DANTEôS INFERNO: FROM 8TH CIRCLE WITH LOVE
SABBATHôS NIGHT FEVER
(if you dontôhave broadband, let downloads finish first – se você não tem banda larga espere os filmes carregarem completamente)
DANTEôS INFERNO: FROM 8TH CIRCLE WITH LOVE
SABBATHôS NIGHT FEVER
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Ação Culinaria na Ybakatu – Rua itupava, 414 – das 16 í s 20 horas
“Cérceas as Coxas, no redenho envoltas, cobrem-nas vivas postas. Ao tosta-las Crises na lenha tinto baco asperge, quinquedentado espeto lhe sustinha cada servente. Provam-se as fressuras, Já combustas as coxas, e em tassálios a mais carne enroscada, assam peritos, e a obra é feita. – apronta-se o convívio. Ninguém do seu quinhão queixar-se pode! – Exausta a sede e a fome, das crateras coroadasw almo vinho os moços vertem.- Cada qual auspicando os copos liba. – Por captarem favor o dia inteiro jovens danaos cantam ledo Pean, e seu canto o Deus regozijavam.”
Homero
Cena de “As mil e uma noites” – Pier Paolo Pasolini
Um dos aspectos que se vêem projetados pela cruz violeta é o de como í sombra dos conceitos mais nobres que a humanidade concebeu se encontram fingidas atitudes contrárias ao seu conteúdo. Em nome da ciência e dos esclarecimentos desenvolveram-se a civilização industrial, a bomba atômica e recentemente a clonagem de animais e seres humanos. Em nome da democracia o capital internacional promove ainda uma série de regimes autoritários e ditatoriais no terceiro mundo, em nome da difusão da informação e da notícia surgiram mecanismos de massificação do pensamento e aculturamento da população. Em nome da simplificação do ensino baniu-se o estudo de filosofia e línguas clássicas das escolas formando jovens imersos somente na contigência de suas necessidades imediatas sem referência histórica e condições de opinar criticamente sobre a sua própria existência. Em nome de Deus ou de Deuses travaram-se cruzadas e populações foram dizimadas sob o pretexto autoritário de uma relação previligiada com o além. Quando a humanidade se sente ameaçada, o mundo tende a se polarizar, as posições tornam-se radicais, os discursos rígidos, e as palavras são entendidas ao pé da letra. As consequências mais diretas da tirania do significado que se instaura nestes tempos são a intolerância, o preconceito, a massificação de idéias, a supressão da opinião individual e o silêncio permissivo. Os que oportunisticamente se multiplicam nestes períodos esquecem que o significado das palavras não está na sua referência objetiva mas no uso que delas se faz. A mesma faca que o dicionário define como arma pode servir para preparar o jantar de uma família, e a pomba, símbolo universal da paz pode portar a mais terrível das mensagens. A mesma igreja que excluiu de seus domínios a contestação herética dos dogmas da fé pela via árdua das chamas da inquisição, amparou a expressão artística durante a idade média e preservou os tesouros da literatura clássica. No século XX o nazismo obteve o silêncio de Roma de Pio XII frente aos crimes cometidos contra o povo Judeu durante a Segunda guerra mundial. Israel desfruta agora de um silêncio parecido na ação contra a minoria palestina nos territórios ocupados. A imprensa mundial parece também se apegar aos princípios de realidade única que crescem no seio do maniqueísmo. A excessiva importância í vida da corte capitalista cega os olhos da opinião pública í realidade do que acontece na esquina. Se a crueldade da soberania econômica sobre o oriente é manifesta, não o é menos a que acontece a nossa volta . As baixas ocorrem nos semáforos, nas ruas, nas casas, sem nenhuma questão de credo, territórios ou ideologia, mas pela irracionalidade da banalização da vida. Que o outro seja a medida da verdade. Não há saber . Todo o conhecimento é interpretação.
Octávio Camargo.

“Priest and Nun”, by Oliviero Toscani, 1991-92, campanha publicitária.
Amen, de Costa Gavras, longa-metragem baseado no relato de Kurt Gerstein.
La Cene, Fraçois Girbaud, campanha publicitária.

Virgem Maria, Chris Ofili (colagem, óleo, glitter, polyester, resina e estrume de elefante)

Figurinha alemã retratando a subida de Maomé aos céus, guiado pelo Arcanjo Gabriel (entidade comum aos três grandes Monoteísmos da Civilização Humana). Parte de um álbum lançado pela Liebig, inventora do Caldo de Carne. Data: 1928.
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A controvérsia a respeito das caricaturas retratando Maomé no jornal dinamarquês Jyllands-Posten irrompeu em violentos protestos internacionais. Neste exato instante, os principais jornais noticiam a invasão e o incêndio, por milhares de manifestantes, do consulado da Dinamarca em Beirute. Outros edifícios diplomáticos ocidentais foram ou estão sendo destruídos nas principais capitais do mundo islâmico.
Enquanto as nações muçulmanas estão exigindo um boicote internacional í Dinamarca e seus produtos (deliciosos iogurtes, em sua maioria) e a qualquer outro país que “ouse” veicular novamente as caricaturas, algumas nações européias insistem – contra a corrente, inclusive dos principais articulistas do beautiful people midiático ocidental – que a liberdade de expressão está acima das imposições de um relativismo cultural cada vez mais auto-imposto e que nos coloca cada vez mais violentamente na auto-censura.
É bom que se diga que não há nada mais insano e insensato do que exigir que nações inteiras peçam desculpas ao Islã pela publicação das caricaturas por um jornal privado, em um país onde vigora a livre iniciativa.
O episódio revela em que medida o totalitarismo muçulmano (que nada tem a ver com a beleza teológica de que se reveste o Corão, mas resulta da degenerescência política de certas leituras deste) é nefasto, especialmente nos países que acolhem os imigrantes dos países onde se professa a revelação islâmica.
Se a representação pictorial da figura do Profeta é considerada idolatria pela fé islâmica, isso certamente não se aplica fora das suas fronteiras, especialmente em países onde impera a liberdade de culto. “Em Roma, como os Romanos”.

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Seguem as caricaturas publicadas pelo Jyllands-Posten:






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Clique aqui para ver uma retrospectiva iconográfica do Profeta Maomé, ao longo dos séculos. Há desde representações feitas dentro da própria cultura islâmica, com e sem representação do rosto, passando por representações feitas fora do Islã (Gustave Doré, Dali, Rodin, William Blake etc.) e até mesmo algumas mais recentes, de duvidoso gosto.
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Alguns outros cartoons que foram publicados após a polêmica:


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Capa do France Soir: “Sim, temos o direito de caricaturar Deus“. A capa e a republicação das caricaturas, custou o pescoço do editor-chefe Jacques Lefranc. O balão diz: “Não amole, Maomé. Aqui, todos foram caricaturizados”.
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“Acho que já vi esse filme…”

“A importância simbólica da encruzilhada é universal. Liga-se í situação de cruzamento de caminhos que a converte numa espécie de centro do mundo. Pois, para quem se encontra numa encruzilhada, ela é, nesse momento, o verdadeiro centro do mundo. Cada ser humano é, em si mesmo, uma encruzilhada onde se cruzam e se debatem os aspectos diversos de sua pessoa. Conhecemos, por exemplo, o tríplice aspecto de Afrodite, deusa uraniana, oceânica, ctoniana. Ela pode ser ao mesmo tempo a deusa casta, a deusa fecunda e a deusa lúbrica. E, precisamente nas encruzilhadas, é que ela se torna a deusa dos amores vulgares e impuros. Não é curioso observar, a esse respeito, que a palavra latina trivium significa encruzilhada, e que dela se originou o adjetivo trivial? A Afrodite das encruzilhadas (um dos lugares onde a deusa costuma deixar-se ficar) simboliza os amores efêmeros, transitórios.”



Só pra avisar e pedir opiniões:
to sumindo uns 13 dias sem internet pra tentar traduzir o maior numero de tutoriais possíveis do puredata, fazer alguns patches e escrever sobre o conceito ” Cozinhando Puros Dados” e sua relação com ” Site Specific < -> Sítio Específico” e os projetos de acervo,arte e ciência da “Fundação Puros Dados”.
Minha presença na ybakatu será marcada por explosões ocasionais de signos que calculei bits das faíscas. Distancias físicas não são determinantes e virtualidade não existe. Tudo é real.

Bom apetite pra todos na minha ausência, os pratos e talheres estão na mesa; abram a caixa de pandora.
Redes e redes .add protocolos !
Débora, muito obrigado mesmo pela sua ajuda e envolvimento.
Se possível gostaria de marcar a “Ceia de Puros Dados”(happening na madrugada) para a última noite da exposição: dia 17 de fevereiro. Sugiro que Todos aqui deem um jeito de mandar ao menos um bit pra lá ( em um bit cabe de um universo a um olhar), Programem-se…
Ken & Brandon: As you can see – we keep on touch. I’ll be very ” Site specific” with you fellows very soon. cheers! 🙂
Octavio: ” ninguém do seu quinhão queixar-se pode”… 🙂
além dos brindes, um tautológico abraço

glerm

A artista plástica Alessandra Cestac posa ao lado de foto dela própria em São Paulo

site specific=sítio específico=nomadismo psíquico;
simbólico=imáginario=real;
Nós do fantasma: decida-nós.
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Por seu título de inspiração culinária, este livro refere-se í s exigências do corpo e aos laços elementares que o homem mantém com o mundo. Por sua construção musical, que lhe dá a estatura de um oratório cujas partes evocam, sucessivamente, o tema e as variações, a sonata, a fuga, a cantata e a sinfonia, ele aproxima as operações do pensamento mítico das operações da música, que, dentre as artes, é a que mais se parece a uma ciência, ao mesmo tempo em que é fonte de emoções incomparáveis.
De sorte que, a partir da oposição aparentemente trivial entre o cru e o cozido, veremos primeiro a força lógica de uma mitologia da cozinha, tal como concebida pelas tribos sul-americanas que o autor estudou tão de perto; depois, veremos emergir certas propriedades gerais do pensamento mítico, onde se encontra em geral, uma filosofia da sociedade e do espírito.
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Glerm meetz Octavio Camargo:
glerm:
1. What’s your trabalho? I don’t mean “what do you do for living”. Explain Octavio’s trabalho…
octavio:
to execute some kind of movement.
the lips , the hand , the legs
or the eyes while thinking
2. Que você faz para viver? ( answer in english, please)
I teach composition
3. Can you imagine a language where gender has no articles?
yes, it may be inscribed in the body of the noun as in latin
rosa, dominus
( í¿ ) Can WE wonder : Sun is a male, Moon is a female or vice-versa?
yes, we can wonder it both ways
we can wonder any type of doubles
as the pair of inverted questions marks
spanish influence of the electronic translation?
Do you mind if i spell sun without capital S?
no, though i was trained to see the diference
I mean: can I think about “the octavio” as a WORD – with “no gender ? “
depends on the parameter assigned to the code < "?> < ?">
gender also stands for oposition, invertion, mirror
I ask you to talk about gender as a construction of symethry of human language.
the male/female image is taken as a metaphor of symetry, as mutual dependence,
As in levi strauss concept of “Raw-Cooked” (opposite therms – the roots foundations of human concept of the OTHER )
to temper with salt is the distinctive sign of civilization in homer
We’re always talking about human bodies and thy topology or can we think about another kind of BORDER?
half a beat is a border,
What’s in between a surface-interface?
a person
( here you can you use mixed english-portuguese and non-english speakers can use artificial translation tools or the “portuguese speakers” to help in building this code )…4. Do you mind if i am without “capital” I?
no, though eye see the diference
Eu is diferent than eu?
yes, in gender and number
Do you live in a “capital” city?
Yes, curitiba the city of the I
do you realy live there or you “mora”?
both
Mora?
and live…
Explain quotation marks… I mean: ARE YOU there?
no, it isnôt me
5. Can you imagine beeing you and beeing where you’re stand rigth now as diferent places ( the verb TO BE) ?
to be in town and to be someone are actions assignied to diferent verbs in portuguese
6. You’re a dedicated researcher of greek paterns in language,
language matrixes, code engines
as we know with your work in translation of Homer’s Iliad for portugues-brasileiro.
Can you compare about this english we’re talking as an interface for connect cultural patterns?
it reflects the preponderance of morphology over sintax in computer logic
the words make more sense than the sentences
statistic reading of the sign, the “meaning” springs from rates of frequency
Can you talk about of some kind of surface we may tensioning with this conversation?
infinitesimal calculus
“A Sagração do poeta”.
“O povo, í maneira da fulgurante Hélade pagã de outrora, deslumbrado ante ao pináculo aurifulgente em que paira Ilusão, do alcandorado poeta paranaense Emiliano Perneta, que, semelhante a um Zeus Olímpico, pode ser chamado um artista inigualável, impecável, entre os mais finíssimos estetas que cultuam a arte, a beleza imortal, o povo, que também reconhece o que é belo, o que é fascinante, e não deixou também de prestar homenagem ao laureado mestre da poesia que inebria e arrebata.
Tanto assim, que o Passeio Público regurgitava de pessoas, pressurosas por verem de perto o ente singular que as tinha extasiado tantas vezes com a doçura extraordinária de seus versos de cristal.
Multidão no Passeio Público por ocasião das homenagens ao poeta de Ilusão.
O domingo amanhecera como nunca.
Mitra resplandecia em sua mais intensa plenitude, iluminando a limpidez do firmamento azul, que se havia revestido da túnica inspiradora do poeta festejado.
Na ilha do festival, ampla e bizarra, vicejavam risonhas engrinaldadas de ouro, e de acácias, que em aspersões suaves e delicadas, atiravam florinhas miúdas sobre aqueles que se abrigavam í sombra benfazeja que elas proporcionam.
As águas deslizando melífluamente.
Tudo condizia perfeitamente com o espírito panteísta de Emiliano.
A natureza estava vivificante, e boa, e pura, e sã.
Nessa ilha chamada de Ilusão, elevava-se, estilo jônico, um templo grego, cujas colunas prendiam os festões de cedro e loureiro, que, cheios de graça, se cruzavam nos ares.
Uma caçoula onde havia incenso, despedia para o alto em espirais, eflúvios doces e embriagadores.
Ornamentavam ainda o local as estátuas de Flora, Pamona, Ceres e Vesta, cada qual representando uma estação do ano, os bustos de Minerva, a sabedoria, Vênus, a representar o amor e a beleza, e Apolo, o inspirador das belas artes.
Tudo contribuía para um conjunto delicioso e harmônico, fazendo lembrar os tempos das glorificações. Em pleno ar livre, aos poetas gregos na Acrópole.
Parecia reviver os tempos de Píndaro, Anacreonte, e Safo; ressurgia o século de Péricles, quando Atenas atingiu o apogeu nas artes, ciências e letras.
Ao chegar, o poeta homenageado dirigiu-se, debaixo de estrepitosas palmas e aclamações, para o templo, onde tomou assento em um banco grego, sendo logo após, brilhantemente saudado pela talentosa oradora do Grêmio das Normalistas, a qual, em nome dessa agremiação, o presenteou com um chic ramalhete de flores.
Chegada de Emiliano Perneta no Passeio Público, em 20 de agosto de 1911 – data de sua coroação como príncipe dos poetas paranaenses. O poeta traz nas mãos as flores oferecidas por uma criança.
Falou em seguida o orador oficial, o consagrado tribuno e homem das letras Dario Veloso, que com a palavra vibrante de que é possuidor, se incumbiu de expor em nome da coletividade os fins daquela justa e digna festa.
Via-se então, o príncipe da oratória paranaense coroando com frases rutilantes e economiásticas ao príncipe da poesia.
Em evocações ao passado helênico, o magistral tribuno, lembrando os jogos olímpicos da Grécia, mostrou que, a exemplo dos helenos, í Curitiba cabem as glórias e os triunfos alcançados por Emiliano Perneta.
Referindo-se a Ilusão, Dario Veloso fez ver que o poeta reflete em seus versos todas as agruras, quimeras e ilusões dos primeiros anos da era cristã í época da Renascença, e que através daquela melodia intensa, daquele sonho, durante mil e quinhentos anos – quando já íamos galgando a escarpa terrífica do Calvário, para crucificá-lo como um novo Cristo – esse Gólgota se transmuda, num oceano de luz, esparsa por essa beleza esplandente de Sol, que ilumina e vivifica. O orador, voltado para o fulgor azulado deste céu pagão, exaltou a bondade da natureza, que tanto cooperou para maior encanto das festividades.
– Vede bem poeta, observai. Apolo deteve sua luminosa quádriga para contemplar-vos.
Ao finalizar, o homenageante entregou a Emiliano, em nome da cidade de Curitiba, uma finíssima encadernação de Ilusão, aureolada por uma coroa de louros naturais, tudo dentro de uma lavorada caixa feita de custosas madeiras do Paraná.
Em seguida três graciosas senhoritas recitaram, com o maior brilho possível, alguns sonetos do poeta.
Terminando o que estava prescrito, ergueu-se o homenageado e disse não poder responder ao discurso de Dario Veloso, pois que este, não esteve admirável – afirmou, esteve assombroso.
Acrescentou que como prova da mais sincera gratidão ia ler os expressivos versos já publicados em seu livro – “para que todos que eu amo sejam felizes”. Então os espaços saturaram-se da melodia límpida e sonora da sua voz argentina, enquanto o auditório, eletrizado, sentia-se ascender í s regiões empíricas do além.
O recitativo terminou debaixo de palmas ruidosas e aclamações febris daqueles que o escutavam, enlevados pela harmonia dos versos arrebatadores que só Emiliano sabe produzir.
Essa sublime sagração pública permanecerá inolvidada no coração de todos os paranaenses, será conservada tradicionalmente, para que nossos posteriores possam dizer, no futuro, que o Paraná, ao menos uma vez, reviveu a vida espiritual da Grécia antiga, na qual houve um Píndaro, glorificado por esse novo povo helênico, robusto, belo, sereno e jovial”.
Oscar Gomes.
Fanal, Curitiba, 1 de setembro de 1911.
Banquete no Passeio Público no ígape na Ilha da Ilusão, em homenagem a Bueno Monteiro, em março de 1915.
da esquerda para a direita: Francisco Leite, Heitor França, Rodrigo Junior, Generoso Borges, Clemente Ritz, Emiliano Perneta, Celestino Junior, Bueno Monteiro e Santa Rita.
Residência d0 artista em Curitiba, í Rua Aquidaban, 413. Atual rua Emiliano Perneta.
fonte. Revista Textura # 2 / julho 1981
ed. Secretaria do Estado da Cultura e do Esporte


Cena 1 ext noturna
O mendigo chega perto de um rapaz que anda sozinho pelas ruas do largo da ordem.
O rapaz esta embebido em pensamentos, a música é densa e dissonante:
Os pensamentos enchem a tela em forma de legendas e são como sombras sonoras da música ( a narrativa segue o legenda mascarada por efeitos em contraponto í música).

Pensa:
Porque essa redundância toda os pais e a prole o capital e a prole a virtude a técnica o lucro a sobra a sombra o bronze o ouro a medalha essa redundância toda a busca a dúvida a palavra essa redundância toda o filme o espectador essa redundância toda a moral da historia e essa redundância toda a música o tom e essa redun…
Chega o mendigo em close e diz:
– Eu só toco em sol!!!
O rapaz:
E se eu quiser tocar em dó???
legenda: Essa redundância toda.
O mendigo olha pra ele com um olhar megalomaníaco e insano e diz;
Aí… hehhehe.. Aí o problema é seeeeeeeeu!!

E tem mais o tanguá … o rio tangua … o parque tangua…
O TANGUí É MEU!!!!!!!!!!!!
MEU!!!!!
Vira as costas e sai andando e falando
EU SÂ TOCO EM SOL!!!
…EM SOL!!!!
Entra a legenda de novo:
Porque essa redundância toda os pais e a prole o capital e a prole a virtude a técnica o lucro a sobra a sombra
Cena 2 int. no meio de uma festa:
Uma garota olha para o rapaz que esta em visão subjetiva
A legenda continua:
a sombra o Amor a medalha essa redundância toda a busca a dúvida a palavra essa redundância toda o filme o espectador essa redundância toda a moral da historia e essa redundância toda a música o tom e essa redun…
Chega pra menina e diz:
eu quero uma bala
A menina quebra a bala na boca. (som de bala quebrando)
Menina: Meia.
Cena 3 ext. noturna frente da festa.
Os dois caminhando tímidos quase sem se olhar.
Legenda:
Tem fogo? ígua apaga? Tira o meu ar? Onde é o chão?
Empresta uma espada?
Rapaz: Tem caneta?
Menina: Vermelha?
Legenda: Empresta tua pele. O lado de fora. Risco.
Começa a desenhar na mão da garota.
Desenha um sol – legenda: A sol
Estrela – legenda O estrela
Segue:
O lua
A fogo
O água
O Terra
Por ultimo faz uma espiral
Legenda: redundância
Rapaz: Me dá um beijo.
A caneta preta pinta a boca da menina.
A boca da menina diz:
Mate a palavra.
Legenda: Beijo
Som de helicóptero. A voz do mendigo:
-Eu só toco em sol!!!!!
Cena Ext. parque tanguá
O rapaz e a menina dançam no parque tanguá ao som de uma vitrola.
O menino brinca imitando o mendigo:
-O TANGUí É MEU!!!!
A menina diz dançando: Eu trouxe meu livro de cálculo.
Legenda: brincar
Você estuda?
Legenda : redundância
A menina diz:
{ quando limite tende ao infinito L = 0}
legenda: Mate a palavra
Cena Int e Externa Helicóptero:
Mendigo dentro do helicóptero com um manto real grita pra fora;
– O TANGUí É MEU!!!!!!!!!!!
O helicóptero nos céus.
Legenda:
Libélula significa…(semiótica e cálculo)
Cena ext. Tangua. dia
A menina desenha equações.
Eles dançam com olhos nos olhos.
{Equações relacionadas.}
O rapaz tira a camisa.
Legenda; O corpo a soma a química essa redundância toda a palavra
Avante da palavra tentando fugir da redundância e essa redundância
Em espiral O Dna da dúvida sobre o que está sobre esta rrrrrrrrrrrrrr
O rrr vira o som do helicóptero pousando.
O MENDIGO POUSA. E GRITA:
O TANGUí É MEEEEEEEEEEEEEU!!!!!!!!!!!!
O Mendigo olha pra garota com uma cara sexy.
Legenda: genêro versus gênero.
Menina faz cara de quem não viu
O mendigo olha pro rapaz com cara amigável.
Legenda: Plural versus singular
O rapaz faz cara de descaso,
O mendigo faz cara de fúria olha pro chão e vê a caneta vermelha sobre o livro de cálculo.
Mostra a caneta pra câmera, e diz:
Fala: DE QUEM É A ESPADA???????

O câmera man oferece a câmera para o mendigo, a camera troca de mãos e passamos a ter a visão subjetiva do mendigo.
O mendigo filma o câmera man e os dois com cara de assustados e grita;
EU SÂ TOCO EM SOOOOOOOOLLL!!!!!!
Vira a câmera pro sol o filme queima.

Créditos: by VITORIAMARIO + Villa Cachorrros + Orquestra Organismo + Matema
Subliminar do mendigo indo embora com um cachorro pintado de amarelo. (3 cenas de 10 frames; diferentes planos). Legenda: subsistemas.
Volta créditos: Licença CC “Atribuição-Uso Não-Comercial-Compatilhamento pela mesma licença 2.5”. Glider logo.


Godot is late again
Passeio Público, Curitiba, Brasil, dezembro de 2005.
Photo: Mathieu Bertrand Struck

(Obs> Aviso aos Navegantes: 120 anos esta noite).

M.C. Escher – Drawing Hand
Nenhum sistema consistente pode ser utilizado para provar a sua própria consistência (2.ú Teorema de Gí¶del)
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Falsear
A falseabilidade foi desenvolvida inicialmente por Karl Popper nos anos 30 do século XX. Popper reparou que dois tipos de enunciados são de particular valor para os cientistas. O primeiro são enunciados de observações, tais como “este cisne é branco”. Na teoria da lógica chamamos a estes enunciados existenciais singulares, uma vez que afirmam a existência de uma coisa em particular. Eles podem ser analisados na forma: existe um x que é cisne e é branco.
O segundo tipo de enunciado de interesse para os cientistas categoriza todas as instâncias de alguma coisa, por exemplo “todos os cisnes são brancos”. Na lógica chamamos a estes enunciados universais. Eles são normalmente analisados na forma para todos os x, se x é um cisne então x é branco.
“Leis” científicas (mais corretamente chamadas teorias) são normalmente tidas como sendo desta forma. Talvez a questão mais difícil na metodologia científica é, como é que podemos chegar í s teorias partindo das observações? Como podemos inferir de forma válida um enunciado universal a partir de enunciados existenciais (por muitos que sejam)?
A metodologia indutivista supunha que se pode passar de uma série de enunciados singulares para um enunciado universal. Ou seja, que se pode passar de um “este é um cisne branco”, “ali está outro cisne branco”, e por aí em diante, para um enunciado universal como “todos os cisnes são brancos”. Este método é claramente inválido em lógica, uma vez que será sempre possível que exista um cisne não-branco que por algum motivo não tenha sido observado.
Este era o Problema da indução, identificado por David Hume no século XVIII e cuja resolução é proposta por Popper.
Popper defendeu que a ciência não poderia ser baseada em tal inferência. Ele propôs a falseabilidade como a solução do problema da indução. Popper viu que apesar de um enunciado existencial singular como “este cisne é branco” não pode ser usado para afirmar um enunciado universal, ele pode ser usado para mostrar que um determinado enunciado universal é falso: a observação existencial singular de um cisne negro serve para mostrar que o enunciado universal “todos os cisnes são brancos” é falso. Em lógica chamamos a isto de modus tollens.
Fonte: Wikipedia

Tautología
En lógica, la tautología es un enunciado que es cierto por su propia definición, y es por lo tanto fundamentalmente no informativo. Las tautologías lógicas utilizan el razonamiento circular dentro de un argumento o enunciado. Por ejemplo: “El 100% de nuestros clientes compran nuestros productos”
En lingüística, una tautología es una redundancia debida a una cualificación superflua (p. ej. “innovación novedosa”, “mundo mundial”). Suele entenderse como una falta de estilo, aunque a veces se utiliza intencionadamente para dar énfasis, por ejemplo “Le voy a entregar un obsequio gratis”. En este sentido, también puede llamárselas ‘pleonasmos’.
Las matemáticas pueden ser consideradas como la ciencia de hacer tautologías particularmente elaboradas de una forma rigurosa.

Para Ludwig Wittgenstein, se trata de la proposición que necesariamente es verdadera, con independencia de que represente un hecho real o no. De este modo se acepta “a priori” y sirve de premisa obvia.
sítio específico = “site specific” = nomadismo psíquico.

Debora cozinha: berigelas queimadas misturadas com pasta de tahine. Receita turca ou libanesa??? A hortelã vai na receita grega. Enfim, oriente médio no sul do cú do meu país.
Ybakatu Espaço de Arte / Rua Itupava 414, Curitiba-PR.
Sexta-feira, 3 de fevereiro das 16 as 20horas.

Orquestra Organismo – videoclipo – 2006
baixe o videoclipo e remixe – ele foi feito pra isso, ele fala sobre isso.
Baixe VLC pra assistir o filme se voce nao usa software livre ainda.
& A obra é feita.
Apronta-se o convívio.
Ninguém do seu quinhão queixar-se pode.
esse curta tem um trecho do primeiro ” videoclipe” da história, feito em 1894. Cozinhando com Puros Dados também. Este eletrodoméstico nasce com o propósito de ser desde sempre uma “obra” aberta. Ele não tem dono. Ele não tem forma. Ele não tem fim. Não é bom, não é ruim, não é nada. Não é pra consumir, é pra resolver. Vire-se.