Em Trânsito / Casa Hoffmann

Prezados amigos,

Neste domingo, dia 25, í s 16 horas, o Ciclo de Ações Performáticas retoma suas atividades. Para quem não conhece, o evento foi uma iniciativa independente dos bolsistas do Centro de Estudos do Movimento da Casa Hoffmann, e durante 2003 e 2004, movimentou a cena curitibana, com trabalhos e discussões de artistas de diversas áreas, trazendo um olhar crí­tico e possibilitando um espaço em que essas pesquisas pudessem ser desenvolvidas.

Este ano, depois das negociações com a nova gestão sobre os rumos que seriam dados í  Casa, chegamos a esse formato: uma série de conversas que de certa forma falam de trajetórias – polí­ticas, estéticas, teóricas – trajetórias que se relacionam com as tantas decisões que tomamos ao fazer nossos trabalhos.

O primeiro encontro reúne oito artistas para começarmos uma conversa sobre a trajetória da performance art (inclusive para nos perguntarmos o que é isso) – a performance que vem acontecendo em Curitiba, desde a década de 1980 até hoje, a performance como influência na produção de outras linguagens. Isso também serve para que nos conheçamos um pouco mais, para que curitibanos comecem a olhar com mais cuidado para o que se produz em Curitiba, e percebamos como criamos e somos criados pelo que acontece aqui.

Os artistas convidados são Leila Pugnaloni (Grupos Convergência e Bicicleta), Rossana Guimarães ( Moto Contí­nuo e Bicicleta ), a coreógrafa Rocio Infante, a encenadora e performer Cristiane Bouger (falando da Casa Hoffmann), a performer Margit Leisner, os artistas visuais e performers Octávio Camargo, Tony Camargo e Orlando Muzca (integrante do Interluxartelivre).

Este mapeamento está no iní­cio, e convidamos a todos para participar dessas descobertas, nos ajudar a estabelecer esses ví­nculos, e contribuir da forma que for possí­vel para o começo de uma comunidade artí­stica. Uma comunidade crí­tica, mas não por isso menos diversa – para que, na diversidade, possamos encontrar meios comuns, e o trabalho de cada um seja um caminho aberto para todos.

Cristiane Bouger

Serviço: Ciclo de Ações Performáticas – Em Trânsito. Curadoria: Cristiane Bouger, Gustavo Bitencourt e Neto Machado. Abertura: dia 25/9 (domingo), í s 16h. Casa Hoffmann. R. Claudino dos Santos, 58 (em frente ao bar Sal Grosso) – Largo da Ordem. Tel.: 3321.3232 / 3321.3228. ENTRADA FRANCA.

Desafiatlux – Convocação para o Desmonte

Hoje a tarde (sábado-24/09) estaremos iniciando o processo de desocupação do SESC da Esquina,
Se alguém tiver algum material que queira de volta >>> APAREÇA.
João Debs, você que queria fazer as fotos que mencionou…

O ritual de morte dia 30/09 – será em espaço público,
sugestões para ações estão abertas.

abraço,

Lúcio

Lanche no SESC!

Que Sopa Campbells que nada!

Que Kinder Ovo que nada!

Que Antropofagia que nada!

Lanche no DesafiatLux

Abaixo o pão ázimo, queremos coxinhas e risólis cognitivos!

Fora com o jejum, queremos galetos metafí­sicos e enroladinhos-de-vina logosóficos!

Galetos

Saí­ hoje do Sesc da Hesqüina como se tivesse comido o Bispo Sardinha em pessoa. Tava muito massa.

Saber é alimento.

Katia Horn

Tem um planeta sob os meus pés
quando eu caminho
ele gira no seu eixo
e eu deixo
que ele gire enquanto eu caminho.
Eu vou tranquilo
ele é a roda
eu sou o esquilo
e ele só gira porque eu caminho.
Sob o comando dos meus dois pés
a noite chega em Madagascar
e o sol transita em outro lugar.
Se eu sento um pouco
o tempo pára….
Mundo parado, qual o destino…
por quatro horas o sol a pino

POLAVRA


Hoje apartir das 19:00 no
desafiatLux



Don Suelda del Itararé
Lí­gia Borba
Paulo Bearzoti


Laura Moosburger
Octávio Camargo
Giselle Nienkí¶tter


João Debs
Quem quiser

Glerm Soares

Mario Domingues
Sálvio Nienkí¶tter
Lucio Araujo


Patricia Reis Braga
Katia Horn


Os federais


Nils Skare
Marcel Albiero

Jorge Brand

Claudete Pereira Jorge
Jorge Piqué
Irene Boschiero
Carlão K.


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A Justa Razão Aqui Delira

“Ergo sum, aliás, Ego sum Renatus Cartesius, cá perdido, aquí­ presente, neste labirinto de enganos deleitáveis – vejo o mar, vejo a baí­a e vejo as naus. Vejo mais. Já lá vão anos III me destaquei de Europa e a gente civil, lá morituro. Isso de “barbarus – non intellegor ulli” – dos exercí­cios de exilio de Ovidio é comigo. Do parque do prí­ncipe, a lentes de luneta, contemplo a considerar o cais, o mar, as nuvens, OS ENIGMAS e OS PRODíGIOS de BRASILIA. “

O filósofo Renatus Cartesius, nome fantasia de Rene Descartes e protagonista mí­tico do Catatau, delira no clima sub equatorial de Olinda, atormentado pelos pernilongos, pela febre, e pela erva que lhe deram para fumar. Descartes, que pesquisou profundamente as estruturas do pensar, encontrou nos trópicos uma realidade ainda não contabilizada. Com seu telescópio, o verrykikker, mantém os olhos fixos em Brasí­lia, nome em latim de nossa terra, e sede administrativa da república. A imagem do herói épico Leminskiano, é a do artista ativista, preocupado com o entorno social e refletindo a sua inscrição histórica no universo da linguagem. A ação “Leminski”, no Guaira amanhã, retorna este traço distintivo da atitude do poeta frente aos novos meios de comunicação e produção artí­stica disponí­veis no mundo comtemporâneo. A dramaturgia da peça vem se desenvolvendo através da web na Listaleminski, em Hackeando Catatau, no Embaplab, e no espaço colaborativo Desafiatlux no Sesc da Esquina.
A ação teatral, extendida já por quatro meses através da comunicação eletrônica e das atividades agendadas pela orquestra organismo, vem integrando diferentes gerações de artistas e ativistas da inclusão digital, da produção audiovisual, e da multiplicação do conhecimento dos sistemas operacionais em código aberto e do uso das ferramentas livres.

Convidando os 10enhistas

Marco Jacobsen, Solda, Paixão, Marchesini, Miran, Rettamozo, Dante, Benett, Pryscila Vieira e Tiago Recchia estão intimados a participar da OFICINA DE ANIMAÇÂO COM SOFTWARE LIVRE. Data a combinar.

comentários???

SEMPRE


Uma irreverência demolidora contra todos os conceitos preestabelecidos fazia parte de seu caráter, em certa medida complementando um espí­rito inquisidor que buscava incessantemente novas formas de expressão aceitando todos os tipos de desafios.
Aliado a esta inquietação criativa um humor mordaz e crí­tico permeava sua existência. Um senso de humor universal com uma base tipicamente judaica fundamentado no non sense mais absoluto.

Sua produção artí­stica refletia fielmente sua personalidade, tendo como bases estéticas o grotesco e o absurdo, a chamada “mistura de ní­veis ontológicos”, ou seja, o humano integrado ao mecânico, o mineral ao orgânico, mas sempre em um contexto bem humorado e satí­rico.

POLAVRA




23 de setembro no desafiatLux


Don Suelda del Itararé
Lí­gia Borba
Paulo Bearzoti

Laura Moosburger
Octávio Camargo
Giselle Nienkí¶tter

João Debs
Quem quiser
Glerm Soares

Mario Domingues
Sálvio Nienkí¶tter
Lucio Araujo

Patricia Reis Braga
Katia Horn

Os federais

Nils Skare
Marcel Albiero
Jorge Brant

Claudete Pereira Jorge
Jorge Piqué
Irene Boschiero
Carlão K.


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Bestiário do Catatau

tatu
esferas rolando de outras eras
escarafuncham mundos e fundos
saem da mãe com 71 dentes
dos quais 10 caem ali mesmo
25 ao primeiro bocado de terra
20 o vento leva, 14 a água e 1 desaparece num acidente

tamanduá
esparrama a lí­ngua no pó de incerto inseto
fica de pé
zarolho de tão perto,
cara a cara,
alí­, aí­,
esdruxula num acúmulu
e se desfaz eclipsado em formigas.

ARAPONGA

ma