é uma palavra sueca que significa representante do cidadão. Designa, nos paí­ses escandinavos, o ouvidor-geral -função pública criada para canalizar problemas e reclamações da população. Na imprensa, o termo é utilizado para designar o representante dos leitores dentro de um jornal. A função de ombudsman de imprensa foi criada nos Estados Unidos nos anos 60. Chegou ao Brasil num domingo, dia 24 de setembro de 89, quando a Folha, numa decisão inédita na história do jornalismo latino-americano, passou a publicar semanalmente a coluna de seu ombudsman.

O jornal assumiu o objetivo de ter seu próprio ombudsman, um profissional dedicado a receber, investigar e encaminhar as queixas dos leitores; realizar a crí­tica interna do jornal e, uma vez por semana, aos domingos, produzir uma coluna de comentários crí­ticos sobre os meios de comunicação -na qual a Folha deveria ser um dos alvos privilegiados.

Para exercer o cargo com independência, o jornal instituiu o mandato de um ano para cada ombudsman, com a possibilidade de apenas uma única renovação de mais um ano. Essa possibilidade, posteriormente, foi expandida, para duas renovações (três anos de mandato). O profissional não pode ser demitido durante o mandato e tem estabilidade de mais seis meses no jornal após deixar a função.

A SOCIEDADE

“Mito e rito são portanto, dentro da ontologia que estamos agora defendendo, os primeiros resultados da realidade social em sua tentativa de articular-se. A civilização e todos os seus produtos materiais e espirituais são realidades produzidas por mitos e ritos. São reais esses Fenômenos, porque são ligados, pelos mitos e ritos, í  realidade primordial da sociedade. O mundo das nossas mentes é outra camada da realidade, porque são, pelo “id”, ligados í  camada fundamental da realidade. O problema mais complexo que essa ontologia oferece é aquele proposto pela natureza. Como está ligada a natureza í  sociedade? É ela inteiramente fictí­cia, como é para a gula, ou está ela oposta í  sociedade, como o foi para a ira?
Uma análise paciente revela que a natureza é produto da sociedade.
Um produto, portanto de grau de realidade inferior í  civilização, mas não obstante produto. Tentemos ilustrar essa afirmativa tão contrária ao senso comum, mas não obstante conseqüência lógica do argumento: Consideremos, como único exemplo da nossa tese, os astros celestes. São objetos representativos da natureza. Como surgiram os astros e como têm evoluí­do? Mitos primordiais estabeleceram um “mundo” , digamos o mundo da civilização do Ocidente. Essa civilização realizou o projeto contido nesses mitos, e parte dessa realização eram deuses que caminhavam, masculinos ou femininos, mas
sempre representando a força viril, por cima da terra, essa representante da feminilidade. Esse princí­pio masculino era o que atualmente chamamos de “astros”. Novas irrupções da inveja criaram novos mitos que modificaram esse mundo. Surgiu, como ritualização desses mitos o céu estrelado dos pitagoréus e dos ptolomaios, nos
quais os astros atuais eram algo como sí­mbolos da perfeição petrificados. No renascimento e no barraco surgiram novos mitos. Os astros eram pedras. No século 18 e 19 transformaram-se em conjunto de bolinhas, as moléculas, que se ligaram entre si pelos elásticos chamados “gravitação”, cujo comportamento era matematicamente
ritualizado. Atualmente são os astros entalhes no campo gravitacional e eletromagnético curvo. O que são os astros “em si”? Pergunta falsa. Os astros não são “em si”, mas são “para a sociedade”. E assim é toda a natureza. Ela não passa de um produto da sociedade, um produto histórico que se modifica de acordo com a tensão dialética que
informa a sociedade. Natureza é produto da inveja e avareza. É realidade em grau subalterno. Voltamos a nossa atenção para uma realidade mais imediata, a saber para a civilização, que é o campo mais tangí­vel da inveja e avareza.

A RETRIBUIÇÃO
A civilização consiste de seres humanos que procuram realizar os projetos existenciais que a sociedade lhes impôs e dentro dos quais estão jogados. Esses projetos existenciais formam um multidão de flechas que se cruzam caoticamente. Quanto mais desenvolvida a civilização, tanto maior o número de projetos que oferece aos seres
humanos que dela participam. O número de projetos oferecidos pela civilização
está diretamente proporcionado com aquilo chamamos de “liberdade polí­tica, economia e social”, porque oferece escolha entre projetos. Os seres humanos participam de mais de um projeto. Todo o projeto do qual um ser humano participa é uma máscara e um
personagem que ele desempenha no palco da sociedade.
Na fonte de cada um desses projetos se esconde um mito. E a vida humana na sociedade é a tentativa, (geralmente inconsciente) de realizar os mitos que escolheu.”

FLUSSER, Vilém. A história do diabo. São Paulo: Martins, 1965.

LUSKO.FUSKO – movimento celular colaborativo duvidoso
João Debs-Giselle

testando layouts de agora em diante até as duas da manhã

Desafiatlux / Reprodução / O Pano

– perdi com a minha
prima, e você?
– eu paguei trintão
numa quebra.

– Orgulho do papai!
se formou em direito
– Mas eu queria biologia
– tá louco!!! isso é
coisa de desocupado

– Ciência da computação
é coisa de viado
– mas, pai, Eu passei
em ciência da computação!
– Ah! parabéns.

Feliz velho entre gentes venturosas.
papai sabia de tudo

O ferro-velho é o monte olimpo dos heróis de Fliperama

Alecrim dourado
que nasceu no campo
sem ser semeado

foi meu amor
que me disse assim
que a flor do campo
é o alecrim

Eis porque a palavra não apenas designa um objeto como uma entidade pronta, mas também expressa por sua entonação minha atitude valorativa em relação ao objeto, em relação aquilo que é desejável ou indesejável. Nele, e desse modo, movimenta-o em direção do que ainda está por ser determinado nele. Transforma-o num momento constituinte do evento vivo, em processo.

M magnético
A artaudianio
T transplantado
E erótico
I instalação

P pudico
O ordenado
O organismo
R renegado

A atado
M mí­dia
O oco
R real

que a luz se faça

cor
na foto
desenho
pintura
nos olhos
da vida
nos quadros
de moldura
há infinito

{carbono 14}

{
o coração acordou instável e orfão
foi levado í s pressas para a UTI
pois queria morrer
apoplexia da alma
inocência demais.

Curitiba
na noite fria
luz da cozinha apagada
ele ocupado de dois
}
exit 1);

em terra de cego quem é vesgo vê cada coisa…

MATÉRIA PRIMA

A faca que corta a natureza em fatias chama-se especialização, e o seu dever é cortar as múltiplas ligações que ligam a natureza, e transformar essas ligações cortadas e amputadas em “objetos”

o pré é con
o cei não é to
o ca não é ga
o re não é gra
o fi não é nado
o tes não é to
o x não es

queria não ter que escrever
cansado de conter o ser
ferir, fluir vermelho como a tinta.
Meu rosto de vergonha

nunca ouvi ou vi
ser o melhor ser

Je malufe, tu malufes, il/elle malufe…

Pour avoir trop “malufé”, les Maluf sont en prison
LE MONDE | 12.09.05 | 13h31 “¢ Mis í  jour le 12.09.05 | 13h31
SAO PAULO (Brésil) correspondance

caricatura-maluf
Não me deixem só!

Paulo Maluf est en prison, et ça ne fait pas les gros titres de la presse brésilienne. Pourtant, jusqu’au début des récents scandales qui touchent le Parti des travailleurs (PT, gauche) au pouvoir, l’ancien maire et gouverneur de Sao Paulo personnifiait la corruption au Brésil. Des soupçons nés en 1970 lorsque M. Maluf, alors maire nommé par la dictature militaire (1964-1985), avait offert des voitures Coccinelle Volkswagen í  chacun des joueurs vainqueurs de la Coupe du monde de football ; sans doute avec des deniers publics. “Malufer” signifiait depuis voler dans les caisses de l’Etat.

Paulo Maluf s’est rendu í  la police fédérale quelques heures avant son fils Flavio. Tous deux sont enfermés pour tentative d’intimidation de témoins. De plus, un dossier de 8 kilos les accable : corruption passive, évasion de devises, blanchiment d’argent, association de malfaiteurs.

Mapa Astral de Paulo Maluf
Mapa Astral do Brimo Salim

Cette enquête, fruit de trois années d’investigations de la police fédérale, a été remise í  la justice. Sa conclusion : M. Maluf, aidé de son fils, et son successeur, Celso Pitta, ont, entre 1993 et 2000, pillé les coffres de la capitale économique brésilienne. “Une fraude immense et sans précédent dans toute l’histoire de vol dôargent public”, a écrit le commissaire Queiroz, chargé des investigations.

Sur des dizaines de comptes í  l’étranger, aux noms de Paulo Maluf, de sa femme, de ses fils, filles et gendres, plus de 500 millions de dollars auraient circulé. Les alertes données par des banques des í®les Anglo-Normandes, suisses puis américaines ont aidé les autorités í  trouver les preuves qui manquaient.

Cabelos do Maluf
O cabelo não é do Salim, mas sim de mulher passando atrás dele.

La technique utilisée consistait í  surévaluer des contrats de travaux publics, puis í  envoyer les sommes détournées í  l’étranger via un doleiro, un vendeur de dollars, qui a cédé ses livres de comptes détaillés. Ancien candidat í  la présidence de la République, M. Maluf doit une partie de sa réputation í  ses grands travaux de voirie dans Sao Paulo.

Espetinho do maluf
Fazendo uma boquinha entre um viaduto e outro

A 74 ans, il a cependant toutes les chances de bénéficier ultérieurement d’une détention í  domicile. Déjí , les avocats du pí¨re et du fils, í  qui des amis de la communauté libanaise ont fait passer dans leur cellule commune des kibes (boulettes de viande hachée), devraient demander trí¨s rapidement un habeas corpus qui permettrait leur remise en liberté provisoire.

Annie Gasnier
Article paru dans l’édition du 13.09.05

Maluf Demagogo
O Grande Demagogo

Le reproduction

1er décembre 1959 Traité de l’Antarctique, portant sur l’interdiction d’activités militaires. États-Unis, France, Grande-Bretagne, Japon, Union sud-africaine, URSS (1960); Argentine, Australie, Chili (1961); Chine, Inde (1983).
5 aoí»t 1963 Traité portant sur l’interdiction des essais nucléaires sous-marins et atmosphí¨riques. Australie, Chine, États-Unis, France, Grande-Bretagne, Inde, URSS (1963); Chili (1965); Argentine (1986).
27 janvier 1967 Traité réglementant la découverte et l’utilisation de l’espace. Australie, États-Unis, Grande-Bretagne, URSS (1967); Argentine (1969); France (1970); Inde (1982); Chine (1983); Chili (1991).
1 février 1967 Traité de Tlatelolco interdisant les armes nucléaires en Amérique latine. États-Unis, Grande-Bretagne (1971); Chili, Chine, France (1974); URSS (1979); Argentine (1994). Australie, Inde (pas de ratification).
11 février 1968 Traité sur la non-prolifération des armes nucléaires. Grande-Bretagne (1968); Irak (1969); États-Unis, Iran, URSS (1970); Australie (1973); Chine, France (1992). Argentine, Chili, Inde (pas de ratification).
10 avril 1972 Traité sur l’expérimentation, l’utilisation et la destruction des armes bactériologiques. Iran (1973); Inde (1974); États-Unis, Grande-Bretagne, URSS (1975); Australie (1977); Argentine (1979); Chili (1980); Chine, France (1984); Irak (1991).
26 mai 1972 Traité ABM sur la limitation des systí¨mes missiles antibalistiques. États-Unis, URSS (1976).
3 juillet 1974 Traité TTBT sur la limitation des essais nucléaires souterrains d’une puissance supérieure í  150 KiloTonnes. États-Unis, ex-URSS (1990).
6 aoí»t 1985 Traité de Rarotonga sur la région dénucléarisée du Pacifique sud. Australie, Nouvelle-Zélande (1986); URSS (1988); Chine (1989); France (1996). Argentine, Chili, États-Unis, Grande-Bretagne, Inde (pas de ratification).
8 décembre 1987 Traité sur l’élimination des missiles balistiques et de croisií¨re de moyenne et de courte portée (500 í  5.500 Kilomí¨tres). États-Unis, URSS (1987).
19 novembre 1990 Traité FCE sur les forces conventionnelles en Europe. 22 pays de l’OTAN et de l’ex-Pacte de Varsovie (depuis 1990, 8 autres pays ont adhéré). Date d’entréé en vigueur prévue le 9 novembre 1992.
31 juillet 1991 Traité STARTI sur la réduction et la limitation des armes stratégiques offensives (missiles balistiques et intercontinentaux). États-Unis, ex-URSS (1994).
3 janvier 1993 Traité STARTII sur la poursuite de la réduction et de la limitation des armes stratégiques offensives (ramí¨ne le nombre total d’ogives í  un nombre entre 3.000 et 3.500). États-Unis (1996); ex-URSS (1997).
13 janvier 1993 Convention sur la guerre chimique (interdiction de la fabrication, du stockage et de l’utilisation d’armes chimiques). 150 États signataires. Entrée en vigueur: 180 jours aprí¨s la 65e ratification.
24 septembre 1996 Traité TICE d’interdiction totale des essais nucléaires. 150 États signataires. La France et le Royaume-Uni ont été les premiers États í  ratifier le traité le 6 avril 1998.

Sempé + Goscinny= Le Petit Nicolas

Intraduzí­veis e universais: Nicolas, Sempé
(Mário Sérgio Conti – 06.02.2005)

Um dos maiores sucessos editoriais do ano passado foi o livro “Histórias inéditas do Petit Nicolas”. (Não traduzi o nome do personagem porque ficaria por demais esquisito: Nicolauzinho? Nicolinha?) No dia seguinte í  chegada í s livrarias, a edição de 55 mil exemplares já havia esgotado. A nova edição, de 100 mil, foi embora em uma semana. E assim tem sido desde então.
O fenômeno é tão mais difí­cil de explicar porque, apesar do tí­tulo, as histórias de Pequeno Nicolas não eram bem inéditas. A filha de um dos autores, René Goscinny, achou numa caixa de papelão um monte de velhos jornais do interior com oitenta histórias do personagem que não haviam sido recolhidas em livro. Ela convenceu o ilustrador Jean-Jacques Sempé a juntá-las num volume.
O personagem foi inventado por Goscinny e Sempé nos anos 50. A dupla publicou suas aventuras durante seis anos e o abandonou definitivamente. As carreiras do escritor e do desenhista tomaram dimensões formidáveis. Goscinny criou a dupla Asterix e Obelix. Sempé tornou-se o ilustrador de maior projeção, depois de Saul Steinberg, da revista “The New Yorker”.
Os livros com o Petit Nicolas continuaram a ser reeditados e jamais saí­ram das livrarias. E, o que é mais surpreendente, foram traduzidos e lançados em mais de trinta paí­ses, onde também fizeram sucesso. Surpreendente porque não pode haver nada mais francês que o mundo de Petit Nicolas.

Sempé 4

(cont.) O menino tem uns sete anos, vive numa cidadezinha tranqüila do interior e a maioria de suas aventuras se passa na escola. É uma escola dos anos 50, só para meninos, onde a professora que ensina todas as matérias e o diretor enfrentam os garotos endemoniados. O pai de Nicolas sai cedo para um emprego indefinido, volta para casa no começo da noite, senta na poltrona para ler o jornal até que o jantar fique pronto. Sua mãe fica em casa cozinhando ou recebendo as amigas para o chá.

As histórias, sempre narradas por Nicolas, são curtas e engraçadas. Elas colocam em cena seus colegas: Agnan, o primeiro da classe e queridinho da professora; Alceste, que come o tempo todo e sempre tem comida no bolso; Clotaire, que chora o tempo inteiro porque não entende nada; Geoffroy, cujo pai é rico e lhe compra um monte de coisas. É um universo fechado, um universo infantil que se basta em si mesmo. Ele não é feito só de alegrias. Há o pânico com o boletim ruim no fim do mês, as brigas no recreio, as injustiças dos adultos.

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Já nos anos 50, ficavam do lado de fora os problemas com o trabalho e o dinheiro, os pais separados. E, agora, ficam de fora televisão (a única que existe fica na casa de Geoffroy, o riquinho,) não há videogames, preocupação com tênis e roupas, drogas etc.
Fácil supor que as “Histórias inéditas do Petit Nicolas” foram compradas por cinquentões, saudosos não só das aventuras do personagem como de suas infâncias. Ainda mais que a saí­da do livro se confundiu com o maior sucesso do cinema francês em 2004, “Os coristas”, que concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O filme também se passa numa escola, só que nos anos 40, numa França mais simples e, aparentemente, melhor que a de hoje.

Não por coincidência, o governo aproveitou a maré nostálgica para lançar mais um plano de reforma educacional. Dessa vez, ela privilegia a “disciplina” em detrimento da “criatividade”. Igualzinho como era a escola nos anos 50. Tudo ia muito bem até que vieram os especialistas, publicando artigos e dando entrevistas nos jornais. Eles comprovaram que a escola dos anos 50 não só era mais autoritária que a de hoje: ela era pior, em termos de ensino. A discussão educacional voltou então í  questão real: sem verbas (para formar professores; para equipar as escolas; para fazer com que os alunos fiquem mais tempo no colégio), a educação vai piorar.

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Lina não vai dormir sem ouvir uma história. Se deixar ela escolher, serão sempre as mesmas. É preciso aparecer com outras, tão ou mais atraentes. Haja livros, pois. Mas como há uma biblioteca infantil no bairro, no próprio prédio da escola dela, não há problema. O problema é que eu, assim como Drummond, tenho dificuldade em aceitar a idéia de literatura infantil. Sempre leio as histórias como um crí­tico.

à exceção das do Pequeno Nicolas. Elas são engraçadas, rápidas, cheias de supresas. O segredo é a narrativa em primeira pessoa. Ela faz com que os contos fiquem parecidos com as Conpozissõis Infãtis de Millôr Fernandes. Há, em suma, algo de muito especial nas aventuras de Nicolas: elas são tipicamente francesas, mas agradam dois brasileiros, uma menininha e um adulto.
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O que elas têm, sobretudo, são os desenhos de Jean-Jacques Sempé. Para o meu gosto, é o maior artista francês vivo. O chato é que não dá para explicá-lo. É preciso ver os seus cartuns, ler as suas histórias. É uma pena que não o tenham traduzido no Brasil. Pensando bem, é explicável que não o tenham traduzido. Ele é francês demais, cartesiano demais, clássico demais. Ele é genial mesmo: em cartuns, álbuns e verdadeiros romances ilustrados (“A ascensão social do senhor Lambert”, “Raoul Taburin”), capta a realidade e imediatamente a transforma em nostalgia.

Fonte: No Mí­nimo – msconti@nominimo.ibest.com.br

Sempé 2

Gigio Venturelli

Olí­mpia
ígua
Da Grécia
Que em sonho
Sem clórum
Me banho-amém/
Vivo dos que já foram/
Espero pelos q já

Vêm

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Eu budista
A admirá-la
Nessa água de véspera
A banhar-se
Nua/
Sem ágora nem agora
sem ser antes ou depois
Sendo justo-minuto
de intacto silêncio
Puro/
E ela?
Ela mandrágora de mim.

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