
Mapa encontrado em parede abandonada na Rua Paula Gomes, centro de Curitiba.
RadioMat no Ar hoje – Matema ao vivo
âË?žâË?žâË?žâË?žâË?žO Zero e o InfinitoâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?žâË?ž

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“Era uma vez um Rajá, que reinava na índia. Sua grande paixão eram as guerras que travava com os Estados vizinhos.
Um dia, entediado, pois não havia mais ninguém a combater, chamou ele os brâmanes da sua corte, e ordenou-lhes que inventassem algo capaz de distraí-lo nestes períodos de inatividade militar.
Um brâmane, que era sábio, imaginou então um jogo que representasse a própria guerra, com dois exércitos, um de cada lado do tabuleiro, que representaria o campo de batalha. Cada exército era composto de: – elefantes, a força máxima das guerras naquela época, cavalos, que representariam a Cavalaria, barcos, que representariam a Marinha, e os peões, que representariam a Infantaria.
No centro de cada exército o brâmane colocou um Rajá, mas, como na vida real, este monarca era uma peça fraca, sem importância a não ser simbólica, pois com a captura do Rei o país era vencido. E para preservar este Chefe da Nação, o brâmane colocou no tabuleiro ao seu lado um “firz” que significa “conselheiro”, a peça mais poderosa no tabuleiro, que dirige os ataques e defesas, como comandante supremo da guerra, e protege o Rei até a morte.
E ao pequeno e humilde soldado-peão, o brâmane deu a possibilidade de realizar o eterno sonho de todos os plebeus do mundo – de transformar-se em príncipe ao atingir a oitava casa do tabuleiro, e com esta transformação, salvar o Rei e a sua Pátria!
Como no decorrer do jogo cada adversário pode fazer um só lance e deve esperar pela resposta do parceiro, o brâmane procurou com isso ensinar ao Rajá a virtude de que ele carecia: a paciência. E sendo o jogo uma luta das Idéias, – procurou também despertar-lhe a atenção e respeito pela opinião alheia.
O Rajá ficou tão encantado com o jogo que ofereceu ao brâmane a escolha de qualquer recompensa que desejasse. E o sábio pediu apenas que lhe desse a quantia de arroz colocado no tabuleiro de xadrez da seguinte forma: na primeira casa – 1 grão, na segunda – 2 grãos, na terceira – 4 grãos, na quarta o dobro de 4 e assim por diante, até atingir a última casa.
O Rajá riu da modéstia do brâmane e recebeu mais uma lição: quando os grãos de arroz foram contados, ao atingir apenas a metade do tabuleiro, todo o arroz do país estava esgotado! E viu-se que não era possível esta recompensa, porque o número de grãos era de ….
….18.446.744.073.709.551.615!
(Fonte)

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âË?ž Sugestões de leitura:
– “O Zero e o Infinito” (Arthur Koestler) . Qualquer sebo tem, de editoras variadas.
– Xadrez (Schachnovelle) de Stefan Zweig. Excelente e memorável. Saiu no Brasil pela Nova Fronteira, na coletânea “Amok & Xadrez”.
UMBIGO, UMBILICAL
A palavra umbigo tem sua origem no latim umbilicus, diminutivo de umbo, com o sentido de saliência arredondada em uma superfície.
Umbo, onis,por sua vez, provém do indo-europeu ombh, de onde também procede o termo grego omphalós, com o qual se formaram todos os compostos de uso corrente em linguagem médica, relativos a umbigo, como onfalite, onfalocele, onfalorragia, onfalotomia, onfalotripsia, etc. De uma variante de ombh no indo-europeu, nobh, derivam o alemão nabil e o inglês navel, indicativos de umbigo.[1][2]
É digno de nota o fato de que uma palavra cujo significado primitivo era de elevação, proeminência, tenha evoluído semanticamente para designar uma depressão anatômica como a cicatriz umbilical.
A evolução do latim umbilicus para as línguas românicas fez-se de modo muito variável, até se fixar nas formas atuais. É comum a existência de mais de uma forma na mesma língua. Assim, em italiano temos bellico, ombelico e umbilico; em francês, nombil e ombilic; em português, embigo, imbigo e umbigo. Em espanhol prevaleceu a forma castelhana ombligo, porém em outras línguas hispânicas, como o catalão e o aragonês, encontram-se nomes populares como melico e meligo.[3]
Em português, as variantes embigo e imbigo formaram-se através do latim vulgar e ainda sobrevivem na linguagem popular. A forma umbigo é considerada erudita ou semi-erudita.[4]
Nos clássicos da antigüidade a mesma palavra designava tanto o local de inserção do cordão umbilical, como o próprio cordão. Na Ilíada, Homero usou omphalós para indicar a cicatriz umbilical. Assim também Heródoto, em seu livro sétimo – Polimnia.[5]
Hipócrates, Sorano e Galeno, contudo, empregaram omphalós para nomear o cordão umbilical.[6]
Do mesmo modo, Celsus referiu-se a umbilicus com o sentido de cordão umbilical, como se lê na seguinte passagem: medicus deinde sinistra manu leniter trahere umbilicum debet ita ne abruptam (o médico com sua mão esquerda deve tracionar gentilmente o umbigo para este não se romper).[7]
A Nomina Anatomica de 1955 (PNA) adotou dupla definição para umbilicus: antes do nascimento é a região de passagem dos órgãos que ligam o feto í mãe; após o nascimento, a cicatriz decorrente da queda do cordão umbilical.[8]
O umbigo sempre teve um significado especial na mente do homem por representar o elo biológico que liga a mãe ao filho e expressar a relação de dependência entre uma vida e outra. No subconsciente, o umbigo simboliza a vinculação do ser com o mundo exterior e identifica-se com o centro do corpo.
Na mitologia grega, o centro do mundo localizava-se no templo de Apolo, na ilha de Delfos, e era assinalado por uma escultura de mármore, de forma cilíndrica e extremidade superior arredondada, a que se denominava omphalós. Junto dela, a pitonisa proferia seus oráculos sob o influxo de vapores emanados de uma fonte da rocha e que se acreditava proviessem do interior da Terra.[9][10] Era a mãe-Terra ligando-se pelo umbigo aos filhos inseguros e temerosos que ali compareciam.
Desde os clássicos latinos, umbilicus designa também o meio, o ponto central de alguma coisa e, nesse sentido, são inúmeras as acepções do vocábulo que se transferiram a outras línguas.
Em latim, o adjetivo correspondente a umbilicus é umbilicaris,[11] que se traduz em português por umbilical, sendo errônea a forma umbelical.
Sensível como fala confusa que não é totalmente confusa
Est ética

Texto de Kant – crítica do Juízo – 1790 – nele Kant explica a autonomia do gosto diante da cognição e da moral.
Cognitiva, moral, expressiva.
Kant – autonomia no discurso estético – juízo.
Através da arte que o inteligível se manifesta – Hegel
Supraestrutura – verdade
Infraestrutura – material
Hegel – cursos de estética – 1832-53
Schiller – Cartas sobre a educação estética do homem – 1795 – cobra um princípio objetivo do belo.
Para Kant o belo é completamente subjetivo.
Novalis, Schelling – Hegel elogia Schiller – é preciso ter uma ciência do Belo.
O crítico roga uma objetividade da arte.
Marx – material
Bento Prado Jr. – ” A sereia e o desconfiado” – remonta a Kant
Roberto Schwartz – ” A sereia desmistificada” Análise rigorosa
Premissa: Hegel – inteligível versus sensível
O sensível seria a expressão do inteligível
Iluminismo do século XVIII – Kant – livre exercício da imaginação formal
Kant – liberdade da imaginação em relação ao entendimento (as regras)
Crítica da imaginação pura 1781-1787 – conhecimnto da natureza –
Conceitos de entendimento
Imaginação
Sentidos (sensibilidade)
Universal – casos particulares –
Juízo de gosto – não há nenhuma regra, os conceitos estão ausentes, do contrário haveria uma doutrina.
Kant – classisismo – conjunto de cânones – belo é uma experiência subjetiva – gosto é sua consequência.
O belo é reflexivo.
Contudo não há regras – relações de entendimento quanto a imaginação do belo.
Juízo de gosto não é somente privado – estética.
É reflexivo – vai se fazendo no processo.
Baumgarten – 1750 – Aesthética – novo sentido da palavra.
Aesthesis – sentido – sensação – como conhecimento sensível. Antigo sentido.
Visualidade moderna é Kantiana ou se quisermos iluminista
Sensível como fala confusa.
Intelecto – conhecimento é claro e distinto
Orientação intelectualista.
Baumgarten – há algo neste sensível – confuso que não é confuso – autonomia da estética.
Kant – 3 faculdades:
conhecimento – inteligível – cognitivo
desejar – moral – prático
sentimento de prazer e desprazer – valor – estética – expressivo.
Nada a ver como populismo – simplificação – conformismo
Fenomelologia – Husserl
Merleau-Ponty traz o problema para a estética.
Cuco – Vitoriamario – Cambalhota
Ray Beldner – In God we trust
“All artwork is either priceless or worthless.” – Gertrude Stein




Born in San Francisco, Beldner received a BFA from the San Francisco Art Institute and an MFA from Mills College in Oakland, California. He has participated in numerous solo and group exhibitions both nationally and internationally and his work can be found in many public and private collections including the Federal Reserve Board, Washington D.C., the Scottsdale Museum of Contemporary Art, Arizona, the Fine Arts Museums of San Francisco, the Oakland Museum of California, and the San Jose Museum of Art.
Beldner is a 1996 recipient of a California Arts Council Fellowship in New Genres, a 1997 recipient of a Creative Work Fund Grant from the Haas Foundations, and a 1999 recipient of a Potrero Nuevo environmental art grant. He has taught sculpture and interdisciplinary studies at the San Francisco Art Institute and the California College of the Arts, and is currently an Assistant Professor of Art at Saint Mary’s College in Moraga, CA. His work has been reviewed in publications including Arte, Art on Paper, Wired, Boston Globe, Los Angeles Times, San Francisco Chronicle, The Village Voice, International Herald Tribune, and The New York Times.
Most recently, his work has been seen in Living With Duchamp, Tang Museum, Skidmore College, Saratoga Springs, NY, Argent et Valeur, Le Dernier Tabou, Exposition Nationale Suisse, Biel-Bienne, Switzerland, and in the traveling exhibition,Illegal Art: Freedom of Expression in the Corporate Age. He recently had a solo exhibition of his money-related artwork at Caren Golden Fine Art in New York.













Molusco em VT
Neste momento, no Roda Viva:

Andante Allegro / Ação Bráz III

Caminhada urbana proposta por João Debs
Terça- feira, dia 08/11, í s 07h da manhã
Saída: Praça 19 de Dezembro
Ano do Porco, Ano do Tigre
ISSO SOMOS

Aquilo que mediante o dinheiro é para mim, o que posso pagar, isto é, o que o dinheiro pode comprar, isso sou eu, o possuidor do próprio dinheiro. Minha força é tão grande como a força do dinheiro. As qualidades do dinheiro – qualidades e forças essenciais – são minhas, de seu possuidor. O que eu sou e o que eu posso não são determinados de modo algum por minha individualidade.
Sou feio mas posso comprar a mais bela mulher. Portanto não sou feio, pois o efeito da feiúra, sua força afugentadora, é aniquilado pelo dinheiro.
Segundo minha individualidade sou inválido, mas o dinheiro me proporciona vinte e quatro pés, portanto não sou inválido.
Sou um homem mau, sem honra, sem caráter e sem espírito, mas o dinheiro é honrado e, portanto também o seu possuidor. O dinheiro é o bem supremo, logo, é bom o seu possuidor.
O dinheiro poupa-me, além disso, o trabalho de ser desonesto, logo presume-se que sou honesto.
Sou estúpido, mas o dinheiro é o espírito real de todas as coisas, como poderia seu possuidor ser um estúpido? Além disso, seu possuidor pode comprar as pessoas inteligentes e quem tem o poder sobre os inteligentes não é mais inteligente que o inteligente?
Eu, que mediante o dinheiro posso tudo a que o coração humano aspira, não possuo todas as capacidades humanas? Não transforma meu dinheiro, então, todas as minhas incapacidades em seu contrário?
Se o dinheiro é o laço que me liga í vida humana, que liga a sociedade a mim, que me liga com a natureza e com o homem, não é o dinheiro o laço de todos os laços? Não pode ele atar e desatar todos os laços? Não é por isso também o meio geral de separação? É a verdadeira marca divisória, assim como o verdadeiro meio de união, a força (…) química da sociedade.
(Marx, Karl. – Manuscritos Econômico-Filosóficos. 1ê ed., trad.: José Carlos Bruni. São Paulo, Abril S.A. Cultural e Industrial
Microfísica

link para foto-piadas e piadas do weblog “Manobra”
Is There Anybody Out There?

Foto: Mathieu Bertrand Struck, Novembro de 2005.
Licensed under BY-NC-ND
Segura o Tchan!
O Solda já dizia:
– O que falta nesse blog é mulher pelada!
Em sua homenagem.
Guaratuba / PR – 2000






a pé no sentido sudeste-noroeste

A estátua do homem nu, em Curitiba, olhando para noroeste; ainda sem a sua companheira, em foto de Wilson Brustolin, na década de 60.
O CAMINHO DO PEABIRU

A palavra Peabiru é tupi-guarani e para ela há uma variedade de definições: “Caminho forrado”; “Caminho antigo de ida e volta”; “Caminho pisado”; “Caminho sem ervas”; “Caminho que leva ao céu”, entre outras.
A intensa ocupação humana destruiu o Peabiru, hoje restam pouquíssimos vestígios. Os mais importantes deles, até o momento, localizam-se em Pitanga / PR.
Provavelmente milenar, o Caminho foi descrito desde o século 16 como possuindo cerca de oito palmos de largura, uma profundidade de 40 cm. e forrado por gramíneas que impediam o crescimento do mato.
Ainda não é possível saber a rota exata do Caminho, mas, é possível traçar um roteiro aproximado.
O tronco paulista, que começava em São Vicente e Cananéia, seguia a direção do rio Tietê – município de Itu – rio Paranapanema – rio Itararé – nascente do rio Ribeira do Iguape.
Entrando no PR, percorria Doutor Ulisses – Cerro Azul – Castro – Tibagi – Reserva – Cândido de Abreu – Pitanga – Palmital – Guaraniaçu – Corbélia – Nova Aurora – Tupãssi – Assis Chateubriand – Palotina – Guaíra.
O tronco principal catarinense, iniciava-se provavelmente no Massiambu (Palhoça), seguindo por Florianópolis – litoral norte – rio Itapocu – Guaramirim – São Bento – Mafra. Entrava no PR por Rio Negro – Campo do Tenente – Lapa – Porto Amazonas – Palmeira – Castro, trecho usado depois pelos tropeiros.
O Peabiru deixava o estado do PR por Guaíra. Havia outra passagem por Foz do Iguaçu – usada por Alvarez Nunes Cabeza de Vaca em 1542.
O Peabiru então, seguia ao norte até a serra de Santa Luzia, perto de Corumbá / MS. Em Puerto Suarez penetrava na Bolívia. Passava por Cochabamba – Sucre – Potosí. Nesses locais existiam caminhos incas com várias opções para alcançar o Pacífico, as mais próximas eram Tacna, Montegua e Arequipa.
Os estudiosos ainda não sabem quem abriu o Caminho do Peabiru. Há três hipóteses principais:
1 – Caminho da Terra Sem Mal – A primeira hipótese supõe que o Peabiru tenha sido aberto pelos guaranis ou por povos anteriores – talvez os itararés.
Originária do Paraguai, a tribo teria se deslocado para o litoral sul do Brasil entre os anos 1000 e 1300. O Peabiru teria sido aberto nessa migração, cujo objetivo era a procura de um paraíso, a Terra Sem Mal.
2 – Caminho dos Incas – Supõe a construção da trilha como uma iniciativa inca ou pré inca. Neste caso, o Peabiru seria uma via aberta para a prospecção de territórios do Atlântico, visando o comércio com as tribos selváticas do Paraguai, MS, PR, SP e SC.
Primeiro uma estrada de comércio. Depois quem sabe, uma estrada de penetração definitiva das poderosas civilizações andinas no Atlântico sul.
Como via de mão dupla, o Peabiru permitiu a chegada dos guaranis aos Andes. Mesmo sem relações duradouras, as idas e vindas de guaranis e incas pelo Caminho deixaram vestígios de uma certa influência cultural na astronomia (leitura e uso de manchas da Via Lactea), estatística (semelhança do ainhé, cordão de cipó guarani com o quipu dos incas), música (flauta de pã), armamento (semelhança da macaná, borduna guarani com a maqana incaica), denominação de fauna e flora : sara (espiga, em guarani; milho em quêchua), cui (animal roedor, nos dois idiomas), jaguar (felino, nos dois idiomas), mandioca e ioca / iuca, suri (ema, nos dois idiomas).
3 – Caminho de São Tomé – Segundo essa versão, o Peabiru teria sido aberto por São Tomé, apóstolo de Cristo. Segundo Sérgio Buarque de Holanda, a devoção suscitada pela descoberta deste Caminho de Tomé na América no século 16 foi tal, que quase desbancou o de Santiago de Compostela. “Pouco faltaria em verdade que não apenas na India, mas em todo o mundo colonial português, essa devoção tomasse um pouco o lugar que na metrópole e na Espanha em geral… “tivera o culto bélico de outro companheiro e discípulo de Jesus, cujo corpo se julgava sepultado em Compostela”.
A passagem de Tomé pelo Novo Mundo foi mencionada por índios, padres, autoridades e colonos europeus no século 16. A versão corrente é que um homem branco, barbudo, teria chegado ao litoral brasileiro “andando sobre as águas”. Foi chamado de Sumé.
Em sua peregrinação, teria ido ao Paraguai, abrindo o Caminho. Ali foi visto e chamado de Pay Sumé. Saindo do Paraguai, a misteriosa figura teria continuado até os Andes. Os pré incas o chamaram de Kuniraya. Mais tarde, o personagem recebeu dos incas o nome de Viracocha. Após um período no Peru, ele teria ido embora, também “andando sobre as águas”.
O Caminho do Peabiru tem toda uma parte ligada a cultura indígena. Um aspecto interessante é que ele também pode ser relacionado com a astronomia indígena.
Oservando o mapa do Peabiru percebemos que ele inclui, na verdade, diversos caminhos. Vamos nos ater a um só, que foi percorrido pelo pioneiro Aleixo Garcia. Este se inicia em Florianópolis, no oceano Atlântico e vai até Potosi na Bolívia, pegando depois as estradas dos Incas e indo terminar no oceano Pacífico. Ou seja, é um caminho transcontinental pré-colombiano.
O Caminho do Aleixo – talvez o mais importante de todos – não é na direção norte-sul e nem leste-oeste, mas sim “inclinado”. Ele vai aproximadamente de sudeste para noroeste.
Ao notar essa inclinação a primeira pergunta que se coloca é a seguinte: por que os primeiros índios escolheram essa direção ao abrir a trilha? E como eles se orientaram para percorrer esse caminho?
Ã?Ë? espantoso constatar que os Guarani de Florianópolis falaram para o Aleixo Garcia que conheciam Potosí nos Andes. Que sabiam com o ir e como voltar. Isso tudo a pé, em 1524, mais de 2000 kilômetros em linha reta – naturalmente seguiam os acidentes naturais, rios e tudo o mais – mas a direção inicial-final era sudeste-noroeste.
Ao olhar para o céu, em condições propícias, vemos a Via Lactea, que é chamada pelos Guarani de Caminho da Anta (Tapirapé), ou Morada dos Deuses.
Ã?Ë? natural supor que o caminho da Terra Sem Mal, para eles era aquele caminho que estáva lá em cima, no Céu. Que é o Caminho dos Deuses, dos espíritos, é a própria Via Lactea.
Não são só os nossos índios que viam assim. Pesquisando na História notamos que egípcios, os gregos, os indianos, todos viam a Via Lactea como um caminho. Os antigos nos falavam que havia um tesouro no fim e outro no começo do arco-íris. E a gente vivia sonhando em em encontrar o começo e o fim dele. Fazendo uma comparação, os índios brasileiros e também os peruanos, queriam saber onde começava ou terminava o arco-íris celeste, ou seja, a Via Lactea.
Seguindo a Via Lactea, por terra, viam que o fim do Caminho ia dar no mar, no oceano Atlântico. E a Terra Sem Mal ficava “ali”, ou “lá”, em algum lugar. Por isso é que os índios foram í direção do mar. Por isso é que na maioria dos mitos indígenas, o profeta, o Sumé, vem do mar. Porque ele vem daquela ponta da Via Lactea í qual o índio não tem acesso.
Muito bem, pensa o índio, mas e do lado contrário do caminho da Anta, o que existe? O índio não sabe. Então ele vai procurando na terra, seguindo a Via Lactea. E acaba chegando no outro lado, que também não tem fim, chega num outro mar, o oceano Pacífico.
Então a idéia básica é essa. O Caminho que nosso índio percorreu é aquele da Via Lactea, quando está mais alta no céu. E que é também, aproximadamente o caminho que liga as posições do nascer-do-sol no verão com o pôr-do-sol no inverno. Ou, SUDESTE-NOROESTE.
Trecho da palestra do astrônomo Germano Bruno Afonso, no 1 Encontro Nacional dos Estudiosos do Caminho do Peabiru, em Pitanga / PR, em novembro de 2003.
Fonte: Cadernos da Ilha, edição número 2. Curso de Jornalismo da UFSC.
cadernosdailha@yahoo.com.br
Falando Sério
Toda nudez será castigada…

[hackeando fotografia original de Gilson Camargo]
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Parados Allegros

Praça 19 de dezembro. Curitiba / PR – 1993
Imediações de Curitiba

Arquitetura antiga nos arredores da Igreja do Juruqui, Almirante Tamandaré-PR.
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Interior de residência em Campo Magro, na divisa com Almirante Tamandaré.
Antiga escola municipal transformada em residência, habitada pelo Sr. Roque e suas cinco filhas.
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Fundos de edificação em Campo Magro, região metropolitana de Curitiba.
Antiga escola municipal transformada em residência particular, habitada pelo Sr. Roque e suas cinco filhas.
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Igreja do Juruqui. Almirante Tamandaré.
Dia de Finados de 2005.
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Por falta de tempo, vou editar o post, mais tarde, contando as andanças por lá – e algumas histórias por trás das fotos. Alguns quilômetros mais adiante dos locais das fotos há o Observatório Astronômico do Colégio Estadual do Paraná, mas não encontramos. Alguém sabe onde fica?
PEDAL!
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Sexta- feira, dia 4 as 17h no pátio da Reitoria.
bicicletada
Passeio de bicicleta organizado por Jorge Brand.
Saída: Sexta- feira, dia 4 as 17h no pátio da Reitoria.
tragam suas bicicletas, máscaras, apitos e o q mais quiserem (cores vermelhas na predominância) para um confronto entre as máquinas automotivas, poluidoras e destruidoras da harmonia social, e a ôbicicleta anarquistaô – nos encontraremos í s 17:00hs do dia 4 de novembro, sexta feira, no pátio da reitoria para tomar as ruas, questionar o sistema, provocar o caos e depois dispersar!



