HAckeandO CATATAU
pROCESSo de GenÃ?ªse De Movimento/Momento Cultural onde transaparece o cÃ?³digo aberto que Ã?© a linguagem humana. Revisantando grandes MATRIX do cÃ?³digo humano como, IlÃ?Âada, o CorÃ?£o, Finnegans Wake, Biblia< TorÃ?¡, Livros dos Mortos, sua VidaLivro AAABertO, e o CATATAU ( em homenagem aas cidades Sem Contorno - Corpos sem OrgÃ?£os). Onde estÃ?¡ o homen Nu?
2006

Anuncio feito em homenagem a Paulo Leminski, publicado em outubro de 1989 no caderno “Almanaque” do jornal O Estado do Paraná. Vencedor da medalha de ouro do Prêmio Colunistas Publicitários de 1990. Criado e ilustrado por Celso Abreu
Luz, Lucidez e Alucinação / Haroldo Viegas
agaviegas@terra.com.br





















auto retrato haroldo viegas

capa de livreto da exposição no Beto Batata em 2001
Alterar definitivamente um original fotográfico é inicialmente uma atitude iconoclasta. Por mais comum que seja o assunto que se apresente ao olhar do fotógrafo esta imagem possuirá sempre a referência de um fato. Construir outra imagem a partir desta é uma atitude de rompimento com a atribuição comumente assinalada í fotografia de documentar a realidade. Estas imagens de Haroldo Viegas mostram a ação criadora em face da passividade do documento e propõe um universo visual autônomo para a fotografia.
Octávio Camargo -Abril de 2001
Não é a Mamãe!

Filhote de hipopótamo anda ao lado de tartaruga que o “adotou”, em zoológico de Mombasa, no Quênia
cronômetros apontam
http://hackeandocatatau.arquiviagem.net/?p=353

tragar movimentos,
a tendência a suar de fraude,
uns bens dos cronômetros, ter,ter,
o ponto de vista da fisiologia:
visão confusa a orelha o zumbido
cardio-circo-latria sintomas
as chamas abrutas
de calor e significado
sintomas asteriscos
o sistema nervoso autônomo muito carregado,
a vermelhidão, a palidez.eu pontuo,
o ponto está ausente,
você modera (luz), 2, 3, seriamente, ou 4, muito sério.
o eu pontuo se define claramente como “eu informo” e como conseqüência
um valor geral
fino
e muito figurativo.lucida sans
Feliz felicidade, seu feliz. Que mais?
Calendário gregoriano
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
eu fico feliz quando eu quizer.
Envelheça e saboreie. Mais um momento fora do tempo. Ou é tudo um só.
Eu=você.
some ao nó, mas não morra por mim. viva.
carne humana é nóis.

Net Ecosystem Exchange of CO2 and H2O from Primary Tropical Forest in Central Amazônia

The measurements will be made from a 65 m tall, small-cross-section tower of the type used to support radio antennas (Rohn 45G, Peoria IL), selected to minimize wind distortion and possible heating artifacts, placing the sensor well above the tallest emergent trees. The data acquisition system and most instruments and will be housed in a climate controlled hut 15-30 m west of the tower base, accessible by a dirt road. The CO2-H2O sensor will be placed close to the sonic anemometer near the top of the tower to keep tubing short.
The site is in a protected primary forest reserve at km 117 south of Santarem (IBAMA station S 03o 21.357′ W 54o 56.959′ in the Floresta Nacional do Tapajos. This site is extremely flat, an extensive planalto that drops about 30m to the level of the Tapajos river 10-15 km to the west. Soils are uniform yellow oxisols similar to soils at the site to be cut, which lies 30 km to the north. The nearest secondary road is 5 km to the east and the nearest urban area is 100 km to the North (Santarem); otherwise the area is quite isolated.
mensageira

meus olhos
Andante Allegro 21/12

Caminhada noturna, 21/12, quarta-feira
Saida: Praça 19 de Dezembro, í s 20h00



vários momentos do natal na rampa.
no dia tinha gente trabalhando, construindo um muro e retomando a obra que estava paralisada.
nós ficamos lá, levamos umas comidas, apareceu um churrasqueiro ninja e assou coraçoes de boi
e cebola para os presentes. (tambem a policia e os operários foram servidos)



o presente aquela rampa, e o papai noel magro.
e sua primeira rata.
fogo na rampa!


o texto é o que segue:
_____________
Somos cidadãos indignados com a construção de uma rampa anti-gente feita com dinheiros públicos pela atual administração da cidade. Formamos o Comitê Natal na Rampa para dizer que não queremos que pessoas sejam expulsas nem maltratadas, as soluções para a população de rua, cada vez mais crescente, são outras.
í
Famílias sem-teto e 30 crianças que se abrigavam dias atrás sob o teto do viaduto foram expulsas violentamente pelo RAPA, aparato público higienista formado por lixeiros e policiais. Onde eles estão?
í
Não defendemos que pessoas morem nas ruas, mas que tenham atendimento
adequado do poder público e não sejam simplesmente barridas para debaixo do tapete como lixo e nem empurradas a sumirem para não enfear a paisagem. Esta não é uma solução civilizada nem democrática!
RAMPAS ANTI-GENTE E HIGINENIZAÇÃO NÃO SÃO SOLUÇÃ?â?¢ES E SOMENTE TORNAM NOSSA CIDADE MAIS HOSTIL!!!
Para que o túnel que dá acesso a um dos cartões postais da cidade seja um campo de expressão e não de concentração, contra o monumento í exclusão social que é erguido pela atual administração da cidade por baixo da Avenida Paulista é que fazemos nossa ceia de natal na rampa anti-gente.
í
Se tudo isto também o indigna junte-se nós.
í
Comitê Natal na Rampa
natalnarampa@yahoo.com.br
A equação imensurável
ãntrre xian e lú || && for cão to machina – kernel_kane
Então…
Chega de enrolação explicação e etecetera…
Quem tá afim de instalar softwares livres pra produção audiovisual e interagir com alguns codeiros, computeiros, curiosos eletrônicos, gambiarreiros, enfim amigos que tão tentando usar o computador de maneira mais inteligente e ativa e pelo menos em intenção – ” libertária”
LEVEM SUAS MíQUINAS E
apareçam no
{
Estudio Matema
Galeria Ritz – Segundo andar 207 – entrada pela Marechal deodoro
a porta estará fechada, mas
chame o guarda e diga que “vai no estudio, la no jr. no segundo” )
]
glerm – 41. 99889285
}
SEGUNDA FEIRA – 19/12 – 20:30
from: margit leisner
Date: 03/09/2005 19:36
Subject: [listaleminski] ENC: lusco-fusco fluxo refluxo
To: listaleminski@estudiolivre.org João:
a expressão “entre chien e loup” – ãntrre xian e lú – do francês denota,
entre outros, a hora da dúvida do universo, lusco-fusco.A negociação entre o
sol e a lua.
Há ainda um poema da Sibelle Deleí z em que um lobo crescido entre cães certa
feita cruza o olhar com o de um lobo que se aproximara da cerca da fazenda.
A Sibelle sugere que naquele momento ele sabe que foi sempre lobo entre os
cães.
a metamorfose se dá retina.
abraços sabáticos,
margarida
—–Mensagem original—–
De: João Debs [mailto:dogmaticorama@gmail.com]
Enviada em: sábado, 3 de setembro de 2005 12:50
Para: conect@mps.com.br
Assunto: lusco-fusco
Hei Margit,
Neste fluxo< ->refluxo Leminski, catei seu “e-mail” e
lembrei daquela historinha francesa do “lusco-fusco”.
Se houvesse como vc reproduzir em texto,
tanto á francesa com em nossa pátria lingua.
Essa metamorfose do cão para o lobo, me interessa.
Penso em brincar com essa imagem no “blog” organismo.
Ficarei uivando de tanta gratidão, e os meus “DOGmas” deixariam
de latir.
Amplexos,
jOÂO DEBS.
Ocupação Chico Mendes-SP MTST

Nóis não tem carro, nem busão,
Pra ir pra praia no feriadão.
Mas no fim de semana prolongado,
aqui no Taboão,
vai ser muito é agitado!



A profecia se cumpriu: Está começando!

Macacos aterrorizam moradores de povoado na índia
da Efe, em Cheryai
da Folha Online
Centenas de macacos invadiram nesta sexta-feira o povoado de Cheryai, no Estado indiano de Jammu e Caxemira, norte do país, aterrorizando os moradores que ainda tentam resistir í invasão dos animais no local.
Ao menos 65 famílias fugiram de Cheryai nos últimos dois meses, mas ao menos 400 pessoas ainda estão no vilarejo, resistindo í invasão dos macacos.

Centenas de macacos aterrorizam moradores e invadem escola em vila na índia
Nesta sexta-feira, os macacos chegaram a invadir uma escola de Cheryai, e a machucar uma criança. Quem fica na cidade, tenta se proteger dos animais espantando-os com varas e pedaços de pau.
De acordo com reportagem publicada no site da rede de TV indiana NDTV, no último dia 7, quando a mídia local começou a publicar notícias sobre a invasão dos macacos, autoridades locais dizem que os moradores não podem sair nas ruas sem estarem “armados” com varas.
Segundo a rede de TV, “geralmente os moradores do Estado de Jammu e Caxemira fogem por medo dos terroristas. Talvez agora eles tenham uma nova razão para fugir”, em referência í invasão dos macacos.

Anônimo?

Se o piloto Paul Tibbets fosse anônimo, jamais saberíamos que foi esse canalha quem despejou Little Boy (a bomba) do Enola Gay sobre Hiroshima.
This is my last post.
Ainda sobre aquilo!
Certamente um dos mais respeitados fotógrafos do país, curador das Bienais Internacionais de Fotografia e criador do Museu de Fotografia Cidade de Curitiba, é o responsável por toda a documentação, assim como a criação e coordenação de todo o Projeto da Expedição Coração do Paraná.
Aldrabão Alucinado
Rua Júlia Wanderley, 161 80430-030 – Curitiba, Paraná
tel: 3352002
email: orlando@coracaodoparana.com
Issoétudo!Issoémuito!Isso!

Desenho de Glem
Nada além de você

Dias atrás um estranho e-mail caiu na minha caixa postal. O remetente se auto-intitulava Vitoriamario. Pelo fato de ser meu/minha xará despertou-me atenção redobrada. O e-mail apresentava o seguinte título “Vazio – Empty – Vide” e o conteúdo era uma página em branco.
Decidi então, mesmo com uma leve impressão de que poderia estar perdendo meu tempo, tentar entender do que se tratava. A principio, mesmo conhecendo ações de gênero antiarte, achei que não passasse de gozação de alguém, que por pura falta do que fazer, quisesse caçoar dos outros como a velha e famosa piada do “Conhece o Mário?”.
Bastou uma leve pesquisa num destes sites de busca e logo percebi indícios de que se tratava de algo a mais do que mera apropriação de uma infame chalaça pseudo-picante-anti-picasso. O tal pseudônimo está diretamente ligado ao atual ativismo político-cultural de ponta encontrado na rede: Zapatismo, Hackerismo, Critical Art Ensemble, Luther Blissett, Hakim Bey, Aliança Neoista, Zerowork, Nadaismo, Anarquismo entre outros “ismos” de inúmeros istmos contra-culturais.
Em meio aos inúmeros sites apontados pela pesquisa encontra-se um zine intitulado Apodrece e Vira Adubo que contém uma avalanche de intervenções e textos no mínimo extravagantes. São plágios, detournments, colagens, combines, found art ou found text, intertextos e apropriações que vão de entrevistas, manifestos (inúmeros), textos literários, proposições artísticas, ensaios sociológicos, releases de grupos musicais e até notícias nonsenses como a suposta execução de um bruxo em plena praça pública ou o pirata que vivera no litoral do Paraná nos idos de 1900 conhecido como Vitoriamario (talvez daí o nome Vitoriamario).
Entre as muitas dislexias provocantes cito uma que resume bem o espírito da coisa:
Hoje não fiz nada. Quem sou? Quem se importa? O que importa é: Quem é você? Perdido na frente de pixels e um uma caixa cheia de pó de fósforo procurando respostas para sua existência? Quer seu rosto neste espelho? Quer sua foto = a minha foto? Um nome um pai perverso um útero fálico pra se guardar. Me critique, me xingue, este não é seu espaço, me mostre o seu: pois quero violá-lo! Não me venha com leis dialéticas de sentido. Seja-me. Já! APAREÇA VITORIAMARIO!!!
Pode-se dizer que Vitoriamario é o propulsor de um novo movimento contra-cultural cuja essência baseia-se na tentativa da completa eliminação do maior de todos os mitos que o homem já construiu, o Mito da Identidade.
Este, segundo a visão vitoriamariana, é de todos os tabus que nos cercam o mais encalacrado, e, portanto, o mais difícil de ser desmantelado. O referido mito na verdade é uma espécie de variação pós-imperialista do Mito de Eco e Narciso, onde o protagonista é o próprio individuo.
É elevando cada um ao status de mito que Vitoriamario irá desenvolver suas teorias as quais o individuo não passa de um carcereiro de seu próprio significado supervisionado pelas esferas do poder (estado, igreja, família, guetos, colisões virtuais, etc.) reguladoras dos códigos morais, estéticos, políticos, etc.
Em meio a esta total descrença faci-narcísica é que surge o movimento NÃOEU (NOID) com sua biruta tentativa de reposicionar o homem sem qualquer descompasso psíquico ou referencial, uma vez que para Vitoriamario o homem não é um sintoma como os discípulos de Freud o definem ou como a sociedade do consumo o quer.
Suas possibilidades são infinitamente superiores e magníficas, uma vez recombinadas por uma outra escala (piédrica) de valores signo-simbólicos automaticamente surgirá uma nova dinâmica dada pela vitória da percepção humana. (ct. Vitoriamario).
O movimento aponta em seus ensaios critico teóricos entre muitas coisas a banalização de toda e qualquer auto-referência, recombinação simbólica desconstrução de comportamentos egocêntricos, fim í s reverências, destruição completa da história linear, dos conceitos de originalidade e autoria.
Como ações e intervenções o NÃOEU atua em renomeações de arquivos mp3, plágio de textos e documentos (inclusive de outros grupos ativistas), terrorismails poéticos e projeções e criação de vídeos. Tudo isto podendo ser encontrado em muitos dos sites Vitoriamario.
Dentro da história da contra-cultura outro mito pop virtual lendário que desenvolve suas criticas e ações com base no individuo é Luther Blissett. Surgido em Bologna (Itália) no início dos anos 90 manifesta-se através de ações de guerrilha psíquica com o fino propósito de minar as próprias estruturas e instrumentos coercitivos midiáticos.
Vitoriamario é você!
Diante do que propõem movimento NÃOEU, seja ele utópico ou não, vale dizer que é mais uma tentativa da possível transformação do comportamento humano para muito além dos moldes ególatras por hora reinantes nas sociedades espetaculares atuais.
– – – – viLLa cachoRRos – – – – – – – – musica zero
nenhuma letra vale essa lista:
-o momento rasurado
-vincos, vermelhidão,
-vaso que liga ilha a terra a
-o plano – dos autômatos do barro
-é pesado escapar e não rugir
-não tenho
-a testa dos bem lembrados
-cujo talo vem do balão
-e o olhar
-estamecatalogado a miar de guarda-pó
-eu falo dessa colina de nervos de argila de onde vejo-nenhuma letra ruge
-vincos
-vincos no gênio
-do olho para dentro em furia
-urgem.c o r r o m p e r p l e x a l t a s a n t i d a d a s a s c i r c un s t a n c i a s:
já mencionei o gesto perdido eu que nunca portanto
nem com todos os alinhaves
lhor
lhor lhor
NADA
é grandioso,
repitam,
nada
vai dar nome a isso
dado que
não há substratoviemos para ficar
princípio dos meus nervos dos pés
príncipe des mees nerves des pés
digamos já dissemos que eu produzisse oh sim toda aquela cerâmicadigamos agora a uma só voz
eu. eu. tudo eu.
só eu concedo a forma.
só eu a senhora.
sonhei que surfava uma onda altíssima e macia.mais tarde fechei a porta
depois que o mar entrou.
licita me. não tenho o que desenhar.lembro de ter telefonado emprestado
vazia
discado e discado.lucida.sans
eu.eu.tudo.eu
não vou entregar seu layout ontem
e a capa do album
a capa do superhome atada entre a besta e o penhasco
o alambique
o enxofre em frasco
a rima fácil do bardo, o quepe e o capacete do mendigo
distribuição exclusiva
do centro de tradições libertárias
a conta da virgem
sarou meu pão
ele
“O anticristo”
exuaxélux Réu
– condenado em pílulas
eu.tudo.eu
Experiencia Imersiva Ambiental
Refazendo limites da arte e da cidade
05/12/2005 Gisella HicheO EIA, Experiencia Imersiva Ambiental, realizou pelo segundo ano consecutivo, de 12 a 20 de novembro, 75 trabalhos nos espaços públicos de São Paulo. As intervenções eram de artistas de São Paulo, Rondônia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Espírito Santo, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. As ações tinham em comum a proposta de questionar a dinâmica da cidade, os abusos de poder que restringem a potencialização do espaço público, destituindo-o de sua função de agregar as pessoas.
Apesar da rua ser o denominador comum, houve uma variedade muito grande de linguagens: lambe-lambe, performances, instalações e panfletagens, o quê ampliou as possibilidades de interação com pedestres, carros e ônibus. Criou-se, dessa forma, mecanismos de legitimação para o sentido das obras e para o uso das vias públicas como espaço para livre manifestação de idéias e campo de troca.
Através da ação artística, o proibido e o permitido perdem sua inflexibilidade e passam a ser questionados de forma lúdica e cooperativa. Camille Kachani, no seu trabalho “re/SINAL/iz/AÇÃO”, pendurou ao lado de placas de trânsito da Avenida Paulista novas placas, proibindo café e banana, permitindo revólver, granada, Mickey Mouse e Coca-Cola. Para completar sua iconografia, um mapa do Brasil de cabeça para baixo foi afixado no cruzamento da Bela-Cintra com a Paulista.
Nenhum projeto tem como finalidade resolver problemas macroestruturais, mas sim plantar sementes por meio de pequenos deslocamentos de percepções. “Nós não estamos aqui para lhe salvar”, afirma o lambe-lambe do artista Lucas HQ.
Muitas obras têm como objetivo central a denúncia criativa.O grupo Alerta!, de São Paulo, pendurou na frente das câmeras de vídeo que monitoram a Avenida Paulista balões de hélio amarelos com a smile face e a frase “Deus TV”. Os balões não buscavam tapar a visão das câmeras, mas evidenciar a presença dos sistemas de vigilância nas calçadas por parte de empresas privadas. O grupo Esqueleto Coletivo, colou lambe-lambe com os dizeres “vida X propriedade” em prédios vazios do centro para denunciar o problema do déficit habitacional e o excesso de prédios inutilizados.
Nenhum trabalho do EIA tem licença para ser realizado. O fator surpresa e a proposta de realmente questionar os limites faz com que o único apoio do grupo seja o direito de livre expressão, tendo sempre como referência o outro. Muitas vezes seguranças saem de sua loja até a rua para dizer que “não pode”, mas devido ao caráter das obras, ficam confusos. A conversa com os artistas gera justamente a reflexão sobre as proibições, expondo sua arbitrariedade e muitas vezes inutilidade. O artista que sai í s ruas para elaborar seu trabalho precisa necessariamente usar a dinâmica da cidade como sua matéria prima. Não importa se o trabalho é mais diretamente político ou se atua em campos mais sensoriais. Seu processo de produção já é na origem um exercício ético que dosa a liberdade do artista com o campo onde se dará a recepção. O estranhamento pode atuar em diversas dimensões.
Um dos trabalhos mais fortes do EIA foi o de Luciana Costa, Bela Vista, no qual ela caminhou do Hospital Beneficência Portuguesa até o Cemitério da Consolação, vestida com uma roupa de hospital e levando nas costas dois reservatórios com tinta vermelha que ia escorrendo e formando uma linha na rua.
Ao reunir artistas com propostas tão variadas, o EIA precisa já no processo de organização desenvolver formas de lidar com a diversidade. Mas como o nome já diz, trata-se de uma experiência. As conseqüências são difíceis de serem avaliadas, mas duas delas são bastante estimulantes: o convívio de artistas de vários estados durante uma semana e a difusão da arte em lugares inesperados.
Fotos das ações podem ser encontradas no site www.eia05.zip.net
