Site Specific – Nomadismo Psíquico – Autofagia

museu do poste apresenta:

Espasssssssosz Autofágicosssssz

Conjuga um sistema arreverso, cultiva tudo que lhe tanja, convida tudo que fôr angênico, miasma, escória, diferença, rebotalho, carência insubsistente, os gnomos de Prestesjoão a cair sôbre os pigmeus, petranhas edificantes. O revérbero toma a forma que o torna um dilema equilátero. O revérbero: sí­stole do ser, diástole já produta de si própria pelo outro. Manter as últimas consequências dentro dos justos limites | Imparódias em falsete: o limite aonde tende o hiato deixado pelas elipses cuja razão de ser sua função já cumpriu a contentamento. Atrás da orelha: o pulgatório entresai.


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Se eu, bazar provendo quermesse, não os tivesse tirado do esquecimento a que os votavam lendas e lendas, seu centro estava ausente, seu janeiro além do contrôle, a salvo de incêndios, de todo destino isento. Quis al. Num raio de dois olhares, nenhum lençol de fantasma para serenar meu gôsto por êsse tipo de espetáculo.


territorialização da energia elétrica no corpo sem orgãos – trocando o nome da cidade para “…”.
Por um mundo livre. Sem metáfora. Enquanto Argos É dionisio.

ergo sum ERGO


Vem vindo de longe um pensamento longo que todo mundo está pensando o tempo todo, e tem! Quem diria, hein? Oxalá isso aconteça, para a saúde da minha cabeça! Seja feliz, e escarneça dos santos sacramentos,

nem está batizado, e já bebe vinho.

A paisagem, maior que o sonho, padroeira das bestas feras, varada por uma flecha persa! Acocoroxar! Contamino tudo que conto com essa bôca cúmplice: culpas lavadas a lágrima, púrpura só se lava em sangue! Tusso, e vejo um eclipse. Presente, um prêso pronto se apresentando! Da alçada do coração, a laçada do pensamento, o laço!

. Nulo no ato. Ali. Não fôsse isso. Livre, o equilí­brio entre balanças vazias. De súbita presença fica uma certeza, uma dúvida a ficar: um mistério para variar, uma avaria só para constar. Quero durar; eu hei de haver.

Eis-me sendo: sou-o.

Libera um ser fora do tempo, contando para ninguém, consigo. Pode ser heresia, doença ou efeito das circunstâncias controversas que ora atravesso. O alvitre, livre. E, onde, agora, aquêle lugar? Aqui, nunca. Tem alguém por aí­ dizendo o que eu ando falando, respondão, senhor dos ecos e dos gestos! Extinção da vontade do eu, eco no apagar da vela, extinção do eu na extensão do mesmo, atenção para nada de si.

Não, êsse pensamento recuso, refuto e repilo! Constato crescerem em mim, contra o degas e em prol dessa joça. Você sabe de que está falando? Não? Estranho proceder!

Nada aqui onde apóies pensar, não é casa da sogra essa falta de estátuas nas tumbas, sarcófagos nos palácios, epitáfios nos obeliscos, triunfos nos arcos, estirpes nos nomes.

Fico feito um sí­sifo deixando insatisfeitas as voltas automáticas das hipóteses. Coordenadas em ordem, a própria, entregue í  própria sorte. A linha é o menor ponto entre dois caminhos: a bom, a meia, a mais ou menos uma. Ã?Å ste pensar permanente prossegue pesando no presente momento. Artiksewski me tirará pelo coração a tempo da via das minhas dúvidas. Unhas e lentes dum mecanismo de passarinhos operam desde milagres até metamorfoses. Omito.

Uma lei vai vigorar aqui. A lei é esta: assim não vale. A lei é estável. Qual o nome da lei? Um nome bem natural, a lei da máxima é múltipla. Faça o que te apetece, falte quando te fazem falta! Assim não vale. Ali está aquilo.

Afastamento dos fatos, isolamento silencioso. Aqui é isso. Isso sai por uma porta e entra por outra, isso é uma raridade no dia de hoje. Uma coisa rara é coisa notável. Isso houve hoje. Um olhar de Janus aboliu a atualidade. Cara e coroa, cara e máscara. Aquilo está feito. Algo não andou bem. Houve um negócio. O próprio. Uma manifestação monstro adentrou-se nas dobras do terreno e concentrou-se no óbvio. Passa o tempo, o monstro não se mostra, que demora para uma demonstração.

Queriam colocar-me aí­.
Quero ficar aqui, me respeitem. Eu assumo várias formas, ou arrumo vários casos. Caí­ em mim e nos que me equivocam, arranjem um outro eu mesmo que eu não dou mais para ser o próprio.

Ã?Å le mesmo reconhecendo isso, foi levado a efeito. Isso não serve, temos que apresentar exemplos. Acostume-se com isto. Conosco, conosco,

ei-lo

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semiótica russa

TEORIA LITERíRIA – ciência cujo objeto de estudo são a literariedade (JAKOBSON) e o procedimento (CHKLÂVSKI). A literatura é considerada uma variante dentre os sistemas de signos que usam a linguagem de modo a produzir estranhamento.

LINGÃ?Å?íSTICA ESTRUTURAL – parte do conceito de estrutura e das relações dinâmicas entre partes e funções num todo. Estrutura concebida como um conjunto de diferenças, por exemplo, o signo lingüí­stico. É a partir da estrutura que se pôde chegar í  compreensão da estruturalidade entre sistemas.

SEMIÂTICA – teoria que trata de semiosis como propriedade do signo. Um signo só pode ser compreendido í  luz de outro signo. A semiose está na raiz do conceito de modelização. Além de ser núcleo fundamental para as ciências do homem, a Semiótica sistematizou aspectos de uma teoria geral dos signos.

CIBERNÉTICA – apresenta o conceito de sistema como um conjunto de invariáveis dentro de variações capazes, portanto, de regular comportamentos. Institui a noção de controle como mecanismo de eficácia das mensagens no sentido de impedir a entropia.

TEORIA DA INFORMAÇÃO – valoriza o processo comunicativo como troca interativa de códigos na produção de mensagens. Explora a possibilidade de medir quantitativamente a informação de uma mensagem para ulterior análise de seu significado. Apresenta o código, bem como o processo de codificação / decodificação / recodificação como chave para a análise semiótica.

ANTROPOLOGIA – valoriza o homem e suas manifestações culturais (formas ritualí­sticas de comportamento social) como conjuntos heterogêneos e interelacionados. Daí­ a noção de homem como sistema de signos (BAKHTIN).

CRíTICA DA ARTE – exercí­cio de compreensão da arte como linguagem, ou melhor, como conjunto de várias linguagens. A experimentação aproxima arte, ciência, técnica como esferas interligadas na cultura. Destaque para a noção de arte como máquina perfeita (LOTMAN) e como convencionalidade (USPÃ?Å NSKI).

BIOLOGIA MOLECULAR – noção de vida como código: a proximidade entre o código genético e o código verbal se deve í  noção de seus constituintes como componentes discretos que servem para a construção das significações. Compreensão semiótica do fenômeno da hereditariedade e da cultura como memória não-hereditária.

NEUROLINGÃ?Å?íSTICA – NEUROBIOLOGIA – classificação das afasias segundo mapeamento das lesões nos hemisférios cerebrais, de onde surge a noção de afasia como distúrbio de comunicação. Importância da estrutura da linguagem, dos processos de seleção e de combinação, para a topografia do cérebro e relações entre simetria e assimetria.