Nengara nenjuu yatte kuru – they come alyearound

they come
They come, bringing their friends and effortlessly, effortlessly head out before you know it,

they�re outside your window
before you know it, they�re in your house
they come

in an ordely line
with beautiful, beaming smiles all the time chakapoko, chakalaka, charming, before you know it,

they�re on your shoulder
before you know it, they�re on your plate they come all year round

they come in a matching mass of red
before you know it, they�re in your mouth before you know it, they�re in your dreams

Chega de verão e de saudade e de cozinhar a 40 graus

na rua o tom de cinza tenta dar um clima
avermelhado pro curitibano se despir do pudor
e a chuva deixa dentro um fogo um cataclisma
pulsando um outro sentimento que nos dá calor

show Casa Gomm, 25/10/2008 – Curitiba

Música: Octávio Camargo
Letra: Alexandre França

Nem toda história de amor acaba em morte, mas

Em Curitiba estes números assustam, pois

Quando o inverno chega por aqui

Os suicidas de amor se multiplicam por dois

Mais um poeta da dor se joga fora do bar

Onde a garoa cai guardando suas palavras

No piso de pedra do Alto da Glória para

Toda a boemia abraçada rir cantando

Nem toda história de amor acaba em morte, mas

Em Curitiba estes números assustam, pois

Quando o inverno chega por aqui

Os suicidas de amor se multiplicam por dois

Esta doença de amor não tem remédio, porém

Em Curitiba no inverno os bares enchem mais

De gente fria esquentando com cachaça

Um desejo que no fundo só faz bem de mais

Eu mesmo largo mão de tanta hipocrisia

Dançando com as mocinhas da cidade

que eu não dava valor

em cada esquina mais um santo se agita

ao ler a missa que Dioní­sio saberia de cor

na rua o tom de cinza tenta dar um clima

avermelhado pro curitibano se despir do pudor

e a chuva deixa dentro um fogo um cataclisma

pulsando um outro sentimento que nos dá calor

é a polaca do Batel deixando a boca sorrir

falando alto, sem vergonha, pro comboio ouvir

que o esporro vai continuar na sua casa

outra casa cabisbaixa para farra enfeitar

com cores novas a fachada desbotada

cheia de lambrequins

um vinho campo largo pinta os dentes de um infeliz

que agora fala pelos cotovelos que não doem tanto

quanto antes numa época em que o amor doí­a como

aneurisma ou pontadas na barriga, o amor era uma briga

que batia um coração desajustado, tão cansado de sofrer

por opção

Nem toda história de amor acaba em morte, mas

Em Curitiba estes números assustam, pois

Quando o inverno chega por aqui

Os suicidas de amor se multiplicam por dois

Mas toda noite do mundo que se preze também

Possui no fundo da gaveta um suicida bem do tipo

Que não liga tanto para a vida, mas

Que para morte nunca deu a mí­nima.

Virus Babel

[MEDIA=11]

CONVITE PARA SUBIR SEU BABEL VIRUS:

Operadores de Texto estão injetando seus ví­rus nas frestas
de nossos ambientes urbanos.

O Babel Virus está mutando a cada resposta destas requisições de ping.

Como poderí­amos compilar uma linguagem onde poderí­amos entender uns aos outros num tato quaseí  telepático?
Você reconheceu minha caligrafia naqueles muros e você pode perceber que ela veio da sua? Vice-Versa?

Nosso ambiente urbano pode ter um toque de contágio com estes gritantes pensamentos silenciosos, tentando organizar
um sintoma coletivo que poderia quebrar alguns muros, cruzar algumas linhas de fronteira, contruir um fluxo de um
contí­nuo e orgânico movimento de pessoas, não marcando territórios com bandeiras, mas com ondas cerebrais fluí­das
e seus corpos criando linguagem.

Nós tentaremos nos comnicar desta maneira e aprender cada um a lí­ngua do outro. Nós vamos tentar dividir alguma “Criptografia” de um “interpretador de linguagem” passo a passo que “construiremos” neste processo.

Este é um convite para um processo de reconhecimento de contornos, para toda a vida. E para além da vida destes muros onde as raí­zes do matagal estão quebrando o concreto.

# As instruções de Booting sugeridas (prontas pra serem também hackeadas)-

0) Entre na mailing-list[1] . Registre-se como usuário do weblog[2] .

1] Nesta situação, você está estimulado a sempre falar a lí­ngua que você pensa consigo mesmo durate o dia, talvez a lí­ngua que você aprendeu logo após nascer, mas você sabe qual. blz? Pense fluentemente e tente realmente confiar nos seus dons telepáticos. Convide também pessoas que talvez não pensam em sua “lingua materna” fluentemente até agora. O assunto é um metaassunto: A linguagem que estamos contruindo juntos. Linguagem de mobilidade, compreensão.

<-2o passo é com as pessoas escolhendo algumas palavras, frases, nesta lí­ngua “dos outros”. Discutir Déterritorialisation[4] e subjetividade. Neste ponto as pessoas poderiam escrever em algumas linguagens “que não conhecem realmente” (mas alguem no grupo conhece, talvez).

->3o passo – Nós tentaremos imitar uns a caligrafia dos outros. Trocamos alguns scans de textos, numa caligrafia pessoal da sua própria escolha, não importando se de leitura fácil ou dí­ficil, cada um escolhe a sua.

::4o – Escolher algumas frases com quais brincamos no 2o passo e escolhemos caligrafias (tentando não usar a própria) e mandamos novamente para a “turba”.

;;5th – Nos vamos pixar/pichar*í  frases nas ruas de nossas cidades “lar” (onde é isso?). Mande fotos para a turba através de nossas bases na rede.

-> Algumas Imagens serão mostradas durante o Piksel festivel (http://piksel.no).

Mas de qualquer maneira: pixa.devolts.org e podem ser usadas em quaisquer performances, manifestos, e outras exibições de alguém aqui, para manter o movimento destes corpos, e botá-los em contato.

[1]lista de emails – http://xname.cc/cgi-bin/mailman/listinfo/pixa
[2]para blogar:í  http://pixa.devolts.org/wp-login.php?action=register
[3]referência rápida e “barata” em português – http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_materna
[4] mesma fonte (“source”): http://en.wikipedia.org/wiki/Deterritorialization

weblog link: http://pixa.devolts.org
weblog RSS: http://pixa.devolts.org/?feed=rss2

*(apanhei-te cavaquinho )

Eu não estou ouvindo música: signos evidentes por si mesmos, por incrível que cresça e apareça – multiplicai-vos

[MEDIA=3]

“Dai-me agora um som alto e sublimado, um estilo grandiloqüo e corrente… Dai-me uma fúria grande e sonorosa, e não de _______ avena ou ____________ ruda, mas de ________ canora e belicosa que o peito ascende e a ____ ao gesto muda. Dai-me igual canto aos feitos da famosa Gente vossa, que a Marte tanto ajuda; Que se espalhe e se cante no universo, Se tão sublime preço cabe em verso.”

|

[MEDIA=4]

No hay banda

orchestra

Vanderlyne: A modernidade é nossa Antigüidade?

Vitoriamario: Certa vez um jornalista ocidental perguntou ao rei de Sião o que ele pensava das vitórias dos colonialismos ocidentais no mundo (a Tailândia, ou o Sião, como era conhecida na época, era um dos poucos Estados a não ter sido colonizado). Sua Majestade respondeu que, no Ocidente, os soldados marcham no mesmo ritmo, mas que na Tailândia, por exemplo, os soldados tailandeses encontram seu fluxo próprio e seguem em seu próprio ritmo. No ano seguinte, Sua Majestade contratou uma banda militar italiana para liderar o exército tailandês.

Banda Militar: Como sob o capitalismo todos reproduzem as condições de sua própria alienação, enquanto a arte como nós a conhecemos continua a existir, seria ridí­culo esperar que aqueles que desejam sua abolição como uma esfera separada do fazer humano não se envolvam com ela. Entretanto, artistas progressistas devem ter em mente que o seu papel como especialistas não-especializados deve ser negado. A arte não pode ser reformada, ela só pode ser abolida. Assim, a estratégia cultural progressista nesse perí­odo de transição deve ser tornar autônomo o negativo dentro da prática artí­stica.

Sua Majestade: O capitalismo não é apenas o motor por trás da iconoclastia. Na sua indiferença para com o que oblitera (a comunidade humana, a inteligência humana, os corpos humanos), a economia de mercadorias é a força monumentalmente destrutiva que ergue a destruição de í­dolos a ní­veis inéditos de banalidade.

O desafio do deepblue ao repentista no céu,

museu00101.jpg

minha gente se ilude e mente,
abertamente
abominavelmente
abrangente
abruptamente
absente
absolutamente
absorvente
adjacente
admiravelmente
adolescente
adoravelmente
adormente
adstringente
afectuosamente
afervente
afincadamente
afirmativamente
aformosente
afrente
afugente
agente
agitadamente
agrestemente
aguardente
aguente
airosamente
ajuizadamente
ajuramente
alegadamente
alegremente
alente
aliciente
alimente
altamente
alternativamente
amamente
amargamente
amarguradamente
amavelmente
ambiente
ameaçadoramente
amigavelmente
amistosamente
amiudadamente
amorosamente
amplamente
analogamente
angustiosamente
aniversariamente
ansiosamente
antecedente
antecedentemente
antecipadamente
anteriormente
antigamente
anualmente
apaixonadamente
aparente
aparentemente
apartadamente
apascente
apeçonhente
apoquente
aposente
apresente
apressadamente
aprofundadamente
aproximadamente
ardente
ardentemente
argentinamente
arguente
argumente
arrastadamente
arrebatadamente
arrebente
arregimente
ascendente
asneirentamente
asneirosamente
asperamente
assente
assinaladamente
assisadamente
assistente
associadamente
astuciosamente
astutamente
atabafadamente
atabalhoadamente
atarantadamente
atarefadamente
atempadamente
atentadamente
atentamente
atente
atentivamente
atinente
atormente
atraente
atravessadamente
atropeladamente
atualmente
aturadamente
audazmente
audiente
aumente
ausente
automaticamente
avente
avidamente
avisadamente
avivente
baldadamente
barulhentamente
basicamente
básicamente
batente
beatificamente
beneficente
benemerente
benevolente
bestialmente
brandamente
brevemente
bruscamente
brutalmente
cabalmente
cadente
caliente
calmamente
cancrescente
candente
candidamente
caoticamente
capazmente
caprichosamente
carecente
carente
carinhosamente
caritativamente
casualmente
categoricamente
cautamente
cautelosamente
cerimoniosamente
certamente
chapadamente
ciente
cimente
circum-adjacente
circunjacente
circunspectamente
circunstanciadamente
civicamente
clandestinamente
claramente
clemente
cliente
coalescente
cobiçosamente
coeficiente
coerente
coexistente
coincidente
combatente
comedidamente
comente
comovente
comparavelmente
compassivamente
compenetradamente
competente
competentemente
complacente
complementarmente
complemente
completamente
complicadamente
componente
comprimente
compulsivamente
compungente
comummente
concedente
concernente
concludente
concludentemente
concomitantemente
concorrente
concretamente
concupiscente
condescendente
condicente
condimente
condizente
conferente
confessadamente
confidencialmente
confidente
confitente
confortavelmente
confusamente
congruente
conhecidamente
conivente
conjuntamente
consciente
conscientemente
consente
consequente
consequentemente
consideravelmente
consistente
constantemente
constitucionalmente
constrigente
consulente
contemporaneamente
contente
continente
contingente
contingentemente
continuadamente
continuamente
contraproducente
contrariamente
contundente
convalescente
conveniente
convenientemente
convergente
convincente
copiosamente
corajosamente
cordialmente
corporalmente
correctamente
corrente
correspoendente
correspondente
corretamente
cortesmente
cotidianamente
crente
crescente
crespamente
criminalmente
cruelmente
cuidadosamente
cumprimente
curiosamente
custosamente
debilmente
decadente
decente
decicidamente
decididamente
decisivamente
declaradamente
decorrente
decrescente
deferente
deficiente
definitivamente
delicadamente
deliciosamente
delinquente
demasiadamente
demasidamente
demente
demitente
democraticamente
demoradamente
dente
dependente
deprimente
desabafadamente
desabridamente
desacorrente
desagradavelmente
desajeitadamente
desalente
desalinhadamente
desapoquente
desassombradamente
desatentamente
desavisadamente
descansadamente
descendente
descensionalmente
descobertamente
descoincidente
desconsoladamente
desconsoladoramente
descontente
descortesmente
descrente
descrescente
descuidadamente
desenfreadamente
desenganadamente
desengonçadamente
desesperadamente
desgraçadamente
designadamente
desigualmente
desjeitosamente
deslealmente
desleixadamente
desmedidamente
desmente
desmesuradamente
desnecessariamente
desobediente
desordenadamente
desoriente
despeitadamente
desportivamente
desproporcionadamente
despropositadamente
desquilibradamente
desvairadamente
detalhadamente
determinadamente
devidamente
devotamente
diariamente
diferente
diferentemente
dificilmente
dificí¬lmente
difusamente
dilatadamente
diligente
diminutamente
directamente
dirigente
discente
disciplinadamente
discretamente
discriminadamente
dissente
dissidente
dissimuladamente
distintamente
distraidamente
ditosamente
divergente
diversamente
divinamente
dobradamente
docemente
docente
doente
doidamente
dolente
dolorosamente
dormente
dramaticamente
drasticamente
duplamente
duplicadamente
duramente
ecleticamente
edolescente
éespecialmente
efectivamente
efervescente
efetivamente
eficazmente
eficiente
efusivamente
eloquente

2207.jpg

embaraçadamente
emente
eminente
emitente
emocionalmente
encandescente
encarecidamente
enchente
energicamente
enfrente
engenhosamente
enlevadamente
enormemente
ente
entusiasticamente
envolvente
epistolarmente
eqsessivemente
erodente
erradamente
escassamente
escondidamente
escrevente
escrupulosamente
espaçadamente
espacialmente
esparsamente
espavoridamente
especialmente
especificadamente
especificamente
esplendente
esplendidamente
espontaneamente
esquente
essencialmente
estoicamente
estouvadamente
estranhamente
estreitamente
estridente
estritamente
estrondosamente
estupefaciente
estupendamente
estupidamente
eternamente
eventualmente
evidente
evidentemente
exactamente
exageradamente
exatamente
excedente
excelente
excelentemente
excepcionalmente
excessivamente
excitadamente
excitantemente
exclusivamente
exigente
existente
expansivamente
expediente
expeditamente
experiente
experimente
explicitamente
expoente
expressamente
extensamente
extensivamente
extraordinariamente
extremadamente
extremamente
faceiramente
facilmente
factualmente
falsamente
familiarmente
fantasmagóricamente
farniente
fatalmente
fatidicamente
felizmente
fente
fermente
ferozmente
fervente
fervorosamente
festivamente
fidalgamente
finalmente
finamente
firmemente
fisicamente
fixamente
florente
florescente
fluente
fogosamente
fomente
forçosamente
formalmente
fortemente
fortuitamente
fotofobicamente
fracamente
fragmente
francamente
fraternalmente
fremente
freneticamente
frenéticamente
frente
frequente
frequentemente
freqüentemente
friamente
frondente
frondescente
frontalmente
frouxamente
frustradamente
fuente
fugitivamente
fulgente
fundamentalmente
fundamente
funebremente
funestamente
furiosamente
furtivamente
fútilmente
galhardamente
galhofeiramente
generosamente
gente
gentilmente
geograficamente
geralmente
gerente
gochemente
gramaticalmente
grandemente
gravemente
grosseiramente
grotescamente
gulosamente
habilidosamente
habilmente
habitualmente
hipocritamente
hipoteticamente
histericamente
historialmente
historicamente
hodiernamente
honestamente
horrente
horrivelmente
horrorosamente
humanamente
humildemente
humildosamente
identicamente
ideologicamente
ignescente
ignobilmente
igualitariamente
igualmente
ilegalmente
ilimitadamente
imanente
imediatamente
imensamente
iminente
imoderadamente
impaciente
impacientemente
imparcialmente
impassivelmente
impediente
impensadamente
imperativamente
imperfeitamente
imperiosamente
impertinente
imperturbavelmente
impetuosamente
impiedosamente
imponente

impotente
imprescindivelmente
imprescritivelmente
impreterivelmente
imprevidente
imprevistamente
improcedente
improficiente
imprudente
imprudentemente
impudente
impunemente
inadvertidamente
incalculavelmente
incandescente
incansavelmente
incessantemente
incidentalmente
incidente
incipiente
incivilmente
inclemente
inclusivamente
incoerente
incompetente
incompletamente
inconfidente
inconfundivelmente
incongruente
inconsciente
inconscientemente
inconsequente
inconseqüente
inconsistente
incontestavelmente
inconveniente
incremente
incrivelmente
indecente
indefinidamente
independente
independentemente
indesculpavelmente
indeterminadamente
indiferente
indiferentemente
indigente
indirectamente
indiretamente
indiscretamente
indiscriminadamente
indiscutivelmente
indispensavelmente
indistintamente
individualmente
indolente
indubitavelmente
indulgente
ineficiente
inegavelmente
inerente
inesperadamente
inevitavelmente
inexistente
inexoravelmente
inexperiente
inexplicavelmente
infalivelmente
infelizmente
inferiormente
infindavelmente
infinitamente
inflexivelmente
influente
ingente
ingenuamente
ingricolamente
inicialmente
ininterrompidamente
ininterruptamente
injustamente
inocente
inocentemente
inopinadamente
inquietamente
insciente
insensivelmente
insipiente
insistente
insistentemente
insolente
insolvente
inspiradamente
instantaneamente
instantemente
instintivamente
institucionalmente
insubsistente
insuficiente
insurgente
insuspeitadamente
integralmente
inteiramente
inteligente
intempestivamente
intendente
intensamente
intente
interdependente
interinamente
interiormente
interminavelmente
intermitente
internacionalmente
internamente
interrogativamente
interveniente
intimamente
intoleravelmente
intransigente
intrinsecamente
intrinsicamente
inutilmente
invariavelmente
invente
invulgarmente
irmãmente
ironicamente
irreflectidamente
irregularmente
irremediavelmente
irreparavelmente
irresistivelmente
irrespondivelmente
irreversivelmente
irritadamente
irritantemente
isente
isoladamente
jocosamente
judiciosamente
juntamente
justamente
laboriosamente
lamentavelmente
lamente
lançamente
languidamente
largamente
lastimosamente
latente
legalmente
legitimamente
lentamente
lente
leva-dente
levemente
levianamente
libidinosamente
licitamente
ligeiramente
limpidamente
lindamente
liricamente
literalmente
lividamente
livremente
logicamente
longamente
loucamente
luminosamente
luxuosamente
luzente
luzidente
magnificamente
magnificente
maioritariamente
maiormente
majestosamente
maldizente
malevolente
malfazente
manifestamente
mansamente
maquinalmente
maravilhosamente
maritalmente
massivamente
maternalmente
maturescente
medicamente
medonhamente
meigamente
melancolicamente
melodiosamente
mentalmente
mente
mentirosamente
meramente
meticulosamente
metodicamente
milagrosamente
militarmente
minguadamente
minuciosamente
miraculosamente
miseravelmente
misteriosamente
miudamente
moderadamente
modernamente
modestamente
molemente
momentaneamente
monotonamente
mordente
mormente
morosamente
mortalmente
movente
movimente
mudamente
mutuamente
naciente
nascente
naturalmente
necessariamente
negligente
negligentemente
nervosamente
nesciamente
nitidamente
nocente
nomeadamente
normalmente
notavelmente
notoriamente
novamente
nuevamente
nutriente
obediente
objectivamente
obrigatoriamente
observadamente
obstinadamente
obviamente
ocasionalmente
ocidente
ociosamente
ocultamente
oficialmente
omnipresente
omnisciente
opalescente
oponente
opulentamente
oralmente
orçamente
ordeiramente
ordenadamente
ordinalmente
ordinariamente
orgulhosamente
oriente
originalmente
originariamente
ornamente
ostente
ostentosamente
pachorrentamente
paciente
pacientemente
pacificamente
padecente
palidamente
palpavelmente
paralelamente
paramente
parcialmente
parente
particularmente
parvamente
passageiramente
patente
patentemente
paternalmente
paulatinamente
pausadamente
pavimente
pendente
penitente
penosamente
pensativamente
pente
perdidamente
perduravelmente
peremptoriamente
perenemente
perfeitamente
perfidamente
periodicamente
permanente
permanentemente
perpetuamente
perrsistente
persistente
pertencente
pertinente
pesadamente
pesarosamente
pessoalmente
piamente
pingente
plangente
plenamente
pobremente
poente
poeticamente
politicamente
pomposamente
pontualmente
pormenorizadamente
positivamente
possivelmente
posteriormente
potente
praticamente
precedente
precedentemente
preciosamente
precipitadamente
precisamente
precocemente
preeminente
preferencialmente
preferêncialmente
preguiçosamente
prematuramente
premente
preponente
prepotente
presente
presentemente
presidente
pressente
presumivelmente
pretendente
pretensamente
previamente
previdente
previsivelmente
primeiramente
primitivamente
principalmente
procedente
prodigamente
prodigiosamente
proeminente
proficiente
profundamente
profusamente
progressivamente
prolongadamente
prontamente
propriamente
prosperamente
provavelmente
proveniente
providamente
providente
provisoriamente
proximamente
prudente
prudentemente
publicamente
pudente
pungente
puramente
quente
racionalmente
radicalmente
rangente
rapidamente
raramente
rasgadamente
razoavelmente
reagente
realmente
rebente
recatadamente
recentamente
recente
recentemente
receosamente
recipiente
reciprocamente
recorrente
redondamente
referente
reflectidamente
refulgente
regaladamente
regente
regiamente
regimente
regulamente
regularmente
reincidente
reiteradamente
relativamente
religiosamente
reluzente
remanescente
reminiscente
renitente
renitentemente
rente
repelente
repente
repentinamente
repetidamente
represente
repticiamente
requerente
rescendente
residente
resignadamente
resistente
resolutamente
respectivamente
respeitosamente
resplandecente
resplendente
responsavelmente
reverente
ricamente
ridente
rigidamente
rigorosamente
risonhamente
rotamente
rudemente
ruidosamente
sabiamente
sabidamente
saliente
sapiente
sarcasticamente
sargente
saudosamente
secamente
secretamente
secundariamente
sedentamente
sedente
segmente
seguidamente
seguramente
semelhantemente
semente
sensatamente
sente
sentimentalmente
separadamente
sequente
sequiosamente
serenamente
seriamente
serodiamente
serpente
servente
severamente
sigilosamente
silenciosamente
silente
simbolicamente
similarmente
simpaticamente
simplesmente
simultaneamente
sinceramente
singelamente
singularmente
sinteticamente
sistematicamente
sobejamente
soberanamente
sobressalente
sobressaliente
sobresselente
sobrevivente
socialmente
sofregamente
solitariamente
sombriamente
somente
sómente
sordidamente
sorridente
sossegadamente
soturnamente
suavemente
subitamente
subordinadamente
subsequente
substancialmente
subterrâneamente
subtilmente
sucessivamente
suficiente
suficientemente
superficialmente
superintendente
superiormente
supervivente
suplente
supostamente
surdamente
surpreendente
sustente
sutilmente
tal-qualmente
tão-somente
tardiamente
tecnicamente
teimosamente
televisivamente
temente
temerariamente
temporãmente
temporariamente
tenazmente
tendente
tenente
tentadoramente
tente
tenuemente
tepidamente
terminantemente
ternamente
textualmente
timidamente
tolamente
torpemente
torrente
toscamente
totalmente
tradicionalmente
tragicamente
traiçoeiramente
tranquilamente
transcendente
transigente
transitoriamente
transparente
transversalmente
tremendamente
tremente
tristemente
triunfantemente
trivialmente
tumultuosamente
ulteriormente
ultimamente
unicamente
unidamente
urgente
urgentemente
usualmente
vagamente
vagarosamente
valente
vãmente
veemente
veementemente
veladamente
velhacamente
velozmente
vente
veramente
verdadeiramente
verosimilmente
vertente
vicente
vidente
vigente
vigorosamente
violentamente
violente
viridente
visceralmente
visivelmente
vistosamente
vitalmente
vivamente
vivente
vocalmente
voluntariamente
voluptuosamente
vulgarmente

só digo: – nem tente.

jborges_4.jpg

Sinfonia grafo da fuga impossível e/ou objeto.vertigem()

fugaimpossivel3.png

Pensando em escrever uma história que vale-se e vela-se as penas
que conta-se a total impossibilidade do cabeça de sapiens
em fugir das cordas de uma suposta existência puxada por alguma gravidade maior de tudo,
um pouco antes de adormecer eu imaginava esse alguém olhando pro céu
tentando traçar rotas entre os pontos luminosos do espaço sombrio.
rastros de um algo num passo que se afasta
alienando-se de qualquer promessa de harmonizar uma forma melhor pra tal história pedindo-lhe refrões.
E da redundânca que finge trazer sentido
veio o sono
embalando contos fluí­dos de subjetividade duvidosa
como se ouvisse a luz dos tais pontos gravitacionais.

Sabia por um fotón que ao acordar a gravidade lhe exigiria parágrafos
e na luta contra lembrar o próprio nome se espatifaria contra regras sintáticas e ví­cios de estilo.

E de repente, pontos nas frases, frases começando em maiúsculas,
enquanto aquilo,
um Isso dos quais a gravidade a gravidade aponta,
fingia ouvir apenas sons de serifas mudas, sem pretensão estética e ja desprovido de qualquer hipocrisia ética, simplesmente apontava para um céu cheio de pontos,
desafiando-os a provar-lhe mais providos de sentido do que o silêncio que precede qualquer
ousadia de vibrar um diapasão.

A confusão das línguas não deixa margem para o rio das dúvidas banhar a ouro e verde as esperanças de todos nós






 
 

a justa razão aqui delira
leminski – fragmento do catatau
pg 34 ed. sulina

leitura eletrônica em inglês – catataulido.ogg

1.jpg

“Preserva-se do real numa turris ebúrnea; o real
vem aí, o real está para

> chegar, eis o advento! Vrijburg defende-se,

se defendam vrijburgueses

> o cerco aperta, alerta, alarde, alarme, atalaia!
Todo o tiro é susto

, Todo > fumo – espanto, todo
cuidado – 



pouco caso

.
Vem nos negros dos quilombos,
> nas
> naus dos carcamanos,
na cara destes bichos:
basiliscos brasilicos queimam a
> cana, entre as chamas passando pendôes.

Cairás, torre de
Vrijburg

, de
> grande
> ruína.
Passeio entre cobras e es-
corpiões meu calcanhar de Aquino,
caminhar > de

Aq

uiles.

E essa torre da Babel do orgulho de Marcgravf e Spix,

pedra
> sobre pedra não ficará,
o mato virá sobre a pedra
e a pedra a espera da
> treva fica podre e vira hera a
pedra que era…

A confusão das línguas não
> deixa
margem
para o rio das dúvidas banhar a ouro e verde as
esperanças dos
> planos de todos nós:
as tábuas de eclipses de
Marcgravf não entram em
> acordo > com as de
Grauswinkel;
Japikse pensa que é macaco o aí que
Rovlox diz fruto
> dos coitos danados de
toupinamboults e tamanduás
;
Grauswinkel, perito nas
> manhas dos corpos celestes, nas manchas do sol e
outras raridades urânicas
>

é um lunático

;
Spix, cabeça de selva, onde uma

aiurupara
e

stá
pousada em cada
> embuayembo, uma aiurucuruca, um aiurucurau, uma
aiurucatinga, um tuim, uma
> tuipara, uma tuitirica, uma arara, uma
araracá, uma araracã, um araracanga,
> uma araraúna, em cada galho do
catálogo de caapomonga, caetimay, taioia,
> ibabiraba, ibiraobi! Viveiro? Isso está
tudo morto!

Por eles, as árvores
> nasciam com o nome em latim na casca, os animais
com o nome na testa dentro
> da moda que a besta do apocalipse lançou
com uma dízima periódica por
> diadema,
cada homem já nascia escrito em peito

o epitáfio,

os
frutos
brotariam
com o receituário
de suas propriedades,
virtudes e contraindicações.
> Esse é emético, esse
é diurético, esse é
antisséptico,
> laxante, dispéptico, adstringente

, isso é letal.”


LDI R16,0b10101010

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documentado como &organizador da
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A abstraí­do modo
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segundo uma base ou
espaço
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m. como dadas.

babalablbal

flip-flop.Antevéspera()

uma gota de palavra escorre sem cor,

todos modos de consonância e dissonância só em gestos-

do descompromisso com a culpa por existir refutando a redundancia da existência

dizem da palavra solta “Poesia”, do ruí­do organizado congelamos aquilo em “Música”, do rabisco que equilibrou-se em tuas vertigens – “Beleza”.

um dia atrás do outro organizando frases pra escolher o momento de tirá-las de contexto. ponto e ví­rgula.

as horas passam e fracionamos os nanosegundos já de maneira precisa

a ponto de desdenhar qualquer possibilidade de rima.

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e duma análise funcional uma nova ordem,
de um novo folêgo, um mesmo contorno
pra esse nosso desespero
de fingir que não quer nada e de alienar-se em iludir-nos “não saber o que fazer”.

e fora disso o sono, o luto e num respiro

.O desconfiado sorriso mudo e sem músculos,

fracionando nanosegundos.

Diabolus in Musica

J.C. –
O diabo é um idiota, Sr. Flusser?
V.F. –
Há uma faceta idiótica no diabo. Desde que a palavra seja tomada no seu sentido grego. A idiotice é a vida, em particular na economia. Um dos deveres do diabo é seduzir-nos para a integração na famí­lia e no emprego. Além disso, o paraí­so da satisfação que nos é prometido pelos diversos messianismos psicossomáticos, psicanalí­ticos e econômicos é uma das metas do diabo enquanto idiota.
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J.C. –
Se o diabo implica Deus, este é também um idiota?
V.F. –
Se o termo Deus pode ter significado, este seria meramente negativo, a saber, “não-diabo”. Desde que nessas perguntas a idiotice do diabo foi salientada, Deus poderia ser concebido como a negação da idiotice, portanto, como o lugar da alienação, da famí­lia e da economia; portanto, da natureza. Resumindo, o idiótico no diabo seria sua sedução para a natureza e Deus seria a sedução para fora da natureza.

J.C. –
Explique-se melhor.
V.F. –
Poderia dizer que no homem há duas tendências: aquela que faz o homem integrar-se na natureza e aquela que o propele para além dela. A tendência integralista é aquela que chamei de diabólica na sua primeira pergunta. Mas seria simplificar demais querer, por isso, identificar a tendência alienadora com a divina. O diabo não é apenas idiota. Ele não seduz também para uma forma de alienação, mas diversas formas.

J.C. –
Isso tudo é muito bonito, mas me parece estudado demais. A alienação não é também uma forma de engajamento?
V.F. –
Sem dúvida. Os termos alienação e engajamento são relativos. Se de fato há duas realidades no homem, uma natural e outra valorativa, toda vez que o homem se engaja na natureza para valorizá-la, aliena-se dos valores mesmos. E toda vez que se engaja na contemplação dos valores, na pura teoria, aliena-se da dimensão natural que o caracteriza. Em outras palavras, a ambivalência humana (a sua liberdade de seguir o diabo ou Deus) reside injustamente no fato de que em toda escolha é simultaneamente um aceitar e um recusar de algo meu.

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J.C. –
Então para a juventude moderna, os termos alienação e engajamento significam a mesma coisa? Isto é, tanto faz estudar filosofia como defender o flagelado nordestino?
V.F. –
Significam a mesma coisa no sentido de serem fugas parciais, embora em dois sentidos diferentes. Se me decido a engajar-me em prol do flagelado fujo de uma realidade em mim que me propele para a filosofia. E se me decido para a filosofia, fujo da realidade do flagelado que afinal de contas também é minha. Naturalmente posso encobrir este dilema trágico com bonitas palavras, dizendo que sacrifico a minha tendência filosófica no altar do flagelado, ou que sacrifico o flagelado no altar da filosofia. Mas deve ser claro que em ambos os casos trata-se de má-fé. É por isso que eu disse que o diabo também funciona como sedutor para a teoria. E o diabo dispõe de mais um truque neste caso; pode insuflar-me que, ao empenhar-me no flagelado, também de alguma forma filosofo. E que ao filosofar, também de alguma forma ajudo o flagelado. Como vê, a situação é extremamente complexa e confusa, que é aliás o significado da palavra diabo.

J.C. –
Concordo que seja confusa, mas não a ponto de imaginar que Heidegger possa fazer algo pelos nordestinos. Isso me parece de extremo cinismo.
V.F. –
Pois é, concordo que é cí­nico, e que a atitude honesta é admitir que quando me decido para o engajamento ao nordestino perdi uma dimensão da minha existência, e a perdi definitivamente, já que todo o instante é irrevogável; e, também, quando me decido para a filosofia devo por honestidade admitir que traí­ a minha capacidade de engajar-me no nordestino. É nesta honestidade que se revela a agonia da existência humana.

J.C. –
Fala-se demasiadamente em sexo. O diabo tem algo a ver com isso? Ele se encontra nas ante-salas do amor e incita ao pecado? Veja o sr. que as revistas e publicações modernas incluem sistematicamente fotografias e falsos estudos de sexologia com o intuito de espicaçar a libido do leitor. Seria o diabo pecador?
V.F. –
Gostaria de enquadrar este problema também no contexto do desenvolvimento. O que impressiona um viajante brasileiro nos EUA. é a circunstância de ter sido o sexo aparentemente abolido pelo diabo em prol de pecados mais refinados. As revistas que você menciona estão sendo vendidas em massa na rua 42, o que provoca apenas bocejos. No seu desenvolvimento, o diabo superou o sexo e a juventude americana usa portanto o sexo como meio para alcançar popularidade, como aqui ainda utiliza-se a popularidade como meio para alcançar o sexo. Comparada com a situação americana a sexualidade da juventude brasileira, longe de ser pecaminosa, parece pia.

J.C. –
E o adágio “faça amor e não a guerra” é um convite ao amor ou uma distração da guerra?
V.F. –
O adágio comprova exatemente o que acabo de dizer. No contexto desenvolvido o ato sexual, se ainda for conseguido, é um sintoma de simplicidade cristã e voltado para a sanidade ingênua. Com efeito, o ato sexual neste contexto é algo semelhante í  sentença do Cristo: tornai-vos como crianças. Compare o ato sexual, que afinal é um ato natural a dois, com as cenas psicodélicas em [Green Village].

J.C. –
Os “hippies” são, ao que parece, os últimos cristãos sobre a Terra, afinal pregam descaradamente o “amai-vos uns aos outros”. O que fazem eles em [Green Village]?
V.F. –
Justamente, o problema é o de distinguir Deus do diabo. Se os hippies te parecem ser cristãos é que estams perdendo a noção da distinção entre o bem e o mal. Finalmente Nietszche alcançou-nos.

J.C. –
E daí­?
V.F. –
Quando Nietszche falou que estamos no além do bem e do mal ele estava apenas articulando o desespero individual e profético. Agora esse desespero da indiferença alcançou-nos com camadas amplas.

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J.C. –
Camadas amplas brasileiras? Veja bem, sr. Flusser, aqui e agora esse Nietszche como pode ser aplicado?
V.F. –
Na nossa situação de intelectuais paulistanos estamos literalmente flutuando sobre um abismo. Se enquanto intelectuais participamos da problemática da nossa época que é a problemática do super-desenvolvimento, enquanto paulistas participamos da problemática do sub-desenvolvimento. De maneira que o diabo nos agarra de ambos os lados, na forma nietszcheniana da indiferença e na forma tradicional da impotência ante problemas fora do nosso alcance. Estas duas garras se superam dialeticamente da seguinte forma: recusamo-nos de agir já que nenhuma ação adianta e já que toda ação é indiferente. Ou agimos a despeito da nossa plena consciência da inocuidade da nossa ação e da aleatoriedade da nossa escolha. No entanto não quero negar que talvez haja uma brecha nas garras do diabo. A nossa tarefa é talvez encontrá-la.

J.C. –
É isso que senhor tem pretendido ao longo de sua vida?
V.F. –
Tenho caminhado em duas direções diferentes. Na primeira etapa procurei encontrar-me negativamente, isto é, por redução sistemática de todas as falsidades que deturpam a visão da situação na qual nos encontramos. Sem ter alcançado essa meta talvez movido por impaciência, iniciei uma segunda etapa, na qual procuro, na medida das minhas forças extremamente limitadas, influir na situação imediata no sentido de um saneamento conta essas falsidades. Em outras palavras, publico e ensino.

J.C. –
O sr. vem sido acusado sistematicamente de ótimo poeta. Agora vejo que seus acusadores têm razão.
V.F. –
Se você levar a pergunta a um campo pessoal, devo admitir que me engajei em filosofia e que portanto resisti ao diabo idiótico para talvez cair nas malhas de um diabo estetizante. Com efeito, a filosofia e a teologia são para mim indistintas, já que ambas propõem o terreno do até agora não pensado, e o propõem no clima da beleza. Não me iludo; sei que a minha decisão em prol da teoria é uma decisão que abre mão da minha ação imediata no campo daquilo que é geralmente chamado de subdesenvolvimento. Como desculpa, que talvez me foi insuflada pelo diabo, só posso recorrer ao seguinte: talvez a minha incompetência seja um pouco menos desesperadamente limitada no campo da teoria, do que na ação imediata.

J.C. –
O sr. falou em subdesenvolvimento. Se somos subdesenvolvidos, como o diabo se comporta entre nós? Ele o é igualmente? A figura de um diabo subdesenvolvido me parece extremamente melancólica.
V.F. –
Pelo contrário, no subdesenvolvimento o diabo tem muito mais seiva, seduz com armas tão ingênuas como o são o sexo e o dinheiro. E castiga com pragas tão palpáveis como o são a doença e a fome. Compare isso com o diabo desenvolvido.

J.C. –
Assim nos EUA o diabo morreu?
V.F. –
Quem morreu obviamente é Deus, ou como dizem os bottons americanos, vive mas não quer ser envolvido. O diabo nos EUA seduz por pseudo-comunicações e pseudo-sensações e castiga pelo tédio e pela falta de meta, mas não se iluda com a “cocacolonização” do Brasil, também, há infiltração deste tipo adiantado no nosso meio.

J.C. –
O senhor falou em comunicação que já me parece uma palavra gastí­ssima. Afinal, ela significa verdadeiramente algo?
V.F. –
Você tem razão, já ouvi que os que não podem comunicar poderiam calar a boca. Quando falei em pseudo-comunicação referi-me justamente í quela massa de mensagens sem informação que amalgama as solidões individuais em solidões coletivas. Não resta dúvida que exista comunicação autêntica. Não quero recorrer ao exemplo do amor, já que esse nosso diálogo presente prova ser ela possí­vel. Aventuro a tese que onde há autêntica comunicação, isto é, onde dois seres humanos se abrem mutuamente o diabo é derrotado. Talvez por isso mesmo a comunicação autêntica é tão rara. Por exemplo, será que esta entrevista comunicará com alguém entre os leitores?

J.C. –
É outro lugar comum, sr. Flusser, dizer que a incomunicabilidade destroi o amor. Talvez os seres não se comuniquem simplesmente porque não há nada para se comunicar. O diálogo já foi há muito interrompido, talvez por se ter alhures realizado. Agora há o silêncio, o ensimesmamento de que falava o cordial Ortega.
V.F. –
Você está tocando num ponto crucial da problemática da felicidade. A nossa tradição imagina a felicidade como um lugar de eterna contemplação e também de diálogo eterno. Compare Sócrates com o cristianismo. Mas há uma óbvia contradição nessas duas imagens. Onde há contemplação não pode haver diálogo porque todas as informações possí­veis já foram trocadas. Nesse sentido a felicidade é tédio imenso e não pode haver diálogo, onde há diálogo não pode haver contemplação porque o diálogo é um processo, portanto algo imperfeito. Em suma, a felicidade é inimaginável.

J.C. –
Assim, o céu é um lugar miseravelmente silencioso e entendiante?
V.F. –
Já disse que não podemos sequer imaginá-lo, mas certamente um dos seus aspectos está sendo realizado na terra, a saber nos subúrbios novaiorquinos e outro aspecto nos parques de cultura e diversão moscovita.

J.C. –
No seu livro “A história do diabo” o senhor se referiu ao Brasil como sendo um território periférico do Ocidente, em cuja sociedade se distinguiam dois traços fundamentais: a tristeza e a preguiça, cuja superação seria a meta do pensamento brasileiro. Ainda endossa essas palavras?
V.F. –
Permita um esclarecimento: tristeza e preguiça no trabalho mencionado na pergunta são termos emprestados í  terminologia teológica da Igreja e são usados ironicamente. Traduzidos para uma linguagem mais comum seriam aproximadamente ideologia alienante e ensimesmamento mistificante. Subscrevo ainda a afirmativa anterior que superar tais perigos é, ou deve ser, a meta do pensamento dos que habitam o Brasil, como aliás do pensamento tout court. Admito que a grandiloqüência alienada e alienante é maior no Brasil do que, por exemplo, na França e neste sentido admito ser o Brasil território periférico do Ocidente. Mas não admito tratar-se de juí­zo valorativo. Trata-se simplesmente da constatação que o Brasil enfrenta os acontecimentos atuais de posição diferente da ocupada pelos paí­ses ditos desenvolvidos, embora os eventos enfrentados sejam os mesmos: a lenta decadência dos valores ditos ocidentais e sua substituição por outros ainda mal definidos.

J.C. –
Seu livro “A história do diabo” me parece ser uma longa e penosa meditação sobre a morte. O senhor pretendeu forçar o leitor a pensar na morte, principalmente, é claro, o leitor brasileiro? Se o fez, por que o fez?
V.F. –
A elaboração daquele livro fez parte da minha primeira etapa. Com efeito, a conversa fiada que encobre a morte me parece ser a máxima falsidade a ser destruí­da. Se publiquei o livro, foi depois de muitas dúvidas, hesitações e devo dizer que felizmente o livro teve uma repercussão pequena. Exije não apenas uma ginástica mental por parte do leitor, mas também uma prontidão de brincar comigo que poucos terão me concedido. Mas as minhas publicações posteriores já são deliberadas, fazem parte da segunda etapa.

J.C. –
Isso quer dizer que o diabo riu por último?
V.F. –
Não superei a problemática do diabo, apenas decidi-me contra a loucura. Se tivesse continuado no mesmo caminho teria perdido o controle crí­tico dos meus pensamentos, portanto optei pela sanidade e contra a radicalidade de pesquisa. Outra demonstração do fato de que toda escolha prefere uma alternativa em detrimento í  outra.

Orquestra Organismo no e_squina

oi amigos, tamos essa semana ali no sesc da esquina com alguns instrumentos que estamos construindo e prontos pra fazer um som com vocês (ou pra construir + instrumentos)

cheguem lá das 18 até 20hs qqer dia dessa semana (de 25 a 28 de setembro)

Endereço:. Rua Visconde do Rio Branco, 969

apareçam e levem amigos, a entrada é franca

abraço

glerm

o latido da harpa

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Assim falou o velho feiticeiro; depois olhou maliciosamente ao derredor e pegou na harpa.

“Na serena atmosfera, quando já o consolo do rocio desce í  terra, invisí­vel e silencioso ââ?¬â? porque o rocio consolador veste delicadamente como todos os meigos consoladores, ââ?¬â? então recordas tu, coração ardente, como estavas sedento de lágrimas divinas e gotas de orvalho, quando te sentias abrasado e fatigado, porque nos erbosos caminhos amarelos corriam em torno de ti através das escuras árvores, maliciosos raios de sol poente, ardentes olhares de sol, deslumbrantes e malévolos.

“Pretendente da verdade! tu? ââ?¬â? Assim chasqueavam. ââ?¬â? Não. Simples poeta. Um animal astuto e rasteiro que mente deliberadamente; um animal ansioso de presa, mascarado de cores vivas, máscara para si próprio, presa para si mesmo. Isto… pretendente da verdade?… Um pobre louco! um simples poeta! um palrador pitoresco que perora por detrás de uma máscara de demente que anda vagueando por enganosas pontes de palavras, por ilusórios arco-í­ris; que anda errante e bamboleante de cá para lá em
ilusórios zelos! Um louco, nada mais!

(…)

Foi isso que despertou o cão. Que os cães acreditam em ladrões e fantasmas.

E quando o tornei a ouvir uivar, tornei a sentir dó dele. Que fora feito, entretanto, do anão, do pórtico, da aranha e dos segredos? Teria sonhado? Teria acordado? Encontrei-me de repente entre agrestes brenhas, sozinho, abandonado í  luz da solitária lua.

Mas ali jazia um homem! E o cão, a saltar e a gemer, com o pêlo eriçado ââ?¬â? via-me caminhar ââ?¬â? começou a uivar outra vez, e pôs-se a gritar. Nunca ouvira um cão pedir socorro assim.

Nunca vi nada semelhante ao que ali presenciei. Vi um moço pastor a contorcer-se anelante e convulso, com o semblante desfigurado, e uma forte serpente negra pendendo-lhe da boca.

Quando vira eu tal repugnância e pálido terror num semblante? Adormecera, de certo, e a serpente introduziu-se-lhe na garganta, aferrando-se ali?

A minha mão começou a tirar a serpente, a tirar… mas em vão! Não conseguia arrancá-la da garganta. Então saiu de mim um grito: “Morde! Morde! Arranca-lhe a cabeça! Morde!” Assim gritava qualquer coisa em mim; o meu espanto, o meu ódio, a minha repugnância, a minha compaixão, todo o meu bem e o meu mal se puseram a gritar em mim num só grito.

Valentes que me rodeiais! Exploradores, aventureiros! Vós outros que apreciais os enigmas, adivinhais o enigma que eu vi então e explicai-me a visão do mais solitário.

Que foi uma visão e uma previsão: que sí­mbolo foi o que vi naquele momento? E quem é aquele que ainda deve chegar?

Quem é o pastor em cuja garganta se introduziu a serpente? Quem é o homem em cuja garganta se atravessara assim o mais negro e mais pesado que existe?

O pastor, porém, começou a morder como o meu grito lhe aconselhava: deu uma dentada firme! Cuspiu para longe de si a cabeça da serpente e saltou para o ar.

Já não era homem nem pastor; estava transformado, radiante; ria! Nunca houve homem na terra que risse como ele!

Gororoba poética, digestão além da estética.

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Atenção: Mandem seus links sonoros,gráficos ou textuais que possam ser recombinados nos comentários deste post

Buscando a receita!!!! Calma, senão queima a lí­ngua:

O conSerto inicia-se com duas fontes sonoras em contraponto: uma panela de água fervente e um microchip de 8 bits alimentado pela energia dos limões de um balde de caipirinha.

Os participantes levam qualquer brinquedo eletrônico ou instrumento musical que possa ser modificado e descontruí­do e/ou qualquer tempero ou acompanhamento para o spaghetti e/ou sua presença instrumental tocando algo de sua preferência e/ou dados puros em qualquer formato áudio, texto ou imagem para serem cozidos.

A musica vai sendo costurada com o ferver das panelas, emendas de fios numa protoboard e código computacional sendo remendado ao vivo. Instrumentos de corda, percussão e sopro são bem vindos para ajudar a encontrar as tonalidades, além destes usaremos novos tipos de instrumentos que ainda estão buscando sua afinação e afiação.

Os dados vão cozindo até transbordar numa explosão de harmonia versus músicos famintos por digestão.

——————————-

Dados crus:

Trabalhando em um formato de grupo aberto a participações mediadas apenas pela intersecção de buscas sociais e estéticas, que organiza suas ações por meio de convergências de redes de coletivos principalmente pela Internet, a Orquestra Organismo tem um meio de trabalho onde o processo de “solda de discursos” é colocado desde seu í­nicio como o próprio “objeto” a ser realizado. Um “produto da ação destes encontros sendo moldado no tempo”, onde o objeto “em cena” é a própria intenção dos indí­viduos (e sua função como catalisador destas relações) buscando equilí­brio entre o grupo e sua dimensão subjetiva (além de qualquer análise social ou artí­stica). Obras que se constroem e são esculpidas de acordo com a interação e envolvimento e que trabalham também com idéia da transformação do significado destas ações nos espaços em que ele é percebido, sendo estas moldadas pelas institucionalizações em que se inscrevem (música, teatro, audiovisual, galerias, internet, bares, lares ou ruas), mas sempre reforçando a lúcida situação em que o que fica de todos estes signos são as relações humanas que eles permeiam e estimulam.
A proposta de “Cozinhando Puros Dados” pode ser vista como continuação dos trabalhos que a Orquestra Organismo desenvolveu em suas performances/mostras mais recentes: “Desafiatlux”, “A justa razão aqui delira” e teve sua genêse durante “Surface Tension@Curitiba”. A idéia em comum destes trabalhos é a de que vivemos uma época de sobrecarga de informações e possibilidade de conexão de redes moldadas em discursos similares que ultrapassam fronteiras sociais e geopolí­ticas. Por outro lado a organização cartesiana e sistemática destes dados, para qualquer tipo de função institucionalizada (da arte í  engenharia; do ativismo ao academicismo) tende a diluir-se no espaço onde ela quer tomar forma, e o fluxo de identidades que tocaram-se em subjetividade acaba perdendo a força moldando-se aos espaços, entrando em contradições e adquirindo um significado “institucional”. Observar estes discursos e “dados” como uma dança caótica de entidades, em forma de rituais simbolistas, teatros da crueldade e estetização da ação direta, molda sua prática e ética numa percepção imediata da dimensão humana. Esta é a busca destas performances.
Em “Cozinhando Puros Dados” trabalhamos com uma cozinha no espaço da mostra que pode conectar-se com outros participantes pela Internet em qualquer lugar do planeta. A cozinha estará incubando o conceito antropológico de “Cru e Cozido” trabalhado por Levi Strauss: a criação de processos rituais que estabelecem uma dialética daquilo que era um dado “puro” e sem função e que passará até o final do perí­odo da mostra assumir diversas dimensões de significado, convergindo intenções dos “cozinheiros”. A cozinha também pode ser vista como o espaço onde existe freqüentemente coletividade para a construção daquilo que nos alimenta. Busca-se construir uma metáfora da cozinha como espaço de “alquimia” onde a tal dialética ferve as intenções de coletividade e a fome (ou gula) é um anseio que nos traz de volta a dimensão humana.
A instalação funciona da seguinte maneira:
1. Deve-se utilizar a cozinha do espaço da mostra e montar uma exposição plástica dentro dela, com rascunhos, pinturas, desenhos, esculturas, registros sonoros e audiovisuais, e principalmente objetos do cotidiano de participantes da ação, incluindo organizadores e visitantes da mostra que desejem interagir. Isto deve ser feito sem tentar tornar a cozinha uma “galeria”, o foco está em deixar diponí­veis os “dados” a serem cozidos. Isto tornará a cozinha um espaço em comum entre os participantes, para encontros informais que tentam trazê-la para uma dimensão de “zona autonôma temporaria” dentro do espaço onde os “dados” serão “fervidos”.
2. Simultaneamente ao local da mostra, pretende-se articular estruturas similares em diversas cidades do Brasil: Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Campinas, Belem, Porto Alegre, Recife, Brasilia e Florianópolis e possivelmente outras cidades em locais distintos no mundo. Tal ação será articulada pela internet e seu processo de articulação também faz parte do registro de “dados” a ser reprocessado a cada ação.
3. Desconstruindo a percepção de “lar”, faremos música com eletrodomésticos como liquidificadores, batedeiras, aspiradores de pó, abajures, ventiladores; que devem ser pintados como telas brancas e cobertos de escritos com trechos poéticos, desenhos e instruções técnicas para as ações. Os eletrodomésticos devem ser trocados entre os locais distintos e ficarão nas cozinhas. Estes eletrodomésticos poderão ser controlados remotamente via Intenet, por um website.
4. Serão programados rituais de “cozinha” no mesmo horário entre as cidades, considerando fusos, onde participantes preparam comida enquanto a ação é gravada em som e video, desenhada, fotografada, escrita e este registro interage com os outros locais no mesmo instante pela internet recombinando e transformando dados. Esta “realimentação” de dados no espaço da cozinha causa uma sensação de simultaniedade e a cozinha passa tornar-se um local único que vence barreiras geográficas tornando os dados repertórios comuns de construção de realidades. Estas influenciarão ações diretas e relacionamentos entre esta rede. Os processos desencadeados pela “cozinha” também devem ser registrados e reprocessado em novos rituais de cozinha e futuras ações.
5. Tempere a gosto e leve ao forno.
6. Estimula-se o uso rí­tmico da cozinha, leitura de textos e poemas, musicalização do ato de cozinhar e da refeição. Pede-se o uso de diferentes lí­nguas e sotaques ao fornecer os dados. Depois da refeição deve-se digerir os dados e consumir sua energia em ações diretas pelas ruas.

//COZINHANDO DADOS PUROS
//COZINHANDO DADOS CRUS
//IDEIAS CRUAS ?

Receitas convergentes…
Estamos sempre prontos para cozinhar…

Estas idéias cruas fervem por vivermos uma época de sobrecarga de informações que ao mesmo tempo nos
conectam a redes formadas por discursos que vão além de fronteiras territoriais e lingüisticas.

Por outro lado, esses DADOS tendem a sujeitar-se a uma organização
cartesiana e sistemática através de sistemas institucionalizados como artes,
engenharia, ativismo ou teoria social

De qualquer maneira, estas identidades fluidas de dados crus tendem a extravazar tentativas de formatá-las – produzindo contradições ao infiltrar-se em modelos instituicionais.

Nosso esforço é que todos estes “discursos-de-DADOS-processados” sejam percebidos

como uma caótica dança de entidades, esculpindo-se em rituais simbólicos,
“teatros da crueldade”, estética e REAL PRESENÇA da ação direta, dirigindo-nos
para uma percepção imediata da dimensão humana.

Esta é a ambição dos projetos que “cozinhamos”

Esta re-alimentação e espelhamento de dados irá causar uma
sensação de presença e as “cozinhas” irão tornar-se lugares que
transcendem fronteiras geográficas, articulando os ingredientes e contribuindo
para uma base de dados para construção de realidades.

Este trabalho vai influenciar a ação direta e relacionamentos
através da rede. O processo causado pela “cozinha” deve também ser
registrado e reprocessado em novos rituais e novas idéias.

Nós estimulamos o uso rí­tmico da “cozinha”, poesia falada,
musicalização do ato de cozinhar. Nós sugerimos o uso de
diferentes lí­nguas e sotaques enquanto você cozinha estes dados.
Depois da “ceia”, digerir os dados e espalhar a energia resultante
em ação direta pela ruas.

Estudiolivre, Barcelona, 2006

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//COCINANDO DATOS PUROS
//COCINANDO DATOS CRUDOS
//IDEAS EN CRUDO ?

Recetas convergentes…
siempre estamos preparados para cocinar…

Estas ideas en crudo provienen de reconocer que vivimos en una época
de sobreinformación que nos provee al mismo tiempo con posibilidades
para conexión en redes formadas por discursos compartidos más allá de
fronteras territoriales y lingüí­sticas.

Sin embargo, esta DATA en crudo tiende a ser sometida a la
organización cartesiana y sistemática a través de sistemas
institucionalizados como el arte, la ingenierí­a, el activismo o la
teorí­a social.

Pero esas identidades fluyentes de data cruda sobrepasan cualquier
intento de formatearlos – produciendo contradicciones incluso
mientras adquieren un significado “institucional”.

Nuestro esfuerzo es para que todos los “discursos-procesados-de
DATA” sean percibidos como una danza caótica de entidades,
esculpidas como rituales simbólicos, estéticas del “teatro de
crueldad” Y PRESENCIA REAL de accion directa, que conducen a una
percepción inmediata de la dimensión humana.

Esta “retroalimentación” y replicación de data causará la sensación
de presencia simultánea y las “cocinas” se volverán lugares que
transcienden fronteras geográficas tomando los ingredientes, y
contribuyendo, de una base de datos común para constucciones de
realidad.

Estimulamos el uso rí­tmico de la “cocina”, palabras habladas,
musicalización de los actos de cocina. Pedimos el uso de diferentes
lenguages y acentos a medida que cocinas esta data. Después de la
comida, uno debiera digerir la data y gastar la consecuente energí­a a
través de acciones directas en las calles.

Estudiolivre, Barcelona, 2006

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COOKING PURE DATA
COOKIN RAW DATA
RAW IDEAS ?

Converging recipes”¦
weââ?¬â?¢re always ready to cook”¦

These raw ideas stem from recognizing that we live in an age of
information overload which provides us at the same time with
possibilities for connection over networks formed by shared
discourses beyond territorial and linguistic borders.

However, this raw DATA tends be subjected to Cartesian and systematic
organization through institutionalized systems like arts,
engineering, activism or social theory.

Nonetheless, these flowing identities of raw data overflow any
attempt to format them – producing contradictions even while
acquiring an “institutional” meaning.

Our effort is for all “DATA-processed-discourses” to be perceived as
a chaotic dance of entities, sculpted into symbolic rituals, “cruelty
theater” aesthetics AND REAL PRESENCE of direct action, leading to an
immediate perception of human dimension.

This is the ambition of “cooking” projects.

This feedback and mirroring of data will cause the sensation of
simultaneous presence and the “kitchens” will become places that
transcend geographical borders taking the ingredients from, and
contributing to, a common database for reality constructions.

This will influence direct action and relationships through the
network. The processes caused by the “kitchen” should also be
registered and reprocessed in new rituals and future ideas.

We stimulate the rhythmic use of the “kitchen”, spoken words,
musicalization of cooking acts. We ask for the use of different
languages and accents as you cook this data. After the dinner, one
should digest the data and spread the consequent energy through
direct action in the streets.

Uma das encarnações deste ritual, em Barcelona 2006 –

caso clínico (biotransformação psicofarmacológica)

hipocrates

Sua mãe
O havia trancado
num quarto escuro após ter feito arte…(…)

seu tio jogara uma galinha que se debatia no quarto escuro e pequeno
e ainda por cima acendia um fósforo dentro da boca

parecendo um fantasma.

Perdeu o controle das pulsões;

PORÃ?Ë?M foi salvo por uma Mão, que percebeu que não mais chorava baixinho como o costumaz.

cronos – comida para bebês?

massa
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sevira