Em nome de Annah a Allmissombrosa, a Sempreviva, a Portadora de Pluraridades, santificada seja em sua evigília, venha o reino de seu canto, ritmem suas rumas sem peias assim na terra como no céu!
Soldoyce
Em nome de Annah a Allmissombrosa, a Sempreviva, a Portadora de Pluraridades, santificada seja em sua evigília, venha o reino de seu canto, ritmem suas rumas sem peias assim na terra como no céu!
Soldoyce

Proposta de ocupação do espaço oferecido pelo SESC da Esquina, entre 15 de agosto a 30 de setembro de 2005, como obra-processo que discorre sobre a condição do artista ativista na era da informação total das redes globais autônomas.
Usando de um processo ritualístico que percorre todo o período da mostra, a obra propõe tornar-se uma métafora do “agenciamento coletivo” com o qual a Orquestra Organismo vem trabalhando desde sua formação. Para isto a obra discursa sobre o nascimento de um “ser-instalação” representado por uma entidade plástica-sonora: um conceito, uma escultura ou corpos conectados ao mundo externo, localizados num espaço de mostra artística. Como um “Frankeinstein” construído de fragmentos de máquinas, orgãos de animais (identidade da semelhança dos orgãos e tecidos), objetos do cotidianos e inessencialidades, sobretudo conexões com o mundo da informação em rede por meio da internet e outras mídias. O público da mostra tem datas cifradas durante a exposição para interagir num processo de socialização do Organismo, onde ele será influenciado pelas aspas a sua volta.
A Orquestra Organismo é um corpo semiótico agenciador de coletivos de arte. Este fluxo acontece em convergência com as ações de articulação entre os grupos: Matema, Museu do Poste, Embaplab, Dezenhistas, Epa, Interlux, Esqueleto Coletivo, Situação, Ruído/mm, Estúdio Livre, Debian-pr, Zumbi do Mato, na Listaleminski e na revista eletrônica Hackeando Catatau, por enquanto.
Agenda
15/08 – segunda – abertura da exposição – nascimento do ORGANISMO (ritual da pulsão de vida)
Video sobre a gênese do ORGANISMO
Concerto celebração com Matema
Primeiras palavras de ORGANISMO
Produção do álbum de fotos do nascimento de ORGANISMO
Ritual de conexão do ORGANISMO no “pleroma da sociedade”
Depoimentos
19/08 – sexta – batismo na instituição ARTE. (religião – rumo – crença – psiquê)
Missa-celebração de batismo de ORGANISMO na ARTE – Sincretismo de diversas missas e anti-missas. O estádio do espelho
Ferro de batismo, água benta, etc.
Invocações, promessas e oferendas
26/08 – sexta – perda da virgindade (sexo – sexualização – gênero – escolha)
Interação para acoplamento de “armas fálicas” do ORGANISMO
Interação para acoplamento de “úteros” do ORGANISMO
Obras, discursos e desconstruções sobre gênero e escolha
O anti-édipo
Sala para coleta de esperma (com freezer e cabine)
Rituais de acasalamento e troca de genes: primeiro convite a alguma continuidade fora do espaço do Sesc
02/09 – sexta – formatura (mercado – globalização – indústria)
Ação direta simultânea em cidades diferentes em Outdoors e Webdoors
Criação de manifestos sobre “papel do artista” em “mercado”
Ativismo e lucro
MenSALÃO de arte política. Exposição de cartuns políticos
Apresentação do happening “A Incrível Máquina de Fazer Moedas”
Saída para as ruas para colagem de stickers e intervenções urbanas
09/09 – sexta – casamento (aliança de clãs – patriarcado/matriarcado – estruturalismo e parentesco)
Ações com trocas e permutações de indíviduos
Filmes sobre encontros de “deriva” entre pessoas desconhecidas
Ritual de conexão do Organismo com algum outro ORGANISMO localizado e criado externamente ao espaço da mostra
Trabalho sobre a genealogia destes fluxos de coletividade
16/09 – sexta – reprodução (destino – impotência sobre o outro – responsabilidade)
Ritos de popularização do mito ORGANISMO pela cidade
Banalização e profanação do seu nome em manifesto
Criação e discussão de uma problemática sobre a identidade ORGANISMO e os futuros avatares
Festas simultanêas em locais distintos
22/09 – quinta – miniauditório – Teatro Guaíra – 21h00
Ação Secreta, Hackeando ORGANISMO
23/09 – sexta – julgamento (inscrição na história – visão do outro – espetacularização do mito)
Ritual Tribunal de Júri sobre o papel de ORGANISMO na arte contemporãnea
Julgamento sobre a ação de ORGANISMO
Início da semana de aplicação da pena
Jejum
Inscrição histórica do processo
30/09 – sexta – morte (desmonte – desmanche – inscrição no inconsciente coletivo)
Desafiatlux
Desmonte do projeto
Ritual de celebração em jam aberta
Registro final do “desencarnar” – ritual de Páscoa
Intervenções artísticas nos cemitérios da cidade

DESAFIATLUX

“Eu não estou ouvindo música, é outra coisa que está acontecendo. Signos evidentes por si mesmos, por incrível que cresça e apareça, multiplicai-vos! Creio em um sinal. Ei-lo. Não me lembro bem. Distraio-me. Perco os sentidos, ganho os dados. Deus não morreu. Perdeu os sentidos. Sempre que possível, o contemporâneo já passou. Perdeu-se no fim. (…) um segredo óbvio. Eu, contemporâneo do meu fantasma, olho-me no espelho e vejo nada. Submeto-me a isso. A percepção. (…) Atenção. Quero a liberdade de minha linguagem. Vire-se. Independência ou silêncio. As núpcias da Essência e da existência. Vir a ser é assim.” Paulo Leminski – Catatau.
Não deveríamos ter expectativa alguma do que fazemos, o que fazemos não é bom nem ruim, o que fazemos é nada. Os acontecimentos somente fazem parte de um coeficiente infinito: 0=0, pura redundância. Cúmplices de uma farsa, nossa lógica não é limpa, somos exorcizados a golpes inautênticos gerados pela cultura econômica dos excessos. Toda nova informação é formulada por uma expectativa frustrada, absoluta e que aponta para um único sentido/abismo.
Desvio ou catástrofe? Delirium tremens. Ser o tormento dos próprios pensamentos, perturbação da nossa própria ordem. O desafio como ruído.

Olá Mundo!
Nasceu aqui neste momento o usuario
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basta clicar aqui usar o usario e senha e gnrriugbraeiubgabgbjbfbçb.
ou—————————————————————————————————————-
Selecionei algumas fotos da festa…
para saber mais acessar as fotos no link: http://www.organismo.art.br/festere

oh_sanity!
verdade sob luz fria, as cartas como gravuras…
destreza em função da aplicação
( dos PARENTEses)lucida: lucida-me.
sacipinheiro
More options 6:55 pm (4 hours ago):
Há uns certos tipinhos curitibinhos que adoram falar mal das manifestações pagodísticas da cidade. Tratam com um certo desprezo de nariz empinado. Coisa de pobre, dizem.
Dificilmente alguém te liga nesta cidade natalina para dar uma sambadinha do porão do noel rosa. Curitiba ficou só com os presentes da Saturnália. Mesmo assim, o noel vive cheio de sereias com rabos longos. Verdadeiras cucas malumaders.
Mal sabe eles, estes tipinhos curitibanos, que o pagode, o balacobado, o samba no pé, é que realmente farão com que esta cidade solte a franga e deixe de ser pasmacenta. Mesmo que seja um samba melancólico. Viva os Sacis e Garibaldis!
Curitibinha quer enganar o saci mas não consegue. Sei que as curitibinhas, os curitibinhos, adoram um xaxá do xexé. Sei que este é grupo de forró, mas para quem gosta de anjinhos cantando músicas de natal, tá valendo.
Xaxá do xexé… hehehe…Curitiba é esse sabugo estéril que Dalton tanto fala. (Aliás, o Dalton está precisando de um pagodinho para desanuviar o pacová). Não há húmus cultural, verdadeiramente cultural, nesta cidade. Aqui cada um é uma herança de algum museu de alguma parte da europa. Falta povo. Povão. Povinho. Por isso proponho o tombamento ali do The Brothers no Largo da Ordem. Que casa Hoffman o quê!?

foto enviada por solda para a listaleminski@estudiolivre.org
toco vísceras
toco feridas
toco desafinado
esquecido
tudo o que toco
aprendi de ouvido
solda
desenvolvi uns calculos
novos
para resgatar em meu ideário minha imagem mais importante, sem o auxiliio da tecronologia jamais teria conseguido.

museu do poste apresenta:

Conjuga um sistema arreverso, cultiva tudo que lhe tanja, convida tudo que fôr angênico, miasma, escória, diferença, rebotalho, carência insubsistente, os gnomos de Prestesjoão a cair sôbre os pigmeus, petranhas edificantes. O revérbero toma a forma que o torna um dilema equilátero. O revérbero: sístole do ser, diástole já produta de si própria pelo outro. Manter as últimas consequências dentro dos justos limites | Imparódias em falsete: o limite aonde tende o hiato deixado pelas elipses cuja razão de ser sua função já cumpriu a contentamento. Atrás da orelha: o pulgatório entresai.

(bin laden em performance site specific – em busca de seu green card )
Se eu, bazar provendo quermesse, não os tivesse tirado do esquecimento a que os votavam lendas e lendas, seu centro estava ausente, seu janeiro além do contrôle, a salvo de incêndios, de todo destino isento. Quis al. Num raio de dois olhares, nenhum lençol de fantasma para serenar meu gôsto por êsse tipo de espetáculo.

territorialização da energia elétrica no corpo sem orgãos – trocando o nome da cidade para “…”.
Por um mundo livre. Sem metáfora. Enquanto Argos É dionisio.
(Ei
você,
ilíada_de_Ulisses_Wake_atatauC_orãoBibliaToráMacthub_AlephArt
czschwinkyChomsky__C++
)

Um grande vetor atualmente nesta busca é o destrinchar de
grandes MATRIX
dos códigos língua
portuguesa do Brasil e seus delírios em outras fontes,
e abusando de uma metáfora do provinciano:
aquele
que não está no mapa e por isto está
em todos.
Sem apelar a demais bairrismos e contornos pretendemos recompilar
códigos fonte desta angústia
sintática que é o delirio GLOBALIZANTE no meio da
simbólica selva tropical,
ou provar pra todos que somos
provincias-pensantes, justamente
por que sabemos que NÃO SOMOS.

Somos nós. Ou melhor EU = VOCE = EU - o PRo_NOME-SUJEITO...
mAIS POESIA..cÓDIGO aBERtO.. hACKEANDo CATATAUSS...
registre-se..Compile..Flua por aqui...

octavio visto por ademir paixão

no Brasil acreditam mais em Deus que na Argentina.
e temos razões para isso: ninguém acredita na Argentina.
(essa é pra moçada de Curitiba)
í¸í¸í¸os velhinhos costumam ser mais simpáticos,
mas não quer dizer que sejam mais sinceros
í¸í¸í¸piada alemã:
-are you finished?
-no, I am german.HAHAHAHAHAHA!!!
(pano rápido)
Um dos resultados no Estado de São Paulo

______enquanto isso em curitiba:
Festival-aniversário-Processo-mnfdosngonodsososdodsdgspds,,çv,dsdpog!
Casa da Karina (envelhecendo na cidade)
Travessa Bom Retiro, 27. Bom Retiro.
Curitiba/PR. fones: 41-3352-2927 e 99745493.
levem cervejas e instrumentos musicais


…….
QUE LÂGICA É ESSA, QUE PRIORIZA O IMÂVEL E NÃO O HUMANO?!
O Movimento
O MSTC – Movimento Sem Teto do Centro é composto por cerca de 8 mil
pessoas lideradas por dez mulheres. Cada coordenação reside em um
prédio diferente, sendo que em cada um, além de um coordenador geral,
há uma segunda coordenação, eleita anualmente pelo movimento.
Mulheres, crianças, jovens e homens fazem parte desse movimento. São
trabalhadores na cidade de São Paulo, a maior parte mão de obra
formal, em empregos como cobradores de ônibus, catadores de papelão
para a reciclagem, são faxineiras, lavadeiras e costureiras que í
noite vão para a ocupação e participam da vida interna e política do
movimento, para lutar por moradia. Além disso, atuam na organização de
propostas concretas para o centro de São Paulo, interferindo
diretamente nas políticas públicas como, planejamentos de habitação,
criação de trabalhos cooperados, redes de produção educacional e
cultural.
O Edifício Prestes Maia
O gigantesco edifício modernista denominado Prestes Maia ficou ocioso
por 20 anos! As taxas de impostos não pagas, acumulou uma dívida
superior a 4 milhões de reais, ou seja, 2 milhões a menos que o valor
do prédio junto í prefeitura de São Paulo. A Constituição brasileira
prevê em um dos seus artigos que, caso um imóvel se torne ocioso por
mais de cinco anos, passa a ser bem público. A presença do movimento
nesse imóvel público tensiona as desigualdades sociais e joga foco
para questões bastante urgentes que dizem respeito a todos nós
cidadãos.
Sua localização: Avenida Prestes Maia 911, centro de São Paulo, sobre
o Metrô da Estação da Luz, ao lado da Pinacoteca.
Integração sem posse X Reintegração de posse
Há três anos, 3 mil pessoas habitam esse edifício. Crianças nasceram,
muitos morreram; juntos passaram por incêndio, suicídio, rearranjos
coletivos, comemorações…Essas famílias criaram vínculos
trabalhistas, cooperativos e afetivos a partir desse lugar que
habitam.
Agora estão prestes a serem despejados, pois os donos do edifício,
Srs. Jorge Hamuche (Hamuche Jeans) e Eduardo Amorim, não abrem mão do
imóvel. Eles entraram com um pedido de reintegração de posse e este
foi aceito.
A lógica é, “o Judiciário se responsabiliza pela coisa e não pelo
pessoal “. Essas foram as palavras da representante do Judiciário na
reintegração de posse do Edifício Guapira, no final do ano passado.
Se não for para moradia popular, que outra utilização pública terá
esse edifício?Uma possível negociação se torna inviável, a partir do
momento que é inegável a potencialidade econômica para esses senhores.
O MTSC opera na aceleração desse processo de passagem, pressionando a
compra do edifício por parte das autoridades para transformá-la em
moradia popular. Em meio a essas tensas negociações, surgem
especulações bancárias e imobiliárias, jogos financeiros e geralmente,
despejo dos movimentos de ocupação.
Colaboração
Diagnosticada a situação, se faz urgente (pois a reintegração pode
acontecer a qualquer momento) divulgá-la, para que toda a sociedade
fique ciente dessa realidade. Queremos a inversão da lógica já
estabelecida, chamando a atenção das autoridades e mídias em geral
para o que está acontecendo nessa ocupação.
Somos provedores de cultura, mas antes somos, cidadãos. Apoiamos o
Movimento dos Sem Teto do Centro, a ocupação do edifício Preste Maia,
legitimando sua autonomia, suas propostas públicas de, ocupação,
moradias populares, educação, projetos cooperados e suas, nossas,
manifestações.
FAZEM-SE NECESSíRIOS ESCÂNDALOS!!!
AÇÂO COLETIVA DE APOIO AO MSTC CONTRA A REINTEGRAÇÃO
Em face da proximidade da reintegração do Prestes Maia e da urgência
mostrada pelo Movimento, decidimos realizar uma Ação Coletiva contra a
A idéia é fazer ações nas calçadas em frente aos dois edifícios que
compõem a ocupação, na Av. Prestes Maia e na Rua Brigadeiro Tobias,
realizando inclusive intervenções nas fachadas dos dois prédios.
– montagem da exposição SPLAC, realizada neste domingo pelo EIA –
Experiência Imersiva Ambiental, de trabalhos que questionam a
especulação imobiliária.
– projeção de vídeos do ACMSTC – Arte e Cultura no Movimento Sem Teto
do Centro, sobre a Reintegração da ocupação Guapira do Comunas Urbanas
e outros sobre movimentos populares e ocupações;
– lambe-lambes da Bijarí sobre a gentrificação;
– homens- placa e panfletagem;
– instalação de uma tira de pano vermelho na fachada;
– produção de vídeos e documentação em fotografia;
– instalação de ilha de rede auto-sustentável para a circulação
simultânea de informações na Internet ;
– instalação sonora / DJs.
Outras ações estão sendo propostas. Pretendemos fazer o maior
escândalo possível e contar com a participação de pessoas de diversas
áreas , cultural, política e intelectual, procurando mobilizar a
sociedade contra a reintegração. Precisamos de toda a força possível
nas ações, contatos com aliados e divulgação na imprensa.
Para todos que queiram participar, haverá uma reunião com o MSTC
nesta quarta-feira í s 19:30 da noite na sede do Movimento, na Av. São
João 1495.
Confirmada a participação:
Catadores de Histórias, Esqueleto Coletivo, EIA, TEMP, A Revolução não
será televisionada, Elefante, Comunas Urbanas, Comunas da Terra / MST,
Nova Pasta, mm não é confete, Bijari, Cia. Cachorra, Ateliê Espaço
Coringa, Coletivo Tuxxx, CMI – Centro de Mídia Independente, Comunas
da Terra, Cena Dinâmica, Fórum Centro Vivo, Gavin Adans, Cristiane
Arenas, Os Bigodistas, Marcha
Mundial das Mulheres, Imagético, Cabeza Marginal, Iatã Cannabrava,
Letícia Rita, Base V, Mídia Tática, Instituto Polis, Fórum Centro
Vivo, Daniel Arrubio, Suely Rolnik, Peter Pelbart, Toni Venturi, Xico
Sá, Lucas Bambozzi, Grupo C.O.B.A.I.A, Rui Amaral, Artbr,
Radioatividade, Grupo Dragão da Gravura, Evaldo Mocarzel.
MANIFESTO DO MSTC- MOVIMENTO DOS SEM TETOS NO CENTRO- 2005 / retirado
do site do movimento: www.mstc.org.br
O que é o MSTC?
O Movimento Sem-Teto do Centro é uma articulação de grupos de base e
de Associações de Moradores das ocupações e projetos já conquistados.
É um espaço de formulação de propostas e de lutas por moradia ao mesmo
tempo em que procura se articular com outras lutas populares
organizadas pelo movimento social.
Quais são as orientações e princípios do que norteiam o MSTC?
1. incentivar a população que não tem moradia a pleitear recursos do
Estado e/ou dos beneficiários do modelo econômico para a realização de
projetos habitacionais e construção de moradias populares, que atendam
suas necessidades enquanto população excluída, possibilitando assim a
manutenção da estrutura familiar.
2. no processo de luta por moradia, organizar grupos e associações
populares autônomas e permanentes, que garantam a ampla participação
democrática das pessoas e famílias. A organização própria é um
instrumento para desenvolver as famílias e suas lideranças, garantindo
a continuidade da luta e transformando aquela população excluída em
agentes de sua própria história.
3. inter-relacionar-se, unir-se, o máximo possível, prioritariamente
com o maior número de outros grupos populares de luta por moradia, e
também com outras lutas populares. Em primeiro lugar, para conseguir
seus objetivos específicos. Em segundo lugar, de modo combinado com o
primeiro, para construir um movimento social forte que ataque as
causas da miséria, lutando por uma Reforma Urbana efetiva.
4. travar a luta permanente pelo direito í moradia – nunca freá-la,
sob pretexto algum – porque somente através da luta é possível colocar
na ordem do dia as reivindicações populares frente ao sistema de
exclusão que aí está. Serão implementadas todas as formas de luta e
ações, decididas pelo coletivo, desde iniciativas diretas,
negociações, intermediações, etc.
5. como perspectiva mais ampla, buscar o desenvolvimento físico,
econômico, profissional e cultural das famílias sem-teto, tendo como
horizonte a construção de uma sociedade fraterna e igualitária,
socialista.
6. nas conjunturas eleitorais, incentivar para que o movimento se
engaje na eleição de candidatos efetivamente comprometidos com as
causas populares.
CARTA MANIFESTO EM APOIO AO MSTC
Tendo em vista que a ocupação Prestes Maia sofre reintegração de
posse, e que pode ser despejada a qualquer momento, nós artistas,
produtores, cineastas, video-makers, educadores, agentes de cultura em
geral, que desde o ano de 2003 estamos conectados ao MSTC, devido ao
encontro denominado Arte Contemporânea no Movimento dos Sem Teto do
Centro, ocorrido no edifício Prestes Maia, assim como outros eventos
de igual porte, interamos nosso apoio ao projeto de ocupação do prédio
Prestes Maia, ocupação esta que existe desde o ano 2001.
Ao longo desses três anos, essa ocupação tem mostrado publicamente sua
capacidade de organização em projetos locais de educação, cultura,
formação de base, lideranças, cooperativas, tendo trazido notórias
mudanças tanto para os moradores do prédio, quanto para a comunidade
em torno.
Nós declaramos publicamente nosso apoio í s reivindicações do MSTC para
o edifício Prestes Maia, e pedimos as autoridades competentes que com
urgência, revertam o quadro de reintegração de posse e despejo que
nesse momento ameaça o movimento. Pedimos também que o MSTC, assim
como toda a Frente de Luta por Moradia, sejam acolhidos em suas
propostas e projetos para o centro de São Paulo, no que diz respeito a
moradia, trabalho, educação e cultura.
Certos que seremos ouvidos em nosso apelo público, nessa lista assinam
abaixo pessoas físicas, instituições e organizações formais ou
informais que endossam essa carta manifesto.
Vem vindo de longe um pensamento longo que todo mundo está pensando o tempo todo, e tem! Quem diria, hein? Oxalá isso aconteça, para a saúde da minha cabeça! Seja feliz, e escarneça dos santos sacramentos,
A paisagem, maior que o sonho, padroeira das bestas feras, varada por uma flecha persa! Acocoroxar! Contamino tudo que conto com essa bôca cúmplice: culpas lavadas a lágrima, púrpura só se lava em sangue! Tusso, e vejo um eclipse. Presente, um prêso pronto se apresentando! Da alçada do coração, a laçada do pensamento, o laço!

. Nulo no ato. Ali. Não fôsse isso. Livre, o equilíbrio entre balanças vazias. De súbita presença fica uma certeza, uma dúvida a ficar: um mistério para variar, uma avaria só para constar. Quero durar; eu hei de haver.
Libera um ser fora do tempo, contando para ninguém, consigo. Pode ser heresia, doença ou efeito das circunstâncias controversas que ora atravesso. O alvitre, livre. E, onde, agora, aquêle lugar? Aqui, nunca. Tem alguém por aí dizendo o que eu ando falando, respondão, senhor dos ecos e dos gestos! Extinção da vontade do eu, eco no apagar da vela, extinção do eu na extensão do mesmo, atenção para nada de si.

Não, êsse pensamento recuso, refuto e repilo! Constato crescerem em mim, contra o degas e em prol dessa joça. Você sabe de que está falando? Não? Estranho proceder!
Fico feito um sísifo deixando insatisfeitas as voltas automáticas das hipóteses. Coordenadas em ordem, a própria, entregue í própria sorte. A linha é o menor ponto entre dois caminhos: a bom, a meia, a mais ou menos uma. Ã?Å ste pensar permanente prossegue pesando no presente momento. Artiksewski me tirará pelo coração a tempo da via das minhas dúvidas. Unhas e lentes dum mecanismo de passarinhos operam desde milagres até metamorfoses. Omito.

Uma lei vai vigorar aqui. A lei é esta: assim não vale. A lei é estável. Qual o nome da lei? Um nome bem natural, a lei da máxima é múltipla. Faça o que te apetece, falte quando te fazem falta! Assim não vale. Ali está aquilo.

Afastamento dos fatos, isolamento silencioso. Aqui é isso. Isso sai por uma porta e entra por outra, isso é uma raridade no dia de hoje. Uma coisa rara é coisa notável. Isso houve hoje. Um olhar de Janus aboliu a atualidade. Cara e coroa, cara e máscara. Aquilo está feito. Algo não andou bem. Houve um negócio. O próprio. Uma manifestação monstro adentrou-se nas dobras do terreno e concentrou-se no óbvio. Passa o tempo, o monstro não se mostra, que demora para uma demonstração.
Ã?Å le mesmo reconhecendo isso, foi levado a efeito. Isso não serve, temos que apresentar exemplos. Acostume-se com isto. Conosco, conosco,
.