ASPAS

O Em-si

Segundo a fenomenologia e o existencialismo, o mundo é povoado de seres Em-si. Podemos entender um Em-si como qualquer objeto existente no mundo e que possui uma essência definida. Uma caneta, por exemplo, é um objeto criado para suprir uma necessidade: a escrita. Para criá-lo, parte-se de uma ideia que é concretizada e o objecto construí­do enquadra-se nessa essência prévia. Um ser Em-si não tem potencialidades nem consciência de si ou do mundo. Ele apenas é. Os objectos do mundo apresentam-se í  consciência humana através das suas manifestações fí­sicas (fenómenos ).

O Para-si

A consciência humana é um tipo diferente de ser, por possuir conhecimento a seu próprio respeito e a respeito do mundo. É uma forma diferente de ser, chamada Para-si. É o Para-si que faz as relações temporais e funcionais entre os seres Em-si e ao fazer isso constrói um sentido para o mundo em que vive. O Para-si não tem uma essência definida. Ele não é resultado de uma idéia pré-existente. Como o existencialismo sartriano é ateu, ele não admite a existência de um criador que tenha predeterminado a essência e os fins de cada pessoa. É preciso que o Para-si exista e durante essa existência ele define, a cada momento o que é sua essência. Cada pessoa só tem como essência imutável, aquilo que já viveu. Posso saber que o que fui se definiu por algumas caracterí­sticas ou qualidades, bem como pelos atos que já realizei, mas tenho a liberdade de mudar minha vida deste momento em diante. Nada me compele a manter esta essência, que só é conhecida em retrospecto. Podemos afirmar que meu ser passado é um Em-si, possui uma essência conhecida, mas essa essência não é predeterminada. Ela só existe no passado. Por isso se diz no existencialismo que “a existência precede e governa a essência”. Por esta mesma razão cada Para-si tem a liberdade de fazer de si o que quiser.

Relativo ao Carbono 14

Carbono 14

Calendário
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Para outros significados de Calendário, ver Calendário (desambiguação) .

Um calendário é um sistema de medida para longos perí­odos de tempo. Calendários geralmente definem unidades de espaço em termos de dias, com unidades maiores para múltiplos dias. Essas unidades recebem nomes ou números para facilitar a lembrança de eventos ou acontecimentos históricos e planejar eventos futuros. A palavra calendário é usada também para descrever o aparato fí­sico (geralmente de papel) para o uso do sistema (por exemplo, calendário de mesa), e também um conjunto particular de eventos planejados.

Um momento é um perí­odo muito curto de tempo (o quanto não importa, já que é menor que o menor perí­odo de tempo). Um dia é um conjunto de momentos; normalmente, um dia tem 24 horas. Uma data é um nome de um dia, de acordo com algumas convenções. Um calendário é uma convenção nominal de dias.

Praticamente todos os sistemas de calendário utilizam uma unidade coloquialmente chamada de “ano” que se aproxima do ano tropical da Terra (ou seja, o tempo que leva um completo ciclo de estações) para facilitar o planejamento de atividades agrí­colas. Muitos calendários também usam uma unidade de tempo chamada ” mês” baseado nas fases da Lua no céu; um calendário lunar é aquele no qual os dias são numerados dentro de cada ciclo de fases da Lua. Como o comprimento do mês lunar não se encaixa em um divisor exato dentro do ano tropical, um calendário puramente lunar rapidamente se perde dentro das estações. Os calendários lunares compensam isso adicionando um mês extra quando necessário para realinhar os meses com as estações.

No ocidente, o calendário juliano baseado em anos foi adotado. Ele numera os dias dentro dos meses, que são mais longos que o ciclo lunar, por isso não é conveniente para seguir as fases da Lua, mas faz um trabalho melhor seguindo as estações. Infelizmente, o ano tropical da Terra não é um múltiplo exato dos dias (é de aproximadamente 365,2422 dias), então lentamente cai fora de sincronia com as estações. Por essa razão, o calendário gregoriano foi adotado mais tarde na maior parte do ocidente. Por usar um sistema flexí­vel de ano bissexto, pode ser ajustado para fechar com as estações como desejado.

Calendários podem definir outras unidades de tempo, como a semana, para o propósito de planejar atividades regulares que não se encaixam facilmente com meses ou anos.

Calendários podem ser completos ou incompletos. Calendários completos oferecem um modo de nomear cada dia consecutivo, enquanto calendários incompletos não. O primeiro calendário romano — que não tinha tinha nenhum modo de designar os dias dos meses de inverno que não fosse agrupar todos juntos como “inverno” — é um exemplo de um calendário incompleto, enquanto o calendário gregoriano é um exemplo de calendário completo.

Calendários em uso na Terra são freqüentemente lunares, solares, luni-solares ou arbitrários. Um calendário lunar é sincronizado com o movimento da Lua; um exemplo disso é o calendário islâmico. Um calendário solar é sincronizado com o movimento do [[Sol]; um exemplo é o calendário persa . Um calendário luni-solar é sincronizado com ambos os movimentos do Sol e da Lua; um exemplo é o calendário hebraico. Um calendário abritrário não é sincronizado nem com o Sol nem com a Lua. Um exemplo disso é o calendário juliano usado por astrônomos. Há alguns calendários que parecem ser sincronizados com o movimento de Vênus, como o calendário egí­pcio; a sincronização com Vênus parece ocorrer principalmente em civilizações próximas ao equador.

Calendários podem ser pragmáticos, teóricos ou mistos. Um calendário pragmático é o que é baseado na observação; um exemplo é o calendário religioso islâmico. Um calendário teórico é aquele que é baseado em um conjunto estrito de regras; um exemplo é o calendário hebraico. Um calendário misto combinas ambos. Calendários mistos normalmente começam como calendários teóricos, mas são ajustados pragmaticamente quando algum tipo de assincronia se torna aparente; a mudança do calendário juliano para o calendário gregoriano é um exemplo, e o próprio calendário gregoriano pode ter que receber algum ajuste próximo ao ano 4000 (como foi proposto por G. Romme para o calendário revolucionário francês revisado). Houveram algumas propostas para a reforma do calendário, como o calendário mundial ou calendário perpétuo. As Nações Unidas consideraram a adoção de um calendário reformado por um tempo nos anos 50, mas essas propostas perderam muito de sua popularidade.

O calendário gregoriano, como um exemplo final, é completo, solar e misto.
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Sistemas de calendário

* Calendário asteca
* Calendário chinês
* Calendário egí­pcio
* Calendário gregoriano
* Calendário hebraico
* Calendário islâmico
* Calendário juliano
* Calendário maia
* Calendário romano
* Calendário solar
* Calendário lunar

Chamada NOVA

Segunda Feira
–>
25/07/2005

ECOGRAFIAS DE ORGANISMO

Filmagens para uso na concepção de Organismo – Levem + cameras ( temos 2)
Sessão de Cinema aleatório ( trechos randômicos de Waking Life, PI, Idade da Terra, Revolution Os e o que + levarem)
Logí­stica para a festa de Crisma-Mitzvah-Ramadã-PERDA DO CABAÇO de ORGANISMO NA SEQUENCIA…

Local:
ESTUDIO MATEMA
Rua Marechal de ODORo ao lado da c and A – Prédio da Galeria Ritz

2o andar – 207

19:33
dúvidas: 99889285 (glerm)


e na sequencia:
CELEBRAÇÃO DO FIM DE MOONDAY – O DIA DA LUA

LOCAL:
NOSSO POSTO ABANDONADO

23:59hs
R. Solimões esquina
 com Rua Tapajós

Que legaaaalllll!!!

zumbibola

É preciso perceber que o seu hálito é ruim. E você ainda tem o hábito de falar muito próximo í s pessoas…. consulte um dentista ou pergunte com sinceridade í  alguma amigo ou amiga como é o seu hálito, e eles te dirão. Você leu numa revista que mascar um dente de alho pela manhã faz muito bem í  saúde, mas e os outros que são obrigado a sentir o cheiro de alho em sua boca o dia todo? Você gosta de sanduí­che de mortadela com guaraná sem gelo. Isso pode ser do seu gosto, mas a mortadela fermentando em seu estômago o faz arrotar azedo a tarde toda…

Você perdeu a noção do ridí­culo e pensa que é engraçado(a) o tempo todo. Faz piadinhas de todo mundo, ironiza com a roupa dos colegas, põe apelido no primeiro que passa í  sua frente. Todos riem e você pensa que é engraçado…. Muitas pessoas riem é “de vocꔝ e não das gracinhas que você faz. Aquela sua mania de contar piadas toda vez que chega perto de um grupo, saiba que muitas vezes é ridicularizada por todos. Você deixa de ser levado(a) a sério e fica conhecido como o(a) engraçadinho(a) de mau gosto e só!

Ah, e cuidado! Decididamente você não freqüentou uma pré-escola pois é incapaz de saber que pessoas educadas, no mí­nimo, pedem desculpas, dizem “por favor” e “obrigado” e além disso pedem licença ao passar ou ao interromper uma conversa. Você não! Você parece que saiu de uma estrebaria! Você é grosso(a) e não percebe. Você entra no meio das conversas sem pedir licença. Você passa na frente dos outros atropelando todo mundo como uma motoniveladora. Você pede as coisas sem dizer “por favor” e quando recebe parece nunca ter ouvido a palavra “obrigado” que da sua boca nunca foi ouvida. “Desculpe-me” então, jamais alguém ouvirá. Você não se subordina a essas “bobagens”….

Mais uma coisa. Você não se apercebe, mas as pessoas já colocaram em você o apelido de “gambᔝ! Você não usa desodorante; não lava suas roupas com a necessária freqüência. Você cheira a cigarro. Seu cabelo parece uma caixa ambulante de charutos! Não custa usar um perfume. Hoje existem lavandas que não são caras e que podem tirar aquele odor de corpo que o(a) caracteriza e que todos notam. As células olfativas se adaptam com muita rapidez e você não sente o próprio cheiro que todos abominam. Vivemos num paí­s tropical e nem sempre temos ar condicionado í  nossa disposição em todos os lugares. Assim, o suor é normal e quase sempre tem um cheiro não muito agradável. Pense nisso. Invista num bom desodorante e perca o medo de tomar um bom banho todos os dias…. Seus colegas de trabalho ficarão muito gratos!

Desculpe, mas eu sou seu amigo e tinha que dizer isso, pro seu próprio bem.

DE_deMOlir


Segundo os Rosacruzes, diz-se de um corpo cuja densidade é ainda inferior à do corpo vital e por meio do qual o homem exerce suas faculdades emocionais. Tal corpo amadurece no homem apenas na puberdade e tem a forma de uma esfera achatada, que circunda o corpo denso, sendo preso a este por meio do fígado. Após a morte, este corpo adquire a mesma forma do corpo denso durante a vida terrestre e permanece vivo por cerca de dois terços do tempo em que o indivíduo tenha vivido no mundo físico.

………..
……………..
….. dúvidas

A histeria é uma estrutura psíquica que mais se aproxima da feminilidade. O desejo no caráter histérico é, como todo o desejo humano, um desejo que se mantém eternamente insatisfeito.

……………….
…………..

Analogias – Analogias

Em Bucareste havia duas políticas, uma de demolir tudo que pudesse ser demolido (inclusive monumentos de importância histórica ou obras-primas arquitetônicas), como o Monastério VÃcÃreÃ?Ÿti, o Monastério Sfânta Vineri, o Palácio da Justiça – construído pelo principal arquiteto da Romênia, Ion Mincu – (marcado para demolição no início dos anos 90 de
acordo com os documentos de sistematização), a outra de abandonar e negligenciar as construções que não pudessem ser demolidas e deixá-las em tal estado que seria necessário demoli-las. Mesmo a Gara de Nord, uma das mais belas estações de trem do mundo, listada entre a Lista dos Patrimônios Arquitetônicos Romenos, estava marcada para ser demolida e substituída por uma nova no início de 1992. Quer a negligência sistemática ou a demolição total que tenham afetado 70% da Bucareste histórica, incluindo áreas como Magheru-Universitate (o coração de Bucareste), Lipscani, Halelor, Domenii, a Catedral de São João, Grivitei e a Gara de Nord, a sistematização só foi interrompida pela Revolução de 1989. Muitos dos marcos Bucareste têm sido desde então parcialmente reparados e consolidados, começando com a Gara de Nord em 1993, o Palácio da Justiça em 1997 e a Universidade em 1999, mas a maioria das construções está em séria necessidade de reconstrução até hoje.

 ———  a negligência sistemática ou a demolição total?

Mythologias: Eric Raymond

What Is a Hacker?
http://www.catb.org/~esr/faqs/hacker-howto.html

The Jargon File contains a bunch of definitions of the term ââ?¬Ë?hackerââ?¬â?¢, most having to do with technical adeptness and a delight in solving problems and overcoming limits. If you want to know how to become a hacker, though, only two are really relevant.

There is a community, a shared culture, of expert programmers and networking wizards that traces its history back through decades to the first time-sharing minicomputers and the earliest ARPAnet experiments. The members of this culture originated the term ââ?¬Ë?hackerââ?¬â?¢. Hackers built the Internet. Hackers made the Unix operating system what it is today. Hackers run Usenet. Hackers make the World Wide Web work. If you are part of this culture, if you have contributed to it and other people in it know who you are and call you a hacker, you’re a hacker.

The hacker mind-set is not confined to this software-hacker culture. There are people who apply the hacker attitude to other things, like electronics or music ââ?¬â? actually, you can find it at the highest levels of any science or art. Software hackers recognize these kindred spirits elsewhere and may call them ââ?¬Ë?hackersââ?¬â?¢ too ââ?¬â? and some claim that the hacker nature is really independent of the particular medium the hacker works in. But in the rest of this document we will focus on the skills and attitudes of software hackers, and the traditions of the shared culture that originated the term ââ?¬Ë?hackerââ?¬â?¢.

There is another group of people who loudly call themselves hackers, but aren’t. These are people (mainly adolescent males) who get a kick out of breaking into computers and phreaking the phone system. Real hackers call these people ââ?¬Ë?crackersââ?¬â?¢ and want nothing to do with them. Real hackers mostly think crackers are lazy, irresponsible, and not very bright, and object that being able to break security doesn’t make you a hacker any more than being able to hotwire cars makes you an automotive engineer. Unfortunately, many journalists and writers have been fooled into using the word ââ?¬Ë?hackerââ?¬â?¢ to describe crackers; this irritates real hackers no end.

The basic difference is this: hackers build things, crackers break them.

If you want to be a hacker, keep reading. If you want to be a cracker, go read the alt.2600 newsgroup and get ready to do five to ten in the slammer after finding out you aren’t as smart as you think you are. And that’s all I’m going to say about crackers.

Porque vindo de você?

Porque eu mantenho os documentos How
To Become A Hacker
, A Brief
History of Hackerdom
, o Jargon File,
e sou mais ou menos o historiador resident dos hackers. É o meu trabalho
pensar nessas coisas.

Eric Raymond

——
lembrando a todos que levi strauss ainda vive: http://pt.wikipedia.org/wiki/Claude_L%C3%A9vi-Strauss

how to become: levi strauss ainda vive.

hacker emblem

# The glider graphic in PIC
#
# Designed by ESR, October 2003.
# The only free parameters are the box width, the line width, and the
# ratio of the dot diameter to the box width.
#
# Render with pic2graph(1) or similar tool.
#
define dot {circle filled 1}
boxwid=boxht
circlerad = 0.4 * boxht
B1: box
B2: box
B3: box
move to B1.s; down
B4: box
move to B4.e; right
B5: box
B6: box
move to B4.s; down
B7: box
move to B7.e; right
B8: box
B9: box
dot at B2
dot at B6
dot at B7
dot at B8
dot at B9

Porque vindo de você?

Porque eu mantenho oo documentos How
To Become A Hacker
, A Brief
History of Hackerdom
, o Jargon File,
e sou mais ou menos o historiador resident dos hackers. É o meu trabalho
pensar nessas coisas.

Eric Raymond

——
levi strauss ainda vive: http://pt.wikipedia.org/wiki/Claude_L%C3%A9vi-Strauss

9. Conteúdo:
O curso toma como fio condutor a história dos estudos de parentesco, iniciando com o autor que é pioneiro nessa área e considerado fundador da antropologia, L. H. Morgan. Em seguida, familiariza os alunos com as principais correntes teóricas que marcam o desenvolvimento desses estudos, conhecidas como “teoria da descendência” e “teoria da aliança”, através dos principais expoentes de cada uma. Uma vez familiarizados com as principais conceitos e abordagens dos estudos de parentesco, os alunos podem acompanhar seus desenvolvimentos mais recentes, nas “terras baixas” sul-americanas.

http://www.fflch.usp.br/da/fla0326.html

da nossa asssimetria

í¨ quem estamos aqui, agora é que são elas, eu quero leite, leite puro sem açucar, marco, claudia, gabriela, glerm, lucio, otavio, occam, nillo, estamos tudo na mesma, novas prolixas serpentes, a creolização, fotos, imagens, o corpo humano como a exemplificação e ideal alemão, Jesus, as notas falsas, vende-se uma máquina de fazer moedas, novas lí­nguas, pausa para o cigarro, a arte quanto custa, indio quer apito, data igual a dia mes ano, txt=a maça, novas formas de enxergar o mundo lentes de aumento, lentes bifurcais, um processo, uma mania, não olhar para trás, a unha de Gullar, 90 bilhoes de dolares, superficies obscura slashslash, java, levado para si um organismo, qual seu tanino, teria orfeu, acrescentemos uma nova regra, uma linha obscura cordão umbilical, tenia, sabão em pó um veneno, copro, cobro um corpo ali bem encostado entre a gorjeta que o cordão não foi cortado, tá estourando tudo, espalhou por todo um espaço, matema, recôndito, redondo consultório, consultoria, mizinfim troglodita cafateira, pausa para o café, não consigo fazer funcionar, a nota atual.

occamorganismo 20/07/2005

Orquestra Olho

Jà Esta na rede a idéia raiz que vai dar origem a

orquestra olho

:
uma instalação com olhos e cameras tocando instrumento musical com o movimento dos olhos.
Por que você precisa VER a música?????? Faça se a luz – disse a palavra.
Orquestra OLHO é uma das GOELAS de

ORGANISMO

( clique no link pra fluir por ele…)

veja alguns testes:

( se você não usa linux provavelmente precisará baixar e instalar o player VLC – http://videolan.org/vlc/ )

http://www.organismo.art.br/orquestraolho/desafiatlux1.ogg
http://www.organismo.art.br/orquestraolho/desafiatlux2.ogg
http://www.organismo.art.br/orquestraolho/desafiatlux7.ogg


(*)
(-)
(+)

Inutensílio

Inutensí­lio – Paulo Leminski

A ditadura da utilidade
A burguesia criou um universo onde todo gesto tem que ser útil. Tudo tem que ter um para quê, desde que os mercadores, com a Revolução Mercantil, Francesa e Industrial, substituí­ram no poder aquela nobreza cultivadora de inúteis heráldicas, pompas não rentábeis e ostentosas cerimônias intransitivas. Parecia coisa de í­ndio. Ou de negro. O pragmatismo de empresários, vendedores e compradores, mete preço em cima de tudo. Porque tudo tem que dar lucro. Há trezentos anos, pelo menos, a ditadura da utilidade é unha e carne com o lucrocentrismo de toda essa nossa civilização. E o princí­pio da utilidade corrompe todos os setores da vida, nos fazendo crer que a própria vida tem que dar lucro. Vida é o dom dos deuses, para ser saboreada intensamente até que a Bomba de Nêutrons ou o vazamento da usina nuclear nos separe deste pedaço de carne pulsante, único bem de que temos certeza.

Além da utilidade
O amor. A amizade. O conví­vio. O júbilo do gol. A festa. A embriaguez. A poesia. A rebeldia. Os estados de graça. A possessão diabólica. A plenitude da carne. O orgasmo. Estas coisas não precisam de justificação nem de justificativas.
Todos sabemos que elas são a própria finalidade da vida. As únicas coisas grandes e boas, que pode nos dar esta passagem pela crosta deste terceiro planeta depois do Sol (alguém conhece coisa além- Cartas í  redação). Fazemos as coisas úteis para ter acesso a estes dons absolutos e finais. A luta do trabalhador por melhores condições de vida é, no fundo, luta pelo acesso a estes bens, brilhando além dos horizontes estreitos do útil, do prático e do lucro.
Coisas inúteis (ou “in-úteis”) são a própria finalidade da vida.
Vivemos num mundo contra a vida. A verdadeira vida. Que é feita de júbilo, liberdade e fulgor animal.
Cem mil anos-luz além da utilidade, que a mí­stica imigrante do trabalho cultiva em nós, flores perversas no jardim do diabo, nome que damos a todas as forças que nos afastam da nossa felicidade, enquanto eu ou enquanto tribo.
A poesia é u principio do prazer no uso da linguagem. E os poderes deste mundo não suportam o prazer. A sociedade industrial, centrada no trabalho servo-mecânico, dos USA í  URSS, compra, por salário, o potencial erótico das pessoas em troca de performances produtivas, numericamente calculáveis.
A função da poesia é a função do prazer na vida humana.
Quem quer que a poesia sirva para alguma coisa não ama a poesia. Ama outra coisa. Afinal, a arte só tem alcance prático em suas manifestações inferiores, na diluição da informação original. Os que exigem conteúdos querem que a poesia produza um lucro ideológico.
O lucro da poesia, quando verdadeira, é o surgimento de novos objetos no mundo. Objetos que signifiquem a capacidade da gente de produzir mundos novos. Uma capacidade in-útil. Além da utilidade.
Existe uma polí­tica na poesia que não se confunde com a polí­tica que vai na cabeça dos polí­ticos. Uma polí­tica mais complexa, mais rarefeita, uma luz polí­tica ultra-violeta ou infra-vermelha. Uma polí­tica profunda, que é crí­tica da própria polí­tica, enquanto modo limitado de ver a vida.

O indispensável in-útil
As pessoas sem imaginação estão sempre querendo que a arte sirva para alguma coisa. Servir. Prestar. O serviço militar. Dar lucro. Não enxergam que a arte (a poesia é arte) é a única chance que o homem tem de vivenciar a experiência de um mundo da liberdade, além da necessidade. As utopias, afinal de contas, são, sobretudo, obras de arte. E obras de arte são rebeldias.
A rebeldia é um bem absoluto. Sua manifestação na linguagem chamamos poesia, inestimável inutensí­lio.
As várias prosas do cotidiano e do(s) sistema(s) tentam domar a megera.
Mas ela sempre volta a incomodar.
Com o radical incômodo de urna coisa in-útil num mundo onde tudo tem que dar um lucro e ter um por quê.
Pra que por quê?

In ANSEIOS CRIPTICOS, Ed. Criar, Curitiba, PR, 1986, p. 58-60.

NOTA: Este ensaio foi acrescido ao final do ensaio ARTE IN-ÚTIL, ARTE LIVRE? e publicado com pequenas modificações sob o tí­tulo A ARTE E OUTROS INUTENSíLIOS no jornal Folha de S. Paulo, caderno Ilustrada, p. 92, 18/10/1986, e apresentado como primeira aula do curso POESIA 5 LIÇÃ?â?¢ES ministrado por Leminski na Fundação Armando ílvares Penteado, em São Paulo em 20/10/1986.

http://paginas.terra.com.br/arte/PopBox/kamiquase/nindex.htm

chat 190705

Last Message 2 hours, 1 minute ago

* occam : chuá
* glerm : falou flow
* glerm : flw
* occam : z
* occam : l
* occam : b
* glerm : vou mostrar o orquestra olho pra vcs
* occam : blz
* occam : blz
* glerm : blz amanhã 20 hs
* glerm : logica: c > copy n > new v > paste (quaqua)
* occam : gelerm to indjo
* glerm : :
* occam : sure
* glerm : gica
* glerm : tem lo
* glerm : sim
* glerm : deu certo?
* occam : obvio, claro e cristalino
* glerm : para salvar o selecionado falça o seguinte: control c depois control n depois control v
* occam : eu também
* occam : eu também
* occam : eu também
* occam : eu também
* occam : eu vou com certeza
* occam : tamo ligados
* glerm : amanhã 20 hs
* glerm : ces tem que aparecer
* glerm : voces tão ligados que eu to marcando gravação e ação pra amanhã no matema?
* occam : como salvar em arquivo exclusivo somente o que foi selecionado?
* occam : tem que fuçar um pouco em cada um
* occam : rolou conseguimos localizar
* glerm : deu certo o efeito?
* glerm : alooooooooo
* glerm : e escolha um efeito

Mondo LIBRE

Facilitando a vida dos humanos, os robôs gente-boa do futuro próximo mandam dica pra inserir todos os organismos-carne no mundo dos bits —>
Seguem algumas opçoes livres MULTIPLATAFORMA ( o que quer dizer que roda em linux, win e mac no mí­nimo) pra vocês ja irem perderdendo o ví­cio nas interfaces fechadas da Nasdaq…

Edição de í udio:
Audacity: http://audacity.sourceforge.net/download/

Edição de Imagens:
Gimp: http://www.gimp.org/downloads/

Editor HTML:
Nvu: http://www.nvu.com/download.html

Texto, Planilhas e Apresentações:
Open Office: http://www.openoffice.org.br/saite/

Cliente de Mensagens – Jogue fora seu lixo espião MSN
Gaim: http://gaim.sourceforge.net/downloads.php

Navegador de Internet:
Mozilla: http://www.mozilla.org.br/

Ciência e Arte em Estado BRUTO:
Puredata: http://www-crca.ucsd.edu/~msp/software.html

Este BLOG:
WordPress: http://wordpress.org/

e por fim, depois que estiver acostumado com as interfaces
você não tem mais desculpa pra usar Sistema Operacional de PREGO.
Instale algo que tem gente de verdade por trás ao invés de um monte de papel assinado:
por exemplo: http://demudi.agnula.org/wiki/InstallCdRom

foto por elefante

[urgente]AÇÃ?â??O de GENÃ?Å SE E CONCEPÇÃO DE ORGANISMO – QUARTA 20/07 – 20:00


Contamos com a presença de todos na ação de coleta e discussão dos gametas envolvidos em mais uma concepção de

“ORGANISMO”

“um corpo sem orgãos é uma linguagem sem estrutura –
– Deleuze”
“Corpo sem órgãos não tem nem sombra de organismo, mizifio!! Nem com aspas nem sem! 😉
– Alencastro”

************1.
CURITIBA
Quarta 20/07/05 – 20hs
Estudio Matema – Galeria Ritz
2o andar – 207 – Entrada pela Marechal Deodoro
(ao lado da c&a)

************2.
AÇÃO NA REDE

se você não mora em Curitiba entre la pelas 21:00 no IRC
SERVIDOR freenode.irc.net #orquestraorganismo

se você não tem cliente IRC instalado, instale o gaim:
http://gaim.sourceforge.net/downloads.php

se precisa mais informações sobre isso email para organismo@gmail.com

ou tente o chat do blog neste mesmo horário: http://www.organismo.art.br/blog
( sujeito a congestionamento)

************3.
Está avisado. Depois não reclame que perdeu a festa. você foi convidado.

**********************************************


í¿ qual seu real valor ?