
30-09-2005, ígua verde.
O Sacerdote do Rio
Talvez o grande ponto de diferenciação entre a antiga religiosidade pagã e a teologia cristã pós renascentista seja a dessacralização da natureza. Um giro completo das concepções platônicas panteístas para o núcleo abstrato do Big Bang da era dos megatons. Em nome do deus único abstrato, o “deus de todos” depurado pela teologia cristã medieval, O Sol deixou de ser uma divindade, a Lua, a Terra, os Mares, e também os Rios. Se por um lado isto permitiu o tão celebrado “avanço” da ciência contra as trevas da superstição, e possibilitou a Galileu tratar a terra como uma bola e colocar o sol no centro do sistema planetário (já que os planetas passaram a ser apenas pedras enormes ou massas gigantescas de gases), abriu também espaço para as ações mais ímpias de desrespeito ao “fácies” do ecossistema em nome das comodidades da vida urbana moderna e dos ideais da nova sociedade “esclarecida” pela ilustração. O gesto do Frei Luíz é heróico no sentido mais puro da palavra. Que surjam também os sacerdotes do Belém, do Ivo, e do Iguaçu, enquanto há tempo!
Segue a carta do Sacerdote do Rio São Francisco ao Presidente da República
DECLARAÇÂO
Em nome de Jesus Ressuscitado que vence a morte pela Vida plena, faço saber a todos:
1. De livre e espontânea vontade assumo o propósito de entregar minha vida pela vida do Rio São Francisco e de seu povo contra o Projeto de Transposição, a favor do Projeto de Revitalização.
2. Permanecerei em greve de fome, até a morte, caso não haja uma reversão da decisão do Projeto de Transposição.
3. A greve de fome só será suspensa mediante documento assinado pelo Exmo. Sr. Presidente da República, revogando e arquivando o Projeto de Transposição.
4. Caso o documento de revogação, devidamente assinado pelo Exmo. Sr. Presidente, chegue quando já não for mais senhor dos meus atos e decisões, peço, por caridade, que me prestem socorro, pois não desejo morrer.
5. Caso venha a falecer, gostaria que meus restos mortais descansassem junto ao Bom Jesus dos Navegantes, meu eterno irmão e amigo, a quem, com muito amor, doei toda minha vida, em Barra, minha querida diocese.
6. Peço, encarecidamente, que haja um profundo respeito por essa decisão e que ela seja observada até o fim.
Barra, Bahia, domingo de Páscoa de 2005
Dom Frei Luiz Flávio Cappio, OFM
R.G.: 3.609.650
C.P.F.: 291.828.835-72
“Quando a razão se extingue, a loucura é o caminho”.
Frei Luiz
CARTA AO PRESIDENTE LULA
Barra, 26 de setembro de 2005
Senhor Presidente
Paz e Bem!
Quem lhe escreve é Dom Frei Luiz Flávio Cappio, OFM, bispo diocesano de Barra, na Bahia.
Tive a oportunidade de conhecê-lo por ocasião da passagem do senhor por Bom Jesus da Lapa, na Caravana da Cidadania pelo São Francisco, em 1994. Isto aconteceu pouco tempo depois que fizemos uma Peregrinação pelo Rio São Francisco, da nascente í foz, com objetivo de conscientizar o povo ribeirinho sobre a importância do rio para a vida de todos e a necessidade de preservá-lo. Fui-lhe apresentado por meu professor de teologia, Frei Leonardo Boff.
Sempre fui seu admirador. Participei ativamente em todas as campanhas eleitorais do PT, alimentando o sonho de ver o povo no poder.
Desde que o Governo Fernando Henrique apresentou a proposta de transposição do Rio São Francisco, fomos críticos acirrados deste projeto. Desde então acentuamos a necessidade urgente de revitalização do rio e de ações que garantam o verdadeiro desenvolvimento para as populações pobres do Nordeste: uma política de convivência com o semi-árido, para todos, próximos e distantes do rio.
Esperávamos do senhor um apoio maior em favor da vida do rio e do seu povo. Esperávamos que, diante de tantos e consistentes questionamentos de ordem política, ambiental, econômica e jurídica, o governo revisse sua disposição de levar a cabo este projeto que carece de verdade e de transparência.
Quando cessa o entendimento e a razão, a loucura fala mais alto. Em meu gesto não existe nenhuma atitude anti-Lula neste momento delicado da vida nacional. Pelo contrário. Quem sabe seja uma maneira extrema de ajudá-lo a entender pelo coração aquilo que a razão não alcança.
Tenha certeza, é um profundo testemunho de amor í vida.
Minha vida está em suas mãos.
Receba minha saudação fraterna e amiga,
Dom Frei Luiz Flávio Cappio, OFM
Cas Mões no POLAVRA
Octávio Camargo recitará Camões executando Bach no POLAVRA
dia 07 de outubro na Reitoria da UFPR Anfiteatro 1100 í s 19:00 hs.
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Revista Eletrônica
Desde o início acostumamo-nos ao nome “Blog”. Entrei no Blog do Organismo, Bloguei… etc. Realmente este meio aqui tem muitas similaridades com um Blog. Na maneira de postar, na editoração do formato etc.
Não obstante, o todo mais em nada se parece com esse meio no qual, o que se encontra regularmente, são: confissões de adolescentes ou uma série de poesias, de crônicas ou de contos de UM AUTOR DETERMINADO etc.
As potencialidades aqui são outras e essas potencialidades não têm sido mal aproveitadas. Embora haja ainda um conceito de Blog-art na Internet- conceito intermediário – o que se faz por aqui excede em muito essa concepção. Acresce que – no nosso caso- a palavra ‘Blog’ neste meio só aparece no endereço organismo.art.br/blog.
Existe uma tradição, desde os gregos arcaicos, que diz que o nome é que dá a existência í s coisas (é por essa razão que algumas pessoas, mesmo hoje, nem pronunciam palavras como ‘câncer’, ‘diabo’ etc.). De fato, tudo que para nós existe tem um nome. Enquanto a coisa não tem nome não existe. O contrário acontece regularmente. Têm coisas que talvez não existam, mas têm nome como: Deus, Ciclope, Mula-sem-cabeça, Centauro etc.
Portanto, quando nomeamos o meio no qual dizemos e fazemos, estamos também dizendo o que fazemos e o que dizemos. E, o que fazemos aqui é uma Revista Eletrônica.
Conclamo o pessoal para que referende essa posição para então pedir ao patrão que mude – sem perda dos dados – nosso endereço para organismo.art.br/revistaeletronica ou, mais simples: organismo.art.br/re.
The Joker Of The Party Rides Again!
O Enterro
Matema + Museu do Poste Apresenta:
Desafiatlux: O enterro do palito de fósforo
ação na divisa entre os cemitérios “católico” e “israelita” -> Pela paz entre os povos.
+ imagens em: http://hackeandocatatau.arquiviagem.net/wp-images/enterro
OU
revisto glermo
licença poética pi

corro de mim
fujo do tempo,
e do fio do tempo e dos senhores todos que vim a ser.
ou mesmo o piá voador e seus sonhos diurnos,
durmo com os segredos da acústica em mãos
acordo em desespero juntando papéis
pra compor um papel de portfólio;
devolvam-me as asas e aerofólio:
como numa rima óbvia
em órbita em voltas do quarto-
encontro a tua foto
só mais uma imagem corro giro encontro o aparelho
os números pra tua voz, então me diz:
quando posso encarnar?
minha’lma quer a ti onde me escondo a mim e ofereço a mim a quem
sabe o que fazer com isso.
–
glerm agosto 2003
Canetas Derrubam Muros
set -> pela_paz_de_todos_os povos_na_vida_e_a_morte

um muro separa o cemitério “israelita” do “católico”. todos iguais perante a morte?
{
Vai ficar aqui a caneta em cima deste muro
em ato simbólico a todos aqueles que escreveram,
disseram e tentaram fazer algo melhor da sua vida
do que simplesmente usar os DENTES com os quais nasceram…
fica aqui neste cemitério então ( e os mortos sabem disso melhor do que ninguém )
de que nada adiantam muros…
e que não é possível dividir…
-> PELA PAZ NO MUNDO
assinado:
Octavio Camargo, Simone Azevedo e Guilherme Soares
(em performance web-site specific )
}

Borges Jazzzzzzz :


E Breve, renascendo das cinzas: O BARDO

Cas Mões II

cartum fotográfico 2
cartum fotográfico
Cas mões

Mudança de moeda.
José Alcides – Engraxate na Boca Maldita.
A morte da palavra ORGANISMO – strictu sensu ma non troppo
Hoje quando a turma do 4 periodo de psicologia da UFPR, fizer a prova de Psicanálise ( sobre transformações da puberdade), Simone Azeveda irá usar a palavra na prova dentro deste contexto, porém, subjetivamente com o significado de ORGANISMO que conhecemos. Seu mestre não terá este fator comum, e o SIGNIFICADO deste SIGNO irá MORRER.
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Este evento faz parte dos primeiros hackeamentos de POLAVRA na UFPR. “Hackeando o Prédio Histórico”
A morte da palavra ORGANISMO – strictu sensu ma non troppo
Hoje quando a turma do 4 periodo de psicologia da UFPR, fizer a prova de Psicanálise ( sobre transformações da puberdade), Simone Azeveda irá usar a palavra na prova dentro deste contexto, porém, subjetivamente com o significado de ORGANISMO que conhecemos. Seu mestre não tera este fator comum, e o SIGNIFICADO deste SIGNO irá MORRER.
POLAVRA na FEDERAL
HACKEANDO A FEDERAL
POLAVRA – Encontro poético-literário com a intervenção de ferramentas eletrônicas de software-livre. As performances serão captadas em arquivos de áudio e vídeo para posterior edição e manipulação
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Sexta-feira, 07 de Outubro 19:00 hs no prédio Reitoria
……………
Tirgrão é roX mais… mais roX ainda , é umbigo ! ! ! !

…(!)…
Occam Metarrecicleiro
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http://curitiba.metareciclagem.org/
flua. p2p. ponto.a.ponto. nó.a.nó.
Be thy guest.
Medusa Marinara

Vik Muniz.
cópia fotográfica por oxidação de corantes (?)
Outras Medusas…

As sete faces do Dr. Lao

Clássico mito-trash “Fúria de Titãs”
Caravaggio, 1590
A revolução começa (!)

O inicio de tudo…. O UMBIGO (!!!!!!!!!!)






























