longavida en tabernaThadeu y clubeClaudete na cabeza do século

aluta1.gif

{
Na pelejya entre os contrários
e hackeando o catatau:
não torça pro í­ndio e nem pra ordem em que estava o antropólogo nesta frase.
Saio logo abraçando x tamanduá,

chamando qualquer proezia de ARTsche

e tamanduá
de rima

ANONYMOUS, glerwsky;

}

backingvocals.png

aoredordamesa.png

üá¿â? í½í¹í½ á¼â??õí¹ôõ í¸õá½° í í·í»í·ÃÅ í¬ôõÏâ?° á¼Ë?Ïâ?¡í¹í»Ã¡Â¿â? í¿Ãâ??
í¿Ã¡Â½Âí»í¿üí­í½í·í½, á¼£ üÏâ?¦ÃÂí¯’ á¼Ë?Ïâ?¡í±í¹í¿Ã¡Â¿â??Ïâ?? á¼â??í»óõ’ á¼â?í¸í·úõí½,

cantame.png

(fotos: gilson camargo)

clubeClaudete apresenta: “die Panques Ultra-Truculentxs ++”

america.jpg

o pão nosso descobrindo uma américa por dia APRESENTA,

Inaugurando o espaço pra postar canções compostas na nossa querida enCobadora, terreiro de Kantdoombleh ClaudeTe, uma sugestão dentro da incobadora – versões ultra-truculentas panques com duas baterias e mais tudo quanto é ruí­do (“die Panques Ultra-Truculentxs ++”)

Algumas Canções compostas ontem (e ISSO sem contar (ops,contei) que Thadeu Wojciechowski ja chegou a gravar uma das frases no seu movélfone çelular – pedimos encarecidamente para reavivar sua gravação e remiksá-la)

(amics, tomei a liberdade de dar tí­tulos í s músicas, que podem ser modificados, no grito, a posteriori.)

————– eU, x=o———————

eu te logrei.
eu fui sincero.

——————————————————x—————————————-

————– conversa panque – versao pós-concreta, pós-internet,pós-espetáculo-simulacro e logo-antes-do-vômito———————

#include clubeclaudete.h

/* podre */

void conversapunk (;;;)
{

def:

tudo fudido – tudo sujo!

até o kernel pânico : esssssssxsssssscarro! ESCARRO!

C DU CARA LHO

Cu de encobadora – terreiro de Kantdoombleh

tudo fudido
(tudo sujo
___________
x

esta é uma conversa punke

A gentE gosta de í¿ (- nao consigo ler esta parte no guardanapo, tem que perguntar pro Thadeu -)

y os nossos pensamentos CHEIRAM MAL.

(A FEDENTINA É í¿ !!!! – também nao anotei legí­vel esta rima tem que perguntar pro luc1 )

tudofudidotudosujoessaéumaconversapanque!
tudofudidotudosujoessaéumaconversapanque!
tudofudidotudosujoessaéumaconversapanque!
tudofudidotudosujoessaéumaconversapanque!
tudofudidotudosujoessaéumaconversapanque!
tudofudidotudosujoessaéumaconversapanque!
tudofudidotudosujoessaéumaconversapanque!

(7 vezes ou ++)

—————————————————————————x——————

————– Medéia das Mães Homéricas ———————

Ela Mandou abrir:
{
O rio Ivo pra chegar de navio
no Guaí­ra de navio

ela encurtou o pavio

ela disse: que explodiu;

}

um dia o sol raiando de manhãzinha
eu abri a porteira e olhei em frente
ela pela primeira vez na vida me disse uma coisa !=

(

OS OPERADORES RELACIONAIS

Estes operadores permitem comparar duas ou mais variáveis.

Operador Significado
== igual
!= diferente
< menor
<= menor ou igual
> maior
>= maior ou igual

ou “morreu”

)

E eu a sós confiei em Mim,

/*

em verdade, verdade vos digo: nada tenho contra meu umbigo; disse-nos nosso amigo Solda.

*/

Isola!
Amola!

fita isolante, mesa também te rima;

í¿Qual que era rima que não dimí­nuia minha auto-estima?

———————————————-x——————————————————-

—- Rima da frase e/ou ponto final em interrogação invertida ou í¿ —

não são exatas as medidas do futuro

versão PARTITURADA (ou çifrada):

{

naosaoexatas.png

1 Si
2 Do menor com 11a
3 – qualquer nota, qualquer prosa –
4 Ab
5 G#
6 F#
7 F menor
8 Si com 13a
9 A
10 C#
11 la
12 D
13 Bb
14 D
15 Bb
16 G
17 do menor

naosaoexatas_part.png

}

Ciclo Gambiarra – “Do Modo de Existência dos Objetos Técnicos”

“Podemos comparar a invenção do objeto técnico qualificado
corriqueiramente de “descoberta” com aquele objeto estético que será
qualificado de criação. A obra artí­stica será criação posto que ela
admite culturalmente que o gênio criador transcenda a realidade onde
não descobre uma realidade potencialmente existente, ela necessita de
um criador particular “o artista”, insubstituí­vel por natureza; de
outro lado a obra técnica não será sena descoberta qualificada
eventualmente de engenhosa, astuciosa, mas será uma descoberta, quer
dizer, poderia aparecer mais dia menos dia. O problema aqui colocado,
trata-se de um desequilí­brio injusto contra a técnica e a estética que
não encontra nenhum fundamento rigoroso, a cultura está na causa pois
é ela que está inscrita a apresentar todos os objetos do nosso meio.”

SIMONDON, Gilbert

hack.jpg

#metareciclagem

Conversas com #metareciclagem

(19:29:55) luci1 [n=casa@200.103.145.82] entrou na sala.
(19:30:10) _alex__: http://estudiolivre.org:8000/gambiarra
(19:30:11) glerm: fala novaes
(19:30:12) luci1: dae jovens festivos
(19:30:22) glerm: trocadillo
(19:30:24) mbraz [n=marc@200-162-198-96.user.ajato.com.br] entrou na sala.
(19:30:42) mbraz: oohh, de casa ?!
(19:30:49) luci1: vou colcar umas aberrações
(19:31:16) mbraz: pede pra ele cantar uma musica …
(19:31:30) glerm: alias uma das propostas que eu queria fazer
(19:31:36) glerm: remix dos dialogos da casinha
(19:31:41) glerm: em forma de conSertos sonoros
(19:31:43) luci1: como contextualizar sexualidade aos discursos na máquina?
(19:31:59) glerm: o do stalker ja da um album
(19:32:01) f4bs: o robin cook fez um romance sobre isso
(19:32:01) luci1: software livre e masturbação
(19:32:06) glerm: alias mbraz tava na area
(19:32:10) glerm: ja virou refrao tb
(19:32:17) luci1: COOK
(19:32:20) felipefonseca: glerm: remix dos dialogos eh classe
(19:32:34) glerm: cock? maturbação?
(19:32:35) f4bs: conectou um cerebro no computador e cada vez que ele acertava uma pergunta tranmitia uma sensacão de mil orgasmos
(19:32:37) mbraz: falaram em masturbacao e lembraram meu nome :{
(19:32:44) avena: ubuntu é sexista: http://blog.levhita.net/wp-content/uploads/2006/07/ubuntu-logo.jpg
(19:33:05) luci1: acho que tá faltando sacanagem
(19:33:13) glerm: faltando???
(19:33:17) glerm: caralha!
(19:33:20) f4bs: acho que o lucil tah carente
(19:33:21) mbraz: o cara falou blade rruner :`}
(19:33:38) luci1: claro essa é a questão a FALTA
(19:34:14) luci1: isso aí­
(19:34:28) luci1: a caneta bic
(19:34:41) luci1: a pilha acabou
(19:34:51) f4bs: a minha não é bic, eh papermate 😛
(19:34:52) glerm: eu queria colocar uma frase do pajé sobre as ferramentas
(19:34:58) glerm: citando o manto de ferro
(19:35:03) glerm: vou buscar a referencia
(19:35:05) glerm: ja colo aqui
(19:35:09) felipefonseca: busca ai que eu replico
(19:35:12) mbraz: max weber
(19:35:14) luci1: gambiarra mantrico
(19:35:19) glerm: isso
(19:35:35) luci1: marcelo weber
(19:35:46) mbraz: habemus papa, habemos papamovel a prova de balas
(19:36:07) luci1: a prova de gozo
(19:36:25) luci1: o pecado sacro
(19:36:30) mbraz: gozado, ne’ …
(19:36:48) luci1: o papa pecou
(19:37:03) felipefonseca: papa mata macumbeiro
(19:37:09) f4bs: po, mas eu acho que nao conseguir aplicar nenhuma funçao a nada eh muita falta de criatividade
(19:37:19) f4bs: o lance de ser soh estetico
(19:37:24) f4bs: eu acho que eh escolha
(19:37:29) luci1: ferramentas MARRETA, MARTELO, a chave da fenda
(19:37:30) f4bs: e nao situação
(19:37:46) glerm: como assim ser "só estético"?
(19:37:55) glerm: acho iso impossí­vel
(19:38:03) mbraz: felipe ta’ falando longe do microfone !!!
(19:38:12) luci1: .iso impossí­vel
(19:38:17) mbraz: martelo_braz
(19:38:47) luci1: a tecnologia da reprodução
(19:38:55) glerm: iso 9002 impossí­vel
(19:38:59) luci1: a cultura estéril
(19:39:16) felipefonseca: glerm: achou a frase do pajeh?
(19:39:24) luci1: objeto masturbatório tecnico
(19:39:40) luci1: tenho algumas aqui
(19:40:28) t2ia [n=teiacama@200.254.53.150] entrou na sala.
(19:40:35) luci1: o saco preto
(19:41:01) luci1: Por exemplo, já me explicaram, nessa linha, os verdadeiros fundamentos de minhas opiniões: eu trabalho pouco ou trabalho demais; eu não tenho uma vida sexual suficientemente ativa ou só penso nisso.
(19:41:06) luci1: farese de novaes
(19:41:10) luci1: frase
(19:41:27) luci1: sacaram
(19:41:38) luci1: velocidade e latencia
(19:41:47) f4bs: lucil voce escolhe qual opção?
(19:41:48) felipefonseca: nao foi novaes, foi alguem na lista dam uda, acho
(19:42:20) luci1: eu escolho?
(19:42:31) felipefonseca: perguntas?
(19:42:37) luci1: esc olho
(19:42:38) glerm: acho qu a frase era do novaes
(19:42:43) glerm: ou da estamira
(19:43:23) f4bs: foi da wanderlinne
(19:43:23) glerm: trocadilo!
(19:43:25) felipefonseca: alguma pergunta?
(19:43:30) luci1: como a estamira
(19:43:35) glerm: foi trocadilo!
(19:43:46) luci1: 60 anos
(19:43:50) felipefonseca: nao coma a estamira nao
(19:43:50) glerm: op cit. estamira – trocadilo
(19:44:04) t2ia: interferencias….
(19:44:07) luci1: ou a wanderlyne
(19:44:13) glerm: x wanderlyne
(19:44:21) glerm: ou o wanderlyne
(19:44:26) glerm: ou e wanderlyne
(19:44:41) luci1: xxxwanderhynen
(19:44:42) glerm: escuta ae o simondão
(19:44:54) f4bs: a wanderlynne eh com 2 enes
(19:44:57) octopus [n=oct@c92588de.virtua.com.br] entrou na sala.
(19:45:00) luci1: SIMONDÂO guarda roupa
(19:45:04) mbraz: sim, prigunta1: qual a estetica do iphone, que ainda nao existe fisicamente??
(19:45:11) luci1: 2 hí­mens?
(19:45:46) octopus: o que?
(19:45:52) octopus: 2 himens?
(19:46:01) glerm: função primitiva
(19:46:06) luci1: qual é a função essencial
(19:46:12) luci1: a pulsão essencial?
(19:46:17) luci1: dia ae simondão
(19:46:17) glerm: morte
(19:46:21) luci1: diz ae
(19:46:22) glerm: porque vida eu ja sei o queé
(19:46:35) glerm: opa sei de novo
(19:46:36) t2ia: uai, podemos ser menos t?cnicos, mais materialziados?
(19:46:37) glerm: opa
(19:46:38) glerm: de novo
(19:46:41) glerm:
(19:46:45) luci1: a morte também
(19:46:52) glerm: só a dos outros
(19:46:53) luci1: todo dia rola
(19:47:01) octopus: simondao…
(19:47:10) glerm: aí­ sim acho que cai na "estética"
(19:47:12) luci1: simon diz
(19:47:12) mbraz: isto e’… iphone nao existe fisicamente para o povao …
(19:47:18) glerm: "estética" do funeral
(19:47:29) glerm: sem ocultar suas funções
(19:47:30) luci1: xxxfuneral
(19:47:53) luci1: pra cima e pra baixo
(19:48:00) f4bs: funeral com striptease, como na china
(19:48:01) glerm: nao enendi mbraz
(19:48:06) luci1: relação com com o sagrado
(19:48:16) luci1: sagrado.com
(19:48:40) glerm: iphone não existe fí­sicamente pra qualquer um que não sabe codar voip
(19:48:54) glerm: esse conceito de "povão"
(19:48:57) luci1: vou publicar esse log no hackeando
(19:49:02) glerm: é uma ferramenta primitiva
(19:49:04) glerm: ou
(19:49:07) mbraz: porao
(19:49:12) luci1: alcorão
(19:49:14) ian_brasil: iphone e’ caixa preto
(19:49:29) t2ia: ? caix?o preto….lacrado
(19:49:32) glerm: não?
(19:49:37) f4bs: sim?
(19:49:40) octopus: simondao
(19:49:46) glerm: existe "povão"?
(19:49:53) glerm: existe "simondão"?
(19:49:56) luci1: paparcial
(19:49:58) felipefonseca: opa
(19:49:59) felipefonseca: tava fora
(19:50:08) t2ia: n?o creio q exista + pov?o, nem povinho….nem povo
(19:50:09) glerm: ou é ferramenta
(19:50:18) glerm: dos meios de comunicação
(19:50:18) felipefonseca: algum comentario pra ca?
(19:50:21) luci1: MARRETA
(19:50:24) glerm: essa idéia de massa
(19:50:41) glerm: povão no caso aqui
(19:50:42) luci1: cama pra todos
(19:50:47) mbraz: don’ t equisiste!!! existem tnovaes
(19:51:21) luci1: softwarelivre reclinável
(19:51:26) glerm: ele isola "ciência" de cultura?
(19:51:27) mbraz: bota o iphone ai’ para o 9s conceituar como objeto tecnico
(19:51:28) felipefonseca: bom, vou ali prestar atencao de novo
(19:51:31) glerm: é possí­vel?
(19:51:52) avena: Quer dizer: isto se não somente fosse capaz de emitir, como também de receber; em outras palavras, se conseguisse que o ouvinte não se limitasse a escutar, mas também falasse, não só ficasse isolado, mas relcionado.. — brecht – http://xibe.guardachuva.org/node/82
(19:51:53) felipefonseca: glerm: formula aih preu perguntar
(19:51:54) mbraz: ze’_povinho
(19:52:15) avena: esse lance do radio no brecht e doido.
(19:52:27) felipefonseca: e depois no enzensberger
(19:52:29) luci1: zé caixão preta
(19:52:42) luci1: vou achar uma do pajé
(19:52:48) glerm: aí­ é que ta
(19:52:50) glerm: pera
(19:52:53) glerm: nao perguntei
(19:52:54) mbraz: prig2: iphone nao existindo para as multidoes , e’ objeto tecnico?
(19:52:55) luci1: gostei dessa: encontro fortuito do acaso
(19:53:04) glerm: he
(19:53:08) glerm: tem uma pergunta entao
(19:53:16) glerm: no final da leitura
(19:53:28) glerm: o novaes ia explicar a leitura
(19:53:35) glerm: e falou
(19:53:41) glerm: derrepente
(19:53:42) octopus: ff le a pergunta do glerm
(19:53:43) glerm: enfim
(19:53:48) glerm: falou
(19:53:55) glerm: – "bom, ta dito"
(19:54:02) octopus: falou falou falou….
(19:54:08) glerm: entao
(19:54:27) glerm: dentro essa idéia de "explicar" ou "entender"
(19:54:30) glerm: o objeto
(19:54:46) t2ia: a tendencia ? a convergencia para o automatismo??? n?o vejo isso na pr?tica!
(19:54:55) glerm: estamos masi pra "simondon" do qe "paulo freire"
(19:55:06) glerm: ou tamo "xemelizando"
(19:55:08) mbraz: separa ciencia da tecnica ??
(19:55:10) octopus: simondao pra citação
(19:55:21) glerm: ?
(19:55:28) glerm: vou colar o paragrafo
(19:55:30) t2ia: po….aqui, s? vivo na pr?tica a coisa viva paulo freite
(19:55:34) luci1: LEGAL ISSSO
(19:55:34) glerm: que tentei tecer
(19:55:35) felipefonseca: glerm: melhor
(19:55:47) felipefonseca: poe tudo junto pra facilitar
(19:55:49) glerm: pergunta entao:
(19:56:35) luci1: mesmo a abrindo a caixa preta, isso alcança a função essencial?
(19:56:39) glerm: bom
(19:56:43) glerm: esquece minha pergunta
(19:56:55) glerm: vou elaborar ali do lado num txt
(19:56:58) glerm: e colo aqui
(19:56:59) luci1: Abrir a caixa preta é um gozo?
(19:57:22) glerm: abrir nao significa entender
(19:57:30) glerm: re-mitificar?
(19:57:34) f4bs: vc entende o gozo?
(19:57:43) glerm: sexual?
(19:57:50) f4bs: tem diferença?
(19:57:53) glerm: claro
(19:57:54) mbraz: gonzo?
(19:58:04) luci1: precisamos praticar
(19:58:15) felipefonseca: lucio comeu amendoim hoje?
(19:58:19) felipefonseca: tomou catuaba?
(19:58:22) f4bs: haha
(19:58:55) luci1: :==>
(19:59:00) mbraz: eu, ultimamente, tenho gozado o gozo, 4.0 :}
(19:59:07) t2ia: e mesmp abrindo p lacre, isso ? o aprendizado?
(19:59:23) glerm: minha pergunta então
(19:59:33) glerm: ja qe o lucio ta brincando de reichiano
(19:59:34) f4bs: _|_
(19:59:50) mbraz: abrir caixa preta e’ abrir caixa de pandora, ja’ que toda maquina e’ politica
(20:00:02) luci1: também acho que abrir a caixa preta passa pela questão do lacre
(20:00:06) glerm: vou fazer uma pergunta dentro do escopo academico da analise do discurso tecnologico
(20:00:13) glerm: e fazer uma pergunta flusseriana
(20:00:19) glerm: sobre o diabo
(20:00:30) luci1: da religiosidade
(20:00:31) mbraz: daemon
(20:00:43) glerm: – "qual a diferença entre religião, arte e ciência"
(20:00:45) glerm: ?
(20:00:57) octopus: tah ae ff
(20:01:06) octopus: faz?
(20:01:11) t2ia: e a necessidade de desobedecer, nem sempre, nos leva ao suposto conhecimento….
(20:01:16) mbraz: metareciclagem pinta caixas_pretas
(20:01:18) luci1: lembrando que flusser antes de escrever a sua filosofia da caixa fluseeriana religiosiou muito
(20:01:21) glerm: galer é strictu sensu
(20:01:29) glerm: habemus papai!
(20:01:32) glerm: eeeeee papai
(20:01:50) glerm: e a diferença entre antropologo e engenheiro
(20:01:54) glerm: eu tenho uma idéia
(20:01:59) glerm: como abrir uma caixinha preta
(20:02:06) glerm: chamada "antropologia"
(20:02:09) luci1: o papa fala mesmo portugues ou é um robo
(20:02:15) t2ia: e por que a necessidade de entender as diferencas, e se h? diferencas…
(20:02:30) glerm: alias
(20:02:31) glerm: ff
(20:02:39) glerm: voce esqueceu de falar que eu use aspas
(20:02:43) glerm: naquela pergunta
(20:02:49) glerm: usei
(20:03:12) glerm: vou fazer a pergunta entao:
(20:03:16) luci1: flertemos sobre as cócegas
(20:04:05) luci1: dar o enter???
(20:04:47) octopus:
(20:05:17) glerm: " novaes disse que arte, ciência e rteligião nao tem muita diferença… dentro da especialidade do seu discurso que ele diz ser o do antropólogo… minha pergunta é> como abrir a caixinha preta da "antropologia" – ou quando a gente fala de tecnica estmos falando só de engenharia… a ideia de "progresso" nao esta por aí­ envenenando cada camp "especializado" do saber? – mas mantenho a pergunta – como abrir a caixinha técnica da antropologia"
(20:05:27) glerm: isso
(20:05:33) glerm: a galera não le!!!!!!!!!
(20:05:37) f4bs: ow, aqui tah vindo tudo entrecortado… sou soh eu?
(20:05:37) glerm: pegou no ponto
(20:05:42) glerm: strictu sensu
(20:05:50) glerm: xemelizar é possivel?
(20:05:54) mbraz: aki blz
(20:06:04) mbraz: mas to usando mplayer
(20:06:11) glerm: ou o "povão" é preguiçoso mesmo?
(20:06:13) luci1: escreveu não leu o pau comeu
(20:06:51) mbraz: nerds sao preguicosos
(20:06:55) glerm: e se a gente acabar com atelivisão
(20:07:05) glerm: ja estudei antropologia tb
(20:07:09) glerm: me assumo
(20:07:18) octopus: Thales de Andrade foi professor do novaes?
(20:07:22) luci1: e em frente da realidade?
(20:07:24) octopus: pergunta…?
(20:07:36) luci1: Prof Novaes
(20:07:40) luci1: dar pras crianças
(20:07:49) luci1: Lewis carrol
(20:07:55) luci1: e o buraco da Alice
(20:07:55) mbraz: se acabar tv, o que entra neste espaco ??
(20:08:27) glerm: isso
(20:08:29) luci1: WONDERLAND
(20:08:33) glerm: daime?
(20:08:35) glerm: deus?
(20:08:40) glerm: tupã?
(20:08:44) luci1: dai-me
(20:08:57) luci1: í² musa –
(20:09:06) glerm: canta-me -o deusa
(20:09:08) glerm: a ira
(20:09:11) luci1: muúsic non stop
(20:09:31) luci1: nos strup
(20:09:37) mbraz: dainos?
(20:09:39) glerm: ‘armas e o os baronozes
(20:09:42) glerm: as armarares
(20:09:46) glerm: os baro
(20:09:49) glerm: os baroe
(20:09:49) luci1: as arveres
(20:09:51) glerm: as armores
(20:09:59) glerm: as arvarres
(20:10:02) luci1: nozes
(20:10:12) f4bs: felipefonseca, pergunta pro novaes se o simondon fala sobre capitalismo cognitivo
(20:10:17) glerm: que da ocidental praia
(20:10:28) felipefonseca: o que eh capitalismo cognitivo?
(20:10:30) mbraz: quanto custa ou e por kilo?
(20:10:44) luci1: desata esse nó e se liberta í² caixinha
(20:10:48) glerm: fabs, qual a definição de "capitalismo cognitivo"?
(20:10:49) luci1: PANDORA
(20:11:17) luci1: Flusser e Pandora – será que rolou?
(20:11:36) luci1: A ESPERANÇA
(20:11:38) f4bs: copiando e colando:
(20:11:40) f4bs: uma vez o banto ilustrou pra mim uma situação que mostrava muito bem a aplicação desse tipo de capitalismo pelo berlusconi na italia. O cara simplesmente usou o apelido dado pela torcida italiana ao seu time querido do coração, a seleção italiana, ou seja, a FORZA ITALIA, que levanta torcidas, para dar nome ao seu partido.
(20:11:40) f4bs: outro exemplo de uso sobre este tipo de capitalismo são os "karmas". O nome "karma" foi apropriado por softwares sociais que funcionam atraves da rede para definir pontuações ou porcentagens sobre determinado assunto relativo a determinado usuario. Nao sei quem foi o primeiro a usar essa denominação, mas eu soh soube de sua existencia quando entrei no orkut, de onde há meses estou com uma vontade imensa de sair. A
(20:11:40) f4bs: cho medonha a apropriação desse termo, não curto nada a forma como isso se deu e me recuso a usar ele para me referenciar a reputação de alguém. Sou ainda mais contra a se tentar vincular algum tipo de premio ao acumulo de "karmas", pois na real, isso inverte o valor do mesmo na sua essencia, pois as religioes que se referem a karmas geralmente estimulam as pessoas a *não* acumula-los, olha só que doidera!!! (di
(20:11:45) f4bs: zem que mesmo karmas positivos sao um peso para o espirito). Não me conformo com essa capitalização da cultura zen! Por falar em zen, descobri que a creative, fabricante de placas de som, leitores de cd, etc, tb investiu na linha de palm tops e chamou eles de ZEN. Meu, o que de zen tem um palm top? fala sério…
(20:11:49) f4bs: ainda outro exemplo de capitalismo cognitivo são os blogs pagos, em que o autor examina algum produto e dá sua opinião sobre ele. Dizem que não são obrigados a falar bem de um produto que não gostaram, mesmo sendo pagos pelo dono do produto, o que daria credibilidade maior credibilidade aos seus relatos. Este exemplo ilustra o paradoxo de Wenger, onde " seria preciso abrir mão do controle total do trabalho pelo c
(20:11:54) f4bs: apital para que o próprio capital possa ter chances de se reproduzir e acumular." (http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u614.shtml)
(20:12:00) felipefonseca: baixei um pouco que o pajeh reclamou que tava estourando
(20:12:34) avena: som aqui esta pulando….parece cd riscado
(20:12:35) avena: 🙂
(20:12:39) luci1: não leio
(20:12:47) f4bs: avena, desliga e liga de novo
(20:12:52) luci1: ficou melhor
(20:13:00) felipefonseca: eh quando
(20:13:16) avena: que gambi
(20:13:19) avena: 🙂
(20:13:29) octopus: ArlindoMachado
(20:13:39) octopus: falou tudo isso
(20:13:40) luci1: a esperança e o poder?
(20:13:42) felipefonseca: po, vou ler nao fabs
(20:13:44) octopus: antes…
(20:13:46) luci1: MARRETA
(20:13:51) f4bs: tah, beleza
(20:14:43) luci1: engrenagens do mecanismo – mobiles
(20:15:18) avena: karma então é peso?
(20:15:18) f4bs: octopus, arlindo machado falou tudo isso o que>/
(20:15:45) luci1: qual o gozo da crí­tica?
(20:15:56) felipefonseca: conheco o arlindo nighto
(20:16:09) luci1: machadão
(20:16:17) f4bs: avena: sim, isso mesmo, relativo a gravidade
(20:16:38) luci1: vou tomar café – preciso me drogar
(20:16:56) avena: então seria o seu karma ser leve….baixo.
(20:16:58) felipefonseca: mas sem catuaba dessa vez!
(20:17:04) avena: pois seria melhor.
(20:17:20) luci1: eu nasci, nos próximos 10 anos
(20:17:31) f4bs: na verdade, seria transcender a ele
(20:17:48) f4bs: nem positivo nem negativo
(20:18:12) glerm: o stream ta picotando
(20:18:17) glerm: pra vc tambem?
(20:18:20) glerm: vcs
(20:18:23) glerm: ?
(20:18:24) luci1: arlindo nightclub
(20:18:26) f4bs: glerm, liga e desliga
(20:18:33) f4bs: eu fiz isso e funcionou
(20:18:41) glerm: blza
(20:18:43) glerm: legal
(20:18:44) felipefonseca: picota
(20:18:46) glerm: rolou
(20:18:47) mbraz: picota quando buffer enche ?
(20:18:48) f4bs: tipo, da stop e depois play de novo
(20:18:52) f4bs: massa
(20:18:58) felipefonseca: se pans é o malvado do xrun aqui
(20:19:04) luci1: minha televisão tá desligada, como fica todo esse discurso? e agora?
(20:19:35) glerm: velho
(20:19:40) glerm: se liga no pao da tv digital
(20:19:41) glerm: papo
(20:19:57) felipefonseca: o pao da tv digital nos daime hoje
(20:20:01) luci1: o papa veio bater esse papo
(20:20:13) glerm: o problema ta la em cima
(20:20:19) glerm: nessa definiçã de "povão"
(20:20:30) pajeh_ [n=paje@200-168-116-11.dsl.telesp.net.br] entrou na sala.
(20:20:33) glerm: tinha "povão" na grécia?
(20:20:37) luci1: crucifixo e pí­lulas
(20:20:38) glerm: tinha tv la?
(20:20:41) pajeh_: opas !!!
(20:20:49) glerm: tinha "povão" em roma?
(20:20:50) luci1: dae pajeh
(20:21:01) luci1: tava faltando vc nessa suruba
(20:21:03) f4bs: opa, fala pajeh_
(20:21:04) glerm: soacomocaos
(20:21:11) glerm: agora com logotipo
(20:21:19) pajeh_: hehehe
(20:21:29) pajeh_: livre do poder vil
(20:21:30) luci1: chaos ad gaucho
(20:21:39) glerm: gáucho
(20:21:39) f4bs: cuidado com o lucil que hoje tah mais tarado que nunca
(20:21:44) f4bs: _)_
(20:21:55) pajeh_: livredopodervil
(20:22:17) luci1: f4bs não tpa acostumada?
(20:22:47) f4bs: acho que nunca topei contigo no IRC pra estar "acostumada", hehe
(20:22:52) felipefonseca: acumulem comentarios que vou ali beber uma agua
(20:22:58) luci1: hacker bite show
(20:23:26) glerm: e todo mundo vai estudar C?
(20:23:26) luci1: vou segurar por aqui
(20:23:36) glerm: ou eetrônica?
(20:23:48) f4bs: tão me chamando pra jantar, tem sopa quentinha, aqui tá frio pra cramba
(20:24:06) f4bs: vou lá, depois eu volto
(20:24:23) pajeh_: sopa de letrinhas ?
(20:24:33) glerm: novaes, não tou querendo derridar não 🙂 to de acordo com a importancia da galera abrir a caixinha e a caixola
(20:25:14) luci1: porque não nos incluí­mos nessa de povão?
(20:25:22) pajeh_: volta o lance do que é o digital
(20:25:31) pajeh_: e da dominação dos conceitos
(20:25:36) glerm: talvez minha pergunta seja algo como: a idéia é todo mundo aprender eletronica ou reverter o processo da idéia de "progresso". desligar tv, digital ou não e ir nadar e pesacar mais? limpar os rios?
(20:25:47) glerm: isso pajé
(20:25:51) glerm: quem ta interessado
(20:25:57) luci1: qual o problema, quem criou esse discurso de povão?
(20:26:00) glerm: em contar os dedos da mão
(20:26:08) mbraz: nao consigo engulir essa de que a tv evolui sozinha, sem intervencao politica
(20:26:09) glerm: e recriar o processo da matematica binaria
(20:26:13) glerm: ou nem precisa
(20:26:50) glerm: dom pedro mandou passar um cabão por dentro do oceano
(20:27:01) glerm: além de ser um dos primeiros fotógrafos do brasil
(20:27:03) luci1: também gosto da tv, de sacanagem,
(20:27:30) mbraz: xemelizando, porque em um pais a ferramenta de comer sao dois pauzinhos e em outros sao garfos ??
(20:27:32) luci1: era garanhão também
(20:27:54) luci1: tem até uma casa aqui na serra do mar só pra suas sacanagens
(20:27:57) glerm: enquanto isso na aldeia a galera trepava muito mais
(20:28:14) mbraz: mandar passarcabao e’ facil quando se e’ imperador (hehe)
(20:28:20) luci1: ficava xavecando as princesinhas com seu celular
(20:28:48) luci1: esses dias me flagrei vendo tv
(20:28:54) glerm: dom pedro tinha celular da portugal telecom?
(20:29:02) mbraz: legal era o padreco landelll que transmitia radio e achavam que era a voz do diabo …
(20:29:08) luci1: jogos de futebol e big brother, até estudei isso na vida
(20:29:21) glerm: o diabo!
(20:29:26) glerm: dando toque!
(20:29:50) mbraz: soprando no seu ouvido
(20:29:55) luci1: a aldeia – é esse o nome
(20:30:03) luci1: é pra lá que eu vou
(20:30:21) glerm: pajé ta só na embaixadinha
(20:30:23) luci1: o diabo tá no brasil
(20:30:27) glerm: dizae mein kommandant
(20:30:38) glerm: there’s a ball
(20:30:48) luci1: agora esse streaming virou experimental
(20:31:00) mbraz: diabao hoje, nao ? saiu um sol legal aqui em sampa
(20:31:13) luci1: vou estudar esse também
(20:31:38) luci1: todas as técnicas até a carniça
(20:31:54) glerm: apodrecer e virar a adubo!
(20:32:04) glerm: missão do sanGí»ineo
(20:32:38) luci1: fodeu o streaming –
(20:32:46) luci1: sacanagem!
(20:32:46) glerm: lucio
(20:32:52) glerm: da stop e play de novo
(20:33:04) luci1: poe e tira
(20:33:13) glerm: eu queria que o novaes fizesse uma pergunta pro alê:
(20:33:28) felipefonseca: manda ver
(20:33:32) glerm: "tem como fazer uma antropologia do codeiro?"
(20:33:38) mbraz: saca so’: unicamp e’ uma caixa_preta ?
(20:33:43) glerm: boa tambem
(20:33:51) glerm: vamo perguntar pro levi-strauss essa
(20:33:57) glerm: chama pro dialogo na casinha
(20:34:02) mbraz: ja’ to fazendo propaganda do meu tema na casinha 🙂
(20:34:07) felipefonseca: hah
(20:34:11) glerm: pergunta do novaes pro ale
(20:34:23) luci1: incesto na casinha
(20:34:28) glerm: totem e tabu!
(20:34:38) glerm: romulo e remo mordendo a teta da loba!
(20:34:42) glerm: penalti!
(20:34:44) glerm: hahahaha
(20:34:49) glerm: apita ae pajé!
(20:34:51) luci1: esse streaming bixado é o sinal
(20:34:52) mbraz: ha’ codeiros e ha’ cordeiros (haha)
(20:35:13) felipefonseca: meu X nao funciooooooooooona
(20:35:22) mbraz: troca pelo Y
(20:35:28) felipefonseca: **** alsa_pcm: xrun of at least 53.715 msecs
(20:35:28) felipefonseca: 20:30:18.867 XRUN callback (194).
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(20:35:40) felipefonseca: 20:33:01.177 XRUN callback (199).
(20:35:42) felipefonseca: **** alsa_pcm: xrun of at least 2.427 msecs
(20:35:44) felipefonseca: 20:33:14.389 XRUN callback (200).
(20:35:44) luci1: toca raul
(20:35:46) felipefonseca: **** alsa_pcm: xrun of at least 5.234 msecs
(20:35:48) felipefonseca: 20:34:19.538 XRUN callback (201).
(20:35:52) pajeh_: chama a maquina de minha querida que rola !!!!!!
(20:36:01) octopus: com carinho
(20:36:05) glerm: chama a programadora de minha querida!
(20:36:08) luci1: Rola na caixa preta
(20:36:09) octopus: jah dizia simondao
(20:36:11) glerm: e o programador de meu velho1
(20:36:12) glerm: !
(20:36:14) mbraz: abre essa caixapreta e gambiarra !
(20:36:15) pajeh_: hehehe
(20:36:27) mbraz: chama o codeiro de deus
(20:36:29) pajeh_: joga essa merda no chão !!!!
(20:36:54) luci1: bate nela
(20:36:56) mbraz: codeiro de deus, que limpa os pecados do mundo, dai nos a paz …
(20:37:13) octopus: xrun
(20:37:25) pajeh_: nao
(20:37:31) luci1: mamae que é o velhinho na TV
(20:37:32) luci1: ?
(20:37:35) pajeh_: a gambiarra é involuntaria
(20:37:41) pajeh_: eh cotidiana
(20:37:46) luci1: contrações
(20:37:50) pajeh_: eh um modo de fazer
(20:37:56) luci1: de quem é o filho?
(20:37:58) glerm: tenta respirar pensando em respirar
(20:38:32) luci1: filho da puta
(20:38:33) pajeh_: nao pode ser determinada
(20:38:34) pajeh_: exato
(20:38:45) pajeh_: intuiçao mais re:exixtencia
(20:38:55) luci1: exxxistencia
(20:38:56) pajeh_: eh processo de sobrevivencia
(20:39:01) pajeh_: quem ja comeu pedra ?
(20:39:10) mbraz: a gambiarra e’ necessaria
(20:39:16) octopus: eu jah fumei
(20:39:17) pajeh_: kronemberg
(20:39:20) luci1: idade da pedra furada
(20:39:24) glerm: pajé, se ralar da um temppero
(20:39:27) pajeh_: x-istence
(20:39:39) mbraz: japones faz sopa com pedras …
(20:39:41) octopus: maquinas organicas
(20:39:43) luci1: videonene
(20:39:47) pajeh_: temperinho pro caldo de cultura
(20:40:04) octopus: mas crash dele eh melhor…
(20:40:11) octopus: judd law eh tchoulas
(20:40:13) t2ia saiu da sala (quit: ).
(20:40:14) luci1: o robo foi treinado pra resistir
(20:40:29) pajeh_: nao segundo o asimov
(20:40:38) pajeh_: ele foi treinado pra obedecer
(20:40:43) pajeh_: o humano
(20:40:50) glerm: o robô nao existe, só existe a linguagem
(20:40:56) glerm: nunca vai existir
(20:40:58) pajeh_: e note, resistir nao eh re:existir
(20:40:59) glerm: o robô
(20:41:00) mbraz: huumm, delicia … 3leis da robotica
(20:41:06) glerm: nao antes do cyborgue
(20:41:24) luci1: asimov não dava no couro?
(20:41:55) glerm: asimov era codava nerds
(20:41:59) luci1: vou nadar
(20:42:02) mbraz: tnovaes ta’ falando nosso dialeto agora, presta atencao ai’
(20:42:03) glerm: asimov codava nerds
(20:42:14) luci1: nao to escutando mais nada!
(20:42:26) glerm: tamo na casinha
(20:42:33) glerm: galera do chat ta na casinha
(20:43:13) glerm: oiés
(20:43:19) glerm: sarava aos fora da casinha
(20:43:29) luci1: trovaes berra ai
(20:43:43) glerm: berra ae novaes
(20:43:45) luci1: VIXE!!
(20:43:45) glerm: raAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
(20:43:50) glerm: dae cai um raio
(20:43:57) luci1: tá meio do jeito que o diabo gosta
(20:44:01) pajeh_: pra mim ta ótimo
(20:44:19) mbraz: perai’ … to com fome… vou fazer arroz que o feijao ja’ queimou :}
(20:44:37) luci1: culpa!
(20:44:40) luci1: é isso!!
(20:44:42) glerm: RAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
(20:44:45) glerm: DIO
(20:44:48) glerm: LIBRE
(20:45:00) pajeh_: isso !!!!!
(20:45:10) pajeh_: agenciamento maquinico
(20:45:16) pajeh_: anunciação
(20:45:48) luci1: nasceu um ví­rus
(20:45:54) glerm: falando em radio livre
(20:46:11) glerm: tou deixando a caixa de som aqui na janela do apartamento
(20:46:16) luci1: livre presa
(20:46:19) glerm: que da prum quintal de predios
(20:46:53) luci1: hj tem quentão na Jamille
(20:47:05) mbraz: tira roupa e fica pelado … streaming sem video
(20:47:24) luci1: despossuido
(20:47:47) pajeh_: fala sobre isso
(20:47:51) pajeh_: ducaralho
(20:47:51) luci1: bom nome prum porno DESPOSSUIDA
(20:47:57) pajeh_: muito bom
(20:48:01) glerm: ta na jalea aqui a caixa
(20:48:13) glerm: janela
(20:48:24) luci1: regime e volta
(20:48:32) mbraz: po, vou perguntar FFF: qual a diferenca entre maquina e ferramenta?? pra fazer link com dialogo1
(20:48:43) luci1: oral e cocumental – paradoxo
(20:48:47) luci1: documental
(20:48:48) mbraz: entre tecnica e tecnologia ??
(20:49:05) felipefonseca: mbraz, nao respondo porque tu fugiu da pergunta aqui
(20:49:09) felipefonseca: mas novaes, pergunta ai
(20:49:12) felipefonseca: ou, responde
(20:49:16) luci1: fugiu a pergunta
(20:49:27) luci1: fugiu a pergunta
(20:49:28) mbraz: ff, tava vendo o feijao que tava no fogo
(20:50:03) pajeh_: radio livre nao eh midia
(20:50:03) mbraz: enton, respondo agora: so’ povao pode definir tecnologia !!!
(20:50:06) luci1: fora do humano – despossuido – dentro do humano – possuido???
(20:50:21) pajeh_: porra nego nao da a minima pra radio livre
(20:50:24) luci1: dentro da caixa preta – possuido
(20:50:30) pajeh_: fica nessa de tecnologia
(20:50:44) pajeh_: ah discussaozinha punheta
(20:50:51) luci1: não há propriedade em objetos
(20:51:03) avena saiu da sala (quit: "Leaving.").
(20:51:16) luci1: PUNHETA boa pajeh tá falando a mesma lí­ngua
(20:52:45) pajeh_: vou fumar um oregano, ja volto
(20:53:10) luci1: E sobre a tecnologia e o GOZO? o que nos diz í² simondão
(20:53:32) mbraz: eu sou mecanologo …
(20:54:10) luci1: achei a pergunta atras da tomada
(20:54:17) mbraz: inclusao digital don’ t equisiste !!!
(20:54:32) luci1: deu tá dado
(20:54:34) felipefonseca: manda lucio
(20:55:07) felipefonseca: cola a pergunta numa folha de papel, faz um aviao e manda pra cah
(20:55:11) luci1: qual é a música?
(20:55:11) f4bs: voltei
(20:55:20) luci1: ops essa foi silvio santos
(20:55:21) felipefonseca: enquanto ele avoa, fica pensando na tecnologia e na tecnica e na ferramenta disso
(20:55:40) luci1: o que vem depois do choque elétrico?
(20:55:49) luci1: eba
(20:55:57) mbraz: olha o cara aiô … bundao!
(20:56:17) luci1: por que o alesó resmunga?
(20:56:45) mbraz: ta’ chato … palestrinha .
(20:56:48) luci1: A tecnologia e a bunda?
(20:57:02) mbraz: o que abunda nao falta …
(20:57:17) luci1: MARRETA
(20:57:52) luci1: fale sobre o programa de rádio do simondao?
(20:58:53) luci1: quem com ferro ferramenta será ferido
(20:58:53) mbraz: tnovaes taô falando longe do microfone…. pou um daquele do silviosantos nele …
(20:59:39) luci1: qual a diferença entre silvio santos e simondao?
(20:59:47) luci1: simondao do silvio santos
(20:59:54) octopus: NENHUMA
(21:00:17) luci1: Quais as chances de se sair bem esta noite?
(21:00:41) f4bs: hm. a gente reproduz o automatismo pq existe a lei da inercia e gostamos da zona de conforto
(21:00:57) luci1: estamos aqui novaes
(21:01:21) luci1: te escutando, do que fala escrevemos
(21:01:25) f4bs: ow novaes
(21:01:35) mbraz: o novaes
(21:01:38) luci1: fala mais, e sobre a pag 45? o que tem a dizer?
(21:01:42) mbraz: olha pra ca’
(21:01:58) mbraz: pro povinho …
(21:02:12) luci1: é que o feijao tá no fogo
(21:02:19) luci1: e a coisa pode ficar preta
(21:02:49) luci1: vou sumir – apagão
(21:02:59) f4bs: lucil tah precisando de estimulo
(21:03:07) f4bs: no fim tudo se resume a estimulo
(21:03:08) luci1: dentro do buraco da alice
(21:03:16) f4bs: sem estimulo vc acaba nao realizando porra nenhuma
(21:03:30) luci1: F4BS: que frase estimulante
(21:03:40) f4bs: he
(21:04:04) luci1: realizaimos porra alguma
(21:04:06) mbraz: grobo e voce … tudo a ver …
(21:04:18) luci1: ogrobo
(21:04:41) luci1: essa da porra to dentro
(21:05:02) luci1: ç
(21:05:14) luci1: %
(21:05:17) pajeh_: nao
(21:05:26) pajeh_: ale que linguagem técnica !!???
(21:05:37) luci1: o que é o que é?
(21:05:41) pajeh_: isso nao eh individuacao !!!
(21:05:52) luci1: umbigo
(21:05:58) pajeh_: individuaçao nao eh producao
(21:06:01) luci1: rala umbigo
(21:06:12) pajeh_: individuacao eh um agenciamento
(21:06:19) f4bs: o que eh individuação?
(21:06:31) pajeh_: humano – humano humano – tecnica
(21:06:43) luci1: essa eu não sei responder
(21:06:46) pajeh_: eh que escrever eh foda
(21:06:53) felipefonseca: então fala e depois escreve
(21:07:03) luci1: tantas coisas sao foda
(21:07:04) pajeh_: mas eh uma unidade entre tecnica e cultura
(21:07:45) mbraz: tem essa separacao, cultura e tecnica ? de exemplos
(21:07:45) luci1: e sobre a castraçao da técnica?
(21:08:15) luci1: exemplos exemplos
(21:08:29) luci1: quem tá resmungando agora?
(21:08:42) luci1: a consciencia?
(21:08:53) mbraz: nossa, fff continua atrasado
(21:08:55) f4bs: qual a ação pra transformar o automático em dispositivo?
(21:09:01) luci1: vamos lá exemplo numero um: pandora
(21:09:03) mbraz: bundao!
(21:09:16) f4bs: haha
(21:09:49) luci1: exemplo numero dois: caixa preta e a fita isolante
(21:09:57) felipefonseca: eu sou atrasado
(21:10:07) luci1: exemplo numero tres: marreta e sua rima
(21:10:36) mbraz: mito
(21:10:36) mbraz: minto
(21:10:42) avena [i=casa@201.72.182.109] entrou na sala.
(21:10:47) f4bs: e como estimular esta mudança de comportamento?
(21:10:58) luci1: exemplo numero quatro: despossuido e casinha
(21:11:03) mbraz: oba… voltou para as ferramentas : fita isolante
(21:11:13) luci1: contextualizar a novena
(21:11:15) f4bs: pois é…
(21:11:36) mbraz: caixapreta = mito
(21:11:43) luci1: o sangue quando sangram
(21:12:00) luci1: terapia e tpm
(21:12:25) f4bs: pomessa do que?
(21:12:35) f4bs: promessa do que? nao escutei
(21:12:39) luci1: caixa preta vem da caixa de pandora
(21:12:51) f4bs: nao escuto o ale direito
(21:12:59) f4bs: ah, lucro…
(21:13:13) mbraz: tambem nao nao escuto ale ali
(21:13:15) luci1: í¨ o ale, achei que fosse a consciencia
(21:13:39) luci1: pandora sedutora
(21:13:47) f4bs: ateh ela mesma
(21:13:56) mbraz: porque a caixa e’ preta e nao azul ?
(21:14:07) luci1: muitos morreram na praia
(21:14:33) f4bs: silencio…
(21:14:40) luci1: coceira
(21:14:47) mbraz: vento soprando ….
(21:14:57) mbraz: gatinhamordendo meu dedao do pe’
(21:15:19) luci1: agora é verdade
(21:15:28) luci1: agora é verdae?
(21:15:31) mbraz: vou comer miojo com feijao queimado
(21:15:35) luci1: agora é verdade?
(21:16:00) mbraz: miojo e’ ferramenta, maquina, tecnica ou tecnologia ?
(21:16:11) luci1: vou me embriagar
(21:16:17) luci1: ninguém me entende
(21:16:36) felipefonseca: beba
(21:16:39) _alex__: galera quer ouvir sobre radio?
(21:16:40) luci1: abraço e beijo a todxa
(21:16:51) mbraz: bejo
(21:17:10) luci1 saiu da sala.
(21:18:49) octopus: steaming caiu
(21:19:01) f4bs: ow, caiu!!
(21:19:08) f4bs: felipefonseca, caiu
(21:19:16) octopus: caiu
(21:19:18) octopus: caiu
(21:19:24) felipefonseca: caiu nada
(21:19:29) felipefonseca: caiu mesmo?
(21:19:33) octopus: caiu
(21:19:36) f4bs: sim, caiu sim
(21:19:41) f4bs: nada aqui
(21:19:48) felipefonseca: tentem aí­
(21:19:54) felipefonseca: aqui continua estrimando
(21:20:06) felipefonseca: vo parar e recomeçar
(21:20:06) f4bs: ni
(21:20:13) f4bs: ae
(21:20:15) f4bs: vorto
(21:20:41) felipefonseca: reiniciei o stream
(21:20:45) f4bs: octopus, eres octavio camargo?
(21:21:09) octopus: nao
(21:21:27) f4bs: otavio de bsb?
(21:21:34) octopus: nao
(21:22:13) felipefonseca: e ae galera?
(21:22:22) f4bs: nao voltou aqui
(21:22:47) octopus: nadegas
(21:22:52) octopus: nada nada
(21:23:18) mbraz: to ouvindo ainda …
(21:23:24) octopus: access_http: error: HTTP/1.0 404 File Not Found
(21:23:24) octopus: access_http: error: HTTP/1.0 404 File Not Found
(21:23:24) octopus: access_mms: error: HTTP/1.0 404 File Not Found
(21:23:24) octopus: main: no suitable access module for `http://estudiolivre.org:8000/gambiarra’
(21:23:40) felipefonseca: eita
(21:23:45) f4bs: po eu nao to ouvindo
(21:23:49) felipefonseca: caralhjo
(21:23:51) f4bs: mas o mbraz tah
(21:23:57) felipefonseca: comelou de novo
(21:23:59) felipefonseca saiu da sala.
(21:24:09) felipefonseca [n=felipe@c951b2b1.virtua.com.br] entrou na sala.
(21:24:18) mbraz: bota o link direto no navegador … se tiver plugin rola …
(21:24:33) felipefonseca: nem sempre
(21:25:06) felipefonseca: ae
(21:25:36) octopus: nada
(21:25:38) felipefonseca: obrigado a todxs
(21:25:45) octopus: a desencana
(21:25:46) octopus saiu da sala (quit: "Snak 5.3 IRC For Macintosh – http://www.snak.com").
(21:25:55) felipefonseca: escutem o balbino!
(21:25:57) felipefonseca: http://estudiolivre.org:8000/cidadaocomum
(21:26:05) felipefonseca: aqui vou desligar logo
(21:26:16) mbraz: bundao!
(21:26:43) mbraz: bundao amigo! :)))
(21:27:04) mbraz: rolou legal, mas fica dureza acompanhar e perguntar por streaming …
(21:27:31) felipefonseca: sim
(21:27:33) mbraz: desliga o tnovaes…
(21:27:47) felipefonseca: vamos estar resolvendo
(21:27:50) mbraz: tira o microfone dele …
(21:28:15) mbraz: ele nao ri, nao ??
(21:29:07) mbraz: e-scravo somo nosotros
(21:29:07) felipefonseca: ri sim
(21:29:16) felipefonseca: desligando aqui
(21:29:20) felipefonseca: escutem o balbino!!
(21:29:25) felipefonseca: zumbi eh senhor das guerras
(21:29:29) felipefonseca: eh senhor das demandas
(21:29:31) mbraz: beijundas
(21:29:35) felipefonseca: quando zumbi chega
(21:29:41) felipefonseca mudou seu apelido para zumbi
(21:29:43) zumbi: cheguei
(21:29:45) zumbi: mandei
(21:29:46) zumbi: fui
(21:30:02) zumbi: semana que vem tudo publicado em estudiolivre, metareciclagem, descentro e blogue
(21:30:12) f4bs: ateh esse log aqui?
(21:30:17) zumbi: sim, claro!
(21:30:26) zumbi mudou seu apelido para ff
(21:30:33) mbraz: demoro!
(21:30:57) ff saiu da sala.
(21:31:15) mbraz: TV 32 Tela Plana WideScreen Philco, só 10x R$114,90! Ofertas inacreditáveis!
(21:31:21) f4bs: haha
(21:31:32) mbraz: comprafacil.com.br
(21:31:46) f4bs: intervalo comercial 🙂
(21:32:29) f4bs: alguem do cidadao comum devia estar aqui pra falar com o povo tb
(21:32:34) f4bs: queria pedir uma música
(21:32:41) mbraz: noise e’ pobri, putz o tnovaes ta’ uma maquinaô … o cara nao para, nao tem mae, nasceu de chocadeira ?
(21:33:24) f4bs: cara, ele vai assoprar, assoprar, assoprar, ateh a casinha cair :o)
(21:33:30) mbraz: musica, musica…
(21:33:48) mbraz: acabou a bateria dele ….
(21:34:01) f4bs: nada, soh entrou em spleep mode
(21:34:16) mbraz: me2
(21:34:50) mbraz: olha a cara do fff ..
(21:35:18) f4bs: xi, perdi a piada, onde?
(21:35:25) mbraz: o cara ta’ possuido ! vade retro !
(21:35:46) f4bs: po, naum to escutando 🙁
(21:35:54) f4bs: contae!
(21:36:39) mbraz: vou falar mais alto : o cara nao larga do simondao … o conjunto dos elementos, blabla
(21:37:08) mbraz: quanto vai custar o livro dele ?
(21:40:44) f4bs: hehe, o novaes vai traduzir o livro pra pt_br?
(21:42:42) mbraz: tentei ler aquela traducao no descentro, mas nao rolou …
(21:54:39) mbraz saiu da sala (quit: "Saindo").

Instrumento Musical szero: a ONssça mandou contar

onssssa.jpg

EM FOCO: uma importante cerimônia dos í­ndios araras, centrada num poste, erigido no pátio, em cujo topo, até tempos recentes, se punha o crânio de um inimigo, hoje substituí­do por uma bola de lama. Só isso já desperta a atenção do leitor, pois, vivendo os araras sobre o divisor que separa as águas que correm para o Iriri, afluente do Xingu, das que descem diretamente para o Amazonas (mas destas últimas retirados após lograrem o contato amistoso com os brancos), eles têm como vizinhos vários outros grupos tribais que também faziam a caça de cabeças, por uma extensa área, desde o Xingu até o Madeira. Entretanto, tais grupos pertenciam ao tronco tupi, enquanto os araras, da famí­lia caribe, constituí­ssem talvez a única exceção.

Mas o Autor opta por não comparar, permanecendo no universo dos araras, entre os quais realizou pesquisa de campo de cerca de quatorze meses em várias etapas, distribuí­das pelos anos 1987, 1988, 1992 e 1994.

Começa por uma apresentação geral da cerimônia e das condições em que é realizada. Mostra-nos como cada tipo de festa arara inclui uma festa menor e pode ser englobada por outra maior, desde aquelas festas de beber, passando para as de beber e comer, para as em que também se tocam instrumentos musicais, se canta e se dança, até chegar í  mais inclusiva e complexa, que é a do Ieipari, o poste encimado pelo crânio do inimigo.

museu_do_poste

Descreve a elaboração da bebida fermentada de tubérculos, frutas ou milho, a maneira de oferecê-la, sua relação com substâncias como leite e esperma. Examina as técnicas de caça, o contato que um xamã (todos os homens araras são mais ou menos familiarizados com as atividades xamânicas) estabelece com um ser, dono de uma espécie animal, pedindo-lhe que os dê para criá-los, abrindo a oportunidade assim para que os outros homens possam abatê-los. Descreve os instrumentos de sopro, a ordem em que tocam, os seres a que estão associadas suas músicas. Mostra como os caçadores, aguardados com a bebida fermentada, que devem retribuir com carne, entram na aldeia a fingir um ataque, uma encenação agressiva omitida na forma mais abrangente do rito, quando há o Ieipari. Expõe o tratamento do inimigo, o que lhe dizem no cântico entoado antes de matá-lo e esquartejá-lo.

Além do crânio, que integra um instrumento musical antes de vir a coroar o poste ritual, outras partes do corpo lhe são retiradas, mas seu destino, talvez por lacuna na memória dos araras atuais, é apenas esboçado: os ossos das mãos e dos pés, a pele do rosto, o escalpo, as ví­sceras.

Descreve a ereção do poste, como os homens o descascam com pancadas e palavras agressivas, e como as mulheres o abraçam fortemente e nele esfregam sensualmente suas vulvas. A carne trazida pelos caçadores disposta em torno do poste, assim como uma panela com bebida fermentada colocada ao pé do mesmo, são como ofertas do Ieipari. E as mulheres, ao tomarem desta bebida, dizem reveladoramente que estão bebendo um filho.

arara.jpg

Essa apresentação inicial, que constitui o primeiro capí­tulo, é em si mesma autônoma, não depende do que segue para ser compreendida. Dir-se-ia que o livro se compõe de partes que acrescentam mais sentido í  apresentação inicial, mas elas próprias também autônomas.

O capí­tulo referente í  cosmogonia e í  cosmologia aponta a origem de certos elementos integrantes do rito ou aspectos da condição humana que levam a sua realização: o instrumento de sopro que a divindade principal tocava para manter a calma e boa ordem no céu, onde a humanidade vivia de modo paradisí­aco, e que hoje faz a música de fundo das festas; a eclosão de um conflito que redundou na quebra da casca do céu, obrigando a humanidade a viver sobre os seus fragmentos, misturada aos seres maléficos até então mantidos do lado de fora; o ensino da festa, destinada a trazer novos filhos, pelo bicho-preguiça, que também deu aos humanos as flautas, a tecelagem em algodão e palha e povoou a mata de animais de caça; a recusa das mulheres em continuar a aplicar as técnicas destinadas a trazer de volta í  vida aqueles que morriam, como faziam antes da catástrofe, de modo que a morte se instalou definitivamente entre os humanos e serviu para que a divindade, agora transformada na vingativa onça preta, transformasse as partes em que divide os corpos dos defuntos numa série de seres danosos; a viabilização da caça por intermédio das relações de reciprocidade entre os xamãs e os espí­ritos donos de animais, em que estes dão í queles bichos para criar e por sua vez criam um certo tipo daqueles seres danosos oriundos dos mortos. Se o primeiro capí­tulo sublinha a ausência da vingança nas palavras que os araras dirigem ao inimigo, o segundo não trabalha o teor da vingança que atribui ao ser supremo.

A vingança ou sua ausência no conflito com o inimigo poderia ter sido um dos temas de discussão no terceiro capí­tulo, que se limita ao contato entre os araras e os brancos. Não tenta reconstituir as relações dos araras com outras etnias indí­genas, a não ser com os caiapós, mas estes apenas enquanto participantes das frentes de atração. Chama a atenção para o fato de os brancos não se contarem entre as ví­timas cujas cabeças serviam de centro ao rito arara, até o momento em que a construção da Transamazônica pressionou fortemente pelo estabelecimento do contacto. Que etnias indí­genas teriam sido alvo das incursões araras, que motivos os moviam contra elas, ou, ao contrário, que razões os faziam limitar-se í  defensiva são perguntas que talvez o Autor não tenha feito ou, se as fez, das respostas não tirou proveito.

No quarto capí­tulo examina a coexistência de uma classificação horizontal dos termos de parentesco, aplicada aos membros da própria unidade residencial, com uma oblí­qua, referente í s relações com outras unidades. Mostra como oferecimento ritual da bebida fermentada, que se faz entre a irmã (ou o marido dela) e o irmão, moradores de casas diferentes, é coerente com a classificação oblí­qua. Observa também que um homem, ao dar sua irmã em casamento, pode reivindicar em troca a filha daquele que a recebeu, que não precisa necessariamente ser filha dessa ou de outra irmã. E ainda, quando uma mulher, dentre aquelas com quem, pelo jogo das trocas, pode aspirar a ter como esposa, se casa com outro homem, este último passa a lhe dever uma irmã ou filha. Em outras palavras, uma esposa reivindicada que se torna cônjuge de outro gera dí­vida como se fosse uma irmã a este cedida. Sem dúvida tudo isso é muito convincente e feito com maestria, apesar de as trocas de mulheres examinadas nos casos concretos mais parecerem deduções das genealogias do que descritas em depoimentos dos araras. Mas tendo em vista o rito que constitui o tema do livro, este capí­tulo talvez fosse o lugar de examinar também certas relações como a dos amigos de guerra, que, ao sacrificarem juntos um inimigo, trocavam entre si temporariamente as esposas. Se, tal como a dos amigos de caça (recrutados entre os afins reais do mesmo grupo residencial), essa parceria tinha como protótipo genealógico a relação MB/ZS, mas escolhidos em outros grupos residenciais, no passado grupos locais distintos, ela poderia ter sido mais um motivo para o Autor examinar a guerra como um fator de articulação entre os vários grupos locais.

Quem guardava o crânio do inimigo e o usava como instrumento musical? Quem guardava os ossos dos membros, a pele da face, o escalpo? Como se fazia a circulação desses troféus? Que importância teriam estes nos ritos de passagem relativos í  idade?

São questões que poderiam ter sido exploradas neste capí­tulo.

O quinto capí­tulo na verdade abrange dois. Sua parte inicial (pp. 305-343) trata da relação entre os modos de dar, as coisas dadas e as relações sociais envolvidas, de um lado, e os valores morais, de outro. A classificação das formas de dar bens e prestar serviços mostra-se sobremodo complexa, a ponto de mal poder ser ilustrada pela clássica esfera que combina os diferentes tipos de troca com a distância social, desde o núcleo da reciprocidade generalizada caracterí­stica dos parentes próximos até a capa mais externa da reciprocidade negativa associada aos inimigos. Além disso, no caso dos araras, esse gradiente é distorcido pelos ideais de generosidade, gentileza, solidariedade, de maneira que a representação gráfica escolhida pelo Autor lembra os esquemas demonstrativos da influência do Sol e da Lua nas marés oceânicas (p. 337).

Na segunda metade do capí­tulo (pp. 343-385), o Autor retoma o grande rito anteriormente descrito e o analisa segundo três seqüências, paralelas: a sucessão de festas, a das músicas, que já apresentara anteriormente, e a ordem das fases (marcadas por tarefas ou deslocamentos dos participantes). Uma incursão na teoria da linguagem de Hjelmslev não nos parece ter trazido novas luzes para a compreensão do rito. Por outro lado, neste capí­tulo e na conclusão, que o segue, a idéia de “sacrifí­cio”, presente no tí­tulo do livro, é tratada de modo demasiado sumário; Hubert e Mauss não são convocados, e nem mesmo aquele que os seguiu no exame do mais discutido dos ritos de tratamento dos inimigos em nosso continente, Florestan Fernandes.

Tal como a classificação da bebidas de acordo com a altura das partes dos vegetais das quais são produzidas (figura da p. 62) ou tal como o poste Ieipari, centro do grande rito, poderí­amos dizer que a interpretação desenvolvida no livro passa do mais substancioso para o mais etéreo í  medida que se desloca da base para o topo. Muito de mistério ainda paira sobre a cabeça do inimigo. Mas certamente o Autor continuará a busca de mais sentido com a elaboração de outros trabalhos.

abacaxi

507 argumentos e o exílio

Aos 22 da primavera que se abre –

“E eis que do do sol nascente

da sede do leite por mártires

enforca-se num jogo de palí­ndromos: mais nomes e nomes de heróis.

Aforismo Anônimo Descontextualizado por Anônimo
“

+

“Wanderlyne trata principalmente do tema do poder, rompendo com as concepções clássicas deste termo. Para elx, o poder não pode ser localizado em uma instituição ou no Estado, o que tornaria impossí­vel a “tomada de poder” proposta pelos marxistas . O poder não é considerado como algo que o indiví­duo cede a um soberano (concepção contratual jurí­dico-polí­tica), mas sim como uma relação de forças. Ao ser relação, o poder está em todas as partes, uma pessoa está atravessada por relações de poder, não pode ser considerada independente delas. Para Wanderlyne, o poder não somente reprime, mas também produz efeitos de verdade e saber, constituindo verdades, práticas e subjetividades.

Viquiipidyah(?)
“

E PARA OS BONS “ALUNOS”, DOS QUE GOSTAM DE ENTRELINHAS E “MESTRES”:

aforismos

�
muita atenção num mundo de hypertextos, todos relativos de contextos eternamente descontextualizados, onde num jogo ângular de espelhos, pode-se descobrir um ponto afora de istmos, onde a fuga não fala.
ââ?¬â?–

tags: materialismo dialético, microfí­sica do poder, niilismo, semiótica, psicanálise, ética da clí­nica, eixos

ââ?¬â?–

muito além das américas paira um “fantasma” chamado história, um outro deste chamado aspas

e um terceiro

chamado

seu amigo imaginário, glerm.

PS: abraços dominicais; e saudações sabáticas semióticas.

xxxfora de contexto
(merda, Godot!)
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

[eixos] semeioses – Incofidência? Descobrimento? ovo de coulomb?

Segundo

http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx

s. f.,
falta de lealdade;
abuso de confiança;
infidelidade;
acto de revelar-se segredos de outrem.

? – ponto de interrogação?

:
{
x clivagen .

s.x.,

y=ovo

}

syntax may not error;

planck, um cálculo transdisciplinar:

TESE

.ANTíTESE

if a bit was a byte
{
bit=byte
}

.SÃ?Å?NTESE

void(ovo)

sintaxe.

—————————————–
public key:
varias oficinaaaaaaaaaaaaa-a0 aaaaaaaaaaaas

“eixos” ist literatur von “axis ” und ” “

“SURFACE).(TENSIONED< ->mimoSa).(Kí¸benhavn” presents:
– eixos (snapshots … quadros)
– eixos (film … bruta-metragem )

should I be or Not to Be? – Merda!”
Rãmlet- christ of Christiania

paito
o enterro do palito de fósforo – e o retorno das faí­scas

simple as if as it was only

“chaospital”

monkey pulling monkey injured

in the way back to frighten rain

to frighten virus of the influenza-influencia

freaking that PoRRRRRRRRa

howling or sketching like an eloquent

penicillin of the injury of eloquencia:

the repetitive redundancy

banal effort

excuses to the ” ”

ponto. with point.

.

this is not pí¥, om, en, i, et verse

and your gramma-R could mold it

in the sleep of this axis

< -.->

eixo-exu

“If me, bazaar providing LiturgicarnivaL, had not taken ‘em off from the forgottememoryes to whom legends and subtitles had been voted, their center would be missing, their january beyond control, safe from fire flames, free from all fate.
Quis all. In a double stared radius, no phantom sheets to clarify my appetite for this kind of spectacle.”

Ockkqant

eixo

car
.
.
.
.
.
.

Working in network

.
.
.
eixograb.jpg
.
.
.
.
.

mimoSa are workshops to create a machine capable, even in a small scale, alter this scenario of media production and repression in Brazil. We believe that people start tho think critically about media when they start to produce their own media. And, at least in Brazil, a new system of media distribution is a way to achieve a better distribution of power, representation and visibility.

During the workshops, a group of people (participants) will work together with artists, artisand and activists to create and operate this machine.

The machine should be able to:
– record public stories throughout the mobile phone into a web server;
– record public stories throughout microphone into a database on a portable computer;
– broadcast it in FM;
– play it loud on speakers
– record movies troughout the mobile phone into a web server;
– record an Audio CD to each of the interviwed, with her/his own storie and with all the audio database
– spray on a street wall a telephone number and code and a web address where people passing by will be able to hear the stories


The plastic format of the machine really doesn’t matter. It will always have a imperfect body, because it does have living cells. It is a body without organs.

29 de março curidor e salvatiba

Salvador e Curitiba fazem aniversário no mesmo dia: 29 de março.

Salvador: 458 anos
Curitiba: 314 anos

ceia.png

enquanto isso em descentro:

gregorio1.png

Projetos Descentro 2007

* selo musical
* a obra da casa case
* cibersalao.br
* ciclo industrial facilitado por processo artesanal (ex – máquina de fazer vinil, usb storage artesanal, etc)
* maquina de fazer moedas (o filme)
* pub
* cadernos submidiaticos
* softwares de recombinacao ritual (ex. navalha)
* sistema de secretarixs atomaticxs
* imaginary futures
* projeto continuo de residencias e intercambios
* acao de traducao colaborativa
* pesquisa sobre formas alternativas de remuneracao e o yscambau!
* laboratorios des).(centralizados
* bricolab
* projeto de documentacao continua de todo o processo e contexto
* projeto croacia-polonia
* projeto medelin
* projeto cordoba
* fundo perdido de pesquisa do MCT
* projeto do pequenií±o laptop
* oficine dellarte
* submidialogia3
* infornalha

pulso.png

simulacros e a lenda do homem que veio de bicicleta até salvador

oies.jpg

estamos aqui em Salvador, conversando bastante entre sombras, luzes e variáveis diversas buscando refluxos de entendimentos nessas buscas ao redor. Documentando para(?em?entre?após?outrapreposiçao?) um mundo que desesperadamente quer ver-se através de imagens, mas fazendo isto sobretudo por uma extensão das vizinhanças e tentando transpirar tentativas. (a pé, motorizado ou de bicicleta – caia na estrada e perigas ver )

busao.jpg

um dos videos que estamos fazendo é uma entrevista com nóis mesmos. contando o porque decidimos NÃO filmar (mesmo com a camera na mochila em mãos) um inspirador flautista que tocava no ônibus até aqui. pajé citou walter benjamin (conhecido por aqui como waltão bijuca) ao dizer que – “a fotografia rouba almas”. ainda temos nossos testemunhos. foi real.

e enquanto isso no outro lado:

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kruno.jpg

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).conSertoupGraDesencontro.(

Valores

* colaboração
* descentralização
* diversidade
* liberdade

Princí­pios

(artifí­cios intelectuais para caminhar dos valores í s práticas)

* agilidade e invisibilidade sem crise;
* autonomia de ação;
* ausência de ní­veis hierárquicos de decisão;
* ausência de centro determinado de atuação e produção;
* comunicação multidirecional, veloz e ampliada por ferramentas digitais;
* desobediência civil como re-existência;
* explorar estados alterados de consciência;
* ênfase em processos abertos, documentados e visí­veis publicamente;
* humanização das relações entre pessoas;
* multifoco;
* otimização de recursos;
* respeito, confiança e benefí­cio mútuo;
* redundância positiva;
* rotatividade de funções e atribuições;
* tomada de decisão por consenso;
* valorização e respeito aos processos subjetivos;
* ‘dar tempo ao tempo’

Atores

* o abacaxi
* conselho deliberativo
* conselho consultivo

Processos

Ação interna

* institucional;
* burocrática;
* comunicação;
* documentação (banco de dados com how-to);
* planejamento;
* captação de recursos;
* desenvolvimento e finalização de projetos;
* remuneração;
* produção (quem vai varrer a casinha?);

Ação interconexões

* relacionamento com gringos
* relacionamento com mov. sociais
* relacionamento interno
* relacionamento com .gov
* descobertas


Ação publicação e difusão

* Periódicos
o cadernos submidiáticos
o pub
o distribuição web
o print on demand

* Edições
o traduções
o coleções BR
o livros BR
o distribuição web
o print on demand
o distribuição parcerias

* Selo
o álbuns completos
o coleções
o programas de rádio
o transmissão
o distribuição

Ação metodologia e projetos:

* captação
* execução
* formato de projeto
* manutenção do banco de projetos
* banco de dados de metodologias de oficina

Ação plataforma tecnológica:

* planejamento
* desenvolvimento
* uso

Ação polí­tica:

* ação direta
* crí­tica teórica
* polí­ticas públicas
* prática radical

Ação arte, pesquisa e exploração:

Exemplo de Caso: desencontro + upgrade

1.surge um edital emergência

2.discussão pública

3.pequeno grupo focado reage com agilidade

4.tempo (espera)

5.ganha edital

6.convite pra concretizar

7.decisão

Inutensílio

foto por elefante

Inutensí­lio – Paulo Leminski

A ditadura da utilidade
A burguesia criou um universo onde todo gesto tem que ser útil. Tudo tem que ter um para quê, desde que os mercadores, com a Revolução Mercantil, Francesa e Industrial, substituí­ram no poder aquela nobreza cultivadora de inúteis heráldicas, pompas não rentábeis e ostentosas cerimônias intransitivas. Parecia coisa de í­ndio. Ou de negro. O pragmatismo de empresários, vendedores e compradores, mete preço em cima de tudo. Porque tudo tem que dar lucro. Há trezentos anos, pelo menos, a ditadura da utilidade é unha e carne com o lucrocentrismo de toda essa nossa civilização. E o princí­pio da utilidade corrompe todos os setores da vida, nos fazendo crer que a própria vida tem que dar lucro. Vida é o dom dos deuses, para ser saboreada intensamente até que a Bomba de Nêutrons ou o vazamento da usina nuclear nos separe deste pedaço de carne pulsante, único bem de que temos certeza.

Além da utilidade
O amor. A amizade. O conví­vio. O júbilo do gol. A festa. A embriaguez. A poesia. A rebeldia. Os estados de graça. A possessão diabólica. A plenitude da carne. O orgasmo. Estas coisas não precisam de justificação nem de justificativas.
Todos sabemos que elas são a própria finalidade da vida. As únicas coisas grandes e boas, que pode nos dar esta passagem pela crosta deste terceiro planeta depois do Sol (alguém conhece coisa além- Cartas í  redação). Fazemos as coisas úteis para ter acesso a estes dons absolutos e finais. A luta do trabalhador por melhores condições de vida é, no fundo, luta pelo acesso a estes bens, brilhando além dos horizontes estreitos do útil, do prático e do lucro.
Coisas inúteis (ou “in-úteis”) são a própria finalidade da vida.
Vivemos num mundo contra a vida. A verdadeira vida. Que é feita de júbilo, liberdade e fulgor animal.
Cem mil anos-luz além da utilidade, que a mí­stica imigrante do trabalho cultiva em nós, flores perversas no jardim do diabo, nome que damos a todas as forças que nos afastam da nossa felicidade, enquanto eu ou enquanto tribo.
A poesia é u principio do prazer no uso da linguagem. E os poderes deste mundo não suportam o prazer. A sociedade industrial, centrada no trabalho servo-mecânico, dos USA í  URSS, compra, por salário, o potencial erótico das pessoas em troca de performances produtivas, numericamente calculáveis.
A função da poesia é a função do prazer na vida humana.
Quem quer que a poesia sirva para alguma coisa não ama a poesia. Ama outra coisa. Afinal, a arte só tem alcance prático em suas manifestações inferiores, na diluição da informação original. Os que exigem conteúdos querem que a poesia produza um lucro ideológico.
O lucro da poesia, quando verdadeira, é o surgimento de novos objetos no mundo. Objetos que signifiquem a capacidade da gente de produzir mundos novos. Uma capacidade in-útil. Além da utilidade.
Existe uma polí­tica na poesia que não se confunde com a polí­tica que vai na cabeça dos polí­ticos. Uma polí­tica mais complexa, mais rarefeita, uma luz polí­tica ultra-violeta ou infra-vermelha. Uma polí­tica profunda, que é crí­tica da própria polí­tica, enquanto modo limitado de ver a vida.

O indispensável in-útil
As pessoas sem imaginação estão sempre querendo que a arte sirva para alguma coisa. Servir. Prestar. O serviço militar. Dar lucro. Não enxergam que a arte (a poesia é arte) é a única chance que o homem tem de vivenciar a experiência de um mundo da liberdade, além da necessidade. As utopias, afinal de contas, são, sobretudo, obras de arte. E obras de arte são rebeldias.
A rebeldia é um bem absoluto. Sua manifestação na linguagem chamamos poesia, inestimável inutensí­lio.
As várias prosas do cotidiano e do(s) sistema(s) tentam domar a megera.
Mas ela sempre volta a incomodar.
Com o radical incômodo de urna coisa in-útil num mundo onde tudo tem que dar um lucro e ter um por quê.
Pra que por quê?

In ANSEIOS CRIPTICOS, Ed. Criar, Curitiba, PR, 1986, p. 58-60.

NOTA: Este ensaio foi acrescido ao final do ensaio ARTE IN-ÚTIL, ARTE LIVRE? e publicado com pequenas modificações sob o tí­tulo A ARTE E OUTROS INUTENSíLIOS no jornal Folha de S. Paulo, caderno Ilustrada, p. 92, 18/10/1986, e apresentado como primeira aula do curso POESIA 5 LIÇÃ?â?¢ES ministrado por Leminski na Fundação Armando ílvares Penteado, em São Paulo em 20/10/1986.

http://paginas.terra.com.br/arte/PopBox/kamiquase/nindex.htm

no secreto semblante da verdade

Desprendido de imagens que se rompem a um capricho dos deuses,

drumo.jpg

te regressas ao que, fora do tempo,

mimosx-0.jpg

é tempo infinito

poema500cruzadosnovosweb.jpg

no secreto semblante da verdade.

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Poema de Carlos Drummond de Andrade, na cédula de 50 cruzados novos.

…)UpgradeSalvador<->conSertoCuritiba).(pulso).(…

cavaco

Acontece de 26 a 29 de março em Salvador o encontro “Upgrade!Salvador – des).(encontro”.
A Orquestra Organismo estará representada lá pilhando uma conexão ritual via rede durante o conSerto.

(conheça o PulsoMaestro-clique aqui)
Serão apresentadas produções e propostas já editadas durante o conserto, produzida documentação sobre propostas de intercâmbio no circuito e documentada toda a discussão proposta pelos conselhos do descentro.

Aguarde novo post para confirmação da data (provavelmente quarta 28).

seriecontrato – em conSerto

(Helinho Brandão – sax, Sergio Albach – clarinete, Glerm Soares – microfones, webradio transmissão, oráculos do momento e computador, Richard Rebello – texto ilí­ada, Danilo – vibrafone, Ricardo Mardock – contrabaixo, Octavio Camargo- piano e oráculos do momento, e Gabriel Schwartz – flauta)

Estatuto descentro -> versão 1.0

Pragramação Upgrade (em midiatatica.org e descentro):

#

As atuais pesquisas em desenvolvimento pelo grupo: Duas pesquisas norteiam o trabalho do Descentro neste ano: uma pesquisa em que apresenta o contexto brasileiro de produção de mí­dia, com uma interface web interativa; e a outra, uma metapesquisa, que busca entender como é o funcionamento das redes brasileiras de comunicação e cultura. Durante este painel, todxs serão encorajados a tomar parte nas pesquisas debatendo sobre seu atual estágio e buscando a sua finalização.
#

Apresentação e desenvolvimento da plataforma web de trabalho compartilhado em pesquisa: pub.descentro.org. Tal ferramenta é construí­da baseada no software livre Drupal, e pretende, com uma série de funcionalidades, ser o arquivo das atividades e pesquisas desenvolvidas por vários grupos que compõe a rede.
#

Debate sobre os atuais quadros da Cultura Digital, Mí­dia Tática e apropriação tecno-cientí­fica no paí­s, os programas de Inclusão Digital governamentais, ou não, assim como o futuro de tais iniciativas.
#

Preparação de documento sobre as metas alcançadas durante o festival e debate com o público sobre as impressões gerais e conclusões dos debates e pesquisas.

adeus robinson – em conSerto

(Helinho Brandão – sax, Sergio Albach – clarinete, Glerm Soares – microfones, webradio transmissão e computador, Richard Rebello – texto ilí­ada, Danilo – vibrafone, Ricardo Mardock – contrabaixo, Octavio Camargo- piano e Gabriel Schwartz – flauta)

kernel_room.jpg

).(

[]motivo-cortejo-sabado-19hs-cavalo-ordem-
homemnu-10pontospraler-peçasmuitaspeças-
24.03.2007venha? �¼bberbispos
papapapapai-andante-intencional-
nãochamardealegorias
-ou-fantasmas-
fui-voltei-nem
-me-viu

em música o termo motivo pode ser usado para definir forma, estrutura, que se repete trazendo uma sensação de eterno retorno de um ciclo.

você lê esse “blog”? participa deste “trabalho”

regularmente?

qual o motivo?

favor comentar?

e se a forma acabou, o motivo acabou, pra que lado correr? salvar, salvar-se ,salvar-nos?

compareça em um encontro no largo da ordem, curitiba, no cavalo que bebe(?) água esse sábado ás 19 horas.24 de março.

salve salve em trabalho em salve

bispo_17.jpg
( Arthur Bispo do Rosario
Macumba
Metal, yeso, madera, plástico, cartón. 193 x 75 x 15 cm.)

braços e abraços
entredobrados
a curvatura da galáxia
o centro
o olhar estrelado
em descaso
frida kahlo

macacos
papagaios
milhões de galos
a torção do próprio
braço
olhares que
acalmam
mergulhar
no próprio
abraço
encostar 2d
a sombra do infinito
é branca
é negativo
é dia positivo
a lucidez
que nos mantém
espertos
unidos
ativando
os sentidos
amigos
entretidos
í  vivência do escuro
faróis
e luares
e lembranças
a mais doce esperança
a mudança
de freqüência
e tonalidade
como a música lenta
piano e violão
que encanta
e pausadamente
nos levanta
dos lugares
sombrios
nos erguemos do
chão
nos aproximamos
do cristal
o solo
é o seio do planeta

telúrica idéia
que surge
única
o que nos move
a fibra numinosa
que nos une
luminosa sorte
iremos sempre
duvidar
mas nada vai nos tirar
da idade adulta
e da responsabilidade
de nos cercamos de signos
sóbrios
silvos internos
muito mais sólidos
cantaremos os mesmos
verbos
cultura enteorgânica
cidades paralelas
conexão
nuvem-subsolo

fecha-te
ilumina-te
a luz minha
é a mesma que está na avenida
todos passam nessa vida
os bulbos
e as figas
só fica a energia
côrtes de arroz
poeira
descida
a energia que te liga
não é desta vida
nada
é esta
vida

a energia que te liga
o farol
justiça eterna
tudo
viver
entre lençóis

Guilherme Pilla
in mondo guigui

hypercube.gif

enunciado de uma estatí­stica oní­rica. das pessoas que percorrem as bordas do abismo. entre a população dos cachorros, 60% dos que caminham livremente estão contidos nessa faixa. quando se trata de grandes instituições, apenas 1% delas deslocam-se pela extremidade. pensei que tinha acordado em outro lugar, essa noite. tentava acender a luz mas era a campainha.
quarta-feira, 24 de maio de 2006
enviado por lucida – lucida sans í s 11:02:52.

;pulsando

(…)

A mesma sala é conduzida pelo chamado Pulso Maestro: uma conexão direta de sugestão de ritmos controlada via rede, influindo diretamente nas luzes, aparelhos eletronicos e sons do espaço, criando uma catarse de “casa viva”, com a qual os músicos, atores, poetas e performers interagem.

AQUI: LINK PARA O TUTORIAL E INTERFACE PD DESTE.

(…)

pulsomaestro.png

logo mais tutorial sobre o patch (módulo-software-interface) de Puredata desenvolvido exclusivamente pra interagir com a “sala-kernel” do conSerto…

pulsomaestro_portrasdacaixa.png

(clique nas fotos pra ampliar)