Cozinhando com Puros Dados – Sexta 27 de Janeiro de 2006

Sexta Feira – 27 de Janeiro de 2006.
Na Ybakatu ( Rua Itupava,414 das 16:00 ás 19:00hs ) – dramaturgia culinária: Cozinhando com Puros Dados…

da obra de Claudete Pereira Jorge:

Cánápés de Vários Tamanhos

uma performace efêmera e degustável.

com a presença da orquestra de Elétrodomésticos Organismo. Em Circuitos de Sabotagem Elétrica && oU Mecânica.

::::Sabores são palavras:::::

Vocabulário culto

abarbar-se = igualar-se

aênea = de bronze, bronzea

agro = campo cultivado

alimária = irracional, pessoa estúpida

aljava = carcás, lugar onde eram colocadas as flechas

almo, alma = que cria ou alimenta, favorável, benigno

alude = avalanche de neve

antiste, antí­stete = chefe superior

ansa = ensejo, pretexto

aplustre = ornamento da popa de um navio

ara = altar

arauto = mensageiro

armento = rebanho

atalaia = espião

atro = tenebroso

atroante = que faz estrondo

auriga = cocheiro, condutor do carro

auso = ousadia

avito = ancestral

baixel = embarcação

bálteo = cinto

batel = pequeno barco, canoa

bestunto = cabeça, cachola

bipene = machado de 2 gumes

broquel = escudo antigo

bulcão = nevoeiro espesso nuvem de fumaça

caduceu = vara com 2 serpentes enroscadas nas extremidades, é a insí­gnia de Hermes

caligem = escuridão

carcás = porta-flecha

celada = armadura p/ cabeça

célere = veloz

cenotáfio = monumento fúnebre (mas que não contém o corpo)

cerúlea = de cor azul

cesta = luva de atleta

cetáceo = delfim, golfinho

cevado = porco que foi engordado

clangor = som estridente

colchete = gancho pequeno que une uma parte da roupa a outra

colmilho = dente canino

coma = penacho

comado = frondoso

concionar = falar em assembléia

consócio = confrade, companheiro

consueto = usual

cratera = vaso de vinho

crebo = frequente

cúbitos = medida da mão até o cotovelo

demorar = morar

dês = desde

desí­dia = indolência

despiciendo = algo que se despreze

destarte, desta arte = desse modo

dicava = dedicava

divo = divino (cf. diva)

donosa = graciosa

drago =dragão, serpente

driça = corda que levanta a vela do bsrco

edaz = voraz

égide = escudo de Zeus com franjas de serpentes e no centro a cabeça da Medusa

em pós = atrás

entanto = no entanto

entretanto = enquanto isso

epicédia = composição em memória de alguém

eqüevo = da mesma idade, contemporâneo

éreo = bronzeo

escabelo = banco pequeno

escol = o que há de melhor

esculcar = vigiar

espeque = estaca

estomagado = irritado, indignado

estrênuo = esforçado

estuar = agitar

eviterno = que não há de ter fim

excogitar = inventar, imaginar

exicial = mortal

exouvir = ouvir com atenção

Fado = Destino

fanal = farol, facho

frecheiro, frecha = flecheiro, flecha

fulgente = brilhante

fulgido = brilhante

gárrulo = falante, tagarela

ginete = cavaleiro hábil

grenado = decidido, disposto

grevas = parte da armadura que protege o pé e a canela (grevado = usando grevas)

guarecer = curar, sarar

hasta = lança

hecatombe = grande sacrifí­cio de bois aos deuses

Hélade = Grécia

hirsuta = eriçada

imano = muito grande

imbele = não inclinado a guerra, covarde

imigo = inimigo

imo = í­ntimo profundo

inconcussa = inabalável, incontestável

indefesso = incançável

infrangí­vel = inquebrável

jactar-se = vangloriar-se

javardo = javali

jucundo = agradável

lardo = toucinho

látego = açoite

lauto = suntuoso, abundante

ledo = contente

lesto = ágil

lhano = franco, simples

libação = oferta de bebida aos mortos ou aos deuses

liça = combate

loriga = couraça

loro = correia dupla que sustenta o estribo

loução = enfeitado

lustral = diz-se da água empregada em purificações, como a água benta para os cristãos

mais = demais

maninho = estéril

merlão = intervalo dentado nos muros

mole (subst.) = massa informe

mora = demora

mossa = abalo

muscar = desaparecer

nado = nascido

nédio = de pele lustrosa

nenhures = em parte alguma

néscio = ignorante, estulto

nitente = resistente

nume = divindade

opimo = rico

ora = agora

ousio = ousadia

pavês = escudo grande

pélago = mar

peplo = túnica ampla

pesar = apesar

pichel = antiga vasilha

pingue = gordo

poldro = potro

portento = prodí­gio, maravilha

pós = após

preclaro = ilustre, famoso, notável

prélio = combate

prono = inclinado p/ frente

prosápia = ascendência

protervo = petulante

quedo = quieto

rapace = que rouba (cf. rapaz)

régia = palácio real

rego = vala

remí­gio = vôo das aves

remir = resgatar

requestar = pretender o amor de uma mulher

ressupino = deitado de costas

roble = carvalho

rórida = orvalhada

sabujo = cão de caça

serpe = serpente

sobre + infinitivo = além de

sócio = companheiro

sói = costuma

solapado = dissimulado

sólio = trono real

supedânio = estrado ou pequeno altar

tálamo = leito nupcial

tardonho = que anda lentamente

té = até

titubar = titubear

trescalar = exalar

trí­pode = antigo vaso de 3 pés

ubérrimo = fartí­ssimo

ulular = uivar, dar gritos agudos

vate = profeta

vau = baixio de um rio

velo = lã de carneiro

veloso = de lã

venusto = muito formoso

virente = próspero

vitualhos = ví­veres

tirado de http://www.humanas.ufpr.br/orgaos/cvec/cursos/iliada/trad.htm

Se eu, bazar provendo quermesse, não os tivesse tirado do esquecimento a que os votavam lendas e lendas, seu centro estava ausente, seu janeiro além do contrôle, a salvo de incêndios, de todo destino isento. Quis al. Num raio de dois olhares, nenhum lençol de fantasma para serenar meu gôsto por êsse tipo de espetáculo.

Leminski – Catatau.

Foto de Claudete em “Justa razão Aqui delira”: Gilson Camargo
Foto da Sabotagem: Não sei de quem, Goto que postou.

Estrutura – Decapitado


Surface Tension_Curitiba

Throughout the course of the exhibition, an active connection was sought with individuals and groups conducting and orchestrating related actions and activities. Making connections with local practitioners, street artists, activists, musicians, and city officials, linkages were sought as a means to open up conversations in and around questions of spatial practice, languages of otherness, technology, and perspectives on urban environments. This was centered around turning the kitchen into a hub – wiring up appliances, creating on-line interfaces, identifying the space as an instrument…

Microsoft terá que abrir código-fonte do Windows

A Microsoft anunciou, nesta quarta-feira, que vai abrir o código-fonte do sistema operacional Windows. A decisão cumpre uma das exigências da União Européia, que ameaçou multar a empresa por práticas monopolistas.

Brad Smith, responsável legal da Microsoft e um dos vice-presidentes da empresa, comparou o código-fonte “ao DNA” do Windows em entrevista coletiva em Bruxelas, na qual fez o anúncio. O dirigente explicou que se trata “da descrição mais precisa e autorizada possí­vel da tecnologia do sistema Windows”.

O código-fonte é o conjunto de dados que serve de base para o programa, e sua função é traduzir para uma linguagem compreensí­vel o funcionamento do mesmo. É considerada a melhor maneira para que um programador possa modificá-lo. Smith explicou que a Microsoft chegou “í  conclusão que a única forma de satisfazer as demandas da CE é ir além da decisão tomada pelo órgão em 2004 e oferecer licenças para o código-fonte”.

Em março de 2004, o Executivo comunitário multou a Microsoft em 497 milhões de euros por abuso de posição dominante, e pediu que a companhia aplicasse uma série de medidas corretivas. Entre tais medidas estavam a obrigação de divulgar os dados necessários para que fabricantes de softwares pudessem operar no Windows e o desenvolvimento de uma nova versão do sistema operacional sem o reprodutor Media Player.

White explicou que a Microsoft já tinha cedido í s exigências da UE ao oferecer aos fabricantes de programas mais de 12 mil páginas de documentação técnica com as especificações para os protocolos de comunicação e 500 horas de assistência técnica gratuita. No entanto, em dezembro passado o Executivo comunitário julgou “insuficiente e incorreta” a informação que a Microsoft proporcionava í s empresas concorrentes, e ameaçou multar a companhia em 2 milhões de euros diários caso a situação não fosse corrigida até a data de hoje.

Nesta terça-feira, no entanto, a União Européia decidiu prorrogar o prazo por mais três semanas – até o próximo dia 15, para que a Microsoft apresente sua defesa jurí­dica no caso.

Copiado/colado de: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI849205-EI4801,00.html

wocc do ikam – o futuro

ufo112

Wocc do Ikam – o futuro do organismo
login> occam
senha>fe9f3b1
Flua por mais este tecido!

1. organismo – 76.39 reais. quantos/quem divide? voluntários avisar pela lista leminski para calcular fração per capita (per caspite?) – Colaboradores sejam bem vindos em hospedar dados no servidor ( dentro do espaço possí­vel).
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24/01-23-23hs– É interessante que os colaboradores recebam uma explicação sobre como funcionam os seguintes itens: limites periódicos (ou máximos) de upload de fotos/dados, taxa de transporte de dados (é 76 pila porque é, ou porque está?). Vamos raciocinar. Já que agora o pagamento se organizou, há outras opções de servidor, de banda, de storage? Quem tiver dados CONCRETOS sobre opções, diga ao Occam.

E será que não é o caso de fazermos um mutirão nas pastas e filtrarmos fotos em duplicidade, mencionadas por Glerm. É comum fazer upload de mais de uma versão de uma foto, mas postar uma só. Como eventualmente apagar dados com a certeza de não “arrebentar” posts antigos?
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26/01-16-20hs De que forma o arquio de imagens do blog pode ser acessado para pesquiza e reutilização?
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Boleto está colado na lista leminski. colaboradores aguardados. Vamos tentar manter esse espaço sem publicidade e sem ser cooptado por instituições.
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Apoiado! Libertas!
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2. futuro do blog em site specific ( espaço fí­sico e humano levado em conta, e levando ação para campos além da internet). até onde dá para ir com a estruturação atual? o que ganha – estruturalmente – antecipando a travessia do Rio Jordão, qual seja, a mudança do blog para o site specific?
Resolução 1 – Acredito que a melhor maneira de utilizar um espaço é criando um ” núcleo de produção” num espaço fí­sico conectado na internet, onde a rede local possui um acervo que pode ser usado nas performances.
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25/01-23;30 – É ruim para o blog se a rede local a ser usada nas performances seja sempre montada e desmontada para instalações em outros locais. Se é para performance, beleza, mas in loco. A metarecilagem que nos dê a possibilidade de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Não acho bom que o blog fique saindo do ar. Um visitante que veja o site “forbidden” ou offline, pode não voltar. Bad, Flipper.
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Resolução 2 – Acredito que essa ação pode ser melhor planejada, pois precipitada pode gerar gastos mal-calculados onde se desperdiça energia que poderia incubar este módulo com recursos que já temos ( conexões, máquinas e espaços privados) possibilitando a realização deste objetivo num prazo mais maduro e com resultados mais objetivados. ( Problemática de mudar-se para o local – considerando disposição de Glerm e Simone – sentindo-se pressionados por decisão eufórica).
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25/01-23:30As decisões eufóricas são sempre as melhores! Teoria do risco-proveito. A questão que sobressai, claro, é o dilema dos conflitos público-privado. Aguardar pode ser mais interessante . Pode sugir outra idéia. Vamos farejar.
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3. ONGanismo. cientistas+artistas e artistas+cientistas:
Sustentabilidade: Digitalização e suporte para recombinação de acervos como suporte para captação de recursos, licenciando-os em formatos “colaborativos” de distribuição.
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25/01-2330hs – vamos começar com a recuperação dos acervos públicos do paraná de nossas próprias casas, no blog. Vai nos dar cancha e, mais importante, auto-justificação formal.
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Trabalhar com software livre em todos estes processos, sustentando um ciclo de desenvolvimento de ferramentas que pode expandir-se como cenário cultural.
troca de experiencia performática e plástica com técnicas tecnológicas de construção de significado e forma e/ou articulação de circuitos autônomos. Metarreciclagem para uso em processos dedicados a performace, digitalização e comunicação em rede.
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25/01-23hs- performances open source como princí­pio (performances, atos públicos, instalações), mais do que emperrar processos com deficiências eventuais não controláveis. A mensagem não pode esperar 6 meses para que um programador de Bombaim conserte nosso veí­culo
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– Ação colaborativa, registrada e recombinante por essência. estí­mulo a um cenário cultural onde se articula em circuitos colaborativos, com ciclos mais amplos, que vão do cientista- pesquisador ao artista-produtor cultural.

“We live, as we dream – alone”

heart of darkness
Museu Oscar Niemeyer. Janeiro de 2006.
Foto: Mathieu Bertrand Struck
Creative Commons License

The Heart of Darkness (O Coração das Trevas)
JOSEPH CONRAD, 1899.


The Nellie, a cruising yawl, swung to her anchor without a flutter of the sails, and was at rest. The flood had made, the wind was nearly calm, and being bound down the river, the only thing for it was to come toand wait for the turn of the tide.

The sea-reach of the Thames stretched before us like the beginning of an interminable waterway. In the offing the sea and the sky were welded together without a joint, and in the luminous space the tanned sails of the barges drifting up with the tide seemed to stand still in red clusters of canvas sharply peaked, with gleams of varnished spirits. A haze rested on the low shores that ran out to sea in vanishing flatness.

The air was dark above Gravesend, and farther back still seemed condensed into a mournful gloom, brooding motionless over the biggest, and the greatest, town on earth.

The Director of Companies was our captain and our host. We four affectionately watched his back as he stood in the bows looking to seaward. On the whole river there was nothing that looked half so nautical.

He resembled a pilot, which to a seaman is trust worthiness personified. It was difficult to realize his work was not out there in the luminous estuary, but behind him, within the brooding gloom.

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Continue a ler este fantástico livro, baixando sua versão completa em inglês (em domí­nio público) aqui.

Não há versão online em português, mas o texto de Conrad (de ascendência polaca mas anglicizado na juventude) é considerado de fácil acesso (mais do que isso, a “crí­tica” negou a Conrad o devido valor literário por muito tempo, relegando-o í  estante de livros infanto-juvenis e congêneres – ledo engano).

Basicamente, a narrativa de Conrad é construí­da sobre elementos antipodais entre si. É o horror face a lucidez, a luz face a escuridão, a sanidade face a loucura, o ‘civilizado’ face ao ‘selvagem’.

A obra é perturbadora e emblemática da história do colonialismo europeu no continente africano (Conrad inspirou-se nas loucuras de Leopoldo II da Bélgica no Congo), retratando o processo de degeneração mental e moral de um homem branco penetrando nos confins da selva equatorial africana.

No entanto, transcendendo seu próprio contexto histórico, o livro retrata mais amplamente o processo de mergulho da alma humana em seus próprios horrores e loucuras.

A trama passa-se na subida do serpenteado Rio Congo em um navio a vapor, coisa que muitos devem lembrar na conhecida releitura cinematográfica da obra, Apocalipse Now.


joseph-conrad

Mesa de trabalho de Joseph Conrad.
Photo by Ana Pinta – some rights reserved.

O coração das trevas é o mais intenso de todos os relatos que a imaginação humana jamais concebeu.” (Jorge Luis Borges)

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Outros livros em domí­nio público podem ser encontrados aqui e aqui.

Beyond Move 36

passeio-jogo
Xadrez no Passeio Público, Curitiba-PR.

UNA PARTIDA DE AJEDREZ
Stefan Zweig

A bordo del transatlántico que a medianoche debí­a zarpar rumbo a Buenos Aires reinaban la habitual acucia y el ir y venir apresurado de la última hora. Se confundí­an y se abrí­an paso a codazos los allegados que acompaí±aban a los viajeros; los mensajeros de telégrafos, con las gorras terciadas, recorrí­an los salones como flechas, gritando tal o cual nombre; se arrastraban baúles y se traí­an flores; por las escaleras subí­an y bajaban nií±os movidos por la curiosidad, en tanto que la orquesta tocaba briosamente la música de acompaí±amiento de la deck show. Un poco apartado de ese tumulto, estaba yo conversando con un conocido sobre el puente de paseo, cuando a nuestro lado estallaron dos o tres agudos fogonazos de magnesio; algún personaje destacado habí­a sido entrevistado y fotografiado, al parecer, instantes antes de la partida. Mi acompaí±ante miró hacia aquel lado y sonrió:

�Llevan ustedes un tipo raro a bordo, a ese Czentovic.

Debo haber revelado con un gesto harta ignorancia ante esa noticia, pues mi interlocutor agregó en seguida a guisa de explicación:

ââ?¬â?Mirko Czentovic es el campeón mundial de ajedrez. Acaba de recorrer los Estados Unidos, de este a oeste, interviniendo en torneos, y ahora se dirige a la Argentina, en procura de nuevos triunfos.

Entonces recordé efectivamente el nombre del joven campeón mundial y aun algunos pormenores de su carrera meteórica; mi compaí±ero, un lector de periódicos más asiduo que yo, estaba en condiciones de completarlos con toda una serie de anécdotas.

Continue a ler “novela de xadrez” de Stefan Zweig, imperdí­vel.
Compre aqui, quando não estiver mais esgotado.

xadrez-espanha
Jogo de xadrez interrompido e aprisionado.
Biblioteca Miguel de Cervantes, Praça da Espanha,Curitiba-PR.

Fotos: Mathieu Bertrand Struck
Creative Commons License

In chess, a computer can do the logical thinking of thinking about all of the move and counter-move sequences and think all of the different sequences of moves 12 moves ahead and consider billions of those in a few seconds. Garry Kasparov, the chess master, was asked, “How many board positions can you think of in a second?” He said, “Well, less than one.” So how is it that he can actually compete against a machine? It’s because of pattern recognition. He looks at the board and just instantly recognizes a pattern. He sees: “This is like the board where grand master So-and-So forgot to protect his trailing pawn two years ago.” And he’s actually studied 100,000 board positions. That is how humans think, largely by recognizing patterns“.

Corte Raso

navalha-occam

Navalha na liga

(Itamar Assumpção e Alice Ruiz)

Nada pode tudo na vida.

Por que toda estrela pisca no céu
E o cometa risca?

Por que você não se arrisca, meu bem
E vem, belisca e petisca?
Por que teu beijo faí­sca?

Valha navalha na liga
Nada na barriga
Valha navalha

Não se escandalize, não
Tudo isso a gente pensa
Quando entra em transe
Quando sai da crise

Vou dizer não, não, não, não, não, não
Tantas vezes até formar um nome
Até formar seu nome

Valha navalha na liga/nada pode tudo na vida

Falta de sorte
Fui me corrigir
Errei

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O Macaco e a Viola
Um dia o macaco foi í  casa dum barbeiro fazer a barba. No momento de fazer a barba, o barbeiro cortou-lhe um pedaço do seu rabo.

– Me dá o pedaço do meu rabo, disse-lhe o macaco, ou eu te tomo a navalha.

O barbeiro recusou e o macaco tomou-lhe a navalha e fugiu.

Indo por um caminho, encontrou uma mulher escamando peixe com um pedaço de pau.

– Toma, aí­ tens uma faca para escamar o peixe, disse-lhe e deu-lhe a navalha.

Passado alguns dias voltou e pediu de volta a navalha.

– Não a tenho mais, disse a mulher, escondendo a navalha.

– Me dá a navalha de volta ou te tomo uma sardinha.

A mulher não cedeu e o Macaco tomou-lhe uma sardinha e fugiu. No caminho, avistou um padeiro comendo pão seco í  porta da padaria.

– Toma, aí­ tens um peixe, disse-lhe e deu-lhe a sardinha.

Depois de algum tempo voltou e reclamou a sua sardinha.

– Comi-a, respondeu o padeiro.

– Se não me deres a sardinha eu te tomo um barril de farinha, disse-lhe.

O padeiro não cedeu e o macaco tomou-lhe um barril de farinha e fugiu. No caminho, encontrou uma escola de meninas. Disse í  professora:

– Toma esta farinha; fazei bolos para as vossas meninas, e lhe deu o barril.

Voltando depois de certo tempo, reclamou seu barril.

– Não o tenho mais, respondeu a professora; fiz bolos para as meninas.

– Me dá a minha farinha ou eu carrego a mais bonita menina da escola.

A professora não cedeu e ele pegou uma das meninas e fugiu. No caminho encontrou uma lavadeira que estava sozinha lavando a roupa. Disse-lhe:

– Toma, aí­ tens uma menina para ajudar-te. E deixou a menina.

Algum tempo depois, voltou e reclamou a menina. A lavadeira escondeu a menina atrás duma árvore e respondeu:

– A menina! Não tenho mais: ela afogou-se no rio.

– Me dá a menina ou eu te tomo uma camisa.

A lavadeira não deu e ele tomou uma camisa de homem e fugiu. No caminho, encontrou um fabricante de instrumentos musicais, trabalhando em sua loja, sozinho e amarrotado. Disse-lhe:

– Aqui tens uma camisa nova, e lhe deu a camisa.

Algum tempo depois voltou e reclamou a camisa.

– Não posso devolvê-la, ela está toda rasgada.

– Me dá a minha camisa ou te tomo uma viola.

O violeiro não deu a camisa e o Macaco tomou-lhe uma viola e fugiu.

Subiu com sua viola ao teto da casa e se pôs a cantar:

Do meu rabo, fiz navalha;
Da navalha, fiz sardinha;
Da sardinha, fiz farinha;
Da farinha, fiz menina;
Da menina, fiz viola;
Dum! Dum! Dum!
Vou-me embora!

Jangada Brasil

Para-chute or Shutdown – Bataille Bikes


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Accursed share
From Wikipedia, the free encyclopedia.

In Georges Bataille’s theory of consumption, the accursed share is that excessive and non-recuperable part of any economy which is destined to one of two modes of economic and social expenditure.

Either it is spent luxuriously and knowingly without gain in the arts, non-procreative sexuality, spectacles and sumptuous monuments, or it is obliviously destined to an outrageous and catastrophic outpouring in war.

Trefoil Knot (How I Learned to Stop Worrying and Build a Brain)

cell
Photo: Eddie Law – é All rights reserved

Whispers of Immortality, T.S. Eliot (1920)

Webster was much possessed by death
And saw the skull beneath the skin;
And breastless creatures under ground
Leaned backward with a lipless grin.

Daffodil bulbs instead of balls 5
Stared from the sockets of the eyes!
He knew that thought clings round dead limbs
Tightening its lusts and luxuries.

Donne, I suppose, was such another
Who found no substitute for sense, 10
To seize and clutch and penetrate;
Expert beyond experience,

He knew the anguish of the marrow
The ague of the skeleton;
No contact possible to flesh 15
Allayed the fever of the bone.
. . . . .


trefoil-knot

. . . . .

Grishkin is nice: her Russian eye
Is underlined for emphasis;
Uncorseted, her friendly bust
Gives promise of pneumatic bliss. 20

The couched Brazilian jaguar
Compels the scampering marmoset
With subtle effluence of cat;
Grishkin has a maisonette;

The sleek Brazilian jaguar 25
Does not in its arboreal gloom
Distil so rank a feline smell
As Grishkin in a drawing-room.

And even the Abstract Entities
Circumambulate her charm; 30
But our lot crawls between dry ribs
To keep our metaphysics warm.

nomm

Photo: Rein Nomm – é All rights reserved

Quebrando a cabeça para resolver a equação – Crossed Puzzle



Sistemas Elétricos
Cadeias Alimentares
Teias e nós na WWW
O Desespero da gula
os processos digestivos
fj840yu0h4t0 as subtexturas
da lí­ngua – letra solta
Busca então o significado
agrega os clãs saciando a fome,
e além dela um motivo pra brindes,
algo dentro da forma
– nutre a cor dos origames.
Sistemas decimais convertidos
por volts
Alfabetos completos,
vernáculos,
tubérculos

e um leitor com fome de enzimas catalizadoras.

Alors que l’économie s’est toujours fondée sur la rareté pour mettre l’accent sur la production, Bataille, s’inspirant de l’Essai sur le don du sociologue Marcel Mauss, affirme le contraire : que c’est í  un excí¨s d’énergie qu’il nous faudrait faire face, lequel ne saurait être réinvesti dans quelque production, mais consumé, dépensé en pure perte. Mobilisant l’Histoire la plus ancienne, il indique comment certaines sociétés surent s’inventer des formes appropriées de dépense : tel fut le sacrifice pour les Aztí¨ques ou le potlatch pour les Amérindiens. Rappelant l’Histoire la plus récente, il montre í  quelle dépense catastrophique s’expose une société qui ne veut pas tenir compte d’une telle í« part maudite í».

Accursed share
From Wikipedia, the free encyclopedia.

In Georges Bataille’s theory of consumption, the accursed share is that excessive and non-recuperable part of any economy which is destined to one of two modes of economic and social expenditure.

Either it is spent luxuriously and knowingly without gain in the arts, non-procreative sexuality, spectacles and sumptuous monuments, or it is obliviously destined to an outrageous and catastrophic outpouring in war.


Limite: ações calculadas para encontrar ponto de convergência entre amigos espalhados pelo mundo. Existe um esforço, um esforço pela coletividade; enquanto poderíamos apenas indeterminar, medir o efeito de cada piscada, colocar a questão no nível existencial, morfológico, psíquico. Mas sim existe algo a ser medido, alguem se importa, alguem visita o sítio específico, alguem comparece a uma tentativa. Mas vai ficar sempre no tanto faz? tanto faz? tanto faz? então fica uma caneta em cima da mesa, um monte de fita crepe, algo menos esperado do que os espetáculos de sempre, discussões debates. Se o problema é existir, exista. Se o problema é dividir-se, chame os amigos. As ferramentas já estão, aí, os manuais, as equações, as bombas e o que mais me diga? As senhas, uma senha , outra senha, mais outra. Outra tradução vernácula. o Sol, o banho, a chuva. tantotato faz? Se é confundir, Enrolar comunique para massas cada vez maiores. e fim. de novo começo. fim. tanto faz. choveu. parou. jogue os dados, tua vez. relevante como sempre foi a minha vez. faça alguma coisa.

0=fora disso.

limite=tendendo a zero. perceba: é simples – não da pra dividir por zero. defina-se. derive-se. faça alguma coisa.

É batata!

potato

Supõe-se em um campo e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar somente uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir í  outra vertente, onde há batatas em abundância; mas se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrerão de inanição. A paz, neste caso, é a destruição; a guerra, é a esperança. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí­ a alegria da vitória, os hinos, as aclamações. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se. Ao vencido, o ódio ou compaixão… Ao vencedor, as batatas !” – Quincas Borba, Machado de Assis.

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A batata (Solanum tuberosum L.) é originária dos Andes peruanos e bolivianos onde é cultivada há mais de 7.000 anos. Recebe diferentes nomes conforme o local: Araucano ou Poni (Chile), Iomy (Colômbia), Papa (Império Inca e Espanha), Patata (Itália), Irish Potato ou White Potato (Irlanda).

A batata foi introduzida na Europa antes de 1520 sendo responsável pela primeira revolução verde no velho continente: os ingleses incendiavam os trigais e matavam os porcos criados pelos irlandeses, levando o povo í  miséria, entretanto a batata resistia ao pisoteamento das tropas, í s geadas e ficavam armazenadas no solo.

Alguns governantes impuseram medidas para a difusão da batata na Europa: Frederico Guilherme , da Prússia, ordenou a amputação do nariz de todos os camponeses que não plantassem batatas; Luis XVI, da França, ordenou a instalação de canteiros em locais públicos com a presença da guarda armada somente durante o dia – o que vale ser guardado vale ser roubado.

A difusão da batata em outros continentes ocorreu através da colonização realizada pelos paí­ses europeus, inclusive no Brasil. Inicialmente era cultivada em pequena escala em hortas familiares, sendo chamada de batatatinha, assim como na construção de ferrovias ganhou o nome de batata inglesa, por ser uma exigência nas refeições dos técnicos vindos da Inglaterra.

Pesquisadores da história da alimentação apontam duas razões básicas para o êxito e a disseminação da batata: o valor energético / ausência de colesterol e o fato de possuir sabor e cheiro pouco acentuado, possibilitando centenas de combinações que resultam em sabores diferentes.

Nutricionistas da FAO afirmam que uma dieta composta de batata e leite poderia suprir, em caráter de emergência, todos os nutrientes de que o organismo humano precisa para se manter.

Atualmente a batata é o 4ú alimento mais consumido no mundo, após arroz, trigo e milho.

Fonte

sr.batata

Textos no LiqÃ?¼idificador. – PUROS DADOS CALL FOR PAPERS

Mande textos, desenhos, equações resolvidas e auto-estruturas para serem registradas no corpo dos eletrodomésticos, do nosso lar em progress. Encontre-se. Seja-se.


PUROS DADOS STUDIES SOCIETY– de TERÇA A SEXTA no espaço YBAKATU – Rua Itupava, 414 das 14:00 ‘as 19:00… ou procure glerm online em
jabber: glerm@jabber.org
msn: guilhermesoares@netpar.com.br

às Sextas – Estudos e processos para uma Boca Livre.

“Dentes guardados. Não acabam nunca se guardados. Na boca apodrecem

hilda hist
“.