BLOG E*OU, post número zero: este “inacessível do Inconsciente”

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“Humano: Mas isto não é ser benevolente, como poderei vencer a mim mesmo, isto não é justo. Meu Deus não…

ícaro: Vai perder, Vai perder, e sua cabeça vai rolar…

Humano: Como chegarei a vitória? Meu Deus porque não aparece, sempre nas horas de apuros some. Apareça! Filha da Puta.

ícaro: Alguém vai ter pena de você nem que seja você mesmo.” (…)

Humano: Quer dizer então que me concede uma chance de rever meu Deus?

ícaro: O destino da humanidade mais uma vez será decidido pela forma mais convencional desde os mais remotos tempos: o jogo.

ícaro: JOGO! Roleta Russa, Bingo, Business, Compra, Venda, Namoro, Casamento. Como todo bom jogo, estou sedento, já estou prevendo, o sangue derramado, se faz justo? O que importa é só um jogo.

ícaro: Desde os primórdios, por toda infância aos humanos é ensinado a jogar. Jogar, competir, ganhar. E se fez da vida um reles jogo, em que só há vencedores se houverem perdedores, um princí­pio simples, uma revelação.

ícaro: E como sempre o jogador será somente um: O humano! Conseguirá este a vitória?

ícaro: Um jogo sem regras e com todas as cartas na mesa, inclusive a mais temida, a mais negada pelo ser humano: A consciência!

(…)

DESAFIATLUX

“Eu não estou ouvindo música, é outra coisa que está acontecendo. Signos evidentes por si mesmos, por incrí­vel que cresça e apareça, multiplicai-vos! Creio em um sinal. Ei-lo. Não me lembro bem. Distraio-me. Perco os sentidos, ganho os dados. Deus não morreu. Perdeu os sentidos. Sempre que possí­vel, o contemporâneo já passou. Perdeu-se no fim. (…) um segredo óbvio. Eu, contemporâneo do meu fantasma, olho-me no espelho e vejo nada. Submeto-me a isso. A percepção. (…) Atenção. Quero a liberdade de minha linguagem. Vire-se. Independência ou silêncio. As núpcias da Essência e da existência. Vir a ser é assim.” Paulo Leminski – Catatau.

Não deverí­amos ter expectativa alguma do que fazemos, o que fazemos não é bom nem ruim, o que fazemos é nada. Os acontecimentos somente fazem parte de um coeficiente infinito: 0=0, pura redundância. Cúmplices de uma farsa, nossa lógica não é limpa, somos exorcizados a golpes inautênticos gerados pela cultura econômica dos excessos. Toda nova informação é formulada por uma expectativa frustrada, absoluta e que aponta para um único sentido/abismo.
Desvio ou catástrofe? Delirium tremens. Ser o tormento dos próprios pensamentos, perturbação da nossa própria ordem. O desafio como ruí­do.

artaud

– O sintoma é uma “pista” da história do sujeito (seminário 1). Como o indica Freud, é “o signo e o substituto de uma satisfação pulsional que não teve lugar… o resultado da moção pulsional tocada pelo recalcamento”. (Inibição, sintoma e angústia). – Lacan precisa também que recalcamento e retorno do recalcado são “uma só e mesma coisa, o direito e o avesso de um só e mesmo processo” (Lacan, Jacques – Seminário 3 – 14/12/55).

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olhos de corvo

Em qualquer tempoépoca o seu contemporanêo se desespera.
A desesperança gera artimanhas e as artimanhas o fazem desesperar novamente.

mesmo lá do outro lado da noite,
onde parece que não mais amanhecerá,
posta-se firme um sujeitinho
chamado amanhã.

imprimindo circuitos e/ou Circuitos.

Placas de circuito impresso feitas artesanalmente hoje no E/ou:

(placas que serão usadas para otimizar o uso de displays para instrumentos musicais com multiplexadores diminuindo a necessidade de saí­das digitais para os displays)

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17:01 computambores sedex – tuda veiz mesma coiza

Momento em que conseguimos enviar o projeto “computambores” para apreciação do mecenato da fundação cultural de curitiba. Com direito a tudo dar errado 10 minutos antes e depois dar certo com a porta fechando, no último minuto, ao estilo hollywoodiano. Esperando agora que a seqüência dê numa daquelas triologias épicas…

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DESCREVA OBJETIVAMENTE O QUE PRETENDE REALIZAR E JUSTIFIQUE:

O projeto Computambor almeja pesquisar formas de construção de instrumentos musicais que mesclam procedimentos artesanais, tais como marcenaria e luthiaria, aos da ciência da computação e da eletrônica.

Os “computambores” serão instrumentos musicais que usam a tecnologia de softwares e hardwares livres para resgatar o aspecto táctil e não condicionado a uma produção industrial. Trazem para o mundo das artes o material tecnológico e seus procedimentos criativos, que apesar de estarem discriminados ao campo “técnico”, são matérias primas tão poéticas quanto a escultura, a pintura e a música.

Os objetivos deste projeto são:

1) Criar instrumentos que possibilitem novas sonoridades e rituais, fazendo com que o desenvolvimento plástico, visual, tecnológico e lúdico andem juntos; e, ao mesmo tempo, trazendo para o campo do som espontâneo e popular a possibilidade de pensar as máquinas, que tanto nos cercam hoje, como ferramentas criadas por nós mesmos que podem nos ajudar a formatar e a aperfeiçoar nossa linguagem e nossas relações sociais.

2) Estimular entre os artistas o uso de tecnologias livres, posto que softwares e hardwares livres são hoje no mundo todo maneiras de compartilhar conhecimentos relevantes que até então eram vistos como “segredos industriais”. Desta maneira, conseguimos trazer para o inevitável contato do ser humano com essas máquinas, a possibilidade do jogo, da brincadeira do artí­stico, do musical, do poético.

SINOPSE E RESUMO DO PROJETO:
Isto deve ser bem resumido

Computambores serão instrumentos musicais que estimulam o uso artesanal de procedimentos eletrônicos. Não se resumem a instrumentos de percussão: poderão ser também instrumentos melódicos e harmônicos. A grande caracterí­stica é trazer para o campo do artesanato e da ritualização da música, instrumentos que usam procedimentos computacionais para sua composição e que podem estimular o uso em rede de suas interfaces, acessando a Internet e nela recombinando sons e possibilitando novos circuitos de divulgação das artes.

Com os Computambores será possí­vel criar todo um novo gestual para novos timbres; possí­vel, ainda, gravar voz e outros sons para serem usados como samples (amostras) ao vivo. Estes instrumentos poderão também acessar a internet, ou redes locais, para possibilitar jams de pessoas em locais diferentes, compartilhando ao vivo, em tempo real, suas gravações.

Com isso tornamos possí­veis novos rituais e celebrações, onde a tecnologia é percebida na dimensão humana e onde potencializamos a recombinação de idéias poéticas, tirando estas idéias dos HDs (discos de memória do computador) para na prática fomentar novas redes.

Amplitude e Abrangência do projeto (cidades e estados onde o projeto será distribuido ou divulgado)

Quanto í  abrangência, este projeto traz o fomento de um circuito sem fronteiras da divulgação da música local. Desde que começamos o envolvimento com essa rede de produtores e usuários de softwares e hardwares livres, nos inserimos num contexto internacional alimentado pela Internet, numa comunidade de pessoas com a mesma busca contemporanêa. O potencial do uso destes instrumentos em rede, nos trás possibilidades, por exemplo, de dois concertos acontecerem simultaneamênte em cidades distantes. Tudo isso é um potencial de identificação enorme, que certamente fomenta um circuito importantí­ssimo e sempre aberto para novos artistas. O artista local só tem a ganhar com isso.

Presencialmente, estaremos divulgando, documentando e produzindo este trabalho na cidade de Curitiba, mas pela sua caracterí­stica de produção em rede, atingirá diversas cidades do planeta. Dentre as cidades com as quais ja mantemos forte contato pela web estão: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Tibau do Sul-RN, Salvador, Porto Alegre, Brasí­lia, Belo Horizonte. Fora do Brasil, já se desenvolvem parcerias na Croácia (Krizevci), Espanha (Barcelona), Dinamarca (Copenhagen), Alemanha (Berlin) e Grécia (Atenas e Farkadona).

Estratégia de ação

02 – ENUMERE AS ATIVIDADES NECESSíRIAS PARA ATINGIR O(S) OBJETIVO(S) DESEJADO(S), EXPLIQUE COMO PRETENDE DESENVOLVÃ?Å -LAS E QUAL O TEMPO ESTIMADO (DIAS).

1. Pré Produção e Pesquisa. Duração de XXX meses.
A primeira etapa do projeto prevê a realização de uma pesquisa aprofundada sobre a contrução de instrumentos. Este estudo terá como foco a identificação de luthiers que, além de processos artesanais, estejam trabalhando com plásticas sonoras mais inovadoras. As atividades dessa fase inicial incluem a descrição de procedimentos de construção de instrumentos e hipotéticas entrevistas com alguns desses produtores. É também a partir desse processo, nesta primeira etapa, que serão elaborados planos mais precisos de divisão do trabalho.

2. Produção de Design e Acústica. Duração de XXX meses.
Em seguida, passamos para um segunda fase que é a de construção dos instrumentos na sua forma acústica já conhecida. Pode-se, neste caso, trabalhar, desde tambores de maracatu e rabecas de fandango, entre outros instrumentos pesquisados, até instrumentos totalmente originais. A desconstrução de designs será também o foco desta etapa do projeto. Como exemplo, é possí­vel citar o uso de um joystick simples do tipo padrão no mercado. Estes controles de videogame de protocolo USB podem ter seu design desconstruí­do, serem imbutidos no instrumento e mapeandos via software livre, com um software chamado Puredata – linguagem de programação gráfica voltada para multimí­dia (http://www.puredata.info).

3. Produção de Eletrônica e Software. Duração de XXX meses.
Numa terceira fase, passamos a construir hardwares baseados em microprocessadores de projeto livre, como o Arduino – hardware livre para trabalhos de conversão de voltagem em liguagem binária (http://www.arduino.cc). Nesta etapa que terão iní­cio as tentativas de tornar o instrumento independente do computador: salvando arquivos numa memória local do instrumento, ou fazendo com que o instrumento se comunique via sinal de antena com um servidor próximo.

4. Documentação. Duração de XXX meses.
Todas as fases do processo serão amplamente documentadas, sobretudo em ví­deo, uma vez que é também objetivo do projeto disponibilizarmos uma metodologia simples para o uso destas técnicas, tonando-as acessí­veis para qualquer artista interessado em reproduzir tais idéias.
Ao final, contudo, nos últimos 2 meses, será finalizada essa documentação, pois iremos divulgar os resultados via web, chamando as pessoas para “jams” online via interface web. Aqui propomos também uma contrapartida de receber pessoas em um dia e horário marcados na ocasião para explicarmos o processo de forma didática e/ou tocar conosco no estúdio-oficina montados para o projeto.

5. Coordenação. Duração de XXX meses.
As ações de coordenação do projeto estão inseridas durante todo o processo, seja através de articulação, prestação de contas, organização das demandas e definição de planos de trabalho.

Descrição Técnica

02 – DIMENSIONE E QUANTIFIQUE O RESULTADO PRETENDIDO DO PROJETO

Pretendemos com este projeto tornar visí­vel a possibilidade de trabalhar com eletrônica de maneira artesanal e poética. Especificamente dentro do campo da música, pretendemos trazer questões interdisciplinares, como o interesse pelo design, pelas artes plásticas e pela tecnologia.

Outro resultado interessante será fomentar um circuito de artistas ligados a este tipo de troca de conhecimento e também possibilitar um canal bastante pró-ativo de divulgação de trabalhos, por identificação com os novos timbres, novos instrumentos e pela possibilidade de recombinação de poéticas.

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Eu, tu & x

Onde o eu estava entre o ano II e/ou III do milênio? fio de ariadne e/ou ventre do minotauro…

” Por ti – quem mais?
Vai ver: quem faz.
Sentir? a paz.
/* Ninguém – Jamais */
Ja viu quem é mordaz?
Amém.
Quem diz ser pura fé,
NÃO TEM COMO APRENDER!

O anil do céu,
esconde o cinza e tinge o fel…
Teus olhos VÃO DIZER!

– Ninguém me viu… Ninguém ouviu…

Eu sei de cor onde é que dói:
a crença avança e nos destrói.

Teus olhos VÃO DIZER!

– Cheguei ao fim. Voltei só pra te ver…

E não diga que vai sem dar “Adeus”…

…confessa…

” Quem sou?
De onde venho?
Eu sou o x
E basta dizê-lo,
Como sei dizê-lo,
Imediatamente
Vereis o meu corpo atuar
Voar em estilhaços
E em dois mil aspectos notórios
Refazer
Um novo corpo
Onde nunca mais
Podereis
Esquecer-me(…)

Eis então o que seria necessário fazer: instalar-se sobre um estrato, experimentar as oportunidades que ele nos oferece, buscar aí­ um lugar favorável, eventuais movimentos de desterritorialização, linhas de fuga possí­veis, vivenciá-las, assegurar aqui e ali conjunções de fluxos, experimentar segmento por segmento dos contí­nuos de intensidades, ter sempre um pequeno pedaço de uma nova terra.
(…)

Estamos numa formação social; ver primeiramente como ela é estratificada para nós, em nós, no lugar onde estamos; ir dos estratos ao agenciamento mais profundo em que estamos envolvidos; fazer com que o agenciamento oscile delicadamente, fazê-lo passar do lado do plano de consistência. É somente aí­ que o Corpo sem órgãos se revela pelo que ele é, conexão de desejos, conjunção de fluxos, continuum de intensidades.
(…)

(e/ou):{ Religare / Deseljgare }

ligare_redux.jpg

boitatá ta entrada das moedas?
vai acabar a çituação?
vai acabar os megapixels?
ainda da pra por moeda?
(é moeda de cera?)
cera de moeda?
tira uma foto? é tudo a mesma coisa mesmo.
religare? desafiatlux?

cook-upa

mimosassan.jpg

á Hallo, Mietzsche!

mietzche.jpg

violadedo.jpg

relativomietzsche.jpg

cook.jpg

anomalua_cooc.gif
cooking puros dados
cozinhando puros dados
cocinare dati puri

(…)conSerto <-> mimoSa<->conSerto<->mimoSa(…)

conSerto_1

conSerto_2

“A existência de duas palavras com a mesma sonoridade mas com grafia distinta, Concerto como performance de orquestra e Conserto como reparo (onde se faz o uso frequente de ferramentas), inspira ao questionamento conceitual cerne da discussão tecnológica, que na ação ConSerto é sugerido através de uma série de ações culturais manifestadas em performances, jams, construção de instrumentos musicais, videos e composições. Tem a intenção de fomentar, em uma metodologia colaborativa e em constante remixagem, o significado de código aberto como poesia e conceito estético. ”

“A cultura está desequilibrada porque reconhece certos objetos, como o objeto estético, e atribui o direto citá-los no mundo dos significados, enquanto repele outros objetos, e em especial os objetos técnicos, ao mundo sem estrutura dos que não possuem significados, mas apenas um uso, uma função útil.” Extrato da obra Gilbert SIMONDON “do modo de existência dos objetos técnicos”.

ââ?¬Ë?La culture est déséquilibrée parce quââ?¬â?¢elle reconnaí®t certains objets, comme lââ?¬â?¢objet esthétique, et leur accorde droit de cité dans le monde des significations, tandis quââ?¬â?¢elle refoule dââ?¬â?¢autres objets, et en particulier les objets techniques, dans le monde sans structure de ce qui ne possí¨de pas de significations, mais seulement un usage, une fonction utile.ââ?¬â?¢ Extrait de lââ?¬â?¢ouvrage de Gilbert SIMONDON ââ?¬Ë?Du
mode d�existence des objets techniques�.

mimoSa

root@�¼�¬�¸�·�¼�±:~#./raizes

üí¬í¸í·üí±

Square root

 
Roooooooooots
square roots …

00000001010101010101010100100101011001001010100101010101010

eu sou o número
que multiplicado por mim mesmo me compõe
00000001010101010101010100100101011001001010100101010101010
 
enquanto na matriz um novo mapa de primos se elege
       
    .
o vértice   
    .
aqui

        .eu
   
           
       
.você

 
operando

 operando operando
 
operando operando
 operando operando
  operando
 operando
   operando
  
operando
  operando

 

cíclópe Trimegisto

astronaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauta profissssiocósmico
espiral
caleidoscópio
PORTA ESTANDARTE
PORTA
ESTANDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAàARTE

Abacateeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiro sagrado
no quintal da minha caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAASA
você tambem podE tER 1

á GOIABEIRA SAGRADA !

No Quintal da Viziiiinha
Quintal da Goiaba, meu bem.

Aqui não há nenhum girassoL

mas eLE esta la mesmo assim

bananeiraseportaestandarte

Cozinhando [Canto I] + [entrevista com Claudete Pereira Jorge]+[exlibris]

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Você pode baixar o video “Claudete Pereira Jorge” – filmado no conSerto por Vass e editado em villacachorros por Lucida Sans. Participações de chgp, luc1, octavio, glerm.

No link abaixo, os videos em alta definição :

Claudete|CantoI
Claudete|CantoI(english subtitles)

também em hi-fi, o brutametragem “exlibris”:

exlibris
exlibris(english subtitles)

tags: Brutametragens – versoes iniciais, recorte e cole, remixe.

Distribuí­dos sobre licença “Copyleft” a sua escolha, sem fins lucrativos e em beneficio do conhecimento e boa vontade.

(x)(sch)emelizar

Eu xemelizo
Tu xemelizas
Ele xemeliza
Nós xemelizamos (ou nós xemelizam)
Vós xemelizais
Eles xemelizam

Entendendo a Plataforma Agregadora

(coleção de textos organizados por DanielPadua)

  • xemelizando cada vez mais: RSS, identidade digital e a evolução da web colaborativa
  • demandas locais: agregação do sistema minc | mapsys conversê estudiolivre
  • a agregação XML via bot: solução local movimento global

Xemeliza isso aí­…: conhecendo a história do termo xemelê

originalâË?ž por Felipe FonsecaâË?ž


Há cerca de dois anos, no meio da efervescência do projetometafora, um problema se repetia, como é comum em listas de discussão compostas de pessoas com repertórios diversos: a tendência ao jargão. Pessoas com know-how em uma ou outra área tendem a adotar um palavreado indecifrável aos “leigos”. Não chega a atrapalhar em comunidades de prática, ambientes que têm por objetivo alcançar uma espiral de especialização de conhecimento. Mas nossos objetivos com o projetometafora eram outros. Na verdade, não sei exatamente quais eram nossos objetivos, mas estávamos procurando uma maneira de pôr pessoas pra conversar. E garantir que um jornalista, um designer, um pedagogo e um desenvolvedor de software conversem e planejem ações em comum é extremamente complicado com a tendência ao jargão. Querí­amos que todos pudessem opinar sobre um projeto ou ação especí­ficos.

Um belo dia, um engenheiro que cursava o mestrado na Unicamp enviou uma mensagemsobre agentes distribuí­dos. Eu não entendi quase nada. Respondi: “xemeleia aí­ que eu não entendi nada”. Foi o necessário. Sem querer, transformei “XML” em verbo. XML é uma linguagem simples em texto que permite que diferentes sistemas troquem informações entre si.

Depois transformarí­amos em substantivo novamente, mas já devidamente tropicalizado: “xemelê” como uma espécie de denominador comum das conversas, um esforço para manter uma linguagem simples, livre de jargões, compreensí­vel pelo maior número possí­vel de pessoas. Um MMC (ou MDC?) da comunicação.

Quando a lista no yahoogroups começou a lotar, criamos nossa lista no mailman do vilago (que bravamente hospeda o projetometafora até hoje) e a chamamos xemelê. Mas o tempo passou, a conversa esvaziou, o projetometafora foi abandonado por todos e perdemos os arquivos da lista xemelê. A maior parte das pessoas que colaboravam com o projetometafora migraram para o metareciclagem. E passamos um bom tempo criando alternativas de apropriação tecnológica.

Acontece que o que nos atraí­a para o projetometafora não acontecia mais. Criar coletivamente, debater diversos assuntos, dedicar-se í  masturb4ção mental, eram malvistos no ambiente metareciclagem, por essência muito mais objetivo e pragmático.
No meio do ano passado, cheguei a planejar com o sapo a retomada das conversações do projetometafora. Nenhum dos dois tinha tempo, e o domí­nio ficou vago, ocasionalmente abrigando experimentações para outros projetos.

No fim do ano passado, fui í  índia apresentar um overview do metareciclagem para a plataforma Waag/Sarai, e voltei um pouco frustrado.
Pareceu que nós éramos meros recicladores de computadores, o que estava longe da verdade. Mas também é fato que as conversas que balizaram tantos projetos já não tinham mais um ambiente online para transcorrer.

Certa tarde, voltando com o Hernani de Santo André, na estação de trem, pensamos em retomar aquelas conversações. Ressuscitarí­amos o projetometafora. Tentamos. As pessoas estavam secas pela conversa. Mas a maioria via projetometafora como uma TAZ. E debatemos por algum tempo uma nova taxonomia para isso tudo. Aconteceu que colab virou (está virando) a matriz conceitual. MetareciclagemâË?ž persiste como solução tecnológica e estrutural. MeMeLab está voltando como núcleo de pesquisa e experimentação de mí­dia e linguagem.

E xemelê? Xemelê é um nome que continua buscando a facilitação das conversações. Nessa nova encarnação, concentrando a pesquisa sobre colaboração online, aprendizado distribuí­do, sistemas de conversações e assuntos correlatos.

Essa definição é duradoura? Espero que não. O que vem a seguir, só esperar.

Resumo”Vikipediano” de um dos mapas da matriz radical-prefixo-sufixo surgida no Mediterrâneo:

Resumo dos Cantos

* Canto I: É o décimo ano da guerra de Tróia. Aquiles e Agamémnom se desentendem devido a disputa sobre uma jovem cativa

* Canto II: Odisseu impede uma revolta e os gregos se preparam para um ataque a Tróia.

* Canto III: Páris desafia Menelau para um duelo, propondo decidir o destino da guerra. Menelau vence, mas Páris sobrevive, salvo por Afrodite.

* Canto IV: O pacto é quebrado pelos troianos e a guerra recomeça.

* Canto V: Diomedes, ajudado por Palas Atena, realiza grandes prodí­gios, ferindo Afrodite e Ares.

* Canto VI: Heitor retorna a Tróia para pedir que se tente apaziguar Palas Atena. Encontra-se com esposa e filho e retorna í  batalha junto de seu irmão Páris.

* Canto VII: Heitor duela com Ajax. A luta empata, interrompida pela noite.

* Canto VIII: Os deuses se retiram da batalha.

* Canto IX: Agamémnom tenta se reconciliar com Aquiles, mas este recusa.

* Canto X: Diomedes e Odisseu saem em missão de espionagem e atacam o acampamento troiano.

* Canto XI: Páris fere Diomedes, e Pátroclo fica sabendo da desastrosa situação grega.

* Canto XII: Retirada grega até as naus.

* Canto XIII: Poséidon se apieda dos gregos e os motiva.

* Canto XIV: Hera adormece a Zeus, permitindo a reação grega.

* Canto XV: Zeus acorda e impede que Poséidon continue interferindo. Os troianos retomam a vantagem no combate.

* Canto XVI: Pátroclo pede a armadura a Aquiles e permissão para entrar na luta. Aquiles concede, porém Pátroclo é morto por Heitor.

* Canto XVII: Há uma disputa pelo corpo e armadura de Pátroclo. Heitor fica com a armadura e Ajax com o corpo.

* Canto XVIII: Aquiles fica sabendo da morte de Pátroclo, e sua mãe lhe providencia uma nova armadura.

* Canto XIX: Aquiles, de armadura nova e reconciliado com Agamémnom, se junta í  guerra.

* Canto XX: Batalha furiosa, da qual participam livremente os deuses.

* Canto XXI: Aquiles chega aos portões de Tróia

* Canto XXII: Aquiles duela com Heitor e o mata. A seguir, desonra seu cadáver, arrastando-o ao acampamento grego.

* Canto XXIII: Pátroclo é velado adequadamente.

* Canto XXIV: Prí­amo pede o cadáver do filho a Aquiles que, comovido, cede. Heitor é devidamente velado em Tróia.

(essa definição segue a edição do dia 18/05/2007 da wikipedia. Se você acha imprecisa, logue-se na wikipedia e modifique a definição. Se a definição for modificada, favor informar nos comentários.)

mimoSa Iberica

Mimosa en el Hackirulo
Posted in Barcelona on November 17th, 2006

hackmeeting'06A la Mimosa que creó la gente de Estudio Livre que el pasado verano vino al Hangar le pusimos de nombre Gazpacho. Como es una preciosidad la invitamos a venir unos dí­as con nosotr*s en el Hackiruloââ?¬â?¢06, el hackmeeting de la Peninsula Ibérica que se realizo simultáneamente en Mataró (Catalunya), Santiago de Chile y Chicago durante los dí­as 13-15 de octubre. La gente disfrutó mucho con ella y la estuvimos utilizando esos dias. Ahora está descansando én mi casa hasta su próxima salida. Aquí­ os pongo algunas fotos para que veáis lo bien que se lo pasó. Son fotos hechas por tod*s y que se han subido a la red. Yo recogi aquí­ las suyas para mostraros. 
 
 

por aquí­ andabamos en el csoa La fibraEsta es la zona donde estuvo, la de cacharreo. Aquí­ se hicieron diferentes talleres, algunos en la programación, otros que surgí­an espontáneamente. Hubo uno de hacer ordenadores desde reciclaje, como Gazpacho pero sin ruedas :)
 

recien llegadaPara venir la tuvimos que desmontar porque no cabí­a en el coche. La pobre andaba sin cabeza, tarjetas y memoria.
Pero pronto la recompusimos para disfrutar junt*s :)
recien llegada

gazpachogazpachogazpachogazpachogazpachogazpachoUnas cuantas fotos de ella sola. Como véis, no paraban de hacerle fotos O.O
 
 
 
 
 

>gazpachogazpachoY dió bastantes vueltas, aunque yo no se que pensaréis de alguna de sus compaí±í­as.

Desafiatlux, mimoSa: no princípio era (x)= bit. Cantaremos.

Imagens da Primeira Ida de Carlos Henrique G. Paulino, Thiago Novaes e Otavio Savieto í  Farkadona, Grécia. Abaixo.

CHGP no momento se encontra na Grécia já movendo moinhos para a Bienal de Thessaloniki. 9s parece que estava a caminho.

Desejo que a cia IliadaHomero trombe com nossos amigos em breve…

E la nave va…segue o baile, no convés e em terra firme…

Relatos de Otavio Savieto e fotos do bravo CHGP hackeando com os amigos repatriados.

do blog da mimoSa (23/06/2006) —>

http://turbulence.org/Works/mimoSa/blog/?p=43

Chegamos em Atenas e fomos muito bem recebidos por Hariklia Hari, arquiteta e Ph D da Universidade de Atenas, figura que conhecemos em Tunis. Ela coordena o programa “Post Programmed City_ Territory”. Seu trabalho trata de participação e auto organização de comunidades excluí­das para repensar e redesenhar o ambiente em que vivem, o que seria o vetor da transformação da realidade destas pessoas. Tem muita gente da academia na Europa e outros paises envolvidos no processo, uma pesquisa que já dura 4 anos. Arquitetos, ativistas, a fundação pistoletto, artistas, polí­ticos locais, estudantes, ongs e alguns representantes da União Européia já foram mobilizados, em diferentes graus de participação.

Farkadona é uma comunidade pequena de repatriados vivendo atualmente em containeres que foram usados previamente por doze anos como abrigos emergenciais para os atingidos pelo terremoto de 1981, em Kalamata. O governo grego convidou os expatriados que viviam em paises do antigo bloco comunista e outros para retornarem a sua pátria mãe. Muitos voltaram, e em Farkadona os containeres eram uma solução provisória, mas eles já vivem nas caixas de metal a mais de 12 anos”¦

O maior problema é a segregação dos repatriados pela população de Farkadona e arredores. É um gueto. Existe muito preconceito, albaneses são mal vistos, russos também. Tem gente da Geórgia, da Bósnia, da Armênia .
Muitos voltaram com famí­lia e alguns cônjuges não são gregos. Mas, a impressão de muitos dos repatriados é de que as coisas estão melhorando, as crianças nascidas nos últimos 12 anos destas “duas” comunidades cresceram juntas e são amigos. Tudo pode melhorar.

um

dois

quatro

No Primeiro dia em Farkadona pedimos um carrinho de mão pros oficinandos, e eles arrumaram este fodão aí­”¦

cinco

seis

Que eles isolaram com pneu de bicicleta. Estilo puro.

sete

oito

nove

Conhecemos um professor da Universidade de Atenas, Richard Kwenskin , criador do HELLUG (Hellenic Linux Users Group), que havia sido mobilizado e foi envolvido com o projeto pela hariklia e novaes. nos esperava no apartamento-sede do HELLUG com as maquinas doadas, separadas para montarmos o tele centro de Farkadona. Foi destas maquinas que tiramos o LCD e todo o hardware usado na mimoSa.

dez

onze

doze

treze

quatorze

CHGP pirou com a dremmel, muito fino!

quinze

sixteen

seventeen

eighteen

Os caras piraram, não queriam sair nem pra comer. Lindo.

vinte

vinteum

É isso,
Voltei pra terrinha pra ver o resto da copa em solo amado, namorar um pouco, trabalhar muito e continuar na luta.

Fortes abraços libertários
OS

Fotos: Otavio Savietto, Thiago Novaes e Hariklia Hari.