A Cidadela Proibida de Kowloon

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A Cidadela Proibida de Kowloon
por Mathieu Bertrand Struck
(adaptado e traduzido de diversos sites da internet, predominantemente da Wikipedia)

Kowloon é uma das mais curiosas anomalias urbanas de que se tem notí­cia. Destruí­da em 1993 por decisão mútua de China e Reino Unido, a cidadela ficava na principal pení­nsula da cidade de Hong Kong.

Possuí­a, até antes de seu desaparecimento, cerca de 50,000 habitantes distribuí­dos numa diminuta área de 0.026 kmí² (densidade populacional de 1.900.000 pessoas por kmí²). Tratava-se, comprovadamente, do lugar mais denso em população do globo.

As origens da cidadela remontam a meados do Século XIX, tendo se originado de uma fortificação militar, construí­da sobre as ruí­nas de um antigo posto de observação na Pení­nsula de Kowloon.

Após a cessão da Ilha de Hong Kong para os ingleses em 1842 (Tratado de Nanjing), as autoridades imperiais chinesas julgaram necessário estabelecer um posto de observação militar para dominar a pení­nsula e verificar periodicamente a eventual expansão da influência inglesa na área.

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Em 1898, celebrou-se uma Convenção que cedeu outras porções do território chinês de Hong Kong para os ingleses, por 99 anos adicionais. A Convenção excluiu a Cidadela (então com população de cerca de 700 pessoas), que permaneceu no domí­nio da China, podendo esta manter tropas na pení­nsula, desde que não interferissem nas atividades inglesas.

A Coroa inglesa logo desconsiderou esta parte do acordo, atacando Kowloon em 1899, mas encontrando-a completamente deserta. Nada foi feito com a Cidadela e a questão de sua propriedade foi deixada em segundo plano.

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Por volta de 1940, a Cidadela se converteu em uma vizinhança altamente populosa, toda concentrada dentro das suas muralhas. O enclave permaneceu como parte do território chinês a despeito das intensas mudanças polí­ticas da China (queda da dinastia Qing, estabelecimento da República e, finalmente, advento do Comunismo)

A Cidadela permaneceu como uma curiosidade e uma atração turí­stica para colonos e turistas ingleses, que podiam sentir, visitando suas vielas, o gostinho da China antiga.

Com a ocupação de Hong Kong em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão evacuou a Cidadela e a demoliu quase completamente (incluindo suas muralhas), para obter materiais de construção para obras militares.

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Vista aérea da Cidadela de Kowloon

Depois da rendição japonesa, a Cidadela começou a ser reocupada, resistindo a diversas investidas inglesas, até 1948, para que a desocupassem. Sem muralhas para protegê-la, Kowloon tornou-se um refúgio certo para toda sorte de bandidos, salteadores e viciados em ópio, já que a polí­cia de Hong Kong não tinha direito de entrar na Cidadela e a China continental recusava-se a cuidar da questão.

Com o estabelecimento definitivo do Comunismo chinês, em 1949, milhares de refugiados (predominantemente de Guangzhou) emigraram para Kowloon. A Coroa inglesa já estava farta e passou a adotar um posicionamento mais interventivo na Cidadela. Um assassinato no interior das muralhas, em 1959, acendeu uma pequena crise diplomática e as duas nações ficaram tentando empurrar uma a outra a responsabilidade pelo território, então completamente dominado pelas Trí­ades anti-Manchúria (o sindicato do crime organizado de Hong Kong).

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O domí­nio das Trí­ades durou até meados dos anos 70, quando no biênio 1973-1974, cerca de 3.000 investidas policiais ocorreram na Cidadela Proibida de Kowloon.

Com a diminuição do poder das Trí­ades, uma estranha sinergia urbana floresceu e a Cidadela passou a crescer organicamente. Os prédios começaram a se fundir uns aos outros e milhares de modificações urbanas ocorreram (virtualmente nenhuma foi promovida por engenheiros ou arquitetos) até transformar a cidadela num verdadeiro monolito de alvenaria. Corredores labirí­nticos (antigas ruas e vielas) percorriam a massa de prédios, muitas vezes saindo do ní­vel do chão e entrando dentro dos prédios em andares superiores.

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Havia duas únicas regras construtivas: a eletricidade tinha que ser instalada em todos os locais, para evitar incêndios, e os prédios tinham que ter 14 andares, em razão da proximidade de um aeroporto. Apenas oito canos de água eram providenciados pela prefeitura. O restante possivelmente vinha de poços internos.

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No iní­cio da década de 80, a Cidadela Proibida de Kowloon tinha cerca de 35.000 habitantes, com uma estatí­stica de crimes muito abaixo daquela da cidade de Hong Kong propriamente dita, a despeito da inexistência de qualquer repressão legal formal.

A Cidadela era também conhecida pelo seu enorme número de dentistas clandestinos e sem licença, pois ali era o único local possí­vel em que poderiam operar sem perseguição oficial.

Em algum momento, os governos chinês e inglês chegaram í  conclusão de que era demais manter aquela massa urbana anárquica de pé, a despeito da baixa criminalidade. Se o Mercado Negro regional tinha uma localização precisa, era a Cidadela. As condições sanitárias, ao que consta, também não eram das melhores.

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Em uma declaração conjunta de 1984, a China autorizou as autoridades britânicas a demolir a Cidadela e realojar seus habitantes. A decisão foi executada apenas em 1993. Um parque municipal foi erguido em seu lugar.

Era o fim de 九龍城寨, Hak Nam, a Cidade da Sombra, a velha Cidadela Proibida de Kowloon.

Sua história lança profundas reflexões sobre os ajuntamentos humanos e o urbanismo. Curioso perceber que após o fim das Trí­ades, a cidade funcionou por décadas sem ordem estabelecida e uma relativa anarquia, com taxas muito baixas de violência e uma economia interna muito bem estabelecida. Sinal de que as coisas, apesar de tudo, tendem invariavelmente í  Ordem? Mesmo que tenham a aparência do mais legí­timo Caos?

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Cartografia da Cidadela de Kowloon

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Em tempo: A palavra ‘Kowloon’ significa ‘Nove Dragões’ e representa os oito morros circundantes de Hong Kong, sendo que o Imperador Chinês representa o nono ‘dragão’.

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Informações Adicionais:

http://en.wikipedia.org/wiki/Kowloon_Walled_City

http://www.arch.columbia.edu/gsap/21536

http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_Hong_Kong

http://www.twenty4.co.uk/on-line/issue001/project02/KWC/

“Ascensão e Queda da Fotografia Paranaense” – Tomo I, V. 2 = Conflito Intergeracional Ã?  espera de um Desmentido.

occam-orlandinho

Occam hackeia Orlando Azevedo.


Coração do Brasil

Coração… diz pra mim
por que é que eu fico sempre desse jeito?
Coração… não faz assim
você se apaixona e a dor é no meu peito
Pra que que você foi se entregar
se na verdade eu só queria uma aventura?
Por que você não pára de sonhar
é um desejo e nada mais
E agora o que é que eu faço
pra esquecer tanta doçura
Isso ainda vai virar loucura
não é justo entrar na minha vida
Não é certo não deixar saí­da, não é não

che-orlan

Agora agüenta coração
já que inventou essa paixão
Eu te falei que eu tinha medo
amar não é nenhum brinquedo
Agora agüenta coração
você não tem mais salvação
Você apronta e esquece que você sou eu
(Paulo Sérgio Valle / Prentlce / Ed Wilson)
orlando-vader

é tudo verdade ou, culto e grosso

Caros fotografos e amigos, acho que o Orlando Azevedo, nesse seu “mergulho ao coração do Paranᔝ, tropeçou em sua vaidade e bateu com cabeça em um vespeiro!!!
Todo o meu apoio ao trabalho excelente que a Milla vem fazendo com o NUCLEO DE ESTUDOS DA FOTOGRAFIA, ao Beto Batata e aos outros bares trôpegos que sempre abrigaram a fotografia curitibana, tão desprezada por esse senhor.
João Urban

http://www.oplanob.com.br/index.php?itemid=35&catid=4#

as fotos da mylla são absolutamente sem pilha ,sem emoção e nenhuma poética.
não acrescentam nada, rien de tout
a fotografia percorre esse universo do discurso da obscuridade e curitiba tem essa pegada patética de divinas criaturas , sosella, núcleo de, betos batatas etc etc
guetos da mediocridade. falta crí­tica e nos bares trôpegos nascem as deformações dos pesadelos.
etí­licos passaportes da conivência.

as tears go by

aqui de prudentópolis
desejo prudência
devagar com o andor
porque o santo está nu
palmas para dom quixote
sempre
20/11 20:55:30
Orlando Azevedo

Escritório


C.L. SALVARO e Vanessa CARVALHO. Escritório – MAC-pr. 2004 – scanneado diretamante do contato

Escritório foi uma instalação realizada em uma exposição coletiva no MAC do Paraná em setembro de 2004. De concepção de C. L. Salvaro, foi literalmente montado em uma das salas do museu um escritório com intuito de prestar serviços í  comunidade através do agenciamento e divulgação de ações artí­sticas. A obra serviu como crí­tica í s instituições de arte que muitas vezes não cumprem determinados papéis importantes e acabam fechando os olhos para várias ações artí­sticas que ocorrem na cidade.

Enquanto isso, na Tunísia…

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Foto: Jordy Gaya-Gallofré


DEL END @ Cartago

Aviso aos Navegantes: começou hoje em Tunis (capital da Tuní­sia, antiga sede de Cartago) a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (World Summit on the Information Society).

Muito embora alguns clamem que a reunião foi esvaziada por falta de consenso entre os paí­ses-membros sobre pontos-chave a respeito do futuro da worldwideweb, é certo que está se delineando um plano de ação mundial para um maior controle do fluxo de informação contemporâneo. As intenções da ONU são claras: “discutir meios de democratizar o controle da internet no mundo”.

Critica-se a preponderância que entidades norte-americanas possuiriam sobre os sufixos das URLôs (.com, .org. etc.), mas a “genial” saí­da encontrada é apenas mais uma agência internacional, com milhares de escribas e burocratas e salários polpudos em Genebra. Who watches the watchmen, cara-pálida?

Chamam isso de governança e outros belos adjetivos. Pode significar (ainda) menos liberdade.

Agruras do multilateralismo…A Sociedade Aberta não tem Bay-Window.

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Mercado írabe, Bazar Persa, Bricabraque. Falta charme ao E-Bay.

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Morro da Palha – Campo Magro-PR

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Morro da Palha (Campo Magro-PR) e pastagens circunvizinhas.
Vista do “Bar do Paulo”, ponto de parada de jipeiros, trilheiros e afins. O Morro pode ser reconhecido em razão de três pinus encravados em uma de suas faces.


Arredores de Curitiba, continuação.

Localizado a Noroeste da capital paranaense, o Morro da Palha é o ponto culminante do municí­pio de Campo Magro. A trilha que acede ao seu topo inicia-se nas proximidades da Estrada da Conceição dos Correas, um belí­ssimo caminho rural, repleto de surpresas (tais como paisagens bucólicas, pequenas plantações, igrejas e casarões antigos).

O topo do morro pode ser atingido em uma caminhada de 30 minutos. A vista é privilegiada e pode-se contemplar, de um lado, o iní­cio da Serra de São Luiz do Purunã e, do outro, um corte lateral da cidade de Curitiba e de seu skyline. Ao fundo, toda a Serra do Mar se descortina. Em outras direções, pode se ver a Cordilheira do Santana, formação geológica localizada na cidade de Rio Branco do Sul e, ao Sudoeste, os arredores da Lapa.

No sopé do Morro da Palha há um simpático e rústico comércio (misto de mercearia com churrascaria, de propriedade de um agradável casal – Marcell e Ana), chamado “Bar do Paulo”, ali instalado desde alguns anos. É parada obrigatória dos jipeiros e trilheiros que por ali passam (cerca de 400 pessoas por final de semana). Da varanda do “Bar do Paulo”, podem ser observados os vôos dos praticantes de paraglider. Um destes, segundo se conta, dali pulou para ir parar em Mafra-SC (!).

Mais adiante, na própria Estrada da Conceição dos Correas, fica o restaurante “Casarão”, instalado em uma antiga edificação local, recentemente reformada. Ao que se noticia, a comida é muito boa.

Há mais de um caminho para chegar lá, mas certamente o mais prático é pela Estrada do Cerne, na continuação da Av. Manoel Ribas, em Santa Felicidade. No nosso caso, voltamos pelo Distrito de Queimadas (muito próximo í  sede da Empresa de íguas Ouro Fino) em direção ao Distrito de Bateias, municí­pio de Campo Largo.

Do alto do Morro, o mais curioso – e assustador – é ver o crescente avanço da massa humana curitibana, em todas as direções. Coisa que haví­amos notado em visita anterior ao bairro da Lamenha Pequena, Almirante Tamandaré e em outros pontos de Campo Magro, pela Estrada do Juruqui.

A conurbação com Curitiba já é realidade em Pinhais, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande e trechos de outras cidades. No Morro da Palha, o celular não pega e há poucos telefones e orelhões. Assim é hoje. Para quando os loteamentos?

Os habitantes locais informam até que “bacanas” da cidade grande andaram fazendo raves no topo do Morro, deixando detritos de todas as espécies e desrespeitando o ciclo dos habitantes e dos animais locais com o tux-tux ensandecido das almas í  deriva.

O Morro vai ficar, mas a vista talvez não. É bom visitar enquanto é tempo.

Fotos e informe: Mathieu Bertrand Struck

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Vista do Morro da Palha, em Campo Magro
(região metropolitana de Curitiba).

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Torres de transmissão em Campo Magro, região metropolitana de Curitiba.
Cercanias do Morro da Palha, ponto culminante da região.

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Estrada da Conceição dos Correas, sentido Conceição dos Túlios.
Campo magro-PR, sopé do Morro da Palha.

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Vista da face noroeste de Curitiba-PR.
Topo do Morro da Palha, Campo Magro-PR.
Ao fundo, a Serra do Mar.
(Altitude: 1080m – distância do centro: app. 30 km)

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Cachorro assiste aula de catequese, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Campo Magro.
(Estrada da Conceição dos Correas, proximidades do Morro da Palha).

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Praticantes de paraglider aguardam condições metereológicas favoráveis para vôo. Precisaram esperar a diminuição da fumaça de uma “queimada”, em um campo próximo. Muitas borboletas no topo.
Topo do Morro da Palha, Campo Magro-PR. (Altitude: 1080m)

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Casa de madeira em Campo Magro-PR, Distrito de Queimadas.
Cercanias do Morro da Palha.

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Fazendola da famí­lia Krüger, em Campo Magro-PR, Distrito de Queimadas. Belí­ssima propriedade, cultivada com carinho e esmero. Na foto, cultivo de feijão.
Cercanias do Morro da Palha.


Local: Morro da Palha – Campo Magro – PR
Altitude: 1080 metros / 3542.4 feet.
Acesso: A apenas 30 km de Curitiba pela BR 277 sentido Ponta Grossa. Passar pelo viaduto de Campo Largo, segundo viaduto (de Bateias) sentido Ouro Fino (até o fim do asfalto), seguir sempre em frente até o campo de futebol da Vila Conceição dos Correa. Pela rod. do Cerne, continuação da rod. Manuel Ribas, seguir sentido Campo Magro até quase o final do asfalto, entrar a direita e seguir até o trevo, manter a esquerda até o campo de futebol.
Clube Responsável / Official Club: Clube de Vôo Livre do Morro da Palha. (www.clubedopalha.com.br)
Recordes: 103km. Leandro, pousando em Mafra – SC (parapente).

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Bananeiras e Araucárias. Sincretismo vegetal do Paraná. Campo Magro-PR.

DESAFIATE: LUX EX MACHINA Itinerante!!!! -> saCa RoLha Cósmico

SOLVE ET COAGULA!

 Chamada extraordinaria para eSmeril de conceitos!

DesfiatLux.miMoSa.purosDadoz.Kalendários;lo.orixás!

Eu e Pixel estamos acendendo o fosfóro aqui na Bahia de uma instalação -plástica – sonora – sensorial em CóDigo AbeRto :
Uma maquina viva interativa e intinerate em fluxo de puros dados pronta pra abrir s poros para as ondas de fotóns deste planeta!

DISCURSO SOBREO MÉTODO: é usar
uma interface de Pure Data rodando em Linux, integrando um corpo
interativo, com webcans, mcrofones e, motores(?), maquinas recicladas e
orgão e tecidos(você) interagindo com isso..

FIATLUX: a genêse fí­sica do
processo vai acontecer na oficina regional de Pontos de Cultura em
Cachoeira-BA e e conexões p2p com Matema + Boitatá + í¿VoCÃ?Å – INICIO 20/11 -> jogue sasideias em ( http://www.organismo.art.br/blog
) ou reply toall nestamensagem…

A PALAVRA E A COISA: A chamada
é pra definição de conceitos ET produção de matéria-prima ( textos,
fotOs, fotóns-Imagens, sons, patches de Pure data, Interação p2p em
tempo real, Sinapses) -> integração-sistema

a faí­sca inicial ( contém )

{
Cartesanismo * Instinto ;

 Métodos de Interação homem-natureza-linguagem (zodí­acos-equações-toten-tabus-calendarios-orixás);

 fronteiras e mapas ( “povo”  * “indí­viduo” * “condiví­duo” );

Máquina de fazer ( conceitos / moedas );

mimoSa: máquina de
intervenção urbana e
correção informacional


( ILHAí­ada-LUSOí­ada-BRAZSILHA-Sagarana-Catatau-Letra-Olimpí­ada-batendo cabeça nas X

flechas-sintomas-matemas-vetores-funçoes – d’ pEssOA );

( EIA >Experiêcia Imersiva AmbieTaL ) ;

o Q é corpo – o Q é urbaNo onde-Si napsE $?

Q~=kill;

í¿í¿í¿í¿

ARTE(?)-ArTIVISMO-OU ISTMO.umbigo../*)))))——((( */

meTaRecicle ou HaLT!

}

CHOVEU!

O presságio do nascer do sol as 06:18h. / A espera. O contraste entre leste e sudoeste as 19:25h. / A chegada da chuva as 19:38h. / O rio Belém no cruzamento da Mariano Torres com a Amintas de Barros. Curitiba 16 de novembro de 2005.

O Arqueiro

Arqueiro

Como uma lupa, a lente vidente cega de uma câmera se esmera e reconhece,
aponta e certeiramente atinge e toca o que de longe os olhos buscam e como
uma seta parte em direção ao mundo, í  luz que rouba a alma í s coisas e as
reveste de imagem.

Fotos: Lí­gia Borba

âË?žâË?žâË?žâË?žâË?žO Zero e o InfinitoâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?ž

Back to Forever
Photo by
filament

“Era uma vez um Rajá, que reinava na índia. Sua grande paixão eram as guerras que travava com os Estados vizinhos.

Um dia, entediado, pois não havia mais ninguém a combater, chamou ele os brâmanes da sua corte, e ordenou-lhes que inventassem algo capaz de distraí­-lo nestes perí­odos de inatividade militar.

Um brâmane, que era sábio, imaginou então um jogo que representasse a própria guerra, com dois exércitos, um de cada lado do tabuleiro, que representaria o campo de batalha. Cada exército era composto de: – elefantes, a força máxima das guerras naquela época, cavalos, que representariam a Cavalaria, barcos, que representariam a Marinha, e os peões, que representariam a Infantaria.

No centro de cada exército o brâmane colocou um Rajá, mas, como na vida real, este monarca era uma peça fraca, sem importância a não ser simbólica, pois com a captura do Rei o paí­s era vencido. E para preservar este Chefe da Nação, o brâmane colocou no tabuleiro ao seu lado um “firz” que significa “conselheiro”, a peça mais poderosa no tabuleiro, que dirige os ataques e defesas, como comandante supremo da guerra, e protege o Rei até a morte.

E ao pequeno e humilde soldado-peão, o brâmane deu a possibilidade de realizar o eterno sonho de todos os plebeus do mundo – de transformar-se em prí­ncipe ao atingir a oitava casa do tabuleiro, e com esta transformação, salvar o Rei e a sua Pátria!

Como no decorrer do jogo cada adversário pode fazer um só lance e deve esperar pela resposta do parceiro, o brâmane procurou com isso ensinar ao Rajá a virtude de que ele carecia: a paciência. E sendo o jogo uma luta das Idéias, – procurou também despertar-lhe a atenção e respeito pela opinião alheia.

O Rajá ficou tão encantado com o jogo que ofereceu ao brâmane a escolha de qualquer recompensa que desejasse. E o sábio pediu apenas que lhe desse a quantia de arroz colocado no tabuleiro de xadrez da seguinte forma: na primeira casa – 1 grão, na segunda – 2 grãos, na terceira – 4 grãos, na quarta o dobro de 4 e assim por diante, até atingir a última casa.

O Rajá riu da modéstia do brâmane e recebeu mais uma lição: quando os grãos de arroz foram contados, ao atingir apenas a metade do tabuleiro, todo o arroz do paí­s estava esgotado! E viu-se que não era possí­vel esta recompensa, porque o número de grãos era de ….

….18.446.744.073.709.551.615!

(Fonte)

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âË?ž Sugestões de leitura:

– “O Zero e o Infinito” (Arthur Koestler) . Qualquer sebo tem, de editoras variadas.

– Xadrez (Schachnovelle) de Stefan Zweig. Excelente e memorável. Saiu no Brasil pela Nova Fronteira, na coletânea “Amok & Xadrez”.

UMBIGO, UMBILICAL

A palavra umbigo tem sua origem no latim umbilicus, diminutivo de umbo, com o sentido de saliência arredondada em uma superfí­cie.
Umbo, onis,por sua vez, provém do indo-europeu ombh, de onde também procede o termo grego omphalós, com o qual se formaram todos os compostos de uso corrente em linguagem médica, relativos a umbigo, como onfalite, onfalocele, onfalorragia, onfalotomia, onfalotripsia, etc. De uma variante de ombh no indo-europeu, nobh, derivam o alemão nabil e o inglês navel, indicativos de umbigo.[1][2]
É digno de nota o fato de que uma palavra cujo significado primitivo era de elevação, proeminência, tenha evoluí­do semanticamente para designar uma depressão anatômica como a cicatriz umbilical.
A evolução do latim umbilicus para as lí­nguas românicas fez-se de modo muito variável, até se fixar nas formas atuais. É comum a existência de mais de uma forma na mesma lí­ngua. Assim, em italiano temos bellico, ombelico e umbilico; em francês, nombil e ombilic; em português, embigo, imbigo e umbigo. Em espanhol prevaleceu a forma castelhana ombligo, porém em outras lí­nguas hispânicas, como o catalão e o aragonês, encontram-se nomes populares como melico e meligo.[3]
Em português, as variantes embigo e imbigo formaram-se através do latim vulgar e ainda sobrevivem na linguagem popular. A forma umbigo é considerada erudita ou semi-erudita.[4]
Nos clássicos da antigüidade a mesma palavra designava tanto o local de inserção do cordão umbilical, como o próprio cordão. Na Ilí­ada, Homero usou omphalós para indicar a cicatriz umbilical. Assim também Heródoto, em seu livro sétimo – Polimnia.[5]
Hipócrates, Sorano e Galeno, contudo, empregaram omphalós para nomear o cordão umbilical.[6]
Do mesmo modo, Celsus referiu-se a umbilicus com o sentido de cordão umbilical, como se lê na seguinte passagem: medicus deinde sinistra manu leniter trahere umbilicum debet ita ne abruptam (o médico com sua mão esquerda deve tracionar gentilmente o umbigo para este não se romper).[7]
A Nomina Anatomica de 1955 (PNA) adotou dupla definição para umbilicus: antes do nascimento é a região de passagem dos órgãos que ligam o feto í  mãe; após o nascimento, a cicatriz decorrente da queda do cordão umbilical.[8]
O umbigo sempre teve um significado especial na mente do homem por representar o elo biológico que liga a mãe ao filho e expressar a relação de dependência entre uma vida e outra. No subconsciente, o umbigo simboliza a vinculação do ser com o mundo exterior e identifica-se com o centro do corpo.
Na mitologia grega, o centro do mundo localizava-se no templo de Apolo, na ilha de Delfos, e era assinalado por uma escultura de mármore, de forma cilí­ndrica e extremidade superior arredondada, a que se denominava omphalós. Junto dela, a pitonisa proferia seus oráculos sob o influxo de vapores emanados de uma fonte da rocha e que se acreditava proviessem do interior da Terra.[9][10] Era a mãe-Terra ligando-se pelo umbigo aos filhos inseguros e temerosos que ali compareciam.
Desde os clássicos latinos, umbilicus designa também o meio, o ponto central de alguma coisa e, nesse sentido, são inúmeras as acepções do vocábulo que se transferiram a outras lí­nguas.
Em latim, o adjetivo correspondente a umbilicus é umbilicaris,[11] que se traduz em português por umbilical, sendo errônea a forma umbelical.

Sensível como fala confusa que não é totalmente confusa

Est ética

kunt

Texto de Kant – crí­tica do Juí­zo – 1790 – nele Kant explica a autonomia do gosto diante da cognição e da moral.
Cognitiva, moral, expressiva.
Kant – autonomia no discurso estético – juí­zo.
Através da arte que o inteligí­vel se manifesta – Hegel
Supraestrutura – verdade
Infraestrutura – material

Hegel – cursos de estética – 1832-53
Schiller – Cartas sobre a educação estética do homem – 1795 – cobra um princí­pio objetivo do belo.
Para Kant o belo é completamente subjetivo.
Novalis, Schelling – Hegel elogia Schiller – é preciso ter uma ciência do Belo.
O crí­tico roga uma objetividade da arte.
Marx – material

Bento Prado Jr. – ” A sereia e o desconfiado” – remonta a Kant
Roberto Schwartz – ” A sereia desmistificada” Análise rigorosa

Premissa: Hegel – inteligí­vel versus sensí­vel
O sensí­vel seria a expressão do inteligí­vel
Iluminismo do século XVIII – Kant – livre exercí­cio da imaginação formal
Kant – liberdade da imaginação em relação ao entendimento (as regras)
Crí­tica da imaginação pura 1781-1787 – conhecimnto da natureza –
Conceitos de entendimento
Imaginação
Sentidos (sensibilidade)
Universal – casos particulares –
Juí­zo de gosto – não há nenhuma regra, os conceitos estão ausentes, do contrário haveria uma doutrina.
Kant – classisismo – conjunto de cânones – belo é uma experiência subjetiva – gosto é sua consequência.

O belo é reflexivo.

Contudo não há regras – relações de entendimento quanto a imaginação do belo.
Juí­zo de gosto não é somente privado – estética.
É reflexivo – vai se fazendo no processo.

Baumgarten – 1750 – Aesthética – novo sentido da palavra.
Aesthesis – sentido – sensação – como conhecimento sensí­vel. Antigo sentido.
Visualidade moderna é Kantiana ou se quisermos iluminista

Sensí­vel como fala confusa.

Intelecto – conhecimento é claro e distinto
Orientação intelectualista.
Baumgarten – há algo neste sensí­vel – confuso que não é confuso – autonomia da estética.

Kant – 3 faculdades:
conhecimento – inteligí­vel – cognitivo
desejar – moral – prático
sentimento de prazer e desprazer – valor – estética – expressivo.

Nada a ver como populismo – simplificação – conformismo
Fenomelologia – Husserl
Merleau-Ponty traz o problema para a estética.

Cuco – Vitoriamario – Cambalhota