O Poder no Paraná Descansa. Descansa?

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Assembléia Legislativa do Estado do Paraná – Sede do Poder Legislativo

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Tribunal de Justiça do Estado do Paraná – Sede do Poder Judiciário

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Palácio Iguaçu – Sede do Poder Executivo e do Poder Moderador no Estado do Paraná

Entrada proibida!

É proibida a entrada de antas portuguesas em núcleos de fotografia, divinas criaturas, sossélas, betos batatas e guetos de mediocridade. Serão espantadas a vassouradas.

Canto I da Ilíada. Com Claudete Pereira Jorge.

Ilí­ada de Homero, Canto I (tradução de Odorico Mendes)

Monólogo: Claudete Pereira Jorge
Direção: Octávio Camargo
Consultoria: Sálvio Nienkí¶tter
Porão Loquax, Wonca Bar (especializado em Porco ao molho de Ostras/Pérolas aos Porcos), Curitiba-PR, 29/11/2005.

Fotos: Mathieu Bertrand Struck

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Canto I

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O iní­cio.

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Claudete foi coberta de palmas. O pequeno porão ressoou.

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Entracte

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Claudete Pereira Jorge

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Octávio Camargo

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Do primeiro para o último plano: Claudete, Octávio e Sálvio. Triunvirato homérico.

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Octávio e Maria Célia Camargo.

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Retomada

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Sálvio Nienkí¶tter

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Agradou Gregos e Troianos
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A volta. Espectro de Páris ronda a Visconde de Nacar.

Fiz o Diabo


Em sabatina, Autran critica Gilberto Gil

MARY PERSIA
da Folha Online

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Arte: William Medeiros

Um apanhado da carreira, elogios a personalidades do teatro e crí­ticas í  polí­tica cultural. A sabatina da Folha realizada na tarde desta segunda-feira com Paulo Autran, 83, reuniu uma platéia que pôde conhecer um pouco mais da visão do ator e diretor de teatro sobre o mundo.

Entre histórias memoráveis e comentários sobre o mundo das artes cênicas, Autran não deixou de expressar sua opinião a respeito da atuação do ministro da Cultura. “O [Gilberto] Gil está ganhando muito dinheiro, tem cantado no mundo inteiro, encantado platéias. Mas, no Brasil, não sei o que ele fez. Pelo teatro, então, acho que ninguém sabe”, disparou o veterano.

A polí­tica cultural de um modo geral, e especialmente as leis de incentivo, também não foram poupadas. “Antes, quando eu fazia uma peça, ia ao banco e assinava dez notas promissórias. Pagava mês a mês, com o dinheiro da bilheteria, e ainda sobrava algum. Hoje em dia, as peças estão muito caras”, afirma Autran. “As leis de incentivo tiveram como efeito colateral o aumento do custo do teatro. Todo mundo [como equipe técnica e infra-estrutura] aumentou seu preço.”

Sua história com as artes cênicas é antiga. Autran contou que seu primeiro personagem foi encenado aos sete anos, em uma peça escrita pela irmã. “Fiz o diabo, com chifres de papelão, calção vermelho e tudo. Entrei mudo e saí­ calado”.

Cusparada

Ele, que cursou a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (Universidade de São Paulo) em 1945, estreou em um palco (ainda amador) em 1947. Em 1967 fez seu trabalho mais substancial para o cinema, “Terra em Transe”, de Glauber Rocha. Ele integra o elenco de “A Máquina”, de João Falcão, que estréia em breve nos cinemas brasileiros. Seu último trabalho na TV foi na minissérie “Hilda Furacão”, da Globo.

Da longa carreira, colheu boas histórias, como a vez em que deu uma cusparada em Paulo Francis em defesa da amiga Tônia Carrero.

“Juntei bastante cuspe e cuspi com prazer”, recorda ele. Em outra oportunidade, tentou dar um soco no crí­tico pelo mesmo motivo, mas não foi muito bem-sucedido. “Nunca havia dado um soco em ninguém. É difí­cil, sabe? O corpo se contrai, o braço fica sem força”, revelou, bem-humorado.

Para o futuro, Autran revelou que irá ensaiar “O Avarento”, de Molií¨re, a partir de julho de 2006. Sobre o teatro, diz que não vai deixá-lo tão cedo. “Vou largar o teatro quando a natureza me tirar a voz ou o movimento das pernas. Se bem que uma peça em cadeira de rodas eu faria. Vou trabalhar até não poder mais.”

Autran é o nono entrevistado da série de sabatinas da Folha. Participaram do evento o crí­tico da Folha, dramaturgo e professor de teatro Sergio Salvia Coelho, o diretor e dramaturgo Aimar Labaki e Lí­gia Cortez, atriz e diretora da escola de teatro Célia Helena. A mediação fica a cargo do jornalista Nelson de Sá, titular da coluna “Toda Mí­dia”, da Folha, e autor de “Divers/idade – Um Guia para o Teatro dos Anos 90” (ed. Hucitec).

Iliada / Canto I / Claudete Pereira Jorge

“O fim do paganismo nos tempos de Teodósio, é talvez o único exemplo de erradicação completa de uma tradição popular ancestral, e deve portanto ser considerado como um evento unico na história da humanidade.”
Edward Gibbons – Declí­nio e Queda do Império Romano – Cap 38
(Abaixo), imagem de Vênus com uma cruz (século 2 a.d)
Vênus era uma das principais deusas do panteão romano
protetora de Roma e mãe do patriarca Enéas

Canto I da Iliada na tradução de Odorico Mendes
Monólogo com Claudete Pereira Jorge
Terça feira, 29/11/2005, í s 23h00
Porão Loquax – Wonca Bar – Rua Trajano Reis, 326