Adorno wurde am 11. September 1903

O Conceito de Esclarecimento

No sentido mais amplo do progresso do pensamento, o esclarecimento tem perseguido sempre o objectivo de livrar os homens do medo e de investi-los na posição de senhores. Mas a terra totalmente esclarecida resplandece sob o signo de uma calamidade triunfal. O programa do esclarecimento era o desencantamento do mundo. Sua meta era dissolver os mitos e substituir a imaginação pelo saber . Bacon, “o pai da filosofia experimental”, já reunira seus diferentes temas. Ele desprezava os adeptos da tradição, que “primeiro acreditam que os outros sabem o que eles não sabem; e depois que eles próprios sabem o que não sabem. Contudo, a credulidade, a aversão í  dúvida, a temeridade no responder, o vangloriar-se com o saber , a timidez no contradizer, o agir por interesse, a preguiça nas investigações pessoais, o fetichismo verbal, o deter-se em conhecimentos parciais: isto e coisas semelhantes impediram um casamento feliz do entendimento humano com a natureza das coisas e o acasalaram, em vez disso, a conceitos vãos e experimentos erráticos; o fruto e a posteridade de tão gloriosa união pode-se facilmente imaginar. A imprensa não passou de uma invenção grosseira; o canhão era uma invenção que já estava praticamente assegurada; a bússola já era, até certo ponto, conhecida…

Theodor W. Adorno

aplauso / rua xv de novembro / 22 minutos

vamo lá! aplauso. 26 de maio, aplauso. começa aqui? ó o fiscal! já tem alguma coisa pra esquentá! um abraço.. é a borboleta 13, corre hoje! vocês são loucos! eu vou seguir vocês ate onde vocês forem. é ator!, é ator!. surdo você não é. péra aí­, deixa eu ver se eu descubro alguma coisa, eu vou ficar junto,

.

não! quero saber! artistas vocês são para fazer isso! de curitiba? voces são de curitiba? eu tô bêbada! são paulo? você é do rio de janeiro? alguma coisa que vocês aplaudem? atores? algum tipo de artista? artista plástico? a gente bebe pra esquentar no frio. mas eu goxtei. vocês tão indo longe. eu vou bater palma também! Eu quero entender. aí­ sérgião, beleza? então voce é músico! sergião, tá dificil a situação aqui. eu já andei mais do que eu devia andar. punks da xv são gente também.

agora vocé, serginho. você vai me dizer se você é de curitiba ou não. eu sou do rio. você tem 27 anos? eu tô bêbada mas eu tenho consciência das coisas que eu tô fazendo. luta de classes. lutando contra o facismo, contra a guerra. eu tenho certeza que vocês tão fazendo isso por que eu estou bêbada demais. vou me despedir, assim. parabéns, tchau!

muito bem, muito bem, vamos ao cafézinho…

c.. de ritiba

C

1 /*
2  *  linux/init/main.c
3  *
4  *  Copyright (C) 1991, 1992  Linus Torvalds

5  *
6  *  GK 2/5/95  -  Changed to support mounting root fs via NFS
7  *  Added initrd & change_root: Werner Almesberger & Hans Lermen, Feb '96

8  *  Moan early if gcc is old, avoiding bogus kernels - Paul Gortmaker, May '96
9  *  Simplified starting of init:  Michael A. Griffith <grif@acm.org> 
10  */

11 
12 #define __KERNEL_SYSCALLS__
13 
14 #include <linux/config.h>
15 #include <linux/types.h>

16 #include <linux/module.h>
17 #include <linux/proc_fs.h>
18 #include <linux/devfs_fs_kernel.h>
19 #include <linux/kernel.h>

20 #include <linux/syscalls.h>
21 #include <linux/string.h>
22 #include <linux/ctype.h>
23 #include <linux/delay.h>

24 #include <linux/utsname.h>
25 #include <linux/ioport.h>
26 #include <linux/init.h>
27 #include <linux/smp_lock.h>

28 #include <linux/initrd.h>
29 #include <linux/hdreg.h>
30 #include <linux/bootmem.h>
31 #include <linux/tty.h>

32 #include <linux/gfp.h>
33 #include <linux/percpu.h>
34 #include <linux/kmod.h>
35 #include <linux/kernel_stat.h>

36 #include <linux/security.h>
37 #include <linux/workqueue.h>
38 #include <linux/profile.h>
39 #include <linux/rcupdate.h>

40 #include <linux/moduleparam.h>
41 #include <linux/kallsyms.h>
42 #include <linux/writeback.h>
43 #include <linux/cpu.h>

44 #include <linux/efi.h>
45 #include <linux/unistd.h>
46 #include <linux/rmap.h>
47 #include <linux/mempolicy.h>

48 #include <linux/key.h>
49 
50 #include <asm/io.h>
51 #include <asm/bugs.h>

52 #include <asm/setup.h>
53 
54 /*
55  * This is one of the first .c files built. Error out early
56  * if we have compiler trouble..

57  */
58 #if __GNUC__ == 2 && __GNUC_MINOR__ == 96
59 #ifdef CONFIG_FRAME_POINTER
60 #error This compiler cannot compile correctly with frame pointers enabled

61 #endif
62 #endif
63 
64 #ifdef CONFIG_X86_LOCAL_APIC
65 #include <asm/smp.h>
66 #endif

67 
68 /*
69  * Versions of gcc older than that listed below may actually compile
70  * and link okay, but the end product can have subtle run time bugs.
71  * To avoid associated bogus bug reports, we flatly refuse to compile

72  * with a gcc that is known to be too old from the very beginning.
73  */
74 #if __GNUC__ < 2 || (__GNUC__ == 2 && __GNUC_MINOR__ < 95)

75 #error Sorry, your GCC is too old. It builds incorrect kernels.
76 #endif
77 
78 static int init(void *);
79 
80 extern void init_IRQ(void);

81 extern void sock_init(void);
82 extern void fork_init(unsigned long);
83 extern void mca_init(void);
84 extern void sbus_init(void);

85 extern void sysctl_init(void);
86 extern void signals_init(void);
87 extern void buffer_init(void);
88 extern void pidhash_init(void);

89 extern void pidmap_init(void);
90 extern void prio_tree_init(void);
91 extern void radix_tree_init(void);
92 extern void free_initmem(void);

93 extern void populate_rootfs(void);
94 extern void driver_init(void);
95 extern void prepare_namespace(void);
96 #ifdef  CONFIG_ACPI

97 extern void acpi_early_init(void);
98 #else
99 static inline void acpi_early_init(void) { }
100 #endif
101 

102 #ifdef CONFIG_TC
103 extern void tc_init(void);
104 #endif
105 
106 enum system_states system_state;

107 EXPORT_SYMBOL(system_state);
108 
109 /*
110  * Boot command-line arguments

111  */
112 #define MAX_INIT_ARGS 32
113 #define MAX_INIT_ENVS 32

114 
115 extern void time_init(void);
116 /* Default late time init is NULL. archs can override this later. */
117 void (*late_time_init)(void);
118 extern void softirq_init(void);

119 
120 /* Untouched command line (eg. for /proc) saved by arch-specific code. */
121 char saved_command_line[COMMAND_LINE_SIZE];
122 
123 static char *execute_command;

124 
125 /* Setup configured maximum number of CPUs to activate */
126 static unsigned int max_cpus = NR_CPUS;
127 
128 /*

129  * Setup routine for controlling SMP activation
130  *
131  * Command-line option of "nosmp" or "maxcpus=0" will disable SMP
132  * activation entirely (the MPS table probe still happens, though).

133  *
134  * Command-line option of "maxcpus=<NUM>", where <NUM> is an integer
135  * greater than 0, limits the maximum number of CPUs activated in

136  * SMP mode to <NUM>.
137  */
138 static int __init nosmp(char *str)

139 {
140         max_cpus = 0;
141         return 1;
142 }
143 
144 __setup("nosmp", nosmp);

145 
146 static int __init maxcpus(char *str)
147 {
148         get_option(&str, &max_cpus);

149         return 1;
150 }
151 
152 __setup("maxcpus=", maxcpus);
153 

154 static char * argv_init[MAX_INIT_ARGS+2] = { "init", NULL, };
155 char * envp_init[MAX_INIT_ENVS+2] = { "HOME=/", "TERM=linux", NULL, };

156 static const char *panic_later, *panic_param;
157 
158 extern struct obs_kernel_param __setup_start[], __setup_end[];

159 
160 static int __init obsolete_checksetup(char *line)
161 {
162         struct obs_kernel_param *p;

163 
164         p = __setup_start;
165         do {
166                 int n = strlen(p->str);

167                 if (!strncmp(line, p->str, n)) {
168                         if (p->early) {

169                                 /* Already done in parse_early_param?  (Needs
170                                  * exact match on param part) */
171                                 if (line[n] == '\0' || line[n] == '=')

172                                         return 1;
173                         } else if (!p->setup_func) {
174                                 printk(KERN_WARNING "Parameter %s is obsolete,"

175                                        " ignored\n", p->str);
176                                 return 1;
177                         } else if (p->setup_func(line + n))

178                                 return 1;
179                 }
180                 p++;
181         } while (p < __setup_end);

182         return 0;
183 }
184 
185 /*
186  * This should be approx 2 Bo*oMips to start (note initial shift), and will

187  * still work even if initially too large, it will just take slightly longer
188  */
189 unsigned long loops_per_jiffy = (1<<12);

190 
191 EXPORT_SYMBOL(loops_per_jiffy);
192 
193 static int __init debug_kernel(char *str)

194 {
195         if (*str)
196                 return 0;
197         console_loglevel = 10;
198         return 1;

199 }
200 
201 static int __init quiet_kernel(char *str)
202 {

203         if (*str)
204                 return 0;
205         console_loglevel = 4;
206         return 1;
207 }

208 
209 __setup("debug", debug_kernel);
210 __setup("quiet", quiet_kernel);

211 
212 /*
213  * Unknown boot options get handed to init, unless they look like
214  * failed parameters
215  */

216 static int __init unknown_bootoption(char *param, char *val)
217 {
218         /* Change NUL term back to "=", to make "param" the whole string. */

219         if (val) {
220                 /* param=val or param="val"? */
221                 if (val == param+strlen(param)+1)

222                         val[-1] = '=';
223                 else if (val == param+strlen(param)+2) {

224                         val[-2] = '=';
225                         memmove(val-1, val, strlen(val)+1);

226                         val--;
227                 } else
228                         BUG();
229         }
230 
231         /* Handle obsolete-style parameters */

232         if (obsolete_checksetup(param))
233                 return 0;
234 
235         /*
236          * Preemptive maintenance for "why didn't my mispelled command

237          * line work?"
238          */
239         if (strchr(param, '.') && (!val || strchr(param, '.') < val)) {

240                 printk(KERN_ERR "Unknown boot option `%s': ignoring\n", param);
241                 return 0;
242         }
243 

244         if (panic_later)
245                 return 0;
246 
247         if (val) {
248                 /* Environment option */

249                 unsigned int i;
250                 for (i = 0; envp_init[i]; i++) {

251                         if (i == MAX_INIT_ENVS) {
252                                 panic_later = "Too many boot env vars at `%s'";
253                                 panic_param = param;

254                         }
255                         if (!strncmp(param, envp_init[i], val - param))

256                                 break;
257                 }
258                 envp_init[i] = param;
259         } else {

260                 /* Command line option */
261                 unsigned int i;
262                 for (i = 0; argv_init[i]; i++) {

263                         if (i == MAX_INIT_ARGS) {
264                                 panic_later = "Too many boot init vars at `%s'";
265                                 panic_param = param;

266                         }
267                 }
268                 argv_init[i] = param;
269         }

270         return 0;
271 }
272 
273 static int __init init_setup(char *str)

274 {
275         unsigned int i;
276 
277         execute_command = str;

278         /*
279          * In case LILO is going to boot us with default command line,
280          * it prepends "auto" before the whole cmdline which makes
281          * the shell think it should execute a script with such name.

282          * So we ignore all arguments entered _before_ init=... [MJ]
283          */
284         for (i = 1; i < MAX_INIT_ARGS; i++)

285                 argv_init[i] = NULL;
286         return 1;
287 }
288 __setup("init=", init_setup);

289 
290 extern void setup_arch(char **);
291 
292 #ifndef CONFIG_SMP
293 
294 #ifdef CONFIG_X86_LOCAL_APIC

295 static void __init smp_init(void)
296 {
297         APIC_init_uniprocessor();
298 }

299 #else
300 #define smp_init()      do { } while (0)
301 #endif
302 
303 static inline void setup_per_cpu_areas(void) { }

304 static inline void smp_prepare_cpus(unsigned int maxcpus) { }
305 
306 #else
307 
308 #ifdef __GENERIC_PER_CPU

309 unsigned long __per_cpu_offset[NR_CPUS];
310 
311 EXPORT_SYMBOL(__per_cpu_offset);
312 

313 static void __init setup_per_cpu_areas(void)
314 {
315         unsigned long size, i;

316         char *ptr;
317         /* Created by linker magic */
318         extern char __per_cpu_start[], __per_cpu_end[];
319 

320         /* Copy section for each CPU (we discard the original) */
321         size = ALIGN(__per_cpu_end - __per_cpu_start, SMP_CACHE_BYTES);

322 #ifdef CONFIG_MODULES
323         if (size < PERCPU_ENOUGH_ROOM)
324                 size = PERCPU_ENOUGH_ROOM;

325 #endif
326 
327         ptr = alloc_bootmem(size * NR_CPUS);

328 
329         for (i = 0; i < NR_CPUS; i++, ptr += size) {

330                 __per_cpu_offset[i] = ptr - __per_cpu_start;
331                 memcpy(ptr, __per_cpu_start, __per_cpu_end - __per_cpu_start);

332         }
333 }
334 #endif /* !__GENERIC_PER_CPU */
335 
336 /* Called by boot processor to activate the rest. */

337 static void __init smp_init(void)
338 {
339         unsigned int i;
340 

341         /* FIXME: This should be done in userspace --RR */
342         for_each_present_cpu(i) {
343                 if (num_online_cpus() >= max_cpus)

344                         break;
345                 if (!cpu_online(i))
346                         cpu_up(i);
347         }

348 
349         /* Any cleanup work */
350         printk("Brought up %ld CPUs\n", (long)num_online_cpus());
351         smp_cpus_done(max_cpus);

352 #if 0
353         /* Get other processors into their bootup holding patterns. */
354 
355         smp_threads_ready=1;
356         smp_commence();
357 #endif

358 }
359 
360 #endif
361 
362 /*
363  * We need to finalize in a non-__init function or else race conditions

364  * between the root thread and the init thread may cause start_kernel to
365  * be reaped by free_initmem before the root thread has proceeded to
366  * cpu_idle.
367  *

368  * gcc-3.4 accidentally inlines this function, so use noinline.
369  */
370 
371 static void noinline rest_init(void)

372         __releases(kernel_lock)
373 {
374         kernel_thread(init, NULL, CLONE_FS | CLONE_SIGHAND);

375         numa_default_policy();
376         unlock_kernel();
377         preempt_enable_no_resched();
378         cpu_idle();
379 } 

380 
381 /* Check for early params. */
382 static int __init do_early_param(char *param, char *val)

383 {
384         struct obs_kernel_param *p;
385 
386         for (p = __setup_start; p < __setup_end; p++) {

387                 if (p->early && strcmp(param, p->str) == 0) {
388                         if (p->setup_func(val) != 0)

389                                 printk(KERN_WARNING
390                                        "Malformed early option '%s'\n", param);
391                 }
392         }

393         /* We accept everything at this stage. */
394         return 0;
395 }
396 
397 /* Arch code calls this early on, or if not, just before other parsing. */
398 void __init parse_early_param(void)

399 {
400         static __initdata int done = 0;
401         static __initdata char tmp_cmdline[COMMAND_LINE_SIZE];

402 
403         if (done)
404                 return;
405 
406         /* All fall through to do_early_param. */
407         strlcpy(tmp_cmdline, saved_command_line, COMMAND_LINE_SIZE);

408         parse_args("early options", tmp_cmdline, NULL, 0, do_early_param);
409         done = 1;
410 }

411 
412 /*
413  *      Activate the first processor.
414  */
415 

416 asmlinkage void __init start_kernel(void)
417 {
418         char * command_line;

419         extern struct kernel_param __start___param[], __stop___param[];
420 /*
421  * Interrupts are still disabled. Do necessary setups, then

422  * enable them
423  */
424         lock_kernel();
425         page_address_init();

426         printk(linux_banner);
427         setup_arch(&command_line);
428         setup_per_cpu_areas();
429 

430         /*
431          * Mark the boot cpu "online" so that it can call console drivers in
432          * printk() and can access its per-cpu storage.
433          */

434         smp_prepare_boot_cpu();
435 
436         /*
437          * Set up the scheduler prior starting any interrupts (such as the
438          * timer interrupt). Full topology setup happens at smp_init()

439          * time - but meanwhile we still have a functioning scheduler.
440          */
441         sched_init();
442         /*

443          * Disable preemption - early bootup scheduling is extremely
444          * fragile until we cpu_idle() for the first time.
445          */
446         preempt_disable();

447         build_all_zonelists();
448         page_alloc_init();
449         printk("Kernel command line: %s\n", saved_command_line);
450         parse_early_param();

451         parse_args("Booting kernel", command_line, __start___param,
452                    __stop___param - __start___param,

453                    &unknown_bootoption);
454         sort_main_extable();
455         trap_init();
456         rcu_init();
457         init_IRQ();

458         pidhash_init();
459         init_timers();
460         softirq_init();
461         time_init();
462 

463         /*
464          * HACK ALERT! This is early. We're enabling the console before
465          * we've done PCI setups etc, and console_init() must be aware of
466          * this. But we do want output early, in case something goes wrong.

467          */
468         console_init();
469         if (panic_later)
470                 panic(panic_later, panic_param);

471         profile_init();
472         local_irq_enable();
473 #ifdef CONFIG_BLK_DEV_INITRD
474         if (initrd_start && !initrd_below_start_ok &&

475                         initrd_start < min_low_pfn << PAGE_SHIFT) {
476                 printk(KERN_CRIT "initrd overwritten (0x%08lx < 0x%08lx) - "

477                     "disabling it.\n",initrd_start,min_low_pfn << PAGE_SHIFT);
478                 initrd_start = 0;
479         }

480 #endif
481         vfs_caches_init_early();
482         mem_init();
483         kmem_cache_init();
484         numa_policy_init();

485         if (late_time_init)
486                 late_time_init();
487         calibrate_delay();
488         pidmap_init();

489         pgtable_cache_init();
490         prio_tree_init();
491         anon_vma_init();
492 #ifdef CONFIG_X86
493         if (efi_enabled)

494                 efi_enter_virtual_mode();
495 #endif
496         fork_init(num_physpages);
497         proc_caches_init();

498         buffer_init();
499         unnamed_dev_init();
500         security_init();
501         vfs_caches_init(num_physpages);

502         radix_tree_init();
503         signals_init();
504         /* rootfs populating might need page-writeback */
505         page_writeback_init();
506 #ifdef CONFIG_PROC_FS

507         proc_root_init();
508 #endif
509         check_bugs();
510 
511         acpi_early_init(); /* before LAPIC and SMP init */

512 
513         /* Do the rest non-__init'ed, we're now alive */
514         rest_init();
515 }
516 
517 static int __initdata initcall_debug;

518 
519 static int __init initcall_debug_setup(char *str)
520 {
521         initcall_debug = 1;

522         return 1;
523 }
524 __setup("initcall_debug", initcall_debug_setup);
525 
526 struct task_struct *child_reaper = &init_task;

527 
528 extern initcall_t __initcall_start[], __initcall_end[];
529 
530 static void __init do_initcalls(void)

531 {
532         initcall_t *call;
533         int count = preempt_count();
534 

535         for (call = __initcall_start; call < __initcall_end; call++) {
536                 char *msg;
537 
538                 if (initcall_debug) {

539                         printk(KERN_DEBUG "Calling initcall 0x%p", *call);
540                         print_fn_descriptor_symbol(": %s()", (unsigned long) *call);
541                         printk("\n");

542                 }
543 
544                 (*call)();
545 
546                 msg = NULL;

547                 if (preempt_count() != count) {
548                         msg = "preemption imbalance";
549                         preempt_count() = count;

550                 }
551                 if (irqs_disabled()) {
552                         msg = "disabled interrupts";
553                         local_irq_enable();

554                 }
555                 if (msg) {
556                         printk("error in initcall at 0x%p: "
557                                 "returned with %s\n", *call, msg);

558                 }
559         }
560 
561         /* Make sure there is no pending stuff from the initcall sequence */
562         flush_scheduled_work();
563 }

564 
565 /*
566  * Ok, the machine is now initialized. None of the devices
567  * have been touched yet, but the CPU subsystem is up and
568  * running, and memory and process management works.

569  *
570  * Now we can finally start doing some real work..
571  */
572 static void __init do_basic_setup(void)

573 {
574         /* drivers will send hotplug events */
575         init_workqueues();
576         usermodehelper_init();
577         key_init();

578         driver_init();
579 
580 #ifdef CONFIG_SYSCTL
581         sysctl_init();
582 #endif

583 
584         /* Networking initialization needs a process context */ 
585         sock_init();
586 
587         do_initcalls();
588 }

589 
590 static void do_pre_smp_initcalls(void)
591 {
592         extern int spawn_ksoftirqd(void);
593 #ifdef CONFIG_SMP

594         extern int migration_init(void);
595 
596         migration_init();
597 #endif
598         spawn_ksoftirqd();

599 }
600 
601 static void run_init_process(char *init_filename)
602 {
603         argv_init[0] = init_filename;

604         execve(init_filename, argv_init, envp_init);
605 }
606 
607 static inline void fixup_cpu_present_map(void)

608 {
609 #ifdef CONFIG_SMP
610         int i;
611 
612         /*

613          * If arch is not hotplug ready and did not populate
614          * cpu_present_map, just make cpu_present_map same as cpu_possible_map
615          * for other cpu bringup code to function as normal. e.g smp_init() etc.
616          */

617         if (cpus_empty(cpu_present_map)) {
618                 for_each_cpu(i) {
619                         cpu_set(i, cpu_present_map);

620                 }
621         }
622 #endif
623 }
624 
625 static int init(void * unused)

626 {
627         lock_kernel();
628         /*
629          * Tell the world that we're going to be the grim
630          * reaper of innocent orphaned children.

631          *
632          * We don't want people to have to make incorrect
633          * assumptions about where in the task array this
634          * can be found.

635          */
636         child_reaper = current;
637 
638         /* Sets up cpus_possible() */

639         smp_prepare_cpus(max_cpus);
640 
641         do_pre_smp_initcalls();
642 
643         fixup_cpu_present_map();

644         smp_init();
645         sched_init_smp();
646 
647         /*
648          * Do this before initcalls, because some drivers want to access

649          * firmware files.
650          */
651         populate_rootfs();
652 
653         do_basic_setup();

654 
655         /*
656          * check if there is an early userspace init.  If yes, let it do all
657          * the work
658          */

659         if (sys_access((const char __user *) "/init", 0) == 0)
660                 execute_command = "/init";

661         else
662                 prepare_namespace();
663 
664         /*
665          * Ok, we have completed the initial bootup, and

666          * we're essentially up and running. Get rid of the
667          * initmem segments and start the user-mode stuff..
668          */
669         free_initmem();

670         unlock_kernel();
671         system_state = SYSTEM_RUNNING;
672         numa_default_policy();
673 
674         if (sys_open((const char __user *) "/dev/console", O_RDWR, 0) < 0)

675                 printk("Warning: unable to open an initial console.\n");
676 
677         (void) sys_dup(0);
678         (void) sys_dup(0);

679         
680         /*
681          * We try each of these until one succeeds.
682          *
683          * The Bourne shell can be used instead of init if we are 

684          * trying to recover a really broken machine.
685          */
686 
687         if (execute_command)

688                 run_init_process(execute_command);
689 
690         run_init_process("/sbin/init");
691         run_init_process("/etc/init");

692         run_init_process("/bin/init");
693         run_init_process("/bin/sh");
694 
695         panic("No init found.  Try passing init= option to kernel.");

696 }
697 

parque

O organismo

Num dado momento da vida, células individuais não mais se separam, depois de terem se dividido. Assim surgiu um super ser que não é mais famí­lia de seres, (como algas, primeiras tentativas na direção apontada) mas um novo Eu. Dizem os biólogos que são processos bio-quí­micos que produzem essa ligação intercelular nova. Mas a nossa imaginação se recusa a imaginar processos “bioquí­micos” que resultam, por assim dizer exotermicamente, em novo Eu. Na transição dos protozoários para os metazoários houve, evidentemente, um novo saldo de camada de realidade. As sociedades que assim surgiram estão em estado de equilí­brio ainda muito mais precário que os protozoários. São seres mortais, justamente poque é precário o equilí­brio no qual se encontram. As células que formam o organismo contribuem para o seu funcionamento na base de uma divisão de trabalho. Assumem papéis variados da economia do organismo. É por isto que épocas mais otimistas encararam o organismo como uma espécie de cooperativa. Mas o nosso conhecimento mais exato não admite essa descrição otimista. A divisão de trabalho entre as células no organismo é muito imprecisa, e há, além disso, uma constante luta entre elas. A inexatidão da divisão de trabalho, e a luta entre as células chama-se “doença”. Devemos portanto dizer que, mais que cooperativa, é o organismo um campo de luta. Quando o governo do organismo, a “alma” perde o controle da luta, surge a morte. Os organismos são portanto, pelo seu projeto, não somente seres mortais mas ainda seres doentes.

FLUSSER, Vilém. A história do diabo. São Paulo: Martins, 1965.

Célula-Colaborativa João Debs-Giselle

Metarecicle-me or kill -9 -1 – me

JURAMENTO DE HIPÂCRATES

” Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discí­pulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa, aí­ entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

àquilo que no exercí­cio ou fora do exercí­cio da profissão e no conví­vio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.”
Hipócrates

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Moto Contí­nuo — O que é?

Um moto-contí­nuo seria uma máquina que operaria indefinidamente, sem consumo de energia ou ação externa, apenas por conversões internas de energia, ou seja, uma máquina totalmente conservativa, o que segundo os fí­sicos não poderia existir porque toda máquina sempre dissipa energia, por menor que seja, mas dissipa. E essa energia perdida pode ser liberada em forma de calor, som, luz e etc.

Fotografia

A Orquestra Organismo convida todxs xs violeirxs, guitarristxs, repentistxs, batuqueirxs, macumbeirxs, pianistxs para realizar uma marcha nupcial.

09/09/05, sexta, 19h00 í s 22h00 (segundo andar do SESC da Esquina) – casamento (aliança de clãs – patriarcado/matriarcado – estruturalismo e parentesco)

Ações com trocas e permutações de indí­viduos
Ação com músicos, hinário, Wilson Bustolin (mutualismo e simbiose: fungos, ácaros e pelí­culas) + Haroldo Viegas (cromointerferência e trânsito) luz, lucidez e halucinação
Filmes sobre encontros de “deriva” entre pessoas desconhecidas
Aplauso/fotoperformance (octavio,sérgio) e …
Ritual de conexão do Organismo com algum outro ORGANISMO localizado e criado externamente ao espaço da mostra
glerm, ricardo,… (hacklabimmertion). desdobramento da estrutura organismo (desafiatlux) em outras maquinas pela cidade, em conexão, nos dias sete e oito de setembro. webperformance / bolhas de sabão no dia sete (Solda)
Trabalho sobre a genealogia destes fluxos de coletividade
museu do poste (circuitos heterogêneos, goto)

e….

Too much monkey business!

New User: Mathieu Bertrand Struck
Home: Curitiba.
Ocupação: advogado, rato-de-paiol, fotógrafo…
Reading: Os inimigos da Sociedade Aberta, de Karl “um galo muito gabola” Popper. Alguns gibis.
ídalos: Corto Maltese e Capitão Ahab
Frustração: Não ter comprado uma cabeça encolhida de um í­ndio parnanguara, por volta de 1985.
Ouvindo: Modern Love, Peter Gabriel.

Bricabraque

O que terá acontecido a Baby Jane?
Vendo lonas camufladas para proteção ao Google Earth, Ligue djá.
Nataniel Jebão era mesmo Fausto Wolff?

Hopper é, muito simplesmente, mau, mas se fosse melhor pintor, não seria provavelmente um

artista tão bom” – CLEMENT GREENBERG

rooms by the sea

Rooms by the sea. 1951
óleo sobre tela 73,7 x 101,6 cm
New Haven, Connecticut, Yale University Art Gallery

Edward Hopper (1882-1967)

C U tem padroeira R I T I B A

padroeira

Prurido Anal

O prurido (coceira) da pele em torno do ânus pode ser devido a muitas causas:
“¢ Distúrbios cutâneos (p.ex., psorí­ase e dermatite atópica)
“¢ Reações alérgicas (p.ex., dermatite de contato causada por preparações anestésicas aplicadas sobre a pele, várias pomadas ou substâncias quí­micas contidas no sabonete)
“¢ Certos alimentos (p.ex., condimentos, frutas cí­tricas, café, cerveja e refrigerantes do tipo cola) e comprimidos de vitamina C
“¢ Microrganismos (p.ex., fungos e bactérias)
“¢ Infestação por parasitas (p.ex., oxiúros) e, menos comumente, infestação por sarna (escabiose) ou piolhos (pediculose)
“¢ Antibióticos, especialmente a tetraciclina
“¢ Doenças como, por exemplo, o diabetes ou doenças hepáticas, distúrbios anais (p.ex., acrocórdons, criptite, fí­stulas secretantes) e cânceres (p.ex., doença de Bowen)
“¢ Higiene deficiente, o que permite que as fezes irritem a pele, ou o uso abusivo de sabonete e a fricção excessiva
“¢ Calor e sudorese excessivos, devidos ao uso de de meias-calças e roupas í­ntimas apertadas (especialmente as que não são de algodão), í  obesidade ou ao tempo quente
“¢ Ciclo ansiedade-prurido-ansiedade Os indiví­duos com hemorróidas externas volumosas podem apresentar prurido devido í  dificuldade de manutenção da área limpa.

Tratamento

Após a evacuação, a região anal deve ser limpa com algodão hidrófilo umedecido com água aquecida. O uso freqüente de talco para bebês ou de amido de milho combate a umidade. Os cremes de corticosteróides, os cremes antifúngicos (p.ex., de miconazol) ou os supositórios emolientes também podem ser úteis. Os alimentos que podem causar prurido anal devem ser evitados durante algum tempo, para se verificar se o quadro melhora. A roupa deve ser confortável (larga) e a roupa de cama deve ser limpa e leve. No caso do problema não melhorar e se o médico suspeitar de câncer, deve ser realizada a coleta de uma amostra de pele para exame.

Corpos Estranhos

Objetos engolidos (p.ex., palitos de dentes, ossos de galinha ou espinhas de peixe), cálculos biliares ou uma massa de fezes duras podem permanecer alojados na junção entre o ânus e o reto. Além disso, objetos podem ser inseridos intencionalmente. Cânulas de enema, termômetros e objetos inseridos para a estimulação sexual podem ficar alojados no reto. Esses objetos maiores comumente alojam-se no terço médio do reto.

Uma dor súbita e intensa durante a evacuação sugere a presença de um corpo estranho, quase sempre na junção anorretal, o qual está penetrando no revestimento interno do reto ou do ânus. Outros sintomas dependerão do tamanho e da forma do objeto, do seu tempo de permanência no local e se ele causou infecção ou perfuração. O médico pode sentir o objeto ao examinar o local com um dedo enluvado. Para certificar-se que não houve perfuração do intestino grosso, pode ser necessária a realização de uma investigação abdominal, de uma sigmoidoscopia e de radiografias.

Tratamento

Se o médico conseguir palpar o objeto, um anestésico local normalmente é injetado sob a pele e o revestimento do ânus para tornar a área insensí­vel. O ânus pode então ser dilatado com um espéculo retal e o objeto é pinçado e removido. Os movimentos naturais da parede do intestino grosso (peristaltismo) geralmente fazem com que o corpo estranho desça, permitindo a sua remoção.

Ocasionalmente, quando o médico não consegue palpar o objeto ou quando o objeto não pode ser removido através do reto, a cirurgia exploradora é necessária. O indiví­duo é submetido a uma anestesia regional ou geral, de modo que o objeto possa ser delicadamente movido em direção ao ânus ou que o intestino grosso possa ser aberto para a remoção do objeto. Após a remoção, o médico realiza uma sigmoidoscopia para verificar se houve perfuração ou qualquer outro tipo de lesão retal.

SER SANTA NÃO É FíCIL!

Circuitos Heterogêneos / Surface Tension

SURFACE TENSION – CIRCUITOS HETEROGÃ?Å NEOS – COISA PÚBLICA

– Cineton. Bruno Lechowski, Varsóvia, 1925.

A partir de meados dos anos 90 algumas novas estratégias de circuito artí­stico têm se efetivado no panorama brasileiro. Denominamos usualmente esse fenômeno como “coletivos de artistas”, “espaços alternativos” ou “arte de ativismo cultural”. Considero “circuitos heterogêneos” um termo mais apropriado, considerando essa heterogeneidade como a capacidade de afirmação coletiva de certos pensamentos, estratégias, poéticas e identidades que fogem aos critérios e valores da ordem predominante. Isso concretiza-se no sistema das artes como um compartilhamento e circulação de novas e diferentes produções, idéias, artistas e produtos. Denominações como “Circuitos autogeridos” ou “autodependentes” ou ainda “redes de trocas culturais” funcionam também como sinônimos dessa definição, incorporando reflexões pertinentes. Dentro desse ambiente da produção contemporânea – os “circuitos heterogêneos” – iniciativas como o Arquivo Bruscky (Recife), Torreão (Porto Alegre), Agora (Rio de janeiro), Capacete (Rio de Janeiro) e Galeria do Poste (Niterói) surgem como precursoras, e desde então muitas outras vem se afirmando. As revistas de arte editadas por artistas constituem-se também numa ação análoga, agregando diferentes discursos e práticas estéticas. Hoje está evidenciado que esse fenômeno é algo que ecoa mundialmente, reabrindo espaços para o exercí­cio de uma arte experimental crí­tica, envolvida com o entorno social, capaz de propor novos pensamentos sobre o mundo contemporâneo.

O que de mais importante pode se afirmar através desses circuitos artí­sticos é a potencialidade da reiterpretação dos códigos culturais e a dimensão simbólica da arte na afirmação de novas perspectivas de entendimento sobre o mundo. Através da reinvenção da linguagem artí­stica é possí­vel inserir alguma intervenção real nas práticas sociais cotidianas, é possí­vel reavaliar e até alterar alguns rumos culturais, na microestrutura social de uma cidade, por exemplo. Isso, entretanto, não é algo menor, ao contrário: a ação polí­tica é sempre situacional (Alain Badiou), ou seja, leva em consideração seu próprio tempo e espaço. “Pensar global e agir localmente”. Isso reflete uma dimensão polí­tica da arte, pois analisa-se a arte em sua dimensão cultural/polí­tica e não mais em sua perspectiva exclusivamente artí­stica/estética (Cildo Meireles/ Inserções em Circuitos Ideológicos). Assim, uma arte e um conhecimento sem fronteiras encontra sua razão de existência quando dialoga com seu próprio tempo e espaço, e pode transversalizar sua autoreferencialidade (Felix Guattari, Pierre Bourdieu, Hans Haacke), pode manifestar também suas relações de singularidade.

– Casina. Proposta de Carla Vendrami, Milão, 1992.

Certamente o atrito entre arte X cultura, estética X polí­tica, forma X conteúdo, etc, é algo que tensiona a produção artí­stica desde há muito tempo, e só para relembrarmos novamente algumas investidas nesse sentido, basta pensarmos em diferentes aspectos dessa questão inerentes í  produção dos dadaí­stas (notadamente os de Berlim), da Bauhaus, dos Construtivistas russos, do grupo Fluxus, de Joseph Beuys, Hans Haacke, André Buren, Cildo Meireles, pontuando aqui algumas experiências temporalmente mais próximas e cujas poéticas já são patrimônio da humanidade. Existem outros referencias, alguns mais distanciados na história, como Goya, ou ainda pouco conhecidos, como Bruno Lechowski e sua tenda nômade para exposições, o Cineton, com a qual o artista percorreu diversas cidades da Europa e Brasil já nos anos 20. Em Curitiba, essa ancestralidade pode ainda ser lembrada na própria passagem de Lechowski pela cidade em 1925, na radical revista de arte Joaquim, dos anos 40, nos Encontros de Arte Moderna e Art Show, nos anos 70, nos grupos Sensibilizar e Motocontí­nuo, nos anos 80.

– 31 de março de 64. Sensibilizar, Curitiba, 1984.

Uma afirmação possí­vel é a de que, quando na década de 80 o mundo viveu a derrocada de diversas perspectivas socialistas, simultaneamente a uma onda neoliberal de proporções mundiais, também no meio artí­stico isso repercutiu, com a desvaloração da arte mais experimental e crí­tica deflagrada nos anos 60 e 70, e com a retomada de uma arte da linguagem descomprometida com seu entorno social; da “volta í  pintura” í s poéticas formalistas. Obviamente o experimentalismo mais radical e crí­tico nunca deixou de ocorrer, entretanto tentou-se, de certo modo, abafá-lo enquanto perspectiva contemporânea.

– Cartazes de rua. Moto Contí­nuo, Curitiba, 1983.

O desafio no presente é identificarmos quais as atuais bases de ação para a nossa arte. Há diferenças com o que já foi feito, nosso tempo propõe outras necessidades, somos fruto de outra(s) sociedade(s). No Brasil e na América Latina, por exemplo, muito da arte de cunho polí­tico realizada nos anos 60 e 70 originava-se numa dinâmica de resistência cultural e embate com a ditadura. Hoje não há uma ditadura instituí­da, e os mecanismos de opressão encontram-se muito mais dissimulados no dia-a-dia. A questão não é também focarmos unicamente no “novo pelo novo” como sendo esse o próprio objetivo – seja isso mí­dia, linguagem, ou estratégia – mas sim, como reinterpretamos nossa sociedade pela arte e através dela contribuirmos para uma vida mais consciente, libertária, justa e criativa. Não é só a “linguagem” que está em jogo, é a própria humanidade.

– Ã?â?nibus. Paranáparapostepara. Proposta de Margit Leisner, Niterói-Curitiba-Nitrói, 2002.

Há um paralelo importante entre a “lógica e a prática” dos atuais “circuitos artí­sticos heterogêneos” com o pensamento de Alain Badiou. Uma sincronia entre arte e filosofia. Badiou considera que uma ação polí­tica possí­vel na contemporaneidade não deve contentar-se no embate direto com as lógicas do “mercado global” e do “Estado”, as quais propagam, por natureza, uma relação de homogeneização social. Não devemos nos contentar com isso porque, dentro dessa dinâmica, estarí­amos incorporando os próprios parâmetros de espaço/tempo propostos tanto pelo “Estado” quanto pelo “mercado”. Antes disso, é a proposição da heterogeneidade das coletividades dentro do fluxo social o movimento que melhor abre perspectivas de afirmação de diferentes espaços/tempos, outras formas de ver, pensar e sentir o mundo. Isso é, já na origem, o que de mais radical pode haver contra a lógica homogeneizante. Essa perspectiva é a “polí­tica heterogênea”. Há um paralelo possí­vel com o sistema das artes e seus diferentes circuitos. Não entrar na lógica, tempo, espaço e relações de poder estabelecidos pelas instituições culturais, galerias e mercado de arte, com todos os seus ví­cios de relação (e no Brasil esses ví­cios são ainda mais acentuados, visto a precariedade social em que vivemos). Entretanto, podemos pensar a possibilidade de afirmação de novas dinâmicas e parâmetros, tempos e espaços próprios. Há aí­ uma liberdade, e um posicionamento polí­tico. Isso fundamenta o conceito de “circuitos heterogêneos”. Os artistas não precisam ser autorizados por nenhuma instituição, nem mediados por nenhum outro agente cultural, para efetivar seu diálogo com o “outro”. O artista, dentro da potencialidade conceitual de seu trabalho, reinventa o próprio sistema das artes, não está submisso a ele, é ele quem afirma a arte na sociedade. Quando uma parceria institucional se apresenta como viável, isso pode ocorrer como um diálogo, troca, reconceituação; não como uma conformidade.

– Desfile de carros alegóricos em miniatura do Carnaval da Escola de Samba Unidos do Botão. Curitiba.

Além dos espaços e programações gerenciados por artistas há também as propostas que se constroem diretamente na participação criativa, proporcionando microinserções de dinâmicas artí­sticas no cotidiano das cidades. São também “circuitos heterogêneos”. Muitos trabalhos artí­sticos contemporâneos podem ser compreendidos por esse viés, a exemplo das propostas da dupla Maurí­cio Dias e Walter Riedweg (Brasil/Suí­ça), Eduardo Aquino e Karen Shanski (spmb – Brasil/Canadá), Ricardo Basbaum (Rio de Janeiro), Giordani Maia (Rio de Janeiro), Rubens Mano (São Paulo), o grupo A Revolução Não Será Televisionada (São Paulo), entre outros. Pensando ainda numa experiência “brasileira”, também nessa perspectiva há antecedentes nas poéticas de Caminhando de Lygia Clark, nos Parangolés de Hélio Oiticica, e no projeto Inserções em Circuitos Ideológicos de Cildo Meireles, Trouxas Ensangüentadas, de Artur Barrio, entre outros. Localmente alguns artistas também desenvolvem mais sistematicamente propostas focadas numa dinâmica de circuitos, participação e diálogo social, como nos trabalhos de Carla Vendrami, Laura Miranda e Denise Bandeira, Tania Bloomfield, Ana González, Hélio Leites, Octávio Camargo, Rubens Pillegi (Londrina), Cristiane Bouger, Ari Almeida, Cimples, Margit Leisner, Cleverson Salvaro. Há também as dinâmicas propostas por coletivos de jovens artistas, como o InterluxArteLivre (Paradox, Muzca, Dimaxx, Olho, Marc Bullet) e o Organismo (Guilherme Soares, Lucio Araújo, Nillow e Octávio Camargo), além dos fluxos gerados nos espaços autogeridos por artistas, como o Museu do Poste, ACT/Ciclo Multiárea, Espaço Umbigo, A Grande Garagem que Grava e Companhia do Abração, entre outros. Obviamente meu interesse e prática individuais também convergem para esse manancial poético/polí­tico dos “circuitos heterogêneos”, e venho propondo algumas ações construí­das na participação criativa (como as propostas Contatos e Remix Corpobras, por exemplo) ou em ações de inserção crí­tica (como os projetos Ocupação e Arte para Salão, entre outros). Há ainda uma outra vertente de ação, a qual denomino EPA! (Expansão Pública do Artista), minha expansão pública, no caso. Com a EPA! proponho ações de pesquisa teórica, organizo eventos, curadorias e publicações, focando sempre numa produção cultural coletiva e agenciando outros artistas e instituições como participantes e/ou parceiros. O repertório de interesse teórico da EPA! está centrado nas produções de arte crí­tica, as quais muitas vezes fogem do foco de interesse prioritário das Instituições culturais tradicionais e do mercado de arte. A EPA! busca assim contribuir para a multiplicação do pensamento crí­tico e incentivar a prática de circuitos artí­sticos autogeridos.

– Ocupação, Goto, Curitiba, 1999.

Há algo ainda que considero pertinente resgatar para nosso diálogo que se inicia, uma conceituação gerada pela dupla Eduardo Aquino e Karen Shanski, do grupo spmb. Eles vivem simultaneamente em duas cidades, São Paulo – SP (sp), Brasil, e Winnipeg – Manitoba (mb), no Canadá. Dentro da proposta da dupla há uma questão reincidente: a possibilidade de se interpretar o mundo a partir de um olhar “americano” gerado a partir de outras experiências de “América”, uma fusão de experiências americanas de origem latina, aglo-saxônica, afro, indí­gena, etc, etc. Uma alternativa de pensamento í  tradição e predominância cultural difundidas por EUA e Europa. spmb alimenta-se também das idéias de uma geografia sem fronteiras enunciadas por Guillermo Gómez-Peí±a e da inversão dos rumos do pensamento proposto por Torres-Garcí­a: “nosso norte é o sul”. Como prática, tentam “dobrar” o mapa das “Américas”, aproximando distintas experiências vivencias. No caso especí­fico, buscam misturar Canadá e Brasil, gerando poesia e reflexão. E essa é uma possibilidade muito distante das guerras diplomáticas travadas na Organização Mundial de Comércio entre Brasil e Canadá por conta de suas respectivas indústrias aeronáuticas de ponta…

– Museu do Poste. Proposta de Octávio Camargo, Curitiba, 2002

Em nosso contato BRASIL/EUA, algo dessa tensão geográfica está por se iniciar, Califórnia/Paraná. Isso é uma perspectiva instigante. Gostaria que a fala resultante desse nosso diálogo – Surface Tension – pudesse se articular como fruto de nossa própria autogestão cultural, gerando nossos próprios espaços/tempos. Proponho a nós mesmos agora o desafio de deixarmos de lado inclusive eventuais parcerias com o sistema institucional tradicional – sejam museus ou galerias comercias. E alimento também o desejo de que nosso diálogo reverbere também como uma ação prática, uma ação direta no âmbito da cidade ou de seus fluxos culturais, aqui ou aí­, ou em ambos os lugares. Uma ou mais ações fundadas em nossas distintas singularidades e em nossa troca cultural.

– Contatos. Proposta de Goto, Recife, 2002.

Em termos práticos, venho pensando numa ação de interesse coletivo e artí­stico, a qual tenho denominado de “coisa pública”, para a qual em breve (próxima semana) pretendo compartilhar um iní­cio de reflexão e participação.

Saudações,
Goto
Curitiba, 31/08/2005.

não importa o título


era uma vez um cara com piriri
quando voltava de santos não deu pra aguentar
e soltou um independencia ou morte…
josé bonifácio comentou:

QUE CAGADA


A PEDIDOS DO PAJÉ GÃ?Å 

bolhas de sabão

Fim de Desfiletlux

CARAMURU, A INVENÇÃO DO BRASIL

2005 – 1822 – 1781 – 1510
Canto I

Na primeira estrofe, o poeta introduz a terra a ser cantada e o herói – Filho do Trovão -, propondo narrar seus feitos (proposição). Na estrofe seguinte, pede a Deus que o auxilie na realização do intento (invocação), e da terceira í  oitava estrofes, dedica o poema a D. José I, pedindo atenção para o Brasil, principalmente a seus habitantes primitivos, dignos e capazes de serem integrados í  civilização cristã. Se isso for feito, prevê Portugal renascendo no Brasil. Da nona estrofe em diante, tem-se a narração. A caminho do Brasil, o navio de Diogo ílvares Correia naufraga. Ele e mais sete companheiros conseguem se salvar. Na praia, são acolhidos pelos nativos que ficam temerosos e desconfiados. Os náufragos, por sua vez, também temem aquelas criaturas antropófagas, vermelhas que, sem pudor, andam nuas. Assim que um dos marinheiros morre, retalham-no e comem-lhe, cruas mesmo, todas as partes. Sem saber o futuro, os sete são presos em uma gruta, perto do mar, e, para que engordem, são bem alimentados. Notando que os í­ndios nada sabem de armas, Diogo, durante os passeios na praia, retira, do barco destroçado, toda pólvora e munições, guardando-as na gruta. Desde então, como vagaroso enfermo, passa a se utilizar de uma espingarda como cajado. Para entreter os amigos, Fernando, um dos náufragos, ao som da cí­tara, canta a lenda de uma estátua profética que, no ponto mais alto da ilha açoriana, aponta para o Brasil, indicando a futuros missionários o caminho a seguir.Um dia, excetuando-se Diogo, que ainda estava enfermo e fraco, os outros seis são encaminhados para os fossos em brasa. Todavia, quando iam matar os náufragos, a tribo do Tupinambá Gupeva é ferozmente atacada por Sergipe. Após sangrenta luta, muitos morrem ou fogem; outros se rendem ao vencedor que liberta os pobres homens que desaparecem, no meio da mata, sem deixar rastro.

essa é pra você solda

Um fato curioso, ligado í  Marquesa de Santos, ocorreu nos Outeirinhos, sí­tio que fora de José Bonifácio, o Patriarca da Independência, í  beira-mar, fronteiro ao canal do Estuário. No local havia penhascos com risco de naufrágio aos navios veleiros que entravam e saí­am do porto e nessa perigosa formação rochosa havia uma com estranhas caracterí­sticas, mais parecendo “um sí­mbolo de antigos cultos obcenos”, segundo observa Alberto Rangel (D. Pedro I e a Marquesa de Santos). E que o povo santista havia consagrado í  marquesa aquele penhasco de forma esquisita, admitindo ainda que aquilo não passava de um “marco escandaloso”, pois representava, segundo os comentários da época, as “armas da Marquesa”. Concluindo, que os maudosos encontraram na coincidência e capricho do penhasco a celebração de mais um de seus “opróbios e chacotas”.

Tal penhasco foi totalmente arrasado por ocasião da construção do porto, naquele trecho. Posteriormente surgiu, um pouco mais além, para os lados da Bacia do Macuco, um bairro chamado de Pau Grande. (N.E.: o local, que não chegou a se tornar bairro, tem outra explicação para tal denominação: seria derivada de uma frondosa figueira ali existente).

Seu Fogo Foguinho

demonao

“D. Pedro I viveu um dos romances mais famosos do século XIX com a Marquesa de Santos, e dessa relação de sete anos nasceram quatro filhos, dos quais duas filhas sobreviveram. O casamento de D. Pedro I com D. Amélia, em 1829, pôs fim a esta ligação, e a Marquesa retirou-se para São Paulo, onde casou-se com o brigadeiro Rafael Tobias, futuro presidente da proví­ncia.

“D. Pedro escreveu numerosas cartas í  Marquesa, muitas das quais encontram-se hoje em instituições públicas como o Instituto Histórico e a Biblioteca Nacional. A maior parte já foi publicada, mas alguns textos foram omitidos por pudor ou ainda censurados pelo historiador Alberto Rangel, que estudou a correspondência no começo do século.

“O imperador assinava de diversas maneiras, desde o mais formal Imperador até Seu Fogo Foguinho, passando por O Demonão, e chamava a amante diversamente de Marquesa, Querida Marquesa, Filha etc. Esta carta inédita escapou ao crivo de Rangel e relata o que parece ter sido um susto dado í  Marquesa por seu cavalo Lagarto, que o cavalariço Ricardo deveria ter acostumado melhor ao rabixo que a Marquesa já havia usado anteriormente com ele. A carta revela o quanto os mí­nimos episódios do cotidiano de sua amante mobilizavam a atenção do Imperador”.

Simplício Maria das Necessidades

FICO

hackeado de: www.novomilenio.inf.br

Pressionado pelas Cortes Constituintes de Lisboa para que voltasse a Portugal, o que significaria esvaziar o poder da monarquia no Brasil, D. Pedro I cedeu entretanto aos pedidos brasileiros para que ficasse no Brasil. Essa decisão foi anunciada em 9 de janeiro de 1822.

Um rascunho da carta com essa decisão, escrita pelo prí­ncipe sob o pseudônimo de Simplí­cio Maria das Necessidades (acima, a última folha, com essa assinatura) é conservada no Museu Imperial de Petrópolis/RJ:

Ataque ao sete de setembro

“Desgraçado e miserável rapaz.” “Rapazinho.” Nas cortes de Lisboa, era assim que o chamavam. Corria o ano de 1822, e os dois Portugal, o de cima e o de baixo, o Portugal europeu e o outro, também chamado Brasil, eram sacudidos por idéias de reforma, agitação, impulsos contraditórios de libertarismo e autoritarismo, descentralização e centralismo. (…) Rapazinho, no sentido próprio, ele era mesmo – um menino de 23 anos, criado meio ao abandono, entre os escravos e as pessoas do povo do Rio de Janeiro.
No dia sete de setembro ele voltava de Santos para São Paulo, alvoroçado por dois motivos. Um era uma disenteria que lhe carcomia as entranhas. Outro era a pressa de encontrar dois emissários que sabia estarem chegando [sic] do Rio de Janeiro com más notí­cias. [Traziam papéis que] davam conta de resoluções das cortes que avançavam no propósito de fazer o Brasil regressar í  condição de colônia.
O que se seguiu, (…) segundo Canto e Melo; o prí­ncipe, depois de um “momento de reflexão”, afirmou: “É tempo! Independência ou morte! Estamos separados de Portugal!” Segundo Belchior, dom Pedro, terminada a leitura dos documentos, perguntou: “E agora, padre Belchior?” O padre respondeu que, se dom Pedro não se fizesse logo rei do Brasil, “seria prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas.” Dom Pedro caminhou alguns passos silenciosamente, prossegue Belchior, (…). De repente parou e disse: “Padre Belchior, eles o querem, terão a sua conta. As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de ââ?¬Ë?Rapazinhoââ?¬â?¢ e ââ?¬Ë?Brasileiroââ?¬â?¢. Pois verão agora quanto vale o Rapazinho. De hoje em diante nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal.”
Roberto Pompeu de Toledo (Ataque ao sete de setembro, Veja, 13/09/95)


Na í­ntegra: http://www.doutrina.linear.nom.br/artigos/artigos.htm#ant