o triângulo quer dizer “toque”
favor abrir o código, ou por ali, ou por aqui
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“Quanta”, por Mathieu Struck
WINDOWS MEDIA PLAYER, WINAMP ou VLC? – Considerações sucintas sobre o background técnico, formal e legal da questão (e, mais do que isso, sobre os aspectos ontológicos da pergunta).
A mostra artístico-tecnológica ConSerto (19/03/2007 a 01/04/2007, Curitiba, Brasil), protagonizada pela Orquestra Organismo, está, no momento de redação deste ensaio, a todo vapor.
Ainda em seu início, a mostra já pode se considerar pródiga em ter demonstrado – experimental e empiricamente – o amplo espectro de possibilidades da produção audiovisual em ambientes operacionais complexos arquitetados em software livre e/ou open source.
Um dos experimentos mais eloqüentes do ConSerto é a Rádio Pulso Maestro, uma estação experimental de rádio, transmitida por streaming digital. Toda a cadeia de software necessária para a sua viabilização técnica – do sistema operacional propriamente dito aos programas mais específicos voltados para a transmissão – está construída em código aberto/livre, desmistificando conceitos ainda largamente vigentes a respeito da usabilidade de tais ferramentas.
Ao vivo, a rádio tem ofertado uma programação muito consistente, com transmissões musicais de artistas locais e dôoutras bandas, recitações poéticas e literárias (notadamente a leitura de trechos selecionados de O Tempo e o Vento, por Sálvio Nienkí¶tter), entrevistas, rodadas de debate, além do próprio fluxo de ambientação sonora e verbal da instalação. Todo esse conteúdo é disponibilizado ao público sob licenças de livre compartilhamento, das quais se destaca a GFDL.
Dado o caráter intencionalmente experimental da mostra ConSerto – e as questões palpitantes nela veiculadas – muitas dúvidas tem surgido na sua comunidade de experimentadores (artistas e público). A Rádio Pulso Maestro, como um dos mais emblemáticos exemplos de tal interação alquímica, não poderia ser a exceção.
O presente ensaio pretende abordar topicamente – e sob perspectivas diversas – algumas dificuldades conceituais sentidas pelos usuários da rádio em questão – e pelo próprio autor.
Primeiramente, deve-se observar que a recepção do sinal de streaming da Rádio Pulso Maestro, exatamente como em outras iniciativas de código aberto, depende de uma postura [cri]ativa do usuário. Longe de disponibilizar um cômodo player de áudio embutido em sua própria página (no qual o usuário apenas apertaria singelamente algumas teclas para receber passivamente o sinal transmitido), a rádio, com certa crudeza, oferta unicamente um espartano hiperlink para a recepção de seu sinal.
Conceitualmente, isso se justifica, pois de acordo com a proposta de ConSerto, cabe ao usuário livremente decidir a melhor forma – dentre diversas disponíveis – de acessar dita hiperligação e escutar a rádio. Apenas como uma sugestão descompromissada, a página da Rádio Pulso Maestro indica o programa de execução de áudio e vídeo VLC, desenvolvido pelo projeto Videolan.
Como intencionalmente se previa na concepção de ConSerto, diversos usuários da rádio mostraram-se perplexos e em dúvida. Muitos deles – alguns quase que a arrancar os cabelos – questionaram se não poderiam acessar a rádio mediante, por exemplo, o programa Windows Media Player (incluído no sistema operacional homônimo) ou mesmo mediante o relativamente popular player de áudio Winamp, de distribuição gratuita na rede (ao menos em sua versão mais básica).
Levados a experimentar o VLC, mesmo após alguns previsíveis périplos, tais usuários se surpreenderam com sua própria capacidade de rotear sponte proprio, o acesso í informação antes considerada inacessível por um hermetismo apenas aparente.
Tais questionamentos suscitaram, sob demanda, uma rodada interdisciplinar de discussões em ConSerto com o propósito de compartilhar subsídios técnicos, simbólicos, legais e filosóficos com o público da mostra. Há, nesse particular, uma dupla hélice argumentativa a considerar.
De um lado, ConSerto tem como objetivo demonstrar ritualisticamente, mediante processos em andamento em permanente e camaleônica transformação simbólica, a viabilidade de acesso e manipulação de conteúdos culturais e artísticos com ferramentas de software livre ou de código aberto. Por essa razão conceitual, sugeriu-se, na página da Rádio Pulso Maestro, o uso – meramente exemplificativo – do programa VLC, um software livre.
De outro lado, deve-se considerar que a execução de arquivos de áudio e vídeo em computadores pessoais é absolutamente massificada e é exponencialmente crescente. A principal suite proprietária do mercado (Microsoft Windows) disponibiliza um player de áudio e vídeo integrado simbioticamente ao seu sistema operacional. Há literatura técnica suficientemente disponível para listar uma série de limitações técnicas e de segurança de tal programa, mas este não é o propósito do presente ensaio.
O fato é que um percentual significativo dos usuários de computadores pessoais se mostra satisfeito com o que tal programa lhes oferece, sem maiores questionamentos ou mesmo presumindo a inexistência de outras opções. Outro contingente de usuários, ao se dar conta da efetiva existência de alternativas, passa a ter acesso a uma série de programas rivais ao Windows Media Player, dos quais se poderia citar, exemplificativamente, Winamp, Sonique, Musicmatch, BSPlayer, entre uma infinidade de outros exemplos disponíveis em rede. Todos esses programas podem ser obtidos gratuitamente na internet, seja em suas versões completas ou parciais, conforme o caso.
Embora gratuitos, esses programas não são exemplos de software livre ou mesmo de código aberto. Associar a gratuidade í liberdade de uso ou ao acesso í fonte, nesse particular, é um equívoco conceitual de conseqüências dramáticas.
Nestes exemplos de programas de obtenção gratuita na rede, ao usuário se permite obter, sem custos, um mero pacote executável do programa, não se fornecendo qualquer acesso í s entranhas propriamente ditas do programa (o código-fonte ou source do programa) e nem se conferindo ao usuário certos direitos de modificação e redistribuição. Do que se conclui que tais programas podem ser gratuitos, mas não são livres.
Além disso, não raro tais programas – ao manterem seu código na condição de mistério arcano – trazem em seu âmago dispositivos maliciosos não-autorizados pelo usuário (ou que este razoavelmente não autorizaria se soubesse de sua existência), tais como monitoradores de tráfego, hábitos ou conteúdo, geradores de estatísticas, cookies para observação de padrões de uso ou mesmo disseminação de spam por meio de anódinos (?) registros para recebimento de mailing.
É nesse ponto (e não apenas do ponto de vista estritamente funcionalista ou técnico) que se tornam intuitivas as vantagens de se estimular uma cultura de uso dos programas livres ou de código aberto, não apenas para executar arquivos de áudio e vídeo, mas para muitas outras necessidades do quotidiano computacional, especialmente no que se refere í necessidades relacionadas í geração e ao compartilhamento de dados.
No caso que veio a ilustrar o presente ensaio, o programa VLC é apenas uma dentre as diversas opções de software livre para a execução de arquivos de áudio e vídeo. Considerando que novas iniciativas nesse segmento surgem todos os dias, elaborar uma lista seria ilusório, mas poderiam ser citados, exemplificativamente, os programas Kaffeine, KPlayer, Ogle, Songbird, Audacious (disponibilizados sob a licença GPL), Banshee (licenciado sob MIT) e MusikCube (licenciado sob BSD) e o próprio VLC, que tem a vantagem de ser facilmente instalável na plataforma Windows.
Cada um desses exemplos tem um conjunto de funcionalidades e atrativos distinto, mas tem em comum com os demais o acesso irrestrito e total ao código fonte, aliado (em maior ou menor grau conforme a licença) í livre possibilidade de modificações, alterações ou melhorias por quem se sentir habilitado para tanto.
Mesmo para o usuário que não se interesse por códigos de programação, a simples garantia de que o acesso í fonte será possível já representa uma vantagem conceitual de vulto (inclusive do ponto de vista da privacidade, da individualidade e do anonimato legal, valores sob ameaça constante na contemporaneidade), já que passa a ser possível saber exatamente o que está sendo executado no ambiente operacional do usuário e, com isso, prevenir a execução de códigos ou ordens parasitárias, nocivas ou invasivas. Isso apenas no que se refere ao fato do código ser aberto, sem mencionar outras possibilidades e potencialidades geradas pelo licenciamento livre.
É oportuno ilustrar que a maioria dos programas mencionados conta com comunidades de usuários extremamente ativas e férteis que, de forma orgânica e colaborativa, encontram soluções e incrementos técnicos que garantem a evolução de sua usabilidade e, por conseguinte, da própria cultura de uso de tais ferramentas.
Dada a massificação espetacular do uso dos computadores pessoais para o acesso í cultura e ao entretenimento, players de áudio e vídeo livres são apenas o exemplo mais óbvio e imediatista do crescimento de um ambiente de produção e manipulação de informação voltado prioritariamente para a liberdade do usuário e a preservação de seus direitos fundamentais. Dentre os quais se destacam o acesso í cultura e ao conhecimento, a personalidade, a privacidade, a intimidade, a originalidade e a inventividade, a autonomia, a autodeterminação e, last but not least, o direito natural í customização (o consagrado do it yourself) e í fuga, por conseguinte, da massificação e da standartização. Massificação e stardartização estas que podem até ser coerentes e viáveis para a produção de Fords Modelo T ou latas de sopa, mas que destoam completamente da criação intelectual, artística, inventiva e cultural, mais afeitas ao cuidadoso, paciente e laborioso ofício de artesãos e alquimistas.
Colateralmente, tais ferramentas livres demonstram ter um potencial surpreendente de estimular seus usuários a agirem como manipuladores de códigos não apenas computacionais, matemáticos e/ou lingüísticos, mas a integrarem uma verdadeira comunidade de uso de tais utensílios, colaborando (em maior ou menor grau) de forma sígnica, reativa e comportamental com o florescimento de complexos arcabouços culturais, transcendendo o uso meramente utilitarista e instrumental de tais ferramentas e integrando tais usos e costumes no conjunto de valores permanentes da Civilização.
Na opinião particular do redator, tais comunidades, longe de se submeterem a reduções socializantes (como poderia parecer ou como chega a ocorrer em casos documentados de apropriação ideológica de tal discurso libertário), também podem ser analisados sob outras perspectivas simbólicas, por exemplo, do ponto de vista cívico (não na acepção da vulgata, mas no entendimento clássico do termo – a cives grega), conferindo valor meritocrático í iniciativas de seus membros que se revelem úteis para o código grupal.
A individualidade, conforme se observou, não se dissolve, antes é ludicamente cultuada sob a perspectiva de contribuições que se revelem profícuas para a sobrevivência e fertilidade do grupo. É uma cultura em construção ritual permanente, fundada no respeito mútuo, no compartilhamento e na abertura. Este também é o ConSerto.
Como conclusão, talvez se revele útil ao leitor uma rápida enumeração dos lineamentos conceituais formais que distinguem software proprietário, livre, semi-livre, open source, freeware e shareware.
Curitiba, 21 de março de 2007.
Mathieu Bertrand Struck
(Artigo licenciado sob Creative Commons 2.5 [BY])

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Rodadas de discussão de ConSerto relacionadas ao tema:

Photo: Mathieu Struck


Enseigne, c’est-í -dire: apprends avec.
Passionnément vivre le paysage. Le dégager de l’indistinct, le fouiller,
l’allumer parmi nous. Savoir ce qu’en nous il signifie. Porter í la terre ce clair savoir.
Si la solution te paraí®t difficile, peut-être même impraticable, ne va pas crier tout í trac qu’elle est fausse. Ne te sers pas du réel pour justifier tes manques. Réalise plutôt tes rêves pour mériter ta réalité.

Exalte la chaleur, et t’en fortifie. Ta pensée sera fulgurante. Il faut haí¯r les climatiseurs.

Mais la fulguration s’évanouit. Campe dans le continue. Rattachons les cordes, fouillons. Etre terreux et lourd.

Vomir chaque jour de cette commune vomissure.

ô failli, n’est-il pas temps pour toi d’incliner au noir terreau tant de petitesses qui n’attendent que ton coutelas?
S’il te manque du ciel pour oser vivre, va plus í fond, quitte l’eclair des mots, fouille dans la racine.
Alors, comme dans tant d’enfances que tu nous fis, tu parleras d’agir.

Edouard Glissant
baú de experimentações gráficas de 2004

3. FILOSOFIA POLíTICA E VIOLÃ?Å NCIA EM HANNAH ARENDT
A busca pela aproximação de um conceito de violência na filosofia política dirige-nos de
forma clara ao estudo de Hannah Arendt – Sobre a Violência (1969). Coloca-se de forma
enfática esta aproximação em face da perspectiva pela qual Arendt traduz teoricamente
suas análises sobre a violência, resguardando um espaço para a consideração da técnica
a ela relacionada.
Pode-se considerar a envergadura do estudo de Arendt, na medida em que a autora
consegue distinguir diversos conceitos, entre eles: Poder, Vigor, Força, Autoridade,
Violência. Esta preocupação com a definição clara do alcance que cada conceito deve ter
no conjunto da linguagem relacionada í filosofia política dá ao trabalho desenvolvido por
Arendt a significação de relevância para qualquer pesquisador que deseje se aproximar
do estudo da violência a partir da filosofia política.
Iremos estabelecer um diálogo com o texto de Arendt, a fim de apontar as suas
principais contribuições no que diz respeito í compreensão do conceito de violência
elaborado pela autora. Será, na medida do possível, uma análise crítica que buscará ver
os limites de suas considerações, bem como as possibilidades analíticas a partir de seus
conceitos.
Hannah Arendt demonstra em seu estudo uma grande preocupação com o nível que
alcançaram os desenvolvimentos dos implementos técnico-bélicos no século XX. “O
desenvolvimento técnico dos implementos da violência alcançou agora o ponto em que
nenhum objetivo político poderia presumivelmente corresponder ao seu potencial de
destruição, ou justificar seu uso efetivo no conflito armado.” (Arendt, 1968;1994:13)
A autora aqui faz clara menção ao modo de operação dos conflitos do século XX (ao
menos os que envolvem diretamente potências atômicas), ou seja, a dissuasão, ou uma
“racionalidade” no uso dos meios de violência disponíveis. Arendt, ao passo que
reconhece esse elemento calculador, considera como extremamente plausível a
impossibilidade de um cálculo preciso no que diz respeito í realização da guerra, posto
que, diferentemente da lógica instrumental, as relações humanas guardam em si um
caráter indeterminado. “Visto que o fim da ação humana, distintamente dos produtos
finais da fabricação, nunca pode ser previsto de maneira confiável, os meios utilizados
para alcançar os objetivos políticos são muito freqüentemente de maior relevância para o
mundo futuro do que os objetivos pretendidos.” (Ibid, 1969;1994:14)
Sobre a questão da contingência da guerra, Arendt não acrescenta nenhuma novidade. O
que chama a atenção é que a autora encontra justificativa para que a guerra se encontre
ainda na contemporaneidade como o instrumento por excelência, sendo o último arbítrio.
Existe uma condição que separa a análise da guerra em dois pontos a serem
considerados: a guerra lenta4 (sem uso de armas de destruição em massa) e a guerra
rápida (com armas de destruição em massa). O grau de implementação técnica utilizada
no conflito leva na direção de uma imprevisibilidade das conseqüências decorrentes do enfrentamento, ou antes ainda, de todo o mecanismo que surge a partir da simples
possibilidade de que tal conflito aconteça.

Arendt apresenta sua análise sobre o modo operante das sociedades pós-segunda guerra
mundial. A racionalidade bélica torna-se impositiva entre as grandes potências que
emergiram do conflito. “O imperativo técnico [que Arendt evoca] resume-se na
proliferação irresistível de técnicas e máquinas [que], longe de ameaçar certas classes
com o desemprego, ameaça a existência de nações inteiras e, presumivelmente, de toda
a humanidade.” (Ibid, 1969/1994:22). O posicionamento teórico de Hannah Arendt sobre
a técnica aproxima-se de um enfoque instrumental, analisando basicamente as
conseqüências das implementações técnicas e não necessariamente o fundamento
técnico da sociedade contemporânea. A questão da ciência e a crença no progresso
representam para a autora elementos essenciais da contemporaneidade, entretanto, ela –
e tem-se a certeza de que não é este o seu objetivo – não se atém í discussão da
técnica moderna “em sua essência e de que forma ela ameaça o homem”.
Pode-se dizer que Arendt dá corpo í sua análise sobre a violência a partir do segundo
capítulo de seu estudo. Localiza-se neste ponto a primeira demarcação do espaço de seu
posicionamento teórico e de sua crítica em relação í noção que a filosofia política e a
sociologia possuem de violência e poder.
A análise e a distinção entre poder e violência representam o ponto de inflexão no que
diz respeito í definição dos conceitos pela filosofia política e pela sociologia. Arendt
distancia-se, dessa forma, da tradição de C. Wright Mills, para quem “toda a política é
uma luta pelo poder; a forma básica de poder é a violência”. Ou ainda de Max Weber, ao
colocar que o Estado se caracteriza “pelo uso da violência legítima”. Considera-se que a
primeira derivação de Arendt na direção de seu posicionamento teórico sobre os
conceitos de poder e violência pode ser apresentada da seguinte maneira:
De fato, uma das mais óbvias distinções entre poder e violência é a de que o poder
sempre depende dos números, enquanto a violência, até certo ponto, pode operar sem
eles, porque se assenta em implementos. (…) A forma extrema de poder é o Todos
contra Um, a forma extrema de violência é o Um contra Todos. E esta última nunca é
possível sem instrumentos. (Ibid, 1969;1994:35)
Arendt, ao lançar-se na busca pela clareza conceitual em relação aos conceitos de poder
e violência, aproxima-se de forma colateral a outros conceitos, entre eles: Vigor, Força,
Autoridade. “Penso ser um triste reflexo do atual estado da ciência política que nossa terminologia não distinga entre palavras-chave tais como “poder” [power], “vigor”
[strenght], “força” [force], “autoridade” e, por fim, violência.” (Ibid, 1969;1994:36)
Poder, para a autora, não se resume apenas na capacidade de ação de um único
indivíduo, ou na capacidade de impor uma vontade a outras. A definição de Arendt vai na
direção da composição, ou seja, o Poder emerge através da composição da relação entre
os indivíduos que resolvem agir em uníssono. “A partir do momento em que o grupo, do
qual se originara o poder desde o começo (potestas in populo, sem um povo ou grupo
não há poder), desaparece, “seu poder” também se esvanece.” (Ibid, 1969;1994:36)
Para Arendt, a concordância surge como elemento essencial do político através do qual o
grupo exerce o seu poder e, na medida em que não singulariza a vontade, pelo contrário,
nasce de uma vontade coletiva que evidentemente não necessita da violência como
instrumento de imposição, posto que o poder emana do grupo que comunga da mesma
posição.
O segundo conceito sobre o qual Hannah Arendt desdobra sua análise é o de Vigor. Este
elemento conceitual surge como a emergência da singularidade, ou seja, é individual por
excelência. “A hostilidade quase instintiva dos muitos contra o único tem sido sempre
atribuída, de Platão a Nietzsche, ao ressentimento, í inveja dos fracos contra os fortes,
mas essa interpretação psicológica não atinge o alvo. É da natureza de um grupo e de
seu poder voltar-se contra a independência, a propriedade do vigor individual.” (Ibid,
1969;1994:37)
Pode-se considerar que Arendt apresenta como o mais “impróprio” dos conceitos
justamente aquele que, na maioria das vezes, é aproximado ao conceito de poder e de
violência, ou seja, a Força. O elemento central a respeito do qual Arendt expõe o
fundamento do conceito de Autoridade é o reconhecimento. A autoridade necessita de
reconhecimento, na medida em que sua aceitação é demonstrada pela relação de
obediência. A autora enfoca algumas possibilidades de investimento da autoridade.
A violência, para Arendt, é a expansão do vigor a partir da inserção de uma lógica
instrumental. Temos uma condição singular a ser pensada: o poder pode manifestar
violência, entretanto, a violência nunca poderá manifestar poder. “Onde os comandos
não são mais obedecidos, os meios de violência são inúteis; e a questão desta obediência
não é decidida pela relação de mando e obediência, mas pela opinião e, por certo, pelo
número daqueles que a compartilham. Tudo depende do poder por trás da violência.”
(Ibid, 1969;1994:39)
Existem certos limites que devemos compreender, certas nuanças sobressaem-se dessa
relação entre poder e violência. Pode-se considerar que se deve manter um mínimo de
poder naquelas condições onde tal poder não representa a maioria, ou não se estrutura
com o consentimento da maioria. Os mecanismos através dos quais a instrumentalidade
da violência ganha movimento exige a execução formal por parte de indivíduos – cabe
ressaltar que existe uma proporção inversa no que diz respeito ao grau de
implementação técnica e í necessidade de um número expressivo de indivíduos
executantes. O poder, na proporção em que não responde nem mesmo a essas condições
mínimas de pôr em movimento a instrumentalidade da violência, não se sustenta mais
como poder. “A ruptura súbita e dramática do poder que anuncia as revoluções revela
em um instante o quanto a obediência civil – í s leis, aos dominantes, í s instituições –
nada mais é do que a manifestação externa do apoio e do consentimento.” (Ibid,
1969;1994:39)

Hannah Arendt conclui que “o poder é de fato a essência de todo governo, mas não a
violência. A violência é por natureza instrumental; como todos os meios, ela sempre
depende da orientação e da justificação pelo fim que almeja. E aquilo que necessita de
justificação por outra coisa não pode ser a essência de nada.” (Ibid, 1969;1994:41)
A relação entre poder e violência não deve ser condicionada apenas í idéia de
proporcionalidade, posto que em um confronto direto entre ambos pode-se considerar
que a violência tenha, em um primeiro momento, a vantagem, já que os implementos
técnicos possuem características de velocidade e penetração, diferente dos elementos
que compõe o poder.
A preponderância da violência na política, por outro lado, gera uma condição de perpétua
instabilidade e de retornos cada vez maiores ao uso da violência, até se tornar cotidiana.
Temos a instauração do terror não existe a possibilidade de fuga da violência, pois tal
fuga necessitaria do abandono da violência como fim em si mesmo. “O terror não é o
mesmo que a violência; ele é, antes, a forma de governo que advém quando a violência,
tendo destruído todo o poder, ao invés de abdicar, permanece como controle total.”
(Ibid, 1969;1994: 43)
O animal racional e sua defesa pela ciência moderna representam para Arendt algo de
realmente perigoso. A racionalidade humana tem em si o elemento da irracionalidade; o
extremo da razão é a não-razão. De um lado, parte-se do cálculo e chega-se í
necessidade da eliminação de seres que, por ventura, em um futuro próximo, possam vir
a competir por algum bem escasso. Racionalmente, aqueles que detêm os meios de
violência mais apropriados provavelmente terão alguma vantagem nessa disputa. O ponto de desequilíbrio neste exemplo não é a razão, como parece inicialmente, mas sim
um modo específico de razão, a saber, a racionalidade técnico-científica.
Arendt reconhece a violência como uma condição “natural” do homem, desde que esta
não se desenvolva através de um cálculo preciso, ou seja, que se torne um fim em si
mesmo. “Neste sentido, o ódio e a violência que í s vezes – mas não sempre – o
acompanha pertencem í s emoções “naturais” do humano, e extirpá-las não seria mais
do que desumanizar ou castrar o homem.” (Ibid, 1969;1994:48). Estabelecer os limites
para esta humanidade parece ser algo bastante complicado para Arendt, pois a
justificativa desses limites encontra seu fundamento em qual lugar? A autora não se
preocupa necessariamente em dizer onde se situam tais justificativas, mas sim afirma
onde não devem ser buscadas.
A partir deste ponto, Hannah Arendt faz críticas í s teorias de Sorel. “Assim, muito antes
de Konrad Lorenz ter descoberto a função da agressividade como estimulante vital no
reino animal, a violência fora elogiada como uma manifestação da força vital e,
especificamente, de sua criatividade.” (Ibid, 1969;1994:52)
A compreensão que Arendt tem sobre a violência encontra certa justificativa quando são
considerados os espaços de realização e o alcance almejado no seu uso. Deve-se
considerar que o uso da violência, a partir do momento em que é relacionada
instrumentalidade, tem em si um caráter contingente, que é expresso por meio de duas
perspectivas: uma diz respeito ao fato de que as conseqüências das ações humanas
guardam uma certa imprevisibilidade; a segunda é o próprio caráter contingente dos
instrumentos técnicos. “A violência, sendo instrumental por natureza, é racional í
medida que é eficaz em alcançar o fim que deve justificá-la. E posto que, quando
agimos, nunca sabemos com certeza quais serão as conseqüências eventuais do que
estamos fazendo, a violência só pode permanecer racional se almejar objetivos de curto
prazo.” (Ibid, 1969;1994:58)
A ênfase que deve ser dada a partir das considerações de Hannah Arendt vai na direção
de compreender o homem como um ser político por excelência – aquele que possui a
capacidade de agir e de buscar o eterno começo de algo novo. “O que faz do homem um
ser político é sua faculdade para a ação; ela o capacita a reunir-se a seus pares, a agir
em conSerto e a almejar objetivos e empreendimentos que jamais passariam por sua
mente, deixando de lado os desejos de seu coração, se a ele não tivesse sido concedido
este dom – o de aventurar-se em algo novo.” (Ibid, 1969;1994:59)
Como conseqüência derivada desse posicionamento, nem o poder nem a violência são
fenômenos naturais compreendidos a partir da perspectiva de manifestação de um processo vital, como coloca Arendt. Ambos pertencem í esfera do político, emergem da faculdade do homem de agir e de buscar o começo, ou da sua disposição para recomeçar.
O poder e a violência – elementos da esfera política – permanecem em latência, cabendo
í emergência e í contingência das ações humanas determinarem o seu florescimento, ou
não. Estabelece-se entre o poder e a violência uma relação de exclusão; í medida que o poder aumenta, tem-se o aumento ou a manutenção da capacidade do homem de agir
em conSerto. Diminuída esta capacidade, surge a violência como recurso imediato í
manutenção da autoridade, não mais do poder. Este perdeu-se no momento em que a
instrumentalidade fez-se presente através da violência.
enunciado de uma estatística onírica. das pessoas que percorrem as bordas do abismo. entre a população dos cachorros, 60% dos que caminham livremente estão contidos nessa faixa. quando se trata de grandes instituições, apenas 1% delas deslocam-se pela extremidade. pensei que tinha acordado em outro lugar, essa noite. tentava acender a luz mas era a campainha.
quarta-feira, 24 de maio de 2006
enviado por lucida – lucida sans í s 11:02:52.
(…)
A mesma sala é conduzida pelo chamado Pulso Maestro: uma conexão direta de sugestão de ritmos controlada via rede, influindo diretamente nas luzes, aparelhos eletronicos e sons do espaço, criando uma catarse de “casa viva”, com a qual os músicos, atores, poetas e performers interagem.
AQUI: LINK PARA O TUTORIAL E INTERFACE PD DESTE.
(…)
(clique nas fotos pra ampliar)

octavio: to voltando
descolei o piano
chega amanhã de manhã
ja chego ae
eu: MASSAA

tvconSerto
(19:36:30) glerm [glerm@jabber.org/Home] entrou na sala.
(19:36:30) mathieu.struck [mathieu.struck@jabber.org/Gaim] entrou na sala.
(19:36:30) barbarelak [barbarelak@jabber.org/Gaim] entrou na sala.
(19:36:30) octavio [octaviocamargo@jabber.org/Home] entrou na sala.
(19:27:26) barbarelak: continua sem ouvir a rádio, mathieu?
(19:27:34) mathieu.struck: voltou
(19:27:41) mathieu.struck: aqui deu uma travada
(19:27:44) barbarelak: hmmmm
(19:27:51) mathieu.struck: onde foi parar o povo
(19:27:57) barbarelak: estão aqui
(19:28:07) barbarelak: é que esse lance aqui desconecta depois de um tempo sem atividade
(19:28:16) barbarelak: o oc está se logando de novo
(19:29:50) mathieu.struck: hummm
(19:29:53) mathieu.struck: i see
(19:30:03) glerm: dfsfs
(19:30:04) barbarelak: e lá vem eles
(19:30:20) glerm: palmieri, ricardo para octavio, Lúcio, mim, simone, Carlos, flavio, Vanessamostrar detalhes 17:43 (1 hora atrás) entao gente. antes de tudo deixa eu dar um avisdo: estou sem internet em casa, entao, vou tenytar ir pra lan-house todas as noites pra pegar noticias de vcs. qq emergencia me liguem no celular. to escrevendo aqui algumas ideias sobre o roteiro do flash-mob / performance descrito acima. entao vou jogar aqui o brain storm.
(19:30:29) glerm: — texto do palm:
(19:30:39) glerm: proposta para o happening do sábado (ou sexta?) a noite/tarde 1. encontro flash-mob: enviaremo um mail-spam convidando as pessoas conhecidas (ou nao) para aparecem no dia marcado, as 17h, no local (cavalo babão?), munidas de calçados confortáveis, um livro com mais de 10 capitulos (qq um), e um copo/caneca plastica. a ideia eh seguirmos o cortejo, parando em 10 pontos. em cada ponto faremos uma leitura coletiva em voz alta e simultanea dos 2 primeiros páragrafos de cada capitulo de cada livro. uma espécie de “conSerto de polavras”, em 10 etapas. cada estapa deverá ser gravada em audiovisual. isso gerará um produto CD/DVD q depois a gente ve o q faz. as canecas deverão ser enchidas com cachaça, vinho, ou qq outra bebida tipica q algum curitiboca queira propor. apesar de eu achar q cachaça tem tudo a ver com charuto e tudo a ver com pretovelho.
(19:30:48) glerm: 2. deveremos selecionare 10 pontos “estratégicos” (nao sei se precisa ser um lugar, ou se podem ser conceitos “estratégicos”), para pararmos e lermos coletivamente os livros ao mesmo tempo em voz alta. estou falando de 10 paradas, mas poderiamos ser acidos a ponto de brincar com as 15 paradas de jesus antes da ressurreição ( http://amaivos.uol.com.br/templates/amaivos/amaivos07/noticia/noticia.asp?cod_noticia=6864&cod_canal=29 ). mas nao sei. soh estou especulando.
(19:31:25) glerm: 3. ao final do cortejo (bosque do papa) levaremos o boneco para algum outro ponto para começarmos a montagem da instalação “pretovelho cura espinhela caída”. estou mapeando 10 pontos nevralgicos de acupuntura para aplicarmos o tratamento no manequim, para q depois ele ajude as pessoas a se curarem. temos q ver se eh limpeza usarmos o espaço da SEAE para montarmos esta instalação. to falando isso pq penso na montagem do boneco em forma de “performance”, ou seja, vamo começa a monta o bicho com quem tiver a fim.
(19:31:43) glerm: 4. pensei q alguma figura mítica poderia surgir do meio do bosque do papa, no momento seguinte ao destripar do boneco. chapeuizinho vermeljho seria “uó” na minha opinião. entao de cara, gostaria q vcs sugerissem: * pontos “estratégicos” (geograficos, históricos, conceituais, fictícios, aRtivistas) * bebidas para “beber” o morto * livros específicos para solicitarmos aos participantes do flash-mob * articulação com a galera conhecida para fazermos uma “massa” no cortejo vejo q precisaremos de apoio para as seguintes açoes * 2 video-makers para gravar o processo * 2 pessoas “servindo” a bebida * maestros para conduzir as leituras em cada parada (deixar isso pré-definido antes do inicio da ação)
(19:31:58) glerm: ao final, teremos uma intervenção q cai dentro das modalidades, mas ao mesmo tempo não eh nada disso: teatro performance flash-mob intervenção urbana video música instalação literatura e mais o q vcs quiserem. se vcs puderem discutir isso amanhã, seria bacana para eu poder produzir o material q falta (convite para o flash-mob, figurino meu e do boneco, material para a instalação) tyb estou preparando uns adesivos do pretovelho. depois eu mandoi a arte pra vcs
(19:32:14) glerm: vbou tentar chegar ai na quarta na hora do almoço. mas eu to preocupado q no fim de semana a lua muda, e lua, maré e mulher grávida… vcs tao ligados neh? bom, tamos ai. precisando de ajuda com outros projetos, ja me avisem q eu vou produzindo isso daqui. bj e queijo p!
—
ricardo palmieri
# 1185833173
[palm.estudiolivre.org]
[skype:palmieriricardo]
[jabber: ricardopalmieri@xemele.cultura.gov.br]
[msn: ricardopalmieri@bol.com.br]
[linux user # 392484]
(19:36:30) #conserto@conference.jabber.org: octaviocamargo has set the subject to: tá todo mundo ai?alo alovale!
(19:37:26) octaviocamargo: ola
(19:37:32) glerm: versão maior
(19:37:48) octaviocamargo: aumentem as fontes que eu sou cego
(19:37:52) glerm: (19:30:20) glerm: palmieri, ricardo para octavio, Lúcio, mim, simone, Carlos, flavio, Vanessamostrar detalhes 17:43 (1 hora atrás) entao gente. antes de tudo deixa eu dar um avisdo: estou sem internet em casa, entao, vou tenytar ir pra lan-house todas as noites pra pegar noticias de vcs. qq emergencia me liguem no celular. to escrevendo aqui algumas ideias sobre o roteiro do flash-mob / performance descrito acima. entao vou jogar aqui o brain storm.
(19:30:29) glerm: — texto do palm:
(19:30:39) glerm: proposta para o happening do sábado (ou sexta?) a noite/tarde 1. encontro flash-mob: enviaremo um mail-spam convidando as pessoas conhecidas (ou nao) para aparecem no dia marcado, as 17h, no local (cavalo babão?), munidas de calçados confortáveis, um livro com mais de 10 capitulos (qq um), e um copo/caneca plastica. a ideia eh seguirmos o cortejo, parando em 10 pontos. em cada ponto faremos uma leitura coletiva em voz alta e simultanea dos 2 primeiros páragrafos de cada capitulo de cada livro. uma espécie de “conSerto de polavras”, em 10 etapas. cada estapa deverá ser gravada em audiovisual. isso gerará um produto CD/DVD q depois a gente ve o q faz. as canecas deverão ser enchidas com cachaça, vinho, ou qq outra bebida tipica q algum curitiboca queira propor. apesar de eu achar q cachaça tem tudo a ver com charuto e tudo a ver com pretovelho.
(19:38:28) barbarelak: b
(19:38:33) barbarelak: b
(19:38:39) barbarelak: b
(19:38:52) barbarelak: b
(19:38:55) barbarelak: b
(19:39:05) barbarelak: yuiy
(19:39:09) barbarelak: huihu
(19:39:12) barbarelak: uho
(19:39:21) barbarelak: yu
(19:39:31) barbarelak: hjvh
(19:39:35) barbarelak: j
(19:39:59) barbarelak: oc, as fontes daqui não aumentam
(19:41:15) octaviocamargo: deixa eu ver
(19:41:21) barbarelak: bbb
(19:41:27) octaviocamargo: no meu da certo!
(19:41:39) barbarelak: b
(19:41:50) barbarelak: bb
(19:41:57) octaviocamargo: é so ir na barra de cima no quadrado A
(19:42:54) barbarelak: v
(19:43:06) barbarelak: bbb
(19:43:16) barbarelak: n
(19:43:40) barbarelak: vvv
(19:44:08) barbarelak: c
(19:50:57) barbarelak saiu da sala.
(20:07:56) mathieu.struck: pô, a rádio tocando música de playboy aí
(20:08:49) mathieu.struck: “assim não dá, assim não pode”
(20:09:59) mathieu.struck saiu da sala.
(20:19:32) nillow@jabber.org [nillow@jabber.org/Adium] entrou na sala.
(20:20:05) nillow@jabber.org: to
(20:20:07) nillow@jabber.org: aqui
(20:20:23) nillow@jabber.org: tão aí?
(20:30:02) octaviocamargo: opa
(20:30:07) octaviocamargo: alo nilo
(20:30:28) octaviocamargo: aovivo.estudiolivre.org
(20:30:48) nillow@jabber.org: qual dos dois?
(20:30:56) nillow@jabber.org: radio metade livre
(20:31:09) nillow@jabber.org: ou pulso maestro?
(20:35:26) octaviocamargo: he
(20:35:37) octaviocamargo: pulso maestro
(20:35:48) nillow@jabber.org: quem ta tocando?
(20:36:10) nillow@jabber.org: o xilo
(20:38:33) nillow@jabber.org: não posso mandar um stremeing daqui e vcs mixar aí?
(20:38:56) nillow@jabber.org: posso mandar um e vcs juntarem!!!
(20:39:31) nillow@jabber.org: a musica ta bem mais alta que o som daí
(20:42:52) nillow@jabber.org: fala aí
(20:42:56) nillow@jabber.org: eu to
(20:43:02) nillow@jabber.org: eu to
(20:43:15) nillow@jabber.org: vc ta uma lindeza
(20:44:36) nillow@jabber.org: porque todos não entram nessa sala
(20:44:52) nillow@jabber.org: #conserto do jabber!!
(20:50:00) glerm saiu da sala (Replaced by new connection).
(21:14:28) octaviocamargo: nilow
(21:15:40) nillow@jabber.org: fala
(21:15:47) nillow@jabber.org: opa
(21:15:50) nillow@jabber.org: epa
(21:46:29) octaviocamargo: nillow
(21:46:37) nillow@jabber.org: FALA
(21:46:51) octaviocamargo: sou eu lucio
(21:47:03) octaviocamargo: no log do octavio ehehe
(21:47:08) nillow@jabber.org: DAE
(21:47:10) nillow@jabber.org: BELEZA
(21:47:11) octaviocamargo: hehehehehehehe
(21:47:31) octaviocamargo: apareçamais por aqui
(21:47:37) octaviocamargo: tá escutando a rádio
(21:47:42) nillow@jabber.org: tava
(21:47:46) nillow@jabber.org: dai caiu
(21:47:47) octaviocamargo: coloquei uma música pra você
(21:47:51) nillow@jabber.org: não sei porque
(21:47:59) octaviocamargo: loga de novo
(21:48:05) octaviocamargo: pelo vlc
(21:48:12) nillow@jabber.org: eu podia transmitir daqui e vcs mixarem por aí
(21:48:20) octaviocamargo: como?
(21:48:27) octaviocamargo: COMO? nolloW
(21:48:31) octaviocamargo: nillow
(21:48:33) nillow@jabber.org: passa o link de novo
(21:48:52) nillow@jabber.org: da radio
(21:48:58) octaviocamargo: http://estudiolivre.org:8000/oruqestraorganismo (‘http://estudiolivre.org:8000/oruqestraorganismo’) ufa!!!
(21:49:05) octaviocamargo: oquestraorganismo
(21:49:27) octaviocamargo: http://estudiolivr (‘http://estudiolivre.org:8000/oruqestraorganismo’)http://estudiolivre.org:8000/orqustraorganismo (‘http://estudiolivre.org:8000/oruqestraorganismo’)
(21:49:35) octaviocamargo: eessseee aaqqquuiiii
(21:50:21) nillow@jabber.org: passa a pagina no estudo livre (‘http://estudiolivre.org:8000/oruqestraorganismo’)
(21:50:30) octaviocamargo: calma ae
(21:50:31) nillow@jabber.org: nao ta rolando por esse link
(21:50:43) octaviocamargo: tá eerrraaddoo
(21:51:01) octaviocamargo: http://etudiolivre.org:8000/orquestraorganismo (‘http://etudiolivre.org:8000/orquestraorganismo’)
(21:51:04) octaviocamargo: agora sim
(21:51:11) octaviocamargo: opa naão
(21:51:34) nillow@jabber.org: pronto
(21:51:36) octaviocamargo: http://estudiolivre.org:8000/orquestraorganismo (‘http://estudiolivre.org:8000/orquestraorganismo’)
(21:51:37) nillow@jabber.org: to ouvindo
(21:51:42) octaviocamargo: AAAEEEE
(21:51:58) nillow@jabber.org: posso levantar uma radio aqui..
(21:52:04) nillow@jabber.org: vc conecta por aí
(21:52:14) nillow@jabber.org: depois roteia pelo jack
(21:52:17) nillow@jabber.org: e mixa
(21:52:27) octaviocamargo: essa música é pra vc
(21:52:42) nillow@jabber.org: muito obrigado… tchurururu fomfom
(21:52:52) octaviocamargo: manda a rádio ae
(21:52:58) nillow@jabber.org: fuca azul calcinha
(21:53:16) nillow@jabber.org: to te ouvindo
(21:53:27) nillow@jabber.org: dae
(21:53:32) nillow@jabber.org: posso
(21:53:47) nillow@jabber.org: sim senhor
(21:53:56) nillow@jabber.org: nao fique nervosa
(21:55:20) octaviocamargo: http://www.adiumx.com/images/logo.png (‘http://www.adiumx.com/images/logo.png’)
(21:55:57) nillow@jabber.org: q isso?
(21:56:43) octaviocamargo: é o logo do adiumx
(21:58:31) nillow@jabber.org: hmmmm
(22:00:15) nillow@jabber.org: http://www.estudiolivre.org/elIce.php (‘http://www.estudiolivre.org/elIce.php’)
(22:00:19) nillow@jabber.org: olha aqui
(22:00:30) nillow@jabber.org: ogg/Vorbis
(22:00:34) nillow@jabber.org: veja la
(22:00:37) nillow@jabber.org: clica ali
(22:01:46) nillow@jabber.org: to transmitindo
(22:02:26) nillow@jabber.org: o lucio????
(22:04:08) octaviocamargo: esse endereco?
(22:04:23) nillow@jabber.org: é a pag que ta o link
(22:04:33) nillow@jabber.org: titulo ogg/vorbis
(22:04:42) nillow@jabber.org: acho
(22:04:54) nillow@jabber.org: achô!?
(22:05:46) nillow@jabber.org: nada?
(22:05:50) nillow@jabber.org: tudo?
(22:05:54) nillow@jabber.org: simmmmmmm
(22:05:59) nillow@jabber.org saiu da sala.
Banheiro da Sala Kernel, 2007.
———————————————————————————
Photo: Mathieu Struck
(Licensed under the GFDL)
———————————————————————————

MUSEUM OF TELEGRAPH AND WIRELESS INSTRUMENTS
22:49 gicéli: oi Octávio! Tudo certinho com a passagem?
eu: eu que pergunto
?
22:50 gicéli: a última informação que tive da agência foi que sim
eu: não estava tudo acertado que o gilson ia fazer o pagamento por internet?
gicéli: parece que o Gil já passou os dados e ficou de ir buscar os bilhetes na segunda-feira
22:51 eu: masssa
estamos transmitindo rádio
vc pode sintonizar ai
gicéli: lindas fotos da Croácia…
como?
eu: saiba um poucoi o que teu mano tá fazendo
gicéli: como eu faço para sintonizar?
22:52 eu: http://200.201.127.100/aovivo.html
clique em cima
vc esta na página de
22:53 gicéli: abri a página… e agora?
vou em download?
22:54 só abriu a página inicial, não estou ouvindo nada
eu: vai em ao vivo
gicéli: blz
22:55 eu: dae vc copia o endereço que tem ali, o azulzinho
e cola no vlc
ou no winamp
tem um link pra baixar o vlc na pagina mesmo
22:56 gicéli: to fazendo isso
eu: tem um monte de fotos do evento em midias
fotos
23:00 gicéli: to instalando o vlc
23:01 eu: gostou da página?
gicéli: tá instalado, o programa abriu mas não toca nada
23:02 eu: calma
gicéli: estou vendo as fotos
eu: então
abra o vlc
vai em arquivo
23:03 dae vai em streaming
achou?
gicéli: parece que o meu pc não está aceitando, vou tentar de novo
23:04 eu: achou o que te falei?
o vlc ta abrindo?
gicéli: abriu
23:05 eu: vai em arquivo
gicéli: agora vou em arquivo?
eu: ok?
sim
passo a passo
vamos lá
gicéli: e agora?
eu: vai em streaming
achou?
gicéli: não tem essa opção
23:06 eu: tem sim
open network streaming
gicéli: tem open file, open directory,
blz
eu: agora vai na bolinha que tem http
23:07 clica dentro da bolinha
gicéli: agora abriu um quadrado de alerta de segurança do windows
eu: desconidera
desconsidera
fecha o box
gicéli: já desconsiderei e não abre…
23:08 eu: calma
voce tem que colar o endereço que voce copiou dentro da caixinha
gicéli: eu to no vlc, vou em arquivo depois no network streaming e não abre nada…
23:09 eu: tem que abrir uma janela
isto não acontece?
o que acontece?
gicéli: abre um retângulo e daí não passa
23:10 eu: sim
o que tem neste retangulo?
gicéli: PORTA 1234
UDR/RTP
23:11 eu: putz
é esta merda de windows
que fica dificulando as coisas
vc tem o winamp?
23:12 gicéli: eu tinha, mas o pc foi formatado, mas posso baixar ele de novo
eu: baixa ele então
gicéli: blz
eu: e vai olhando um pouco as fotos
gicéli: alguma versão em especial?
eu: vou fumar um cogarro
vc tem acompanhado o hackeando catatau?
gicéli: sim
23:13 vi há pouco as fotos dos croatas
eu: tem um monte de posts sobre a ação que estamos fazendo
entrou no suite deles?
gicéli: já vi e li sobre isso
eu: é só clicar em cima do nome deles no post do occam
massssa
23:14 gicéli: vou baixar o winamp
23:16 eu: tem mais gente on line
na tua caixa de chat
que a gente possa ensinar como ouvir nossa rádio?
estamos í cata de ouvintes
criando redes
23:17 gicéli: aqui no google não tem mas na minha caixa do msn tem um monte
eu: então vc pode ir ai no gmail em bate papo
logo em baixo da caixa de entrada
acima na tua esquerda
23:18 clica ali
vc vai ter acesso ao documento inteiro desta conversa
achou?
gicéli: em adicionar contato?
eu: não
acima í esquerda
23:19 no icone bate papos
achou/
?
gicéli: certo, clico em bate papos e depois?
achei
eu: vai aparecer por primeiro em cima
conversa com giceli camargo
107 linhas
achou?
gicéli: achei
23:20 eu: então clica em cima
vai abrir um documento com a nossa conversa inteira
gicéli: já abri
eu: o gmail salva automaticamente
vc pode mandar a conversa por email
pra galera do msn
gicéli: salvou várias conversas nossas
eu: esta conversa já é um tutorial para acessar uma rádio na web
23:21 salva todas
vc não sabia/
?
gicéli: eu vou mandar pros meus contatos do msn acessarem tb
mas antes vou esperar o winamp pra ver se eu consigo ouvir
eu: é so eles lerem a nossa conversa
blz
23:22 gicéli: que vão aprender
eu: mas tem gente que vai conseguir
depende de como o windows foi instalado
gicéli: alguns vão conseguir e outros não?
eu: sim
mas vamos em frente
até conseguir
gicéli: e eu? vou ouvir?
eu: radio programação
no ar
23:24 baixou o winamp?
23:25 tenta ouvir no winows media player
mas acho que não vai dar certo
porque o windows player não le ogg
23:26 gicéli: já baixei o winamp agora só preciso criar uma conta para ele começar a funcionar
eu: que é o foramato livre do arquivo mp3
então vai
o winamp le ogg
23:27 deu?
gicéli: agora o que eu faço?
23:28 eu: vai em abrir url
achou
gicéli: tenho que abrir o winamp ou voltar na página do conserto
eu: abre o winamp
vai em file
ou arquivo
23:29 to sem o winamp
aqui
mas vc vai achar em algum lugar
open url file
achou?
23:30 isso tem até no windows media player
so que não toca ogg
abrir url
gicéli: está abrindo só um pouquinho
eu: achou?
como assim?
23:31 quando vc clica em abrir url
tem que aparecer um box
pra voce colar o endereço de url
gicéli: não tem url aqui, tem outras opções
eu: quais?
23:32 gicéli: library
browse folders
winamp remote playlists
eu: masi algum?
23:33 voce esta em file?
gicéli: estou na página inicial do winamp
eu: o programa está aberto?
gicéli: sim
eu: deve ter na barra de menu
o icone file
23:34 achou?
gicéli: no menu tem aquelas duas opções que falei mais custom search
e home playlist
eu: como que vc abriria um arquivo então?
tem que ter em algum lugar um open
gicéli: não tenho a menor idéia
eu: file
23:35 vc fez a instalação direito?
consegue ouvir qualquer outr coisa no winamp?
tente
gicéli: já vai
23:36 eu: e dai?
23:37 gicéli: eu não tenho nenhum arquivo tenho que baixar uma música qquer para ver se consigo ouvir no winamp
eu: vai escrevendo frases menores
é uma tecnica de conversar na rede
de manter contato
gicéli: ok
eu: se voc escreve um texto muito grande
23:38 dispersa
gicéli: blz
demora um pouco
formatei o pc
tá vazio
eu: poe linux
em dual boot
windows não dá mais!
reparte o hd
23:39 em dois
e ai vc escolhe o sistema
quando liga o pç
pc
pera ai
23:40 abre o windows player
vou te mostrar uma coisa
veja se vc acha lá abrir url
achou/
?
23:41 alo
cambio
23:42 gicéli: abri o windows media player
eu: achou abrir url?
gicéli: vou onde?
eu: file
ou arquivo
e ai?
gicéli: tem música
23:43 biblioteca
listas de reprodução
eu: vai e usica
musica
gicéli: blz
eu: e ai?
23:44 gicéli: imagens
video
outas mídias
qual?
video
e tv gravada
eu: outras midias
gicéli: qual delas?
23:45 eu: url
tem isso ai?
pera um póuco
vou na página do winamp
vou descobrir
lá tem um tutorial
guenta ai
gicéli: o que eu tenho aqui é o winamp remote beta
eu: tem que dar certo
não é possivel
gicéli: blz
eu: pelas barbas de netuno
23:46 http://baixaki.ig.com.br/download/Winamp-Full.htm
abre este link
vamos ver juntos
23:47 gicéli: blz
eu: vai pra baixo na pagina
gicéli: no winamp?
eu: no final tem uma imagem fa interface gráfica do winamp
23:48 deste link que te passei
clica nele
o texto em azul
vou mandar de novo
clica em cima
http://baixaki.ig.com.br/download/Winamp-Full.htm
ok?
achou?
23:49 cambio
gicéli: tá baixando
eu: o que?
esta carregando a pagina
é isso que vc quer dizer/
gicéli: o arquivo que vc mandou
eu: ?
23:50 não é um arquivo
é o endereço de uma página
vou fumar um cigarro
volto em cinco minutos
23:54 gicéli: acabou a instalação
o windows reiniciou
por isso perdi conexão
23:56 abri winamp novo
23:57 tem url
preciso digitar algo ali?
eu: ipi urra
então copia e cola o endereço uzulzinho que tem em ao vivo na
pagina de conSerto
23:58 gicéli: vc não sabe o endereço?
eu: achou?
pera ai que te mando
voce não usa o mozila?
no mozila vc pode abrir varias abas só digitando
gicéli: vou ter que baixar
eu: control t
gicéli: o pc foi formatado
23:59 eu: depois
lembre disso
é bem melhor que o ie
internet explorer
ja te envio
www.mozila.org
gicéli: blz
00:00 eu: http://estudiolivre.org:8000/orquestraorganismo
copia isto e cola na caixinha
00:01 ok?
gicéli: conectou
eu: ta ouvindo
?
diz ae
gicéli: nada
eu: vc colou o endereço na caixinha?
00:02 gicéli: colei
cliquei play
aparece o nome
mas não toca
eu: ligue a caixa acustica
ta ligada?
gicéli: tá ligada
mas não toca
00:03 eu: estranho
vou ver o tutorial do winamp
deve ser algo muito simples
gicéli: tá tudo certo
não sei pq não toca
00:05 aí vc escuta?
00:06 eu: sim
00:07 gicéli: será que tem algum problema aqui?
vc está ouvindo com o windows?
no winamp?
00:08 eu: não to no linux
gicéli: entaum naum rola no windows
eu: rola
no winamp
gicéli: já testou?
eu: ou vlc
gicéli: tem aki tb
00:09 baixei
eu: mas voce disse que não funcionou[
gicéli: não tocou nada
00:10 abri o vlc
vou em arquivo
e daí?
streaming
00:11 e digito omesmo endereço?
eu: sim
00:12 deu
?
gicéli: digitei
coloquei o endereço
vivaaa…to ouvindo

relativo a cair na estrada e perigas ver as quantas andaz
Orquestra Organism has received this week the visit of the kind croats Kruno and Tanja, who accompanied the preparatory actions forconSerto. They shared, during their short stay, fine and rare experiences upon their concepts and points of view about the world, tecnology and free & open culture. As a small token of our apreciation, Hackeando Catatau has prepared a small and anarchic photographic exhibition focusing the beautiful land of Croatia, for the delight of its visitors. All images belong to their respective authors (see links clicking on the photos) and are licensed under one or another Creative Commons,license, for each case.
A Orquestra Organismo recebeu esta semana a visita dos simpáticos croatas Kruno e Tanja, que conferiram os preparativos do Conserto e puderam partilhar, mesmo durante sua curta estada, experiências ímpares sobre seus pontos de vista sobre o mundo contemporâneo, a tecnologia e a cultura. Em homenagem a eles, o blog Hackeando Catatau preparou uma singela e relativamente anárquica mostra fotográfica sobre a bela terra da Croácia, para deleite dos seus visitantes. Todas as fotos são de titularidade de seus respectivos autores (vide links) e estão licenciadas sob uma ou outra licença Creative Commons, conforme o caso.

baixe aqui a versão final do texto monográfico:
Orquestra Organismo – Poética do Agenciamento Coletivo – Lúcio de Araújo

Open source beer
Vores Ã?Ë?l (Our Beer) is the world’s first open source beer. Created by “Vores Ã?Ë?l Group”, a group of students at the IT-University in Copenhagen in collaboration with Superflex, the beer is an experiment in applying modern open source ideas and methods on a traditional real-world product.
The beer is based on classic ale brewing traditions but with added guarana for added energy-boost.
The recipe and the whole brand of Our Beer is published under a Creative Commons license, so anyone can use the recipe to brew the beer or to create a derivative of the recipe. You are free to earn money from Our Beer, but you have to publish the recipe under the same license and credit the original work.

The path of the Croats
Croatian Origins: The documented history of Croatia begins with Greek colonies established along the Dalmatian coast after 600 B.C. Migration of the Croats (Chrobati, Hrvati) is said to have occurred during the early the 6th century A.D. from white Croatia, a region which is now Ukraine between the Southern Bug and Dnieper rivers, to the lower Danube valley. They continued toward the Adriatic, where they conquered the Roman stronghold Salona in 614. After settling in the former Roman provinces of Pannonia and Dalmatia where they spent approximately 10 years, between 626 and 635, to completely defeat the Avars, pushing them to the north of the river Danube. After the defeat of the Avars, Emperor Heraclius enacted a law (Keleusis, iussio), giving the conquered lands to the Croats and under the sovereignty of the Byzantine Empire. The Croats then began to develop independently. The farming Croats continued their former way of life under their zupani or tribal chiefs, who performed administrative, judicial and military functions.
In the 7th century, when they were converted to Christianity. Shortly afterwards they received the privilege of using their national language in church services. Under pressure from the neighbouring Frankish and Byzantine empires, the tribal organization of the Croats gradually gave way to larger units, and there existed two Croatian duchies, one in Dalmatia along the Adriatic coast, the other in Pannonia. After the Frankish-Byzantine peace of 812, Pannonian Croatia became a part of the Frankish empire and the Dalmatian duchy recognized nominal Byzantine supremacy. In the middle of the 9th century the Pannonian Croats liberated themselves and joined the Dalmatian duchy, which also shook off foreign domination. By 880 Branislav (879-892) became the first independent dux Croatorum.
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Photos in this post: Mathieu Struck
(Licensed under the GFDL)
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eu: buenas
16:45 marcioabr: buenas
eu: cade você?
marcioabr: rs
em vários lugares
tentando pouso
eu: vale
16:46 por que só daqui a duzentos anos?
marcioabr: não só
mas… e daqui a duzentosanos?
16:47 “eu naõ queria ouvir isso, eu queria um discurso sincero e triste, mas ningue o fez, foi insuportávelmente triste”
eu: é tchekov?
16:48 marcioabr: é gorki
sobre tchekhov
numa carta prara a mulher falando do enterro dele
16:49 eu: o gorki esteve no enterro de tchecov?
marcioabr: sim, esteve.
16:50 e achou indelicado ele chegar num vagão para transporte de ostras
16:51 Gorki, que foi absorvido e negado pela revolução (ao mesmo tempo)
eu: e tchekov, que destino lhe deu a revolução?
16:52 marcioabr: ele morreu antes, em 1904, antes da pré revoluçaõ de 1905, inclusive.
Ele não teria aguentado
era um homem simples , delicado e generoso
16:53 muitos o consideravam a político
eu o considero revolucionário
nos anos 50 publicaram suas obras completas na russia
16:54 inclusive a peça sem nome
eu: e durante a revolução
vc sabe se ele foi lido
marcioabr: que ele não publicou enquanto vivo
eu: ou foi um autor relegado?
marcioabr: ficou meio esquecido
16:55 e retornou fora da russia
e também lá
vieram outros quem foram, como disse, “absorvidos” : Gorki, Maiakovski
16:58 eu: Maiakovski apesar de “absorvido” acabou se suicidando. Porque vc acha que tchecov não teria “aguentado”
16:59 marcioabr: ele viveu no “entretempo”, quando as coisas já não eram mais e tampouco tinham se transformado em outra coisa. Ele escreveu sobre isso, sobre essa gente no “limbo”, na iminência
17:00 ele dizia: todo homeme deve ser belo, tanto o rosto, como a roupa, a alma, os pensamentos”
17:01 falava de vidas minúsculas
do mínimo em nós
17:03 eu: mudei de máquina. ja estou aqui de novo
marcioabr: buenas
eu: buenas
marcioabr: onde vc está?
17:04 eu: dificil definir
na sua última fala
marcioabr: bem..
aí estamos
eu: em vidas minusculas
marcioabr: rs
17:05 eu: o que poderia ser minimo na gente?
17:06 tentando entender um pouco este foco
marcioabr: difícil de definir
17:07 mas se pensamos em tudo aquilo que se opõe í figura do herói…
eu: o comun, cotidiano
marcioabr: qual é o maior “feito” da tua vizinha?
17:08 que viveu a vida toda alí?
sim, mas há cotidianos diferentes
deve haver algum herói por aí, com uma vida incrível e perfumada
17:10 eu: daqui a duzentos anos aborda estes aspectos da vida mínima então? da vida não espetacular?
17:11 marcioabr: sim.entre outras coisas, talvez o que projetamos paraum futuro incerto, a partir de quem somos, só isso
17:12 “nada de novo. saúde. um forte aperto de mão”
eu: a peça acontece hoje no act?
17:13 marcioabr: sim, hoje e por mais 3 semanas, de quinta a domingo.
eu: ja tinho sido apresentada antes?
17:14 marcioabr: sim, a estréia foi ha exatamente 2 anos. Giramos o país e agora fazemos em curitiba.
demorou conseguir essa “façanha” de apresentar uma temporada na própria cidade
17:15 é mais facil ir que ficar
permanecer é a tarefa “hercúlea”
17:16 eu: na cidade que come seus filhos…
marcioabr: sim, e não os digere, o que é pior
melhor seria comê-los e obrá-los
17:17 vc foi ao banheiro hoje?
rs
eu: sim
pretendo ir de novo daqui a pouco
17:18 esta peça foi fruto de uma longa oficina para atores, se me lembro bem
da qual o Jaques brand participou, a
tuca
17:19 o gabriel gorozito
estou certo?
marcioabr: não exatamente,mas de um grupo de estudos que incluiu atores e gente de outras áreas, incluindo o emérito e grandissíssimo Jaques
17:20 eu: o luis felipe leprevost
marcioabr: depois do período de pesquisa, comecei oprocesso de criação da peça
sim, sim
contribuições inestimáveis
17:21 eu: quais os atores que estão no elenco?
17:22 marcioabr: André Coelho, Edith de Camargo e Luis Melo
A Edith compôs e executa a Trilha sonora em cena
17:23 eu: tocando e cantando?
marcioabr: sim
e falando
17:24 tudo é música em algum momento na vida
eu: gosto muito da musica que ela faz, e dela também
marcioabr: digo o mesmo
eu: lembro que durante o periodo de pesquisa
17:25 houve uma proposta de pequenas performances sobre o tena “tchekov”
marcioabr: sim fizemos 5 aberturas do processo
eu: encontrei uma noite o leprevost e a tuca
no café do teatro
17:26 eles tavam quebrando a cabeça com a coisa
marcioabr: com performances, leituras, publicações de textos, ensaios, traduções
rs
eles trabalharam uma época com umapeça curta genial chamada O Urso
17:27 Que o Dalton adora
eu: Sugeri à Tuca que levasse uma bacia
com água
e tomasse um banho Tcheco(v)
marcioabr: rsrsrsrs
eu: ela fez idsso?
marcioabr: pena que ela não fez
17:28 teria sido inesquecível
e é denão esquecer que precisamos as vezes
eu: o act está fazendo anos?
marcioabr: rs, sim
17:29 6 anos
tem uma exposição sobre tudo o que foi feito
é legal de ver
é um registro necessário.
17:30 afirmar a memória própria
eu: soube disso pelo Beto
17:31 tem uma serie de eventos acontecendo por la também
17:32 marcioabr: além da peça e da exposição tem uma peça de rua fruto, essa sim, de uma oficina para atores iniciantes sobre comedia dell’arte, dirigida pelo Roberto Inoccenti, um diretor italiano.
vcs seguem o trabalho e eu sigopara o meu.
17:33 a conversa tá ótima
seguimos falando depois
com cerveja junto
eu: massa, que horas é a peça
?
marcioabr: um abraço forte Otavio
21h
eu: acabei de intimar a galera pra ir
marcioabr: espero vcs
beleza
eu: vou lá
marcioabr: quando quiserem e puderem
17:34 eu: valeu márcio
merda
!
marcioabr: merda!

ConSerto é construído em torno da reprogramação de um Kernel de código aberto, uma sala de programação ocupada por webcams e microfones abertos para o mundo via streaming (transmissão audiovisual ao vivo) que recombina e libera as idéias discutidas durante a ação. Do mesmo modo, impressoras matriciais em ritmos sincopados imprimem essas sugestões.
A mesma sala é conduzida pelo chamado Pulso Maestro: uma conexão direta de sugestão de ritmos controlada via rede, influindo diretamente nas luzes e sons do espaço, criando uma catarse de “casa viva”, com a qual os músicos, atores, poetas e performers interagem.