Mentempsicose / Blavatsky e Kardec

Todos sabemos da qualidade antoropofágica da cidade de Curitba, onde o dito “Santo de Casa…” é levado ao pé da letra. Tentando driblar este estigma, a Orquestra à Base de Sopro vai realizar neste final de semana três concertos: Um na Faculdade Espí­rita e dois na Ordem Rosa Cruz, apelando í s forças exotéricas para que auxiliem na jornada de trabalho, que já dura sete anos.

A Orquestra convidou a flautista e compositora Léa Freire para favorecer a aura do evento, que contará no programa com 12 composições dela e uma de Gabriel Schwartz (em homenagem a convidada).

Dia 16 de setembro, í s 19h30 na Faculdade Espí­rita de Curitiba. Rua Tobias de Macedo Junior 333 – Santo Inácio – entrada franca

Certos do entendimento do apelo universal, sem preconceitos, contamos com a presença de todos, vivos ou não, prestigiando um belo concerto, com muita paz e trocas de energia (boa!).

Amém,

Sérgio Albach

Similaridades (cont.)

“A Arte deve ser concebida como imitação da natureza” (Aristóteles)

Petronas

Notem a curiosí­ssima semelhança entre a segunda foto de K. Blossfeldt (abaixo) e as Petronas Towers, de Kuala Lumpur (Malásia), do arquiteto malaio Ken Yeang.

Organismo Vegetal

Blossfeldt

Karl Blossfeldt

Known for: Stark, rigorously composed, and highly detailed close-ups of botanical specimens.

Did you know … ?
“¢ His photographs were intended as guides for industrial designers and art students to demonstrate the structure and the beauty inherent in plant forms.
“¢ Blossfeldt originially printed his photographs in a silver gelatin format, which was unsuccessful. Blossfeldt then turned his botanical studies into a book of photogravures,
“Urformen der Kunst” (“Forms of Nature”).
“¢ As a young man, he apprenticed in a metal foundry.

Quote:
“My botanical documents should contribute to restoring the link with nature. They should reawaken a sense of nature, point to its teeming richness of form, and prompt the viewer to observe for himself the surrounding plant world.”

How many photographs exist?
The first printing of the book “Urformen der Kunst” was 150 in 1928-1929.

How are the photographs printed and signed?
Blossfeldt’s photogravures were not individually signed, though some signed copies of the book do exist.

Vintage:
The first edition photogravures are all vintage.

Technical Information:
The photogravure process was popular in the late 1800s and early 1900s. A descendent from the printmaking process of etching, photogravures utilize a copper plate. The result provides an almost velvety appearance to the image.

Fonte: http://www.agallery.com/Pages/photographers/blossfeldt.html

Em Curitiba

– Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. Alvejei mira em árvores no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. Daí­, vieram me chamar. Causa dum bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser – se viu -; e com máscara de cachorro. Me disseram; eu não quis avistar. Mesmo que, por defeito como nasceu, arrebitado de beiços, esse figurava rindo feito pessoa. Cara de gente, cara de cão; determinaram – era o demo. Povo prascóvio. Mataram. Dono dele nem sei quem for. Vieram emprestar minhas armas, cedi. Não tenho abusões. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade, primeiro a cachorrada pega a latir, instantaneamente – depois, então, se vai ver se deu mortos. O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora a dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucuia. Toleima. Para os de Corinto e do Curvelo, então, o aqui não é dito sertão? Ah, que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade. O Urucuia vem dos montões oestes. Mas, hoje, que na beira dele, tudo dá – fazendões de fazendas, almargem de vargens de bom render, as vazantes; culturas que vão de mata em mata, madeiras de grossura, até ainda virgens dessas lá há. O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães… O sertão está em toda a parte.

Grandes Cães da História

E por falar em cães e como nem tudo na vida – felizmente – é zoofilia…

Lassie
Lassie

Scooby-dooSnoopy
Scooby-do//Snoopy

Rinta
Rinta

IdéfixFloquinho
Idéfix//Floquinho

Astro
Ran-Tan-Plan
Astro// Ran-Tan-Plan

Laika
Laika

PlutoMilou
Pluto//Milou

LoboTotó
Lobo//Totó

Bandit
Bandit

BlondieBidu
Bidu
Blondie

MutleySantas little helper
Mutley//Santas little helper

Cérbero
Cérbero

SPQR – Senatus Populusque Romanus

E por falar em romanos…


Os gêmeos na Idade da Loba

O relacionamento sexual entre humanos e animais sempre esteve presente na história da humanidade, é um assunto freqüente na arte, literatura, fantasia e mitologia de diversos povos. Encontramos cenas de zoofilia em pinturas rupestres onde homens copulam com cervos, alces e cães. No Egito antigo a zoofilia era praticada para finalidades religiosas e mágicas, onde homens e mulheres copulavam com cabritos e cabras sagrados, considerados encarnações dos deuses da fertilidade.

Alguns povos permitiam a zoofilia somente com determinados tipos dos animais. Os Hititas proibiam o sexo com cães e vacas por considera-los impuros, mas com cavalos ou mulas era permitido. O velho testamento proibia e punia com a morte todos os tipos de contato sexual com animais. Foi argumento para a condenação de muitas pessoas durante a Idade Média.
Mas foi entre Gregos e Romanos que a zoofilia gozou de maior liberdade. A mitologia Grega é rica em histórias de zoofilia. Bons exemplos são a história de Zeus, que transformado em cisne, seduziu Leda, a rainha de Esparta, e do Minotauro que era a filho da rainha Pasiphae com um touro branco.

As mulheres romanas introduziam serpentes em suas vaginas, não só para chegar ao orgasmo, mas também como um recurso para mantê-las frescas durante o verão. Cenas públicas de zoofilia com vacas, lobos, ursos e até crocodilos eram também apreciadas nas arenas durante os jogos romanos.

Zoofilia e bestialismo são termos usados para descrever todo ato sexual e relações entre o ser humano e um animal. Os adeptos dessa prática preferem a expressão zoosexualidade, por considerar que os termos zoofilia e bestialismo carregam uma enorme carga de preconceito, significando para muitos uma aberração ou uma doença, que não tem lugar no mundo zoosexual. Zoosexualidade é uma orientação sexual como hetero ou homo, e um zoosexual é uma pessoa que sente-se atraí­da emocional e fisicamente por um parceiro não humano. Esta atração é manifesta de muitas maneiras. Pode ser puramente erótica e ficar apenas no campo da fantasia do momento, ou tornar-se um relacionamento duradouro.

Para muitas pessoas é um estilo de vida que envolve aspectos sociais, fí­sicos, emocionais e espirituais, indo muito além do interesse do zoofilista ou bestialista, que está focado somente no aspecto sexual deste contato. Os zoosexuais, encontram nos não humanos aspectos positivos que aos seres humanos podem faltar como a fidelidade e honestidade. Um ponto comum entre os zoosexuais para explicar sua atração por animais parte do princí­pio que nós humanos somos também animais e que guardamos muitas semelhanças com outros animais. Temos corpos, órgãos sexuais e comportamento sexual parecidos, e que é da natureza humana a curiosidade sobre o sexo animal e desejar ter relações com animais. Outro argumento a favor dos zoosexuais é o amor que as pessoas devotam aos seus animais de estimação. Amor platônico que pode eventualmente tornar-se sexo.

Alguns animais são preferidos entre os zoosexuais: Os cães são os preferidos da maioria, muito apreciados por sua fidelidade e no trato do sexo oral. O pônei é valorizado pela crina sedosa e brilhante, pelos genitais profundos da fêmea que permitem que se penetre o braço inteiro e pelas curvas da pata traseira semelhantes í  bunda humana. A cabra e a ovelha possuem genitais e tetas semelhantes as humanas. As novilhas têm o quadril afilado parecido com o humano. A leitoa possui a pele rosada e curvas muito parecidas com as humanas.


“O Senado e o Povo Romano”. O Senado é o povo romano?

A zoofilia é proibida pelas principais religiões e considerada ilegal em muitos paí­ses. Historicamente, a razão para esta oposição é que não era um ato procriativo e que poderia gerar aberrações e doenças, Modernamente a idéia de que é um ato não consensual e de maus tratos ganhou força. Os adversários desta prática consideram impossí­vel para animais consentir no sexo com seres humanos, o que caracterizaria maus tratos e abuso sexual, citando como exemplos animais claramente abusados, sendo amarrados, estuprados, feridos e mutilados. Além de outros que penetrados não resistem e morrem, como as galinhas e filhotes de cães.

Os defensores da zoosexualidade afirmam não somente amar os animais como bichinhos de estimação, mas amá-los no sentido mais profundo, preocupar-se com sua saúde, bem-estar e proteção e nada fariam para prejudicá-los. Os zoosexuais afirmam que animais são capazes do consentimento sexual í  sua própria maneira, sendo possí­vel saber claramente através do comportamento e da linguagem corporal se o animal deseja ou não esse tipo de relação e que condenam todo tipo de comportamento abusivo chamado de zoosadismo que não é tí­pico e nem é aceito pela comunidade zoosexual.

Sem dúvida uma polêmica forma de amar que está longe de ser aceita pela sociedade, mas que não desanima os ativistas zoosexuais que acreditam na integração gradual da zoosexualidade através de uma futura legalização, tolerância e aceitação na sociedade humana.


Fido em momento de evidente descontração.

Fonte: http://www.homemdesacocheio.weblogger.terra.com.br/200504_homemdesacocheio_arquivo.htm

De Architetura / Vitruvio

[1] Cum divina tua mens et numen, imperator Caesar, imperio potiretur orbis terrarum invictaque virtute cunctis hostibus stratis triumpho victoriaque tua cives gloriarentur et gentes omnes subactae tuum spectarent nutum populusque Romanus et senatus liberatus timore amplissimis tuis cogitationibus consiliisque gubernaretur, non audebam, tantis occupationibus, de architectura scripta et magnis cogitationibus explicata edere, metuens, ne non apto tempore interpellans subirem tui animi offensionem.

[2] Cum vero adtenderem te non solum de vita communi omnium curam publicaeque rei constitutionem habere sed etiam de opportunitate publicorum aedificiorum, ut civitas per te non solum provinciis esset aucta, verum etiam ut maiestas imperii publicorum aedificiorum egregias haberet auctoritates, non putavi praetermittendum, quin primo quoque tempore de his rebus ea tibi ederem, ideo quod primum parenti tuo de eo fueram notus et eius virtutis studiosus. Cum autem concilium caelestium in sedibus immortalitatis eum dedicavisset et imperium parentis in tuam potestatem transtulisset, idem studium meum in eius memoria permanens in te contulit favorem.

Itaque cum M. Aurelio et P. Minidio et Cn. Cornelio ad apparationem balistarum et scorpionem reliquorumque tormentorum refectionem fui praesto et cum eis commoda accepi, quae cum primo mihi tribuisiti recognitionem, per sorosis commendationem servasti.

[3] Cum ergo eo beneficio essem obligatus, ut ad exitum vitae non haberem inopiae timorem, haec tibi scribere coepi, quod animadverti multa te aedificavisse et nunc aedificare, reliquo quoque tempore et publicorum et privatorum aedificiorum, pro amplitudine rerum gestarum ut posteris memoriae traderentur curam habiturum. Conscripsi praescriptiones terminatas ut eas adtendens et ante facta et futura qualia sint opera, per te posses nota habere. Namque his voluminibus aperui omnes disciplinae rationes.

1. Whilst, O Cí¦sar, your god-like mind and genius were engaged in acquiring the dominion of the world, your enemies having been all subdued by your unconquerable valour; whilst the citizens were extolling your victories, and the conquered nations were awaiting your nod; whilst the Roman senate and people, freed from alarm, were enjoying the benefit of your opinions and counsel for their governance; I did not presume, at so unfit a period, to trouble you, thus engaged, with my writings on Architecture, lest I should have incurred your displeasure.

2. When, however, I found that your attention, not exclusively devoted to state affairs, was bestowed on the state of the public buildings, so that the republic was not more indebted to you for its extended empire, in the addition of so many provinces, than for your numerous public buildings by which its grandeur is amply manifested, I considered it right that no time should be lost in laying these precepts before you. My reverence for the memory of your virtuous father, to whom I was well known, and from whom, now a participator in council with the gods, the empire descended to you, has been the cause of your good will towards me. Hence, together with M. Aurelius, P. Numisius, and Cn. Cornelius, I have been appointed to, and receive the emoluments arising from the care of, the various engines of war which you assigned to me on the recommendation of your sister.

3. As, through your kindness, I have been thus placed beyond the reach of poverty, I think it right to address this treatise to you; and I feel the more induced to do so from your having built, and being still engaged in the erection of, many edifices. It is proper to deliver down to posterity, as a memorial, some account of these your magnificent works. I have therefore given such definite directions for the conduct of works, that those already executed, as well as those hereafter to be constructed, may be by you well known and understood. In the following pages I have developed all the principles of the art.

Il fault un noveau monde �  des destins

O Falanstério do Saí­

No século XIX, o desencantamento com os ideais da Revolução Francesa revigorou o pensamento utópico, cujos desdobramentos elegeriam a América como um espaço geográfico propí­cio para experiências até então inusitadas. Saint-Simon, Owen e Fourier foram os principais representantes dessa vertente de pensamento e apresentaram í  humanidade fórmulas de liberação, inventando mundos novos nos quais propunham relações radicalmente inovadoras. Suas propostas encerravam uma concepção messiânica de polí­tica, por este motivo criticadas e denominadas por Marx e Engels de socialismo utópico.
Em janeiro de 1842, cerca de 217 franceses, liderados pelo doutor Benoit Jules Mure, se aventuraram na travessia do Atlântico rumo ao Brasil. Seu destino era um ponto em frente í  Ilha de São Francisco do Sul, a Pení­nsula do Saí­. Ali, longe dos ví­cios das metrópoles européias, pretendiam criar um mundo novo, inspirados nas idéias de Charles Fourier, principalmente naquelas que diziam respeito í s relações do trabalho. Por meio de um sistema econômico baseado na livre associação, tentariam implantar um sistema coletivista.
Diferente de Marx, para o qual a chave da história era o conhecimento dos fenômenos materiais, das profundidades da economia, da relação dos homens no trabalho; para Fourier, a chave da história era o desvendamento da vida afetiva dos grupos, havendo uma correspondência entre o mundo planetário e o mundo social: “o movimento que impulsiona os planetas, assim como os homens, é o amor, a atração passional”.
Com base nessa concepção idealizou o “falanstério”, ou seja, uma habitação coletiva que abrigaria um mundo no qual a harmonia garantiria o bem-estar, a justiça e a liberdade entre seus habitantes. Essa palavra estranha foi criada por Fourier, já que não existia nenhuma na linguagem corrente que definisse a moradia por ele concebida. Falanstério, pois, significa a junção das palavras “falange” e “monastério”, porquanto as pessoas que nele habitassem seriam organizadas em falanges. Cada falange seria composta de 1.620 pessoas, 810 homens e 810 mulheres, e divididas em séries. Por sua vez, a série deveria ser dividida em grupos, segundo o número de trabalhos a realizar e as “atrações passionais” dos falansterianos.
O Dr. Mure foi o responsável pela única tentativa concreta de instalação de um falanstério no Brasil, o chamado Falanstério do Saí­, contemplado no seu projeto com vastas oficinas, salas de refeição, bar e, num futuro próximo, livrarias, museus, gabinetes de fí­sica e um teatro. A cozinha seria comum a todos, bem com o a adega, o armazém e o celeiro.
Quando chegou ao Brasil, Benoit Jules Mure tinha trinta e dois anos. Formado em medicina pela Universidade de Paris, por algum tempo se dedicara a homeopatia na França, na época, uma novidade terapêutica.
Homeopatia e utopia caminhavam juntas nos planos de Mure. Uma escola para formação de homeopatas complementava seu projeto para o Saí­. No entanto, já em meados de 1843, estava de volta ao Rio de Janeiro. Parte de seus planos para a nova prática de curar concretizaram-se naquela cidade com a fundação do Instituto Homeopático do Brasil, não sem antes enfrentar oposição dos médicos tradicionais, que o envolveram em intrigas e dissabores. Desiludido, Mure voltou para a França em 1848.
São controversos os motivos pelo qual Mure desempenhou sua função de “empresário” na pretendida colonização. Fato é que Mure conseguiu aprovação da Assembléia Geral (atual Congresso Nacional) para o adiantamento de 64.000$00 (sessenta e quatro mil réis) destinados í s despesas com a introdução de franceses adeptos das idéias de Fourier, a fim de estabelecerem a “Colônia Industrial do Saí­”.

extraí­do do livro “Muito além da viagem de Gonneville”, editora da UFSC / SC

Vila da Glória

Inspirados nos ideiais libertários de Fourier e dos antepassados vindos para esta baí­a, as crianças se divertem no trapiche da Vila.
Parei.