“você gostaria de participar de uma experiência artística” – “Do you like to participe of an artistic experience?” – live in HRVTSKA

nbp_de_bigode.jpeg
nbp de bigode *NOVAS BASES PARA PERSONALIDADE

cachaça connecting people

esquema do orgao de mar...

set -> pela_paz_de_todos_os povos_na_vida_e_a_morte
set-> for peace of all people in life and death


um muro separa este cemitérios de religiões “diferentes”. todos iguais perante a morte?
a wall that separates this cemetery of “different” religions. Everyone is equal in death?

{

Vai ficar aqui a caneta em cima deste muro
em ato simbólico a todos aqueles que escreveram,
disseram e tentaram fazer algo melhor da sua vida
do que simplesmente usar os DENTES com os quais nasceram…
fica aqui neste cemitério então ( e os mortos sabem disso melhor do que ninguém )
de que nada adiantam muros…
e que não é possí­vel dividir…

This Pen Will Stay here Up in this wall
in a simbolic act to all whom that have written,
said and tried to make something better in their lives
than simply use the TEETH wich they born…
Will stay in this cemetery then (and the death know that better than no one)
that there’s no use for walls,
and it’s impossible to divide…

-> PELA PAZ NO MUNDO

assinado:
Octavio Camargo, Simone Azevedo e Guilherme Soares
(em performance web-site specific )

}

Canetas Derrubam Muros -> mp3

Canetas Derrubam Muros -> ogg



Borges Jazzzzzzz :


NBP-Novas Bases Para personalidade

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CLIQUE PARA VER O DIAGRAMA

nbp_zero.jpeg
“Não tem foto”


Novas
Bases para a Personalidade

por Cezar Migliorin

(texto “emprestado” do site revista_cinética )



“Você gostaria de participar de uma experiência
artí­stica?”

Assim começa o trabalho que Ricardo Basbaum
leva í  Documenta 12, em Kassel, a mais importante exposição de arte contemporânea
da Alemanha e uma das mais importantes do mundo. Se a pessoa aceitar a proposta
do artista, ela deve ficar um mês com um objeto inventado por Basbaum, utilizá-lo
como quiser, ser responsável por seus atos e documentar essa utilização. O projeto
acontece desde 1994, parte de um projeto maior – NBP
(Novas Bases para a Personalidade) – e encontra diversos desdobramentos.
Em Kassel, por exemplo, ele é apresentado como uma instalação que disponibiliza
para o público o work in progress – trabalho não finalizado, em processo.

Em
Kassel, Basbaum construiu uma arquitetura escultural (definição do artista) em
que há partes de toda a teia que compõe o dispositivo relacional inventado por
ele. São oito monitores onde vemos ví­deos e fotografias (1045) feitas por pessoas
e grupos que participaram da experiência, dois monitores ligados ao site Você
quer participar de uma experiência artí­stica
,
no qual temos acesso í s
declarações dos participantes e do artista e um grande banco de dados sobre o
projeto e, ainda, dois monitores divididos em quatro imagens advindas de câmeras
de segurança colocadas na própria instalação: o público pode também se ver entre
as imagens.

Operando dentro de um regime contemporâneo da
imagem em que cada espectador é uma célula única de produção, tendendo para um
esfacelamento das distinções entre produtor e receptor, doméstico e industrial,
público e privado, as diversas fotos e ví­deos que vemos são imagens ordinárias
que perdem a banalidade porque são impregnadas por um desejo de encontro entre
artista, objeto, participante e espectador. O projeto de Basbaum poderia facilmente
tornar-se uma busca das relações extraordinárias e espetaculares com o objeto,
porém não é isso que acontece. Ao se distanciar do exótico e único, é a própria
vida ordinária, que leva o objeto para a praia ou o transforma em isopor para
gelar a cerveja, que ganha uma dimensão poética. Com o objeto, a banalidade é
atravessada por uma escritura, por uma montagem entre os elementos que se relacionam
no dispositivo – participante, praia, mar, areia, sol, água, flor, globo, bola,
máscara, ví­deo, artista.

Dispositivo aqui entendido como

a construção de um espaço em que existe um enfrentamento, um encontro entre heterogêneos.
Não somente um acordo entre as diferentes partes que o compõem, mas uma presença
de um desacordo, de rejeições e desarmonias, trazendo para o projeto um caráter
propriamente polí­tico. NBP é um dispositivo que operam com múltiplos indiví­duos,
máquinas e instituições e é esta relação que possibilita a produção de imagens
– que são, elas próprias, parte do dispositivo, como fica claro no modo como a
instalação é apresentada.


uma saborosa heterogeneidade de imagens que se unificam no objeto, não para formar
um todo consistente, criar uma narrativa ou um sistema. O objeto que Basbaum empresta
í s pessoas se constitui como uma força que impossibilita que as imagens adentrem
uma lógica aleatória ou esquizofrênica onde nada se liga a nada – sem deixar,
entretanto, de fazer aparecer uma diversidade caótica. O objeto está a cada vez
em lugares diferentes, participando de ações diferentes e sendo parte da invenção
de gestos singulares. Esta reincidência do objeto faz com que ele acabe por desaparecer
das imagens. Apesar de estar ali, o que vemos é o entorno – pessoas, grupos, sons,
outros objetos – que se contorcem, batem, equilibram, falam e ouvem em relação,
harmônica ou tensa, com o objeto e com o dispositivo como um todo.

Basbaum
modula sua presença entre momentos onde parece perder o controle dos desdobramentos
de sua experiência e outros em que se faz mais presente, como na feliz invenção
do objeto. Ao entregá-lo para o participante ou ao fazer essa instalação que reúne
objeto, participante e público, o artista está construindo uma cena, um espaço
onde se apresenta o que pode ser dito e visto. Mas esta decisão estética não pertence
ao artista somente, é uma operação compartilhada em que o artista é parte do dispositivo,
parte da cena que está sempre se criando.

Em
um dos ví­deos apresentados na instalação na Documenta vemos um grupo destruindo
o objeto. Uma ação violenta que materializa este distanciamento do artista em
relação aos desdobramentos pré-concebidos para o projeto. A circulação do objeto
e das imagens compõem assim uma obra mutante e metaestável, que encontra esses
momentos de estabilidade, como na instalação da Documenta, mas sempre apontado
para fora dali. Em 2003, por exemplo, o Coletivo Vaca Amarela, de Florianópolis,
entra na experiência proposta por Basbaum com a fina ironia de quem percebe o
destino do objeto e o doa para o Museu de Arte de Santa Catarina com o nome de
“Doação do NBP”. Nesta época, por questões financeiras, havia um único NBP em
circulação, apesar de ele nunca ter sido pensado como um objeto de tiragem limitada,
segundo Basbaum. Um dispositivo não é um sistema, e isso fica claro com a ação
do coletivo. Ao dispositivo lhe falta a coerência interna, lhe falta as fronteiras
que o separariam de outros dispositivos e instituições; o museu, a Documenta,
etc.

Um dispositivo, este de Basbaum, nos permite sair da
dicotomia do um e do outro, tão cara í  teoria ligada ao documentário, por exemplo.
Uma dicotomia que trabalha com relações de simetria como se cada lado da relação
tivesse uma integridade, uma totalidade e as relações de troca, mistura e tensão
se dessem de um ao outro, entre duas entidades limitadas. Neste dispositivo, não
cabe uma relação entre dois que se dê de forma dialética ou como causa e efeito.
A partir de um certo momento, as separações entre artista, participantes e todo
o dispositivo são irrelevantes. O que não significa dizer que a tensão desaparece,
que há solução do dissenso.

A relação polí­tica e estética
que se dá entre indiví­duos e grupos nas NBP acontece na imanência do dispositivo
e não como adequação de um indiví­duo í  uma forma que lhe antecede. Se o indiví­duo
é algo que sempre aparece em um processo de individuação, distante sempre de uma
realidade substancial, o trabalho de Basbaum intensifica essa percepção inventado
um dispositivo que materializa e traz uma presença estética para o próprio processo
de individuação. Em outras palavras, as imagens que vemos no site ou em Kassel,
aparecem como fugidios modos de vermos os participantes experimentando seus corpos,
imaginações, inteligências. Um dos participantes – Jorge Menna Barreto –. por
exemplo, decide enterrar o objeto, tirando-o de circulação e manifestando o desejo
de não ter a experiência: uma das experiências mais singulares do mundo contemporâneo.

O
objeto passa a fazer parte da vida como um shifter de subjetividade, como
escreveu Félix Guatarri, um elemento que bifurca a cena em que a vida se dá, um
acontecimento que não obriga o gesto ou a fala, mas que não permite nem o mesmo
gesto, nem a mesma fala. O objeto é então um intensificador de processos de individuação.
As imagens que aparecem nos ví­deos e fotos documentam esses deslocamentos, do
objeto e do participante e a relação dinâmica que se dá entre eles. A entrada
do objeto na cena do participante acaba por ser delicadamente reveladora do indiví­duo
ou grupo que o utiliza, como em um documentário; sem perguntas, sem off e sem
um mundo que se entregue in-natura; tudo passa pelo dispositivo que é sempre um
agenciamento coletivo, desindividuado, transubjetivo, como escreveu Brian
Holmes sobre o trabalho de Basbaum
, nem social nem individual. O que se vê
é o indiví­duo deixando um lugar estável, identitário, para jogar com gestos e
modos possí­veis de lidar com essa Nova Base da Personalidade.

Entretanto,
há uma ironia nesse movimento que é parte do diálogo que Basbaum
estabelece
com artistas como Ligia Clark e Helio Oiticica. A ironia não é
propriamente com os artistas, mas com a história e com o tempo. Se a experiência
da arte passa para todos eles por uma interação sensorial e afetiva com o objeto,
no caso de Basbaum estamos distantes de uma reinvidicação utópica libertária.
Entretanto, ele escolhe um nome e um processo que não deixa de fazer uma aposta
na vida e na produção subjetiva como um operação estética e ética. Há nesse sentido
uma inadequação entre a arte, tão incerta, falha e ambí­gua e a idéia de criar
novas bases para a personalidade através de uma experiência sem garantias. Há
um humor mesmo nesta escolha do nome do objeto – Novas Bases para a Personalidade.
Podemos imaginar que a arte está sempre dando essas novas bases da personalidade,
inventando objetos em que o processo de subjetivação seja uma constante, interminável
– esta é a noção mesmo de resistência ao totalitarismo e ao fascismo exposta por
Guatarri. Mas, ao escolher o efeito como nome do objeto, Basbaum está, pelo menos
hoje, flertando uma certa crença excessiva na arte.

Se desconsiderarmos
o humor presente no projeto de Ricardo Basbaum, ele ganha uma dimensão utópica
e perde sua força tanto como obra que efetivamente mobiliza o público e o participante
de maneira estética e ética, assim como se perde o comentário generoso e irônico
em relação í s artes em geral. A força deste trabalho está, por um lado, no modo
como ele se coloca na fronteira entre um ideal utópico fundado no encontro e no
acontecimento que se desdobra na invenção subjetiva como modo de resistência aos
poderes produtores de identidades funcionalizáveis para o capitalismo, e, por
outro, no humor de quem se percebe caminhando em campo minado. Com auto-ironia
o artista se vê na fronteira do próprio poder ligado ao capitalismo contemporâneo
que, tendo incorporado a crí­tica artí­stica (Boltanski) por mais independência,
autenticidade e inovação nas relações de trabalho, criação e dehierarquização
fundadas na autonomia do trabalhador e do consumidor; se alimenta das invenção
subjetivas. Trata-se de uma passagem no mundo do trabalho do savoir-faire

(saber fazer) para o savoir-être (saber ser) (Boltanski, de novo).
No encontro com o seu oposto – personalidades divergentes, criações subjetivas,
modos singulares do ser – as forças do capitalismo encontram uma adaptabilidade
superior. A adaptação as torna mais forte.

A dimensão utópica
de uma arte móvel, de uma arte sem barreiras geográficas ou fronteiras, é revista
pela ironia que existe no projeto. É ainda a partir dessa ironia presente no tí­tulo
do projeto e na forma dos NBP que Basbaum marca um distanciamento crí­tico em relação
í  possibilidade emancipadora da criação de ligações sociais. O conexismo, a criação
de redes recebe um impulso e um piscar d’olhos. O projeto consegue se descolar
do puro elogio í  formação de uma teia, como se a sua criação tivesse sempre desdobramentos
ótimos e como se a crescente mobilidade não estivesse ligada í  fixidez e imobilidade
de outros (Boltanski).


ainda humor na forma do objeto inventado por Basbaum. Trata-se um “trambolho”.
Imagino que a cada vez que o artista mostra seu objeto ao participante a apresentação
deve ser acompanhada de um sorriso. Estamos distantes de objetos maleáveis como
os Bichos de Ligya Clark, da leveza e coloridos dos Parangolés
de Oiticica. Trata de um objeto industrial, grande, rí­gido, que não pode ser escondido
em um armário ou esquecido em um canto qualquer da casa e que se aproxima de um
objeto duchampiano por dificultar qualquer julgamento de gosto ou de simples contemplação
estética. A mobilidade do objeto e a experiência de seu conví­vio não são separadas
de um desconforto com sua presença.

O trabalho de Basbaum
leva ao limite a arte contextual tal como descreve Paul Ardenne para, ao
mesmo tempo, pela ironia, se distanciar dela. O elogio de Ardenne í  arte contextual
se baseia em uma arte que se coloca “sob o risco do real”, para usar
a expressão de Jean Louis Commoli. Seu contraponto é de uma arte estética fundada
em critérios acadêmicos. Para Ardenne, colocar-se em contexto é estabelecer conexões
que recusam o distanciamento do artista da realidade e, por isso, o elogio que
o pesquisador faz í  arte contextual e í  contingência em que ela opera. Esse corpo-a-corpo
com o real é seguido da necessidade de experimentar – a si a ao mundo -, conectar,
se colocar em relação com o outro, procurar co-implicações, confrontações com
o espaço coletivo, ação no lugar da contemplação, expansão fundada na experiência
– sempre mais, sempre outro – e, por fim, uma posição, menos estética que polí­tica.
A polí­tica, para Ardenne, passa então pela experiência. A experiência é o que
permite alargar o saber, os gestos, as atitudes, os conhecimentos, dinamizar as
criações e as conexões possibilitando a vivência de fenômenos inéditos e melhores
formas de habitar o mundo.

Se voltarmos ao trabalho de Basbaum,
o desdobramento das Novas Bases para a Personalidade se encaixam com perfeição
nesta aposta contextual de Ardenne. Não por acaso, e com razão, Ardenne comenta
os Bichos de Ligya Clark como momento “chave” da prática contextual
em que o artista “pode colocar óleo nas engrenagens da vida coletiva e, assim
fazendo, se tornar um multiplicador de democracia”. Entretanto, o projeto
de Basbaum explicita o dispositivo ao chamá-lo de Você quer participar de uma
experiência artí­stica
e ao nomear o objeto não pela forma, como Ligya Clark,
mas pelo resultado; Novas Bases para a Personalidade. Entre o nome do projeto
e o nome do objeto existe o espectador que transita entre a relação experimental
com o objeto, sua vida e seu meio e o ponto possí­vel de chegada: bases para uma
nova personalidade.

Um ponto de chegada, evidentemente irônico.
Colocar o participante entre a experiência e as novas bases parece ser
ao mesmo tempo a aposta na experiência e a percepção de como ela pode ser capturada,
funcionalizada. Não há devir utópico possí­vel baseado na experiência e é essa
dimensão ambivalente da arte em contexto que escapa a Ardenne e não a Basbaum.
Penso esse trabalho de Basbaum como parte dessa encruzilhada, desse lugar tenso
em que a arte atravessada pela vida resiste e não pára de tensionar e se esquivar
das freqüentes capturadas feitas pelos poderes contemporâneos.

INSTRUÇÃ?â?ES DE USO (PDF)

referencia em inglês “emprestada” do blog deste trabalho.

Would you like to participate in an artistic experience? is a project about involving the other as participant in a set of protocols indicative of the effects, conditions and possibilities of contemporary art.

Would you like to participate in an artistic experience? starts with the offering of a painted steel object (125 x 80 x 18 cm) to be taken home by the participant (individual, group or collective), who will have a certain period of time (around one month) to realize an artistic experience with it. Although the physical object is the actual element which triggers the processes and starts up the experiences, it in fact brings to the foreground certain sets of invisible lines and diagrams concerning all kinds of relations and sensorial data, making visible networking and mediation structures.

It is up to the participants to take the decisions of what kind of experience will be enacted, where the object will be taken and how will it be useful, during the time they are in the possession of it. The participants of Would you like to participate in an artistic experience? – individuals or groups – perform experiences from their own proposition and choice that can reflect on life and art issues, regarding the relationship between the subject and the other, conducting to some transformation process. The participants send feedback in the form of texts, images, videos or objects, and the documents will be displayed in a website, especially developed for the project – each participant will have access to editing tools, which will permit them to upload the documentation themselves.

Would you like to participate in an artistic experience? was initiated in 1994 and has already circulated through several cities, from London (UK) and San Sebastián (Spain), in Europe, to Rio de Janeiro, Vitória, Brasí­lia, São Paulo, Porto Alegre and Florianópolis, in Brazil. More than 30 participants (some of them, groups and collectives) have produced several experiences and an extensive and interesting documentation – which is displayed at the project website. Would you like to participate in an artistic experience? is clearly a piece of work-in-progress, as it finds its way in the very process of being developed. Virtually, this project has no near end at all, since its continuity does not depend on its author/proposer lifetime – the object is conceived as a multiple, and so new objects can be produced any time it is required.

The object used at Would you like to participate in an artistic experience? has its shape designed according to the NBP – New Bases for Personality project, an on-going project comprising drawings, diagrams, objects, installations, texts and manifestos, initiated in the 1990s. The NBP project connects contemporary artââ?¬â?¢s practices and concepts to communicational strategies, getting in touch with some of the recent developments on the politics of subjectivity. NBPââ?¬â?¢s specific shape was designed to be as easily memorizable as its sign: after experiencing any NBP work the viewer leaves with NBP and its specific shape in his or her body – a kind of implanted or artificial memory, as the result of a subliminal sensorial contamination strategy. NBP project addresses transformation, as it is meant to transform itself as a result of its history and process.

the collaboration with documenta 12

For documenta 12, twenty new objects were produced. Ten of them circulate in Brazil and Latin America, nine in Europe and one in Africa. The project is conducted in four different and complementary stages: (1) invitation to participate; (2) experiences by the participants; (3) display of the experiences at the website; (4) installation-exhibition. The first three stages are performed since the objects are distributed at the experiences� sites, and start circulating; the fourth stage takes place with the display of the results in an sculptural-architectonic installation developed for the exhibition in Kassel in June 2007.

——————-e/ou:

Experiência de Claudia Washington com NBP
Ação/Reação

Resultante da coleta de dados ação/reação na Casa Hoffmann. 27 de março/18 de abril de 2007.

AÇÃ?â?¢ES
1. introduzir NBP;
2. Informar (incitar o questionamento da forma);
3. observar reações;
4. selecionar e classificar dados;
5. manipular resultados.

NBP
estrutura desconhecida

COMO LIDAR COM ESTRUTURAS
DESCONHECIDAS
1. questione-as
2. ignore-as
3. acredite nelas
4. tire-as do seu campo de visão
5. aproxime-se delas

NíVEL DE ACEITAÇÃO
Relação entre oferta e resposta por via de extensões não orgânicas registráveis em suportes matéricos, virtuais, ou mnemônicos. Ex. e-mail, texto impresso, número de contatos diretos, oralidade remota (telefone).

puros_dados_claudia

Experiência de Newton Goto com NBP
O Ancestral Comum entre a Geladeira e o NBP

Olá, Ricardo

Nesse último domingo, dia 22 de abril (!), estávamos fazendo uma reunião na casa e/ou, basicamente motivada por um encontro dos artistas que participaram do projeto Bolsa Produção em Artes Visuais da Fundação Cultural de Curitiba, visto que recentemente haví­amos inaugurado nossos trabalhos em museus da cidade (isso se deu nos dias 17 e 18). No meu caso, foi a estréia do Desligare… Conversávamos ao redor da fogueira… Além dos bolsistas, alguns outros artistas da cidade, alguns dos e/ous, e Marcos Hill (do CEIA, de BH) também estavam por lá. Marcos foi um dos curadores do projeto e envolveu-se bastante com a comunidade local, para nossa satisfação, tanto é que além de termos feito algumas caminhadas pela cidade, estávamos todos lá naquele amistoso encontro presente, entre outros projetos futuros.

Enfim, em meio aquele começo de noite gostoso, com clima bom, fogueira e garapirinha (e uma clandestina), e muito papo, fomos contatados por telefone numa chamada de Claudia Washington, dizendo que o NBP estava naquele momento migrando para a e/ou. Já haví­amos conversado sobre essa perspectiva, ainda assim, sem definirmos uma data. O próprio domingo havia sido cogitado como possibilidade para a chegada do não-objeto, entretanto, sem tempo hábil para nos programarmos, haví­amos protelado os planos de chegada do NBP. Então, mesmo já havendo um certo clima para o acolhimento da proposta, foi um acontecimento um pouco inesperado também, uma surpresa.

NBP chegou no porta-malas de um carro. Era aproximadamente 19h, e já era noite. Carregamos a estrutura em três pessoas, levando-a para perto da fogueira, no meio de nossa roda-de-papo. Esse pequeno trânsito entre a rua e o quintal já foi uma experiência corporal, por assim dizer: adaptar-se í  forma do não-objeto, distribuir seu peso entre os carregadores. Lembrou-me na hora o transporte de uma tora, e mais ainda, o de um caixão…

PARÃ?Å NTESES NÂS 1:
(muitas idéias de arte já morreram mesmo, e ainda que naquele momento imediato tenha surgido a lembrança de algum cortejo fúnebre, sabí­amos que o campo de relações e sensações desejadas pelo NBP faz parte de uma outra dinâmica artí­stica, bem mais aberta: relacional, situacional, que considera o outro como significante das coisas, que incorpora as singularidades culturais, históricas e geográficas do indiví­duo participante. O NBP pendurado num museu tradicional, com um polí­tica tradicional, aí­ sim seria um cadáver no cemitério da cultura. Entretanto, o Novas Bases para a Personalidade – você gostaria de participar de uma experência artí­stica? Propõe-se como um ideário e prática nas quais a meta é a troca, o diálogo (o renascer a cada encontro), buscando adequar-se a contextos e a um mundo incansavelmente em transformação, querendo armazenar um pouco de cada uma das singularidades existenciais com as quais co-existe, de passagem, como um viajante).

PARÃ?Å NTES EU 1:
(pra mim, pensar na morte a partir do peso fí­sico do NBP foi um paradoxo experimental inesperado)…(uma descoberta?!!)…(!) (…) (?)

As conversas continuaram, o encontro continuou, NBP entrou no papo, foi motivo de diversos improvisos, uma intervenção material inclusive, muitas fotos e idéias…

PARÃ?Å NTESES EU-NOS NÂS-ME 1:
(depois quero falar com o pessoal pra gente fazer algum memorial sobre a passagem do NBP na e/ou, juntando registros e depoimentos, inclusive…) (…)

Já tarde da noite (considerando que o dia seguinte seria uma segunda) as pessoas foram embora. Arrumei um saco de dormir perto da fogueira e queimei as últimas lenhas disponí­veis. Eu e NBP permanecemos ali, cada qual deitado num lado da fogueira, cada qual envolto em seu campo de reflexões e história, e ainda assim, compartilhando aquele momento de solidão e meditação, iluminados pelas chamas alaranjadas do fogo.

Mais tarde fui para dentro da casa, para dormir. Realoquei NBP na cozinha, ao lado da geladeira, onde tem ficado por esses dias).

PARÃ?Å NTES EU 2:
(NBP e a minha geladeira parecem ter algum parentesco, ou algum ancestral em comum… A geladeira é um modelo Prosdócimo – do final dos anos 50 ou dos 60, um produto genuinamente curitibano, tão genuí­no que a própria empresa fabricante já foi comprada por uma grande multinacional, assim como diversas outras tradicionais empresas da cidade… A geladeira, cujas formas meio arredondadas e sua cor branca já faziam-na lembrar uma kombi, tinha agora também essa anunciada ancestralidade com o NBP, talvez subjetiva, entretanto, de aparência e materialidade evidentes: o metal, o esmalte branco, o peso, o tamanho, uma certa semelhança na forma… Fica em princí­pio sem resposta a questão da função, do uso… Existiria algum vestí­gio arqueológico entre utensí­lios e inutensí­lios capaz de identificar alguma matriz de ferramenta tecnológica ou artí­stica comum entre o NBP e minha geladeira? (?) Isso parece abrir espaço para uma pesquisa no campo das ficções antropo-arqueológicas… Uma pesquisa autônoma, provavelmente, pois dificilmente deva haver um doutorado nessa área… talvez em arte… numa arqueologia artí­stica sobre readymades-modificados ou não-objetos, ou nas apropriações e transformações de objetos feitas por indiví­duos de distintas culturas…)

PARÃ?Å NTES EU 3:
(…) e/ou (?) e/ou (!)

(…)

um abraço,
inté,
go to

nbp1.jpg

arte, estética e labirintos e/ou A Iliada, o trambolho do basbaum e o Software livre. …apoio: algum banco.

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NÂO TEM FOTO


/* Copyright (c) 1997-1999 Miller Puckette.
* For information on usage and redistribution, and for a DISCLAIMER OF ALL
* WARRANTIES, see the file, "LICENSE.txt," in this distribution. */

#include
#include "m_pd.h"
#include "m_imp.h"

/* FIXME no out-of-memory testing yet! */

t_pd *pd_new(t_class *c)

{
t_pd *x;
if (!c)
bug ("pd_new: apparently called before setup routine");
x = (t_pd *)t_getbytes(c->c_size);
*x = c;
if (c->c_patchable)
{
((t_object *)x)->ob_inlet = 0;
((t_object *)x)->ob_outlet = 0;
}
return (x);
}

void pd_free(t_pd *x)

{
t_class *c = *x;
if (c->c_freemethod) (*(t_gotfn)(c->c_freemethod))(x);
if (c->c_patchable)
{
while (((t_object *)x)->ob_outlet)
outlet_free(((t_object *)x)->ob_outlet);
while (((t_object *)x)->ob_inlet)
inlet_free(((t_object *)x)->ob_inlet);
if (((t_object *)x)->ob_binbuf)
binbuf_free(((t_object *)x)->ob_binbuf);
}
if (c->c_size) t_freebytes(x, c->c_size);
}

void gobj_save(t_gobj *x, t_binbuf *b)

{
t_class *c = x->g_pd;
if (c->c_savefn)
(c->c_savefn)(x, b);
}

[comment]

/* deal with several objects bound to the same symbol. If more than one, we
actually bind a collection object to the symbol, which forwards messages sent
to the symbol. */

static t_class *bindlist_class;

typedef struct _bindelem

{
t_pd *e_who;
struct _bindelem *e_next;
}

t_bindelem;

typedef struct _bindlist

{
t_pd b_pd;
t_bindelem *b_list;
}

t_bindlist;

static void bindlist_bang(t_bindlist *x)

{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_bang(e->e_who);
}

static void bindlist_float(t_bindlist *x, t_float f)

{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_float(e->e_who, f);
}

static void bindlist_symbol(t_bindlist *x, t_symbol *s)

{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_symbol(e->e_who, s);
}

static void bindlist_pointer(t_bindlist *x, t_gpointer *gp)

{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_pointer(e->e_who, gp);
}

static void bindlist_list(t_bindlist *x, t_symbol *s,
int argc, t_atom *argv)

{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_list(e->e_who, s, argc, argv);
}

static void bindlist_anything(t_bindlist *x, t_symbol *s,
int argc, t_atom *argv)

{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_typedmess(e->e_who, s, argc, argv);
}

void m_pd_setup(void)

{
bindlist_class = class_new(gensym("bindlist"), 0, 0,
sizeof(t_bindlist), CLASS_PD, 0);
class_addbang(bindlist_class, bindlist_bang);
class_addfloat(bindlist_class, (t_method)bindlist_float);
class_addsymbol(bindlist_class, bindlist_symbol);
class_addpointer(bindlist_class, bindlist_pointer);
class_addlist(bindlist_class, bindlist_list);
class_addanything(bindlist_class, bindlist_anything);
}

void pd_bind(t_pd *x, t_symbol *s)

{
if (s->s_thing)
{
if (*s->s_thing == bindlist_class)
{
t_bindlist *b = (t_bindlist *)s->s_thing;
t_bindelem *e = (t_bindelem *)getbytes(sizeof(t_bindelem));
e->e_next = b->b_list;
e->e_who = x;
b->b_list = e;
}
else
{
t_bindlist *b = (t_bindlist *)pd_new(bindlist_class);
t_bindelem *e1 = (t_bindelem *)getbytes(sizeof(t_bindelem));
t_bindelem *e2 = (t_bindelem *)getbytes(sizeof(t_bindelem));
b->b_list = e1;
e1->e_who = x;
e1->e_next = e2;
e2->e_who = s->s_thing;
e2->e_next = 0;
s->s_thing = &b->b_pd;
}
}
else s->s_thing = x;
}

void pd_unbind(t_pd *x, t_symbol *s)

{
if (s->s_thing == x) s->s_thing = 0;
else if (s->s_thing && *s->s_thing == bindlist_class)
{
/* bindlists always have at least two elements... if the number
goes down to one, get rid of the bindlist and bind the symbol
straight to the remaining element. */

t_bindlist *b = (t_bindlist *)s->s_thing;
t_bindelem *e, *e2;
if ((e = b->b_list)->e_who == x)
{
b->b_list = e->e_next;
freebytes(e, sizeof(t_bindelem));
}
else for (e = b->b_list; e2 = e->e_next; e = e2)
if (e2->e_who == x)
{
e->e_next = e2->e_next;
freebytes(e2, sizeof(t_bindelem));
break;
}
if (!b->b_list->e_next)
{
s->s_thing = b->b_list->e_who;
freebytes(b->b_list, sizeof(t_bindelem));
pd_free(&b->b_pd);
}
}
else pd_error(x, "%s: couldn't unbind", s->s_name);
}

void zz(void)

{}

t_pd *pd_findbyclass(t_symbol *s, t_class *c)

{
t_pd *x = 0;

if (!s->s_thing) return (0);
if (*s->s_thing == c) return (s->s_thing);
if (*s->s_thing == bindlist_class)
{
t_bindlist *b = (t_bindlist *)s->s_thing;
t_bindelem *e, *e2;
int warned = 0;
for (e = b->b_list; e; e = e->e_next)
if (*e->e_who == c)
{
if (x && !warned)
{
zz();
post("warning: %s: multiply defined", s->s_name);
warned = 1;
}
x = e->e_who;
}
}
return x;
}

[comment]

/* stack for maintaining bindings for the #X symbol during nestable loads.
*/

typedef struct _gstack

{
t_pd *g_what;
t_symbol *g_loadingabstraction;
struct _gstack *g_next;
}

t_gstack;

static t_gstack *gstack_head = 0;
static t_pd *lastpopped;
static t_symbol *pd_loadingabstraction;

int pd_setloadingabstraction(t_symbol *sym)

{
t_gstack *foo = gstack_head;
for (foo = gstack_head; foo; foo = foo->g_next)
if (foo->g_loadingabstraction == sym)
return (1);
pd_loadingabstraction = sym;
return (0);
}

void pd_pushsym(t_pd *x)

{
t_gstack *y = (t_gstack *)t_getbytes(sizeof(*y));
y->g_what = s__X.s_thing;
y->g_next = gstack_head;
y->g_loadingabstraction = pd_loadingabstraction;
pd_loadingabstraction = 0;
gstack_head = y;
s__X.s_thing = x;
}

void pd_popsym(t_pd *x)

{
if (!gstack_head || s__X.s_thing != x) bug("gstack_pop");
else
{
t_gstack *headwas = gstack_head;
s__X.s_thing = headwas->g_what;
gstack_head = headwas->g_next;
t_freebytes(headwas, sizeof(*headwas));
lastpopped = x;
}
}

void pd_doloadbang(void)

{
if (lastpopped)
pd_vmess(lastpopped, gensym("loadbang"), "");
lastpopped = 0;
}

void pd_bang(t_pd *x)

{
(*(*x)->c_bangmethod)(x);
}

void pd_float(t_pd *x, t_float f)

{
(*(*x)->c_floatmethod)(x, f);
}

void pd_pointer(t_pd *x, t_gpointer *gp)

{
(*(*x)->c_pointermethod)(x, gp);
}

void pd_symbol(t_pd *x, t_symbol *s)

{
(*(*x)->c_symbolmethod)(x, s);
}

void pd_list(t_pd *x, t_symbol *s, int argc, t_atom *argv)

{
(*(*x)->c_listmethod)(x, &s_list, argc, argv);
}

void mess_init(void);
void obj_init(void);
void conf_init(void);
void glob_init(void);

void pd_init(void)

{
mess_init();
obj_init();
conf_init();
glob_init();
}

////////////////////////////

/* Copyright (c) 1997-1999 Miller Puckette.
* For information on usage and redistribution, and for a DISCLAIMER OF ALL
* WARRANTIES, see the file, "LICENSE.txt," in this distribution. */

/* sinusoidal oscillator and table lookup; see also tabosc4~ in d_array.c.
*/

#include "m_pd.h"
#include "math.h"

#define UNITBIT32 1572864. /* 3*2^19; bit 32 has place value 1 */

[comment]

/* machine-dependent definitions. These ifdefs really
should have been by CPU type and not by operating system! */

#ifdef IRIX
/* big-endian. Most significant byte is at low address in memory */
#define HIOFFSET 0 /* word offset to find MSB */
#define LOWOFFSET 1 /* word offset to find LSB */
#define int32 long /* a data type that has 32 bits */
#else
#ifdef MSW
/* little-endian; most significant byte is at highest address */
#define HIOFFSET 1
#define LOWOFFSET 0
#define int32 long
#else
#ifdef __FreeBSD__
#include
#if BYTE_ORDER == LITTLE_ENDIAN
#define HIOFFSET 1
#define LOWOFFSET 0
#else
#define HIOFFSET 0 /* word offset to find MSB */
#define LOWOFFSET 1 /* word offset to find LSB */
#endif /* BYTE_ORDER */
#include
#define int32 int32_t
#endif
#ifdef __linux__

#include

#if !defined(__BYTE_ORDER) || !defined(__LITTLE_ENDIAN)
#error No byte order defined
#endif

#if __BYTE_ORDER == __LITTLE_ENDIAN
#define HIOFFSET 1
#define LOWOFFSET 0
#else
#define HIOFFSET 0 /* word offset to find MSB */
#define LOWOFFSET 1 /* word offset to find LSB */
#endif /* __BYTE_ORDER */

#include
#define int32 int32_t

#else
#ifdef MACOSX
#define HIOFFSET 0 /* word offset to find MSB */
#define LOWOFFSET 1 /* word offset to find LSB */
#define int32 int /* a data type that has 32 bits */

#endif /* MACOSX */
#endif /* __linux__ */
#endif /* MSW */
#endif /* SGI */

union tabfudge

{
double tf_d;
int32 tf_i[2];
}

;

/* -------------------------- phasor~ ------------------------------ */
static t_class *phasor_class, *scalarphasor_class;

#if 1 /* in the style of R. Hoeldrich (ICMC 1995 Banff) */

typedef struct _phasor

{
t_object x_obj;
double x_phase;
float x_conv;
float x_f; /* scalar frequency */
}

t_phasor;

static void *phasor_new(t_floatarg f)

{
t_phasor *x = (t_phasor *)pd_new(phasor_class);
x->x_f = f;
inlet_new(&x->x_obj, &x->x_obj.ob_pd, &s_float, gensym("ft1"));
x->x_phase = 0;
x->x_conv = 0;
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
return (x);
}

static t_int *phasor_perform(t_int *w)

{
t_phasor *x = (t_phasor *)(w[1]);
t_float *in = (t_float *)(w[2]);
t_float *out = (t_float *)(w[3]);
int n = (int)(w[4]);
double dphase = x->x_phase + UNITBIT32;
union tabfudge tf;
int normhipart;
float conv = x->x_conv;

tf.tf_d = UNITBIT32;
normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];
tf.tf_d = dphase;

while (n--)
{
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
dphase += *in++ * conv;
*out++ = tf.tf_d - UNITBIT32;
tf.tf_d = dphase;
}
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
x->x_phase = tf.tf_d - UNITBIT32;
return (w+5);
}

static void phasor_dsp(t_phasor *x, t_signal **sp)

{
x->x_conv = 1./sp[0]->s_sr;
dsp_add(phasor_perform, 4, x, sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[0]->s_n);
}

static void phasor_ft1(t_phasor *x, t_float f)

{
x->x_phase = f;
}

static void phasor_setup(void)

{
phasor_class = class_new(gensym("phasor~"), (t_newmethod)phasor_new, 0,
sizeof(t_phasor), 0, A_DEFFLOAT, 0);
CLASS_MAINSIGNALIN(phasor_class, t_phasor, x_f);
class_addmethod(phasor_class, (t_method)phasor_dsp, gensym("dsp"), 0);
class_addmethod(phasor_class, (t_method)phasor_ft1,
gensym("ft1"), A_FLOAT, 0);
}

#endif /* Hoeldrich version */

/* ------------------------ cos~ ----------------------------- */

float *cos_table;

static t_class *cos_class;

typedef struct _cos

{
t_object x_obj;
float x_f;
}

t_cos;

static void *cos_new(void)

{
t_cos *x = (t_cos *)pd_new(cos_class);
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
x->x_f = 0;
return (x);
}

static t_int *cos_perform(t_int *w)

{
t_float *in = (t_float *)(w[1]);
t_float *out = (t_float *)(w[2]);
int n = (int)(w[3]);
float *tab = cos_table, *addr, f1, f2, frac;
double dphase;
int normhipart;
union tabfudge tf;

tf.tf_d = UNITBIT32;
normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];

#if 0 /* this is the readable version of the code. */
while (n--)
{
dphase = (double)(*in++ * (float)(COSTABSIZE)) + UNITBIT32;
tf.tf_d = dphase;
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
}
#endif
#if 1 /* this is the same, unwrapped by hand. */
dphase = (double)(*in++ * (float)(COSTABSIZE)) + UNITBIT32;
tf.tf_d = dphase;
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
while (--n)
{
dphase = (double)(*in++ * (float)(COSTABSIZE)) + UNITBIT32;
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
tf.tf_d = dphase;
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
}
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
#endif
return (w+4);
}

static void cos_dsp(t_cos *x, t_signal **sp)

{
dsp_add(cos_perform, 3, sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[0]->s_n);
}

static void cos_maketable(void)

{
int i;
float *fp, phase, phsinc = (2. * 3.14159) / COSTABSIZE;
union tabfudge tf;

if (cos_table) return;
cos_table = (float *)getbytes(sizeof(float) * (COSTABSIZE+1));
for (i = COSTABSIZE + 1, fp = cos_table, phase = 0; i--;
fp++, phase += phsinc)
*fp = cos(phase);

/* here we check at startup whether the byte alignment
is as we declared it. If not, the code has to be
recompiled the other way. */
tf.tf_d = UNITBIT32 + 0.5;
if ((unsigned)tf.tf_i[LOWOFFSET] != 0x80000000)
bug("cos~: unexpected machine alignment");
}

static void cos_setup(void)

{
cos_class = class_new(gensym("cos~"), (t_newmethod)cos_new, 0,
sizeof(t_cos), 0, A_DEFFLOAT, 0);
CLASS_MAINSIGNALIN(cos_class, t_cos, x_f);
class_addmethod(cos_class, (t_method)cos_dsp, gensym("dsp"), 0);
cos_maketable();
}

/* ------------------------ osc~ ----------------------------- */

static t_class *osc_class, *scalarosc_class;

typedef struct _osc

{
t_object x_obj;
double x_phase;
float x_conv;
float x_f; /* frequency if scalar */
}

t_osc;

static void *osc_new(t_floatarg f)

{
t_osc *x = (t_osc *)pd_new(osc_class);
x->x_f = f;
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
inlet_new(&x->x_obj, &x->x_obj.ob_pd, &s_float, gensym("ft1"));
x->x_phase = 0;
x->x_conv = 0;
return (x);
}

static t_int *osc_perform(t_int *w)

{
t_osc *x = (t_osc *)(w[1]);
t_float *in = (t_float *)(w[2]);
t_float *out = (t_float *)(w[3]);
int n = (int)(w[4]);
float *tab = cos_table, *addr, f1, f2, frac;
double dphase = x->x_phase + UNITBIT32;
int normhipart;
union tabfudge tf;
float conv = x->x_conv;

tf.tf_d = UNITBIT32;
normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];
#if 0
while (n--)
{
tf.tf_d = dphase;
dphase += *in++ * conv;
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
}
#endif
#if 1
tf.tf_d = dphase;
dphase += *in++ * conv;
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
while (--n)
{
tf.tf_d = dphase;
f1 = addr[0];
dphase += *in++ * conv;
f2 = addr[1];
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
}
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
#endif

tf.tf_d = UNITBIT32 * COSTABSIZE;
normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];
tf.tf_d = dphase + (UNITBIT32 * COSTABSIZE - UNITBIT32);
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
x->x_phase = tf.tf_d - UNITBIT32 * COSTABSIZE;
return (w+5);
}

static void osc_dsp(t_osc *x, t_signal **sp)

{
x->x_conv = COSTABSIZE/sp[0]->s_sr;
dsp_add(osc_perform, 4, x, sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[0]->s_n);
}

static void osc_ft1(t_osc *x, t_float f)

{
x->x_phase = COSTABSIZE * f;
}

static void osc_setup(void)

{
osc_class = class_new(gensym("osc~"), (t_newmethod)osc_new, 0,
sizeof(t_osc), 0, A_DEFFLOAT, 0);
CLASS_MAINSIGNALIN(osc_class, t_osc, x_f);
class_addmethod(osc_class, (t_method)osc_dsp, gensym("dsp"), 0);
class_addmethod(osc_class, (t_method)osc_ft1, gensym("ft1"), A_FLOAT, 0);

cos_maketable();
}

/* ---------------- vcf~ - 2-pole bandpass filter. ----------------- */

typedef struct vcfctl

{
float c_re;
float c_im;
float c_q;
float c_isr;
}

t_vcfctl;

typedef struct sigvcf

{
t_object x_obj;
t_vcfctl x_cspace;
t_vcfctl *x_ctl;
float x_f;
}

t_sigvcf;

t_class *sigvcf_class;

static void *sigvcf_new(t_floatarg q)

{
t_sigvcf *x = (t_sigvcf *)pd_new(sigvcf_class);
inlet_new(&x->x_obj, &x->x_obj.ob_pd, &s_signal, &s_signal);
inlet_new(&x->x_obj, &x->x_obj.ob_pd, gensym("float"), gensym("ft1"));
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
x->x_ctl = &x->x_cspace;
x->x_cspace.c_re = 0;
x->x_cspace.c_im = 0;
x->x_cspace.c_q = q;
x->x_cspace.c_isr = 0;
x->x_f = 0;
return (x);
}

static void sigvcf_ft1(t_sigvcf *x, t_floatarg f)

{
x->x_ctl->c_q = (f > 0 ? f : 0.f);
}

static t_int *sigvcf_perform(t_int *w)

{
float *in1 = (float *)(w[1]);
float *in2 = (float *)(w[2]);
float *out1 = (float *)(w[3]);
float *out2 = (float *)(w[4]);
t_vcfctl *c = (t_vcfctl *)(w[5]);
int n = (t_int)(w[6]);
int i;
float re = c->c_re, re2;
float im = c->c_im;
float q = c->c_q;
float qinv = (q > 0? 1.0f/q : 0);
float ampcorrect = 2.0f - 2.0f / (q + 2.0f);
float isr = c->c_isr;
float coefr, coefi;
float *tab = cos_table, *addr, f1, f2, frac;
double dphase;
int normhipart, tabindex;
union tabfudge tf;

tf.tf_d = UNITBIT32;
normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];

for (i = 0; i < n; i++) { float cf, cfindx, r, oneminusr; cf = *in2++ * isr; if (cf < 0) cf = 0; cfindx = cf * (float)(COSTABSIZE/6.28318f); r = (qinv > 0 ? 1 - cf * qinv : 0);
if (r < 0) r = 0; oneminusr = 1.0f - r; dphase = ((double)(cfindx)) + UNITBIT32; tf.tf_d = dphase; tabindex = tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1); addr = tab + tabindex; tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart; frac = tf.tf_d - UNITBIT32; f1 = addr[0]; f2 = addr[1]; coefr = r * (f1 + frac * (f2 - f1)); addr = tab + ((tabindex - (COSTABSIZE/4)) & (COSTABSIZE-1)); f1 = addr[0]; f2 = addr[1]; coefi = r * (f1 + frac * (f2 - f1)); f1 = *in1++; re2 = re; *out1++ = re = ampcorrect * oneminusr * f1 + coefr * re2 - coefi * im; *out2++ = im = coefi * re2 + coefr * im; } if (PD_BIGORSMALL(re)) re = 0; if (PD_BIGORSMALL(im)) im = 0; c->c_re = re;
c->c_im = im;
return (w+7);
}

static void sigvcf_dsp(t_sigvcf *x, t_signal **sp)

{
x->x_ctl->c_isr = 6.28318f/sp[0]->s_sr;
dsp_add(sigvcf_perform, 6,
sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[2]->s_vec, sp[3]->s_vec,
x->x_ctl, sp[0]->s_n);

}

void sigvcf_setup(void)

{
sigvcf_class = class_new(gensym("vcf~"), (t_newmethod)sigvcf_new, 0,
sizeof(t_sigvcf), 0, A_DEFFLOAT, 0);
CLASS_MAINSIGNALIN(sigvcf_class, t_sigvcf, x_f);
class_addmethod(sigvcf_class, (t_method)sigvcf_dsp, gensym("dsp"), 0);
class_addmethod(sigvcf_class, (t_method)sigvcf_ft1,
gensym("ft1"), A_FLOAT, 0);
}

/* -------------------------- noise~ ------------------------------ */
static t_class *noise_class;

typedef struct _noise

{
t_object x_obj;
int x_val;
}

t_noise;

static void *noise_new(void)

{
t_noise *x = (t_noise *)pd_new(noise_class);
static int init = 307;
x->x_val = (init *= 1319);
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
return (x);
}

static t_int *noise_perform(t_int *w)

{
t_float *out = (t_float *)(w[1]);
int *vp = (int *)(w[2]);
int n = (int)(w[3]);
int val = *vp;
while (n--)
{
*out++ = ((float)((val & 0x7fffffff) - 0x40000000)) *
(float)(1.0 / 0x40000000);
val = val * 435898247 + 382842987;
}
*vp = val;
return (w+4);
}

static void noise_dsp(t_noise *x, t_signal **sp)

{
dsp_add(noise_perform, 3, sp[0]->s_vec, &x->x_val, sp[0]->s_n);
}

static void noise_setup(void)

{
noise_class = class_new(gensym("noise~"), (t_newmethod)noise_new, 0,
sizeof(t_noise), 0, 0);
class_addmethod(noise_class, (t_method)noise_dsp, gensym("dsp"), 0);
}

/* ----------------------- global setup routine ---------------- */
void d_osc_setup(void)

/////////////////////////////////////////

-114 144 143812 1

3249077668724842090125747662984091173230676971960349524449140884
5805522643697940887763336000385135521518460922664886945741328592
6826218741195734740728545178027659518718843690638936318269176327
0015519725929424578935980527660735624020715570736738086616686511
4863212127726978548025890577006813121066938376751816139306305930
8858343801589093473240304362890032183767871202435179900166872726
6842673344764547166601647554202858744681771260963169615498259852
9193402605816995251589447026081193192883447009580064853825711009
1883530330074528142679252310812577492296664248416718871176034672
9350273657824360269938969146652930778808878073532743720489033298
2270837985706567102129700968364529950782083108449808062720151134
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1504

conSertoupGraDesencontro

Valores

* colaboração
* descentralização
* diversidade
* liberdade

Princí­pios

(artifí­cios intelectuais para caminhar dos valores í s práticas)

* agilidade e invisibilidade sem crise;
* autonomia de ação;
* ausência de ní­veis hierárquicos de decisão;
* ausência de centro determinado de atuação e produção;
* comunicação multidirecional, veloz e ampliada por ferramentas digitais;
* desobediência civil como re-existência;
* explorar estados alterados de consciência;
* ênfase em processos abertos, documentados e visí­veis publicamente;
* humanização das relações entre pessoas;
* multifoco;
* otimização de recursos;
* respeito, confiança e benefí­cio mútuo;
* redundância positiva;
* rotatividade de funções e atribuições;
* tomada de decisão por consenso;
* valorização e respeito aos processos subjetivos;
* ‘dar tempo ao tempo’

Atores

* o abacaxi
* conselho deliberativo
* conselho consultivo

Processos

Ação interna

* institucional;
* burocrática;
* comunicação;
* documentação (banco de dados com how-to);
* planejamento;
* captação de recursos;
* desenvolvimento e finalização de projetos;
* remuneração;
* produção (quem vai varrer a casinha?);

Ação interconexões

* relacionamento com gringos
* relacionamento com mov. sociais
* relacionamento interno
* relacionamento com .gov
* descobertas


Ação publicação e difusão

* Periódicos
o cadernos submidiáticos
o pub
o distribuição web
o print on demand

* Edições
o traduções
o coleções BR
o livros BR
o distribuição web
o print on demand
o distribuição parcerias

* Selo
o álbuns completos
o coleções
o programas de rádio
o transmissão
o distribuição

Ação metodologia e projetos:

* captação
* execução
* formato de projeto
* manutenção do banco de projetos
* banco de dados de metodologias de oficina

Ação plataforma tecnológica:

* planejamento
* desenvolvimento
* uso

Ação polí­tica:

* ação direta
* crí­tica teórica
* polí­ticas públicas
* prática radical

Ação arte, pesquisa e exploração:

Exemplo de Caso: desencontro + upgrade

1.surge um edital emergência

2.discussão pública

3.pequeno grupo focado reage com agilidade

4.tempo (espera)

5.ganha edital

6.convite pra concretizar

7.decisão

=zero graus

canção:

voicebox.jpg

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bablabalbalbblablabalblablabla
blablablablabalbambbmoiwnanan
bmeambemb
bae brei boe a boanra orin rgn rigo rgi dgm:

jpojpojpojpojposjfaopsjfajfo\jg\jb w\]mnbonbws\objsp]ojbpo]s\jb]a\o]SAÂJbn]\sojvspojdjsd\oçjv]sO|jkv]osj\kvs\ojvm\mv\svm \vs\mvsodvnsodv sdomvdo\vmv xvps\djopm jvxjvpovbjxl mpsodvjpo çlzjvm ojvsvsdojvpsd\ ojvposjvcsp jvpojvpso jvpodvpo ojvsopvdp\dz;lnv \dv n pivjvdv çknvd lvçljv\d çozjdvovz ojcvpojvda\ipv ovopjdvopj çojvcojí± iopjv sdopjv c oncvin\aodv pojcvopjsvodi opijvopjv\n pov jpdvjodv\ opasdv\p oçjdvopjvõpv opjdvopdvopv jcn okfdsojf ljfopsj jvdjvs\ pojvozx jvçjvcxjopsdm soçjvposjv pozjfosje jfopjpfo kzdjfosjdvc osjvp ojvdops oxjfvosjv jvpsvjpjv ioj oizxjvops\jdv sjvops\djv sjvpos\djvp\ posjfdv ozxjvsop sodjvp fjpsdjjvopsd vjpo lzdfjvlçxd opsdjvsç nvsjvp\n o jvsjv jvopsd\jvops\ osjvpos\zdjvpsz posjvpos\djv vsdjpv vopsdjv zifvjpv jvpsojvpso pjvpos ljvpos\jv lz\jvcpoa\jv opzjvpoj çjopvjo\av vzlçojvps\ opjvpdos\jvpois jvnilshv znvcoizsdv hvcosnmcv .\jp oivnls\hv klihc ch oçiznl\shv çlzvhnoi\shv jpoxjdv vsjvpizsoj c hsoidvz ojvklsjdv lsvhjoiswjfilszhfyoz\gtvbz7t m nvxlkhnvoil khvozshdvo ksfhvlsnv ishdvklsdnv xkzvhiosd\nv hjvos\z izhcv \nzs iuzvhois\d ihfoish sui hvdoiszv zhvidsz xk j ihvjio\v isjvi a\vlk n kmvsdopijkv hvshv ahvisd lhvisd kxdvjs zkvniosjhv vjcsidjv a\hv lsvn lv hx ovhniosvn f is\hvis\nv ios\vhjksl\ ishjvkx p\gvb vlknskzdnv lszjvls jdpofkl nvcls


autor:Guilherme Soares

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Um weblog, blog ou blogue é uma página da Web cujas atualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo gênero de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.

O weblog conta com algumas ferramentas para classificar informações técnicas a seu respeito, todas elas são disponibilizadas na internet por servidores e/ou usuários comuns. As ferramentas abrangem: registro de informações relativas a um site ou domí­nio da internet quanto ao número de acessos, páginas visitadas, tempo gasto, de qual site ou página o visitante veio, para onde vai do site ou página atual e uma série de outras informações.

Os sistemas de criação e edição de blogs são muito atrativos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los.

A Deutsche Welle premia a cada ano os melhores weblogs internacionais em onze categorias no evento The Bobs – Best of Blogs.

História

Jorn Barger, autor de um dos primeiros FAQ – Frequently Asked Questions, foi o editor do blog original robotwisdom e concebeu o termo – “weblog” – em 1997, definindo-o como uma página da Web onde um diarista (da Web) relata todas as outras páginas interessantes que encontra. O blog de Barger tem uma aparência diferente dos atuais e ainda hoje mantém a mesma interface de quando foi criado. O termo foi alterado por Peter Merholz, que decidiu pronunciar “wee-blog”, que tornou inevitável o encurtamento para o termo definitivo “blog”. Rebecca Blood, pioneira no uso de blogs, relatou suas experiências, explicando que em 1999, os blogs eram distintos tanto em forma como conteúdo das publicações periódicas que os precederam (ezines e journals). Eles eram rudimentares em design e conteúdo, mas aqueles que os produziam achavam que estavam realizando algo interessante e decidiram ir adiante. Os blogueiros referenciavam entradas interessantes em outros blogs,normalmente adicionando suas opiniões. Créditos eram concedidos a um blogueiro individual quando outros reproduziam os links que este havia encontrado. Devido í  freqüente interligação entre os blogs existentes na época, os crí­ticos chamaram os blogueiros de incestuosos, que por sua vez sabiam que amplificavam as vozes uns dos outros quando criavam links entre si. E assim a comunidade cresceu. Os blogueiros pioneiros trabalharam para se tornar fontes de links para material de qualidade, aprendendo a escrever concisamente, utilizando os elementos que induziam os leitores a visitar outros sites.

O panorama mudou quando, naquele mesmo ano de 1999, diversas empresas lançaram softwares desenvolvidos para automatizar a publicação em blogs. Um destes softwares, chamado Blogger, apresentava enorme facilidade para publicação de conteúdo, e com a sua interface privilegiando a escrita espontânea, foi adotado por centenas de pessoas. O conhecimento tecnológico para manutenção de uma ferramenta para publicação na Web passou a não ser mais um requisito. A estrutura técnica era gerenciada pela empresa, que também oferecia a criação de blogs a custo zero, assim como os valores agregados: um item em um blog possui valor de produção irrisório comparado com o de um artigo veiculado na grande mí­dia. Essa adoção em massa, e a não utilização dos links como o elemento central da forma, causou controvérsia na comunidade original blogueira. Eles acusavam os blogs gerados pelos novos softwares de serem simplesmente diários, e não blogs – e o que representava os blogs “de verdade” eram os links. Alguns achavam que com a seleção criteriosa e justaposição de links, os blogs poderiam se tornar uma importante nova forma de mí­dia alternativa, agregando informações oriundas de diversas fontes, revelando diferentes pontos de vista e talvez, influenciar a opinião em larga escala – uma visão chamada “mí­dia participativa”.

Mas a mensagem passou a modelar o meio. No iní­cio de 2000, Blogger introduziu uma inovação – o permalink, conhecido em português como ligação permanente ou apontador permanente – que transformaria o perfil dos blogs. Os permalinks garantiam a cada publicação num blog uma localização permanente – uma URL – que poderia ser referenciada. Anteriormente, a recuperação em arquivos de blogs só era garantida através da navegação livre (ou cronológica). O permalink permitia então que os blogueiros pudessem referenciar publicações especí­ficas em qualquer blog. Em seguida, hackers criaram programas de comentários aplicáveis aos sistemas de publicação de blogs que ainda não ofereciam tal capacidade. O processo de se comentar em blogs significou uma democratização da publicação, consequentemente reduzindo as barreiras para que leitores se tornassem escritores.

A blogosfera, termo que representa o mundo dos blogs, ou os blogs como uma comunidade ou rede social, cresceu em ritmo espantoso. Em 1999 o número de blogs era estimado em menos de cinqüenta; no final de 2000, a estimativa era de poucos milhares. Menos de três anos depois, os números saltaram para algo em torno de 2,5 a 4 milhões. Atualmente existem cerca de 70 milhões de blogs e cerca de 120 mil são criados diariamente, de acordo com o estudo State of Blogosphere[1]. O estudo revela que a blogosfera aumentou em 100 vezes nos três últimos anos e que atualmente ela tende a dobrar a cada seis meses. Esse aumento significativo no número de blogs ao longo dos anos, fez com que a grande mí­dia desse maior importância ao fenômeno: entre 1995 e 1999 apenas onze artigos jornalí­sticos sobre blogs foram publicados. No ano de 2003, estima-se que 647 artigos foram publicados.

Provavelmente a maior diferença entre os blogs e a mí­dia tradicional é que os blogs compõem uma rede baseada em ligações – os links, propriamente. Todos os blogs por definição fazem ligação com outras fontes de informação, e mais intensamente, com outros blogs. Muitos blogueiros mantêm um “blogroll”, uma lista de blogs que eles frequentemente lêem ou admiram, com links diretos para o endereço desses blogs. Os blogrolls representam um excelente meio para observar os interesses e preferências do blogueiro dentro da blogosfera; os blogueiros tendem a utilizar seus blogrolls para ligar outros blogs que compartilham os mesmos interesses.

[editar] Blogueiro
Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete: blogueiro

Blogueiro é um palavra utilizada para designar aquele que escreve em blogs. O universo dos blogueiros (a soma de tudo o que está relacionado a este grupo e este grupo em si) é conhecido como blogosfera.

No dia 31 de agosto, comemora-se o Dia do Blog, que se propõe a promover a descoberta de novos blogs e novo blogueiros.

[editar] Ver também

* Flog
* Vlog
* Blogosfera
* Blogs educativos

[editar] Referências

Ementário

CE003 ESTATíSTICA II
Representação tabular e gráfica. Distribuições de freqüências. Elementos de probabilidades. Distribuições discretas de probabilidades. Noções de amostragem. Estimativa de parâmetros. Teoria das pequenas amostras. Testes de hipóteses. Análise da variância. Ajustamento de curvas. Regressão e correlação. Séries temporais. Controle estatí­stico de qualidade.
CE211 PROCESSOS ESTOCíSTICOS
Definição, especificação e momentos de processos estocásticos. Processos estocásticos usuais. Processos estocásticos estacionários: sentido restrito, sentido amplo e processos ergóticos. Estatí­sticas conjuntas e processos estacionários. Densidade espectral de potência.

CI055 ALGORITMOS E ESTRUTURAS DE DADOS I
Caracterí­sticas básicas do computador. Representação e aritmética binária. Algoritmos. Representação de dados. Introdução a uma linguagem de programação. Solução de problemas simples por computadores.
CI056 ALGORITMOS E ESTRUTURAS DE DADOS II
Estilos de programação. Refinamentos sucessivos. Tipos abstratos de dados: listas, pilhas, filas. Recursividade. Ordenação interna. Busca. Análise de complexidade dos algoritmos.
CI057 ALGORITMOS E ESTRUTURAS DE DADOS III
Memória principal. Acesso seqüêncial, indexado. írvore. Complexidade algoritmos. Ordenação externa. írvores balanceadas. Conjuntos não ordenáveis.
CI058 REDES DE COMPUTADORES I
Projeto de sistemas de teleprocessamento. Transmissão de dados a alta e baixa velocidade. Camadas 1 e 2 do modelo ISO/OSI.

CI059 INTRODUÇÃO à TEORIA DA COMPUTAÇÃO
Linguagem regulares, livres de contexto, sensí­vel a contexto. Autômatos, máquina de Touring. Computabilidade. Problema da parada. Noções de Lambda calculus, funções recursivas e computabilidade.
CI060 SEMINíRIOS DE INFORMíTICA I
Seminários de introdução í  informática e a Universidade.
CI061 REDES DE COMPUTADORES II
Topologia de rede e técnicas de chaveamento. Componentes e funções da rede. Processadores de comunicação. Redes locais. Confiabilidade e segurança de redes. Modelo OSI. Padrões nacionais.
CI062 TECNICAS ALTERNATIVAS DE PROGRAMAÇÃO
Programação em lógica. Programação funcional. Programação orientada a objetos.

CI063 MíQUINAS PROGRAMíVEIS
Programação em linguagem de máquina. Elementos de arquitetura de computadores. Noções de periféricos.
CI064 SOFTWARE BíSICO I
Linguagem de máquina. Técnicas de endereçamento. Representação digital de dados. Codificação simbólica e montadores. Definição e geração de macros. Segmentação e ligação de programas. Projetos ilustrativos da estrutura básica das máquinas e técnicas de programação.
CI065 ALGORITMOS E TEORIA DOS GRAFOS
Introdução í  teoria dos grafos. Algoritmos em grafos.
CI066 OFICINA DE PROGRAMAÇÃO
Uso dirigido de ferramentas de programação. O computador como ferramenta de trabalho. Práticas de Programação.

CI067 OFICINA DE COMPUTAÇÃO
Uso dirigido de ferramentas de desenvolvimento de software. Práticas de projetos de algoritmos.
CI068 CIRCUITOS LÂGICOS
Sistema de numeração e códigos. Minimização e decomposição de funções booleanas. Aritmética binária. Circuitos combinacionais e seqüenciais. Projetos de máquinas de estados e sistemas digitais.
CI069 ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE INFORMíTICA
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Empresas de Informática, sob orientação de um professor.
CI070 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE SOFTWARE I
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Engenharia d Software, sob orientação de um professor.
CI071 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE SOFTWARE II
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Engenharia de Software, sob orientação de um professor.
CI072 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM BANCO DE DADOS I
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Banco de Dados, sob orientação de um professor.
CI073 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM BANCO DE DADOS II
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Banco de Dados, sob orientação de um professor.
CI074 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM REDES DE COMPUTADORES I
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Redes de Computadores, sob orientação de um professor.

CI075 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM REDES DE COMPUTADORES II
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Redes de Computadores, sob orientação de um professor.
CI076 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE INFORMíTICA I
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Administração de Informática, sob orientação de um professor.
CI077 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE INFORMíTICA II
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Administração de Informática, sob orientação de um professor.
CI078 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM COMPUTAÇÃO I
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Computação Gráfica, Visão computacional e áreas correlatas, sob orientação de um professor.

CI079 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM COMPUTAÇÃO II
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Computação Gráfica, Visão computacional e áreas correlatas, sob orientação de um professor.
CI080 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM INTELIGÃ?Å NCIA ARTIFICIAL I
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Inteligência Artificial, sob orientação de um professor.
CI081 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM INTELIGÃ?Å NCIA ARTIFICIAL I
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Inteligência Artificial, sob orientação de um professor.
CI082 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES I
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Organização e Arquitetura de Computadores, sob orientação de um professor.

CI083 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES II
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Organização e Arquitetura de Computadores, sob orientação de um professor.
CI084 TÂPICOS EM TEORIA DOS GRAFOS
Tópicos em teoria dos grafos.
CI085 TÂPICOS EM COMPUTAÇÃO GRAFICA
Tópicos em Computação gráfica.
CI086 TÂPICOS EM ARQUITETURA DE COMPUTADORES
Tópicos em Arquitetura de Computadores.

CI087 TÂPICOS EM BANCO DE DADOS
Tópicos em Banco de Dados.
CI088 TÂPICOS EM SISTEMAS DISTRIBUíDOS
Tópicos em Sistemas Distribuí­dos.
CI089 TÂPICOS EM TEORIA DA COMPUTAÇÃO
Tópicos em Teoria da Computação.
CI090 TÂPICOS EM ENGENHARIA DE SOFTWARE
Tópicos em Engenharia de Software.

CI091 TÂPICOS EM AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
Tópicos em Avaliação de Desempenho.
CI092 TÂPICOS EM TECNOLOGIAS E APLICAÇÃ?â?¢ES
Tópicos em Tecnologias e Aplicações.
CI093 TÂPICOS EM ANíLISE NUMÉRICA
Tópicos em Análise Numérica.
CI094 TÂPICOS EM PROCESSAMENTO DE IMAGENS
Tópicos em Processamento de Imagens.

CI095 TÂPICOS EM COMPILADORES
Tópicos em Compiladores.
CI096 TÂPICOS EM INTERFACE HOMEM-MíQUINA
Tópicos em Interface Homem-Máquina.
CI097 TÂPICOS EM SISTEMAS DIGITAIS
Tópicos em Sistemas Digitais.
CI098 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM INFORMíTICA NA EDUCAÇÃO I
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Informática na Educação, sob orientação de um professor.

CI099 TRABALHO DE GRADUAÇÃO EM INFORMíTICA NA EDUCAÇÃO II
Trabalho de ní­vel profissional ou de pesquisa na área de Informática na Educação, sob orientação de um professor.
CI202 MÉTODOS NUMÉRICOS
Matrizes. Sistemas lineares. Soluções de sistemas lineares. Zeros de funções algébricas e transcendentes. Interpolação. Integração.
CI204 ADMINISTRAÇÃO DE INFORMíTICA
Organização da função de informática. Medidas de desempenho e seleção de sistemas. Controle de custos. Planejamento e controle de atividades de um CPD. Relacionamento com clientes, fornecedores, público interno e externo. Segurança e privacidade. Avaliação da função da informática pela alta administração.
CI205 ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO PARA INFORMíTICA
A função de produção. Planejamento e controle da produção. Medidas de desempenho: custo, qualidade, produtividade e outros. Mudanças. Manutenção. Esquema de trabalho normal e para crises. Ergonomia. Layout e fluxo de trabalho.

CI206 ADMINISTRAÇÃO DE TECNOLOGIA DE INFORMíTICA E INOVAÇÃO TECNOLÂGICA
Previsão e avaliação do avanço tecnológico em computação e comunicação. A estratégia da organização e administração tecnológica de informática. Fomento da inovação tecnológica.

CI209 INTELIGÃ?Å NCIA ARTIFICIAL
Simulação da Inteligência em Diferentes íreas. Linguagem Natural. Linguagem Artificial. Aplicações.
musica gerada a partir de inteligencia artificial:

CI210 PROJETOS DIGITAIS E MICROPROCESSADORES
Estruturas de microcomputadores: microprocessador, memória, entrada e saí­da. Arquitetura do microprocessador: registradores, indexadores, pilhas, endereçamento. Interfaces: paralelas, seriais, analógicas/digitais. organização de memórias: RAM, EPROM, EAROM. Aplicações.
CI211 CONSTRUÇÃO DE COMPILADORES
Gramáticas. Autômatos. Computabilidade. Análise léxica. Análise sintática. Geração de código. Recuperação de erro. Compiladores de compiladores.

CI212 ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES
Componentes do fluxo de dados e sua organização. Unidade aritmética e lógica. Unidade de controle. Memória. Vias de acesso. Elementos de um conjunto de instruções. A arquitetura Von Neumann. Arquitetura de entrada e saí­da. Otimização de arquitetura.
CI214 ESTRUTURAS DE LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO
Descrição de algumas linguagens de programação. Tipos de dados: organização lógica; estrutura de armazenamento; representação sintática. Caracterí­sticas gerais de operações. Estruturas de controle. Gerenciamento de memória.
CI215 SISTEMAS OPERACIONAIS
Componentes de um sistema. Administração dos recursos: memória principal e secundária. Administração dos processos: prioridades, interrupção, filas. Comunicação entre processos: semáforos e mensagens. Segurança.
CI218 SISTEMAS DE BANCO DE DADOS
Sistemas de informação em ambiente de banco de dados. Estruturas em rede, hierárquicas e relacional. Administração de dados.

CI219 ANíLISE E PROJETO DE SISTEMAS
Sistemas aplicativos. Instrumentos de análise. Determinação de alternativas. Projeto fí­sico de sistema computacional e manual. Caracterí­sticas especiais de sistemas.
CI220 TEORIA DE SISTEMAS
O conceito de sistemas. Definição e modelação de sistemas. Aplicação das abordagens de sistemas. Sistemas de administração.
CI221 ENGENHARIA DE SOFTWARE
Administração do projeto de engenharia de software. Validação. Técnicas de testes de produto. Metodologias de programação. Qualidades de produto de software. Complexidade de software: recursos, confiabilidade, disponibilidade. Planejamento de recursos.
CI233 TRABALHO DE GRADUAÇÃO I
CI234 TRABALHO DE GRADUAÇÃO II
CI235 ESTíGIO SUPERVISIONADO I
CI236 ESTíGIO SUPERVISIONADO II
CI237 MATEMíTICA DISCRETA
Análise combinatória. Funções geradoras. Relações de recorrência. Enumeração.

CM003 CíLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL III
Integral múltipla. Integral de linha. Equações diferenciais ordinárias.
CM005 íLGEBRA LINEAR
Matrizes e equações lineares. Espaços vetoriais. Transformações lineares. Operadores e matrizes diagonalizáveis. Espaços com produto interno. Operadores sobre espaços com produto interno. Cônicas e quádricas.
CM045 GEOMETRIA ANALíTICA I
Vetores no plano e no espaço, Retas e planos no espaço com coordenadas cartesianas. Translação e rotação de eixos. Curvas no plano. Superfí­cies. Outros sistemas de coordenadas.
CM046 INTRODUÇÃO à íLGEBRA
Operações. Grupos. Anéis e corpos.

CM201 CíLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL I
Funções. Derivadas. Aplicações do cálculo diferencial. Integrais. Séries.
CM202 CíLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II
Conjuntos de Rn. Funções de várias variáveis: limites, continuidade. derivação parcial e diferenciação. Funções compostas. Funções homogêneas. Funções implí­citas. Máximos e mí­nimos das funções de várias variáveis. Integrais duplas e triplas. Análise vetorial. Integrais de linha e de superfí­cie. Equações diferenciais de primeira ordem .Equações diferenciais de ordem n. Sistema de equações diferenciais lineares.
CM224 PESQUISA OPERACIONAL I
Revisão de álgebra linear. Modelos de programação linear. O método simplex. O problema do transporte. O problema da designação. Dualidade. Análise de Pós-Otimização.
HL077 COMUNICAÇÃO E LINGÃ?Å?íSTICA
Lingüí­stica formal. Revisão gramatical. Elaboração de textos.

SA017 ADMINISTRAÇÃO III
Localização da disciplina no contexto das atividades do paí­s. Conceito geral de administração. Visão global e importância. Elemento de administração. Função administrativa na empresa. Função financeira na empresa. Função comercial na empresa.
SA214 INTRODUÇÃO à TEORIA GERAL DE ADMINISTRAÇÃO
Introdução í  teoria geral da administração: papel da administração nos empreendimentos humanos. Conceitos de teoria e arte, perspectiva cientí­fica da administração, modelo como técnica de estudo, poder e autoridade, liderança. Evolução das correntes de pensamento administrativo: clássicos, a corrente de relações humanas, os comportamentalistas, os estruturalistas e a teoria geral de sitemas; tendências atuais. Análise de sistemas em administração: concepção da administração como sistema. Desenvolvimento organizacional e institucional. Principais funções administrativas, planejamento, organização, direção e controle. Comportamento administrativo. Administração e a informática.
SC003 CONTABILIDADE GERAL I
As entidades e seu campo de ação econômica. Patrimônio. Gestão. Inventário. Orçamento. O controle administrativo e contábil. Escrituração (teoria e prática). A relevação da gestão nas empresas. A revelação da gestão nas instituições. Sistemas suplementares.
SC202 CONTABILIDADE DE CUSTOS PARA INFORMíTICA
Introdução aos custos. Elementos de custos. Classificação dos custos. Formação dos custos. Departamentalização. Apuração dos custos. Sistemas de custeio. Custos de distribuição. Instrumentos de análise. Preço de venda, lucro e inflação.

SC203 MATEMíTICA FINANCEIRA PARA INFORMíTICA
Juros e descontos simples. Juros e descontos compostos. Formação e recuperação de capital. Análise de investimentos.
SE044 ECONOMIA I
Visão conceitual básica. Abordagem estruturalista. Sistema financeiro. Economia internacional.
SE045 ECONOMIA II
Introdução ao estudo microeconômico. Análise das funções: oferta e procura. Teoria da produção. Teoria do consumidor. Análise genérica.
SIN070 ORIENTAÇÃO BIBLIOGRíFICA – B
Orientação bibliográfica, elaboração e apresentação de trabalhos normalizados.


envolvido para não mais sorrir
apenas escancarar as narinas
e atingir o orgasmo néonatal
conchas eletroacústicas
sí­stoles e diástoles
em favor do caos

mas não seriam todos os seres do sonho
espectros oní­ricos, fantasmagóricos,
alegorias, simbólicos,
e daí­ um corte arbitrário de separar e classificar
como pornográfico apenas esse corte aqui

eu que não existo,
mas que não páro de me sentir”

Guilherme Pilla

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Rapsodos trabalhando – Ilíada Canto XVI com Richard Rebelo e direção de Octávio Camargo – Curitiba, 26/07/2007

rapsodos-trabalhando

Confira aqui fotos do espetáculo e outros documentos em produção colaborativa a partir de 27/07/2007.

Clique aqui para ver as fotos de Gilson Camargo, em Olhar Comum.

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Da nau fervia o prélio, e ao divo Aquiles
Vem Patroclo a verter cálido choro,
Como de celsa rocha em fio brota
Fundo olho d’água. Comovido o encontra
O amigo velocí­pede: “Patroclo,
Pranteias molemente? És qual menina
Que, da mãe apressada após, retêm-na
Pelo vestido, e em lágrimas olhando,
Insta-lhe até que em braços a receba.
Aos Mirmidões, a mim, que novas trazes?
Veio de Ftia um núncio? Vivem, consta,
Menetes e Peleu, cujo trespasso
Tinha de entristecer-nos. Ou lamentas
Os que ante as cavas naus ingratos morrem?
Não me ocultes, amigo, as mágoas tuas.”
Gemente assim Patroclo: “Não te agastes,
Aqueu sem par; dor grave oprime os nossos:
Os mais valentes já feridos jazem,
De lança o Atrida e Ulisses, e frechados
Na coxa Eurí­pilo e no pé Diomedes.
Médicas mãos os curam cuidadosas;
Mas não se dobra teu rancor, Pelides.
Nunca ira tal me cegue, herói funesto!
Quem mais em teu valor fiar-se pode,
Quando não livras da ruí­na os Gregos?
Nem te gerou, cruel, Peleu nem Tétis;
Filho és do turvo mar, de broncas penhas.
Se agouros temes, se de Jove arcanos
Declarou-te a mãe deusa, ao menos dá-me
Teus Mirmidões, e aos nossos lume escasso
Talvez serei. Tua armadura emprestes:
Crendo-te em liça os Teucros, é factí­vel
Cessem do assalto, e aos márcios Gregos deixem
Útil breve respiro em tanta lida;
Frescos nós outros, o inimigo lasso
Fácil do campo e naus rechaçaremos.”
Ai! Néscio implora, e o fado e a morte chama.

Suspira Aquiles: “Como! Eu, bom Menécio,
De agouros me temer! De Jove Tétis
Nada me revelou. Mas dói-me o agravo
De um prepotente par, que o prêmio ganho
Por minha lança na invadida praça,
A jovem bela escrava, arrebatou-me;
Dói-me sim que esse Atrida ma tirasse,
Como das mãos de ignóbil vagabundo.
Olvide-se o passado, nem perpétuo
Âdio quero nutrir: de não depô-lo
Voto fiz, sem primeiro í  minha esquadra
Chegar o estrondo e a pugna. O arnês que pedes,
Veste-o, conduz os Mirmidões fogosos:
De Teucros nuvem basta as naus circunda;
Pouca ourela da praia aos Dânaos resta;
ílio em peso concorre e afouta inunda.
Oh! Não vêem mais luzir meu capacete:
Se o rei me fora justo, em fuga tinham
O fosso de cadáveres enchido;
Ora, opugnando, o exército encurralam.
Não mais braveja a Diomédea lança,
Os Dânaos resguardando; a voz calou-se
Das goelas do Atrida abominável:
A de Heitor homicida aos seus troveja;
Guerreiros vivas o triunfo aclamam.
Sus, Patroclo, das naus remove a peste,
Anda, acomete; a frota não se abrase,
Que nos deve repor na doce pátria.
Ouve e do meu conselho não te olvides,
A fim que honras os Dânaos me prodiguem,
E a cativa gentil me restituam
Com magní­ficos dons: repulsos, volta;
Embora o esposo altí­ssimo de Juno
Te apreste a glória, os bélicos Hectóreos
Não combatas sem mim, que me é desdouro;
Nem ávido exultando na carnagem,
Aos muros de ílio o exército avizinhes;
Pois descerá do Olimpo um dos Supremos,
Talvez o Longe-vibrador que os ama.
Salva as naus e retorna; eles pleiteiem
Em raso campo. Â sempiterno Padre,
Minerva e Apolo, a morte a nenhum Teucro
E a nenhum Grego poupe; escapos ambos,
Sós ílio sacra derribar nos caiba.”
De rojões, entretanto, Ajax vexado,
Mal se sustinha, que o domava Jove
E o dardejar contino; em torno í s fontes
O elmo hórrido rouqueja, que o brilhante
Artí­fice cocar alvo é dos tiros.
Do pavês o ombro esquerdo já tem lasso,
Mas quedo apara a chuva de arremessos;
De anélito açodado, os membros todos
Escorrendo em suor, nem resfolgava,
Aumentando um perigo outro perigo.
Musas do Olimpo, recontai-me como
O fogo se ateou na Argiva armada.
Onde a espiga se encava, de montante,
Corta o Priâmeo o freixo ao Telamônio,
Que mutilado vibra hastil inútil,
E cai no chão tinindo a cúspide ênea.
Treme o indômito Ajax reconhecendo
Que obra é celeste, que o senhor do raio
Decide e quer aos Teucros a vitória;
Enfim recua. A infadigável chama,
Remessada ao baixel, inextinguí­vel
Pega de popa a proa; então veemente
Bate Aquiles na coxa: “Eia, Patroclo,
Vejo lavrar tenaz o hostil incêndio;
Não se nos tolha o meio í  retirada;
Já já te arneses, e eu reúno as hostes.”
Cinge o Menécio deslumbrante saio;
Com prata afivelando, as finas grevas
Ajusta í s pernas; estrelada e vária
Aos peitos liga a do veloz Pelides
Érea couraça; o claviargênteo gládio
Pendura; o grã pavês, sólido ombreia;
Põe í  forte cabeça o casco insigne,
De nutante penacho e horrente crista;
Válidas lanças a seu pulso adapta,
Que a do Eácida exí­mio, por disforme,
Argeu nenhum, só ele, manejava:
Cortou Quiron seu freixo no alto Pélion,
De heróis futuro dano, a Peleu dado.
A Automedon manda aprontar o coche,
A quem mais preza após o rompe-esquadras,
Pajem fiel, no afogo das batalhas.
Este junge os ligeiros Xanto e Bálio,
Ao vento iguais: Podarga harpia, ao sopro
De Zéfiro num prado os concebera
Junto ao rio Oceano. Ata í  boléia
Com imortais corcéis Pédaso fero,
Preia de Aquiles d’Eetion nos muros.
O filho de Peleu, de tenda em tenda,
Arma os seus. Quando crus vorazes lobos,
O estômago a instigá-los, dilaceram
Montês cervo ramoso, em alcatéia,
Rubros os queixos, com delgadas lí­nguas
Lambem de cima a funda escura fonte;
E, teso o ventre, a impar, cruor vomitam,
Mais gana inda os instiga e os acorçoa:
Dos Mirmidões os prí­ncipes, não menos,
O amigo audaz famintos e animosos
Do Eácida ladeiam, que os ginetes
E adargados belí­gero afervora.
Cinqüenta lestes naus a Tróia Aquiles,
Caro ao Satúrnio, trouxe, com cinqüenta
Remos em cada uma, e a cabos cinco
Diviso o mando, presidia a todos.
Menéstio encouraçado era o primeiro,
Que a Espérquio rio, gênito de Jove,
Polidora pariu, de Peleu filha,
Gentil mulher que ao deus se unira assí­duo:
Nado o criam de Bóros Periério,
Que lhe esposara a mãe com dote imenso.
Era Eudoro o segundo, que houve oculta
A de Filas garbosa Polimela:
O Argicida Mercúrio amou-a, vendo-a
Cantos guiar e danças da auri-archeira
Diana estrepitosa, e manso ao quarto
Subindo virginal, teve este egrégio
Rápido campeão; mas, dês que ao lume
Do sol o deu cruí­ssima Ilitia,
Casou com Polimela o Actório Equecles,
Dotando-a com mil dons: o avô cuidoso
O criou como seu. Era o terceiro
Pisandro Memalides, que excedia
Na lança os Mirmidões, Patroclo exceto.
Quarto, o équite Fênix; era o quinto
Alcimedon famoso Laerceio.
Tudo Aquiles ordena, e diz severo:
“Não vos esqueça, Mirmidões, que a bordo
Ameaçáveis os Troas; que freqüente,
Condenando meu ódio, me exclamáveis:
– De fel a mãe te amamentou, Pelides;
Tirano, os sócios í  inação constranges;
Pois que a ira fatal caiu-te n’alma,
De volta í  casa o pélago sulquemos. –
Ei-lo o conflito pelo qual bramí­eis:
Quem tiver coração, corra aos Troianos.”

A voz régia afogueia as filas todas.
Como, a prova dos ventos, o arquiteto
Em parede superba ajunta as pedras;
Ajuntam-se, elmo a elmo, escudo a escudo,
Lado a lado, os varões: tocam-se e ondeiam
Indistintos penachos e cocares.
Sós dois, Patroclo e Automedon, concordes
Em ferir a batalha, os precediam.
Vai logo í  tenda Aquiles, abre a tampa
Da que a mãe argentí­pede, í  partida,
Lhe dera arca louçã, de agasalhados
Capotes cheia, e túnicas e mantas
E tapetes felpudos: copa tira
De alto lavor, em que ele só bebia
E a Jove só libava; com enxofre
Untada a expurga e em água a purifica;
Também lavando as mãos, purpúreo vinho
Despeja, e em meio dos guerreiros posto,
Nos céus a vista, ao fulminante Padre,
A seus rogos atento, assim brindava:
“Jove Pelasgo, tu que longe habitas
E imperas em Dodona hiberna e fria,
Dos Selos teus intérpretes cercado,
Que de pés andam nus e em terra dormem,
Perfaze ora os meus votos, já que os Dânaos
Por honrar-me afligiste: eu permaneço,
E de muitos í  testa envio o sócio;
Dá-lhe vitória, altí­ssono, e a coragem
No peito lhe confirma; Heitor aprenda
Se é de si forte o amigo, ou se invencí­vel
É só quando combate í  minha ilharga.
Mas, depois que do assalto as naus liberte
E do tumulto, incólume aqui volte,
Com meu arnês inteiro e os meus soldados.”
Previsto Jove, anui somente em parte:
Salve Patroclo as naus, mas não se salve.
Depois que liba súplice, o Peleio
Entra na tenda, e a copa na arca fecha;
à porta volve, e espectador ainda
Quis ser da atroz mortí­fera batalha.
Como Patroclo bizarro as hostes marcham,
Té que aos Troas remetem corajosas.
Quando as vespas, que encelam-se na estrada,
Insensatos meninos irritando,
Público mal preparam buliçosos,
Por descuido se as toca o viandante,
Elas com forte coração rebentam
Em defesa do enxame: assim prorrompem
Os Mirmidões, e a cuquiada ruge.
Grita Patroclo: “Â sócios do Pelides,
De quem sois recordai-vos, com façanhas
Esse herói dos heróis honremos hoje:
O amplo-dominador confesse a culpa
De agravar o fortí­ssimo dos Gregos.”
Com tal estí­mulo, adensados ruem;
Das naus em torno o alarma horrí­vel soa.
Vendo ao Menécio coruscar nas armas
E o mesmo auriga, trépidos os Teucros
Se desconcertam; cuidam congraçado
O Eácida veloz, e olhando em roda
Cada qual busca efúgio í  instante Parca.
Patroclo estréia, com fulgente lança,
Onde mais tumultuam, junto í  popa
Do Grã Protesilau: fere o armo destro
A Pericmeu, que os équites Peônios
Caudilha de Amidon e do íxio largo;
Vai de costas, no pó gemendo rola,
E a flor de seus espavoridos fogem.
Remove e extingue o fogo, e atropelados
Da nau já semi-ardida os Frí­gios deita:
Por entre as outras, com ruí­do enorme
Derramando-se os Dânaos, os repulsam.
Se alquando espalha Júpiter fulgúreo
O negrume do cimo da montanha,
Aberto o máximo éter, aparecem
Rocas, pí­ncaros, bosques; tais os Dânaos,
Livres do incêndio, um pouco respiraram:
Porém dura ainda a pugna; que os Troianos
Costas não davam todos, mas forçados
Iam deixando o campo e resistindo.

Cada chefe um contrário acossa e mata.
Logo a bronze o Menécio de Areilico
Fratura o fêmur e o debruça em terra.
A Toas, que do peito arreda o escudo,
Prosterna Menelau. Na arremetida,
Meges lanceia a perna, onde há mais polpa,
Ao nobre Anficlo, e os nervos lhe descose;
Letal escuridão lhe cega os olhos.
Antí­loco Nestório de érea ponta
A Atí­nio espeta o lado e o prostra. Máris,
Ante o fraterno corpo, ao Grego vibra;
Mas Trasimedes, prevenindo o golpe,
No ombro lhe mete a cúspide, e lhe corta
Os músculos do braço e o osso escarna:
Baqueia Máris em medonha treva.
E dois irmãos a Dite assim remete,
Ambos hasteiros, a Sarpédon caros,
Filhos de Amisodar, que, infensa a muitos,
A Quimera nutria insuperável.
Na baralha a Cleóbulo impedido
O Oiliades empolga, e na garganta
Lha ensopa toda e em sangue a espada aquece:
Purpúrea morte o imerge em noite escura.
Lí­con e Peneleu, que se entrechocam,
Botes errando, í s lâminas recorrem:
Lí­con no hostil cocar imprime o gládio,
Que pelo punho estrala; sob a orelha,
Peneleu de um revés lhe fende o colo,
E a cabeça, da pele só retida,
Lhe dependura e os órgãos lhe desata.
Merion desenvolto após Acamas,
Ao montar, o escalavra no ombro destro:
Ofusca-se-lhe a vista e rui do coche.
De pique atroz Idomeneu, de Erimas
Por sob o cérebro atravessa a boca,
Racha alvos ossos e desloca os dentes:
Os olhos dois infiltram-se de sangue,
Sangue das ventas bolha e abertas fauces;
Da nera morte o envolve a nuvem baça.

Cada herói Grego assim talha uma vida.
Como lobos roazes que, de espreita,
A mães roubam cabritos ou cordeiros,
Cujo pastor os descuidou no monte,
E aos balantes imbeles despedaçam;
Dão sobre os Troas, que olvidando o brio,
Só na horrí­ssona fuga se afiúzam.
Ansioso o grande Ajax a Heitor procura;
Que, adargando experiente os ombros largos,
Dos tiros o zunido ou silvo observa,
E inclinada a vitória, inda constante
Vela nos companheiros. Qual do Olimpo
Ao céu vai nuvem, se o nimboso Padre
O éter sereno tolda, as naus expedem
O trépido Tumulto: os de Heitor passam
Em debandada, e os rápidos ginetes
Apartam-no dos seus, que o fosso embarga.
Quantos corcéis, na escarpa escorregando,
Quebram temões, donos e coches largam!
Uns alenta o Menécio, outros acossa
Com ignito furor: em gritos fogem,
As estradas enchendo, e os corredores,
Por turbilhões de pó que os ares turvam,
Das naus e tendas í  cidade voam.
Trota e se envia onde há maior distúrbio,
E minaz urra: sob os eixos muitos
Rolam dos voltos clamorosos carros.
Os imortais ungüí­ssonos dos deuses,
Dom preclaro a Peleu, transpõe o fosso
De um pulo; e de ir o impulso tem Patroclo
Sobre Heitor, que é de biga arrebatado.
No outono, quando Júpiter, sanhudo
Contra o julgar dos homens que a justiça
Do foro banem sem temor dos numes,
A negra terra agrava de chuveiros,
Com tal fúria desfecha, que em dilúvio
Rios dos montes, sementeiras e agros
Arrasando, a gemer se precipitam
No vasto mar purpúreo: assim nitrindo
Iam na desfilada as Teucras éguas.
Rotas as hostes, para as naus Patroclo,
De ílio tolhendo o ingresso desejado,
As repulsa, e entre a praia e o Xanto e o muro
Gira a vingança e a morte. Nu de escudo
Fere a Pronos o peito; os membros laxa,
E fragoroso expira. De outro bote
Prostra o Enópio Testor, que perturbado
No assento encolhe-se e demite as rédeas:
Pela destra maçã lhe fisga os dentes,
A si contrai a lança; e, qual se pesca
De linha e anzol, de cima de um rochedo,
Grã sacro peixe, pela boca hiante
Do carro abaixo o tira inanimado.
Joga uma pedra a Erí­alo que arrosta,
O elmo parte a cabeça racha em duas;
Por terra se debruça, e a morte o cinge.
Patroclo, um após outro, ao chão derriba
A Erimas e Anfotero, Epalte e Pires,
Équio e Ifeu, Tlepolemo Damastório,
A Polí­melo Argeiades e Evipo.
Dele Sarpédon vendo os seus domados,
Repreende os nobres Lí­cios: “Que vergonha!
Onde, Lí­cios, fugis? Como sois ágeis!
Corro a provar o armipotente braço,
Que a tantos campeões tolhe os joelhos.”
Do carro eis salta e apeia-se Patroclo.
Quais, de bico recurvo e garra adunca,
Sobre alta penha aos guinchos dois abutres,
Travam-se eles gritando. – Ao contemplá-lo,
Para a consorte e irmã suspira Jove:
“Dos homens o mais caro, ai! Meu Sarpédon,
à lança do Menécio está votado:
Hesito n’alma se na Lí­cia o ponha,
Subtraí­do ao combate lutuoso,
Ou se ao cruel destino o deixe entregue.”
Mas a augusta olhitáurea: “Que proferes,
 formidável Júpiter? Salvares
Mortal í  triste Parca já fadado!
Salva-o, porém do Céu não tens o assenso.
Digo mais, e reflete, í  pátria vivo
Se envias teu Sarpédon, outros numes,
Da injustiça irritados, hão de os filhos
Muitos livrar que ante ílio estão pugnando.
E do teu predileto se hás piedade,
Mal do Menécio a mão do alento o prive,
Consente í  Morte e ao Sono que o transportem
à opulenta alma Lí­cia: irmãos e amigos
Façam-lhe exéquias e lhe sangrem pios
Túmulo e cipo, aos mortos honra extrema.”
O pai de homens e deuses resignou-se;
Mas pelo filho, a quem da pátria longe
Na feraz Tróia imolará Patroclo,
Asperge a terra de sanguí­neo orvalho.
Já se contrastam; mas Patroclo ao bravo
Pajem do rei Sarpédon, Trasimelo,
Vulnera no imo ventre e solta a vida.
Sarpédon brande a lança impetuosa,
E o golpe errado a pá direita fere
De Pédaso corcel, que em vascas geme
Na arena a espernear e arcando expira.
Xanto escouceia e Bálio; o jugo estala,
E as bridas se embaraçam no que atado
Ao temão jaz no pó. Na afronta, o hasteiro
Automedon provê: de Junto í  coxa
Robusta saca a lâmina aguçada,
E ao da boléia presto aos loros talha.
Direita a imortal biga ao freio acode.
Aos dois rói nova sanha e fogo novo:
Inda a Sarpédon falha a cúspide ênea,
O ombro só roça esquerdo; mas certeiro
Patroclo o pique lhe enterrou por onde
O coração as ví­ceras torneiam.
Como o carvalho, ou choupo ou celso pinho,
Para naval fabrico, ao truz desaba
De afiada secure; ante os cavalos
E o carro jaz, e o pó sanguí­neo apalpa,
Os dentes a estrugir. Qual fulvo touro,
Soberbo entre a flexí­pede manada,
Sob os colmilhos do leão morrendo,
Muge, inda se debate; assim, vencido,
Gemente o rei dos adargados Lí­cios,
A bracejar, o camarada chama:
“Diletí­ssimo Glauco, mais que nunca,
Mostra o que és, sê pugnaz, o mando assume.
Por Sarpédon concita os cabos todos
A pelejar; tu mesmo a lança enrestes.
Infâmia e opróbrio te será perpétuo
Os Gregos despojarem-me o cadáver,
Onde os Lí­cios heróis as naus disputam.
Eia, as tropas inflama, inabalável.”
Cala, afila o nariz e empana os lumes,
Revolto em morte. O Aqueu lhe calca os peitos,
A cúspide lhe saca e entranhas e alma.
Os Mirmidões retêm corcéis que vagam
Açodados, sem coches nem senhores.
De Sarpédon a voz contrista a Glauco,
Nem este lhe valeu, que na mão preso
Tinha o braço, e a frechada o confrangia
Do Aquivo Teucro na mural contenda;
Mas ora a Febo: “De ílio, ou da possante
Lí­cia, Escuta-me, ó nume arcipotente;
Queixas em qualquer parte e rogos ouves
De afligido mortal: picadas sinto
Lancinantes, o sangue não se estanca,
O ombro é pesado, o pique mal sustento.
Nada posso compreender; mas jaz Sarpédon,
Sem que ao valente filho acuda Jove.
 rei, sequer me sara esta ferida,
Alivia-me, a fim que esforce os Lí­cios
E o cadáver eu mesmo lhe defenda.”

Benigno Febo, as dores já lhe acalma,
Veda o sangue e o robora. Exulta Glauco
Da proteção do deus; primeiro os chefes
Lí­cios procura, e a cheio passo aos Teucros
Agenor se dirige e Polidamas,
Mais a Eneias e Heitor, e a este exprobra:
“Sócios esqueces que da pátria e amigos
Longe perecem, nem salvá-los queres!
Sarpédon morto jaz, da Lí­cia apoio,
Valoroso, eloqüente e justiceiro;
Pelas mãos do Menécio o prostrou Marte.
Indignai-vos, consócios, de que o dispam
E insultem Mirmidões, vingando irosos
Aos que ante as naus a botes aterramos.”
Lavra um luto geral; que, estranho embora,
Esteio era de Tróia, e o mais galhardo
Entre os galhardos Lí­cios. Por Sarpédon
Chameja e os guia Heitor; Patroclo, os Dânaos,
Instigando os Ajax de si fogosos:
“Vós Ajax, dantes sempre os mais estrênuos,
Hoje aos Teucros. O herói que entrou primeiro
No Graio muro, em terra está, Sarpédon.
Possamos nós despi-lo e encher de afrontas,
A bronze escarmentar os que se oponham!”
De estí­mulo os Ajax não careciam.
Uns e outros firmam-se em renhida pugna,
Teucros e Lí­cios, Mirmidões e Aquivos,
Com medonho alarido e fragor de armas.
Para estrago maior em torno ao corpo
Do amado filho, Júpiter estende
Lôbrega noite sobre o atroz conflito.
Olhinegros Aqueus primeiro afrouxam,
Ferido um Mirmidon não lerdo, prole
De Agacles valoroso, Epigeu divo,
Que em Budeia magní­fica imperava,
E morto um primo audaz, súplice veio
A Tétis argentí­pede e ao marido,
Que a Tróia em poldros fértil o enviaram
Do seu rompe-esquadrões na comitiva:
Sobre Sarpédon quando a mão já punha,
De uma pedrada o elmo Heitor partiu-lhe
E em duas a cabeça; do cadáver
Descai por cima, e a feia Parca o cinge.
Qual açor caça a gralhos e estorninhos,
Entre os primipilares, anojado
Pelo defunto sócio, tu Menécio,
De chofre dás nos Lí­cios e Troianos,
De seixo a Atenelau Itemeneides
Os tendões rompes da cerviz; recua
Com seus primipilares o Priâmeo:
Quanto, ou no jogo ou na homicida guerra,
Alcança um tiro de esforçado pulso,
Ganham tanto os Aqueus e os Teucros perdem.
Glauco o primeiro se voltou, matando
O caro filho de Calcon, Baticles,
De Hélade opulentí­ssima habitante
E o Mirmidon mais rico: este após ele,
Já quase o apanha; de repente o Lí­cio
Vira-se e a lança embebe-lhe no seio:
Ao baquear do braço, um grito soltam,
Com mágoa os Dânaos, com prazer os Troas,
Que em derredor se apinham; mas briosos
Vêm de encontro os Aqueus. Merion derriba
O audaz Laogono, de Onetor progênie,
Do Ideu Jove ministro e um nume ao povo;
Sob a orelha e a maxila o fere e prostra:
A alma afunda-se logo em treva horrenda.
O Anquí­seo a Merion dispara, crendo
Sob o escudo o enfiar na arremetida;
Ele previsto se proclina, e o freixo
Por cima zune, enterra-se na areia,
E o conto fixo treme, até que Marte
A fúria impetuosa lhe aquieta,
Pois dardou mão robusta o bote inútil.
E Eneias irritado: “És bom dançante;
Mas o pique, Merion, certeiro fosse,
Que para sempre te afracara as pernas.”
Ao que retorque o hasteiro: “És forte, Eneias;
Mas nem a todos que arrostar-te ousarem,
Tu contes extinguir. Mortal nasceste;
A tocar-te o meu bronze, embora sejas
Na destra afouto, me darias glória,
Tua alma ao rei da lúgubre quadriga.”
Mas o Menécio a Merion censura:
“Que te apresta o falar, valente amigo?
Antes que um morda o pó, com feros nunca
Arredarás os Teucros do cadáver:
O braço í  guerra, ao parlamento a lí­ngua;
Não palavras, sim obras.” Nisto avança,
Marcha e o ladeia Merion deiforme.
Qual soa ao longe a mata, em fundo vale,
Dos lenhadores aos contí­nuos golpes,
Ei-los em todo o campo o estrondo excitam
De êneos arneses, bipontudas hastas,
Elmos, lorigas, e broquéis e espadas.
Desconhecera o experto ao Lí­cio cabo,
Desde a cabeça aos pés de pó coberto
E sangue e tiros: cercam-no e vozeiam,
Como em curral, na primavera, moscas
De alvos tarros de leite em roda zumbem.
Júpiter, fitos no combate os olhos,
Medita ansioso de Patroclo o fado:
Se ali sobre Sarpédon o Priâmeo
O imole e dispa, ou se ele a vários inda
Lance no extremo afã. Por fim resolve
Que o fâmulo de Aquiles í  cidade
Com matança repila o chefe e os Teucros.
O coração primeiro a Heitor quebranta,
Que í  pressa monta e exorta os seus que fujam,
A balança Dial pender sentindo.
Nem os Lí­cios resistem, vendo em meio
Jazer seu rei de um vasto morticí­nio,
Pois sobre ele muití­ssimos caí­ram,
Quando o Satúrnio o prélio exasperava.
Despem-lhe as éreas coruscantes armas,
Que í s naus remete o vencedor Patroclo.

Diz a Febo o Nubí­cogo: “Anda, filho,
De sob os dardos meu Sarpédon ergas,
Puro do negro sangue, a parte, em veia
Limpa o lava, e de ambrosia perfumado
Veste-lhe imortal roupa, e o dá que o levem
Os dois gêmeos cursores Morte e Sono
à opulenta ampla Lí­cia: irmãos e amigos
Façam-lhe exéquias e lhe sagrem pios
Túmulo e cipo, aos mortos honra extrema.”
Dócil Apolo, do Ida ao campo desce:
De sob os dardos a Sarpédon ergue,
Puro do negro sangue, a parte, em veia
Limpa o lava, e de ambrosia perfumado
Veste-lhe imortal roupa, e í  Morte e ao Sono
O dá, que na alma Lí­cia o depuseram.

A Automedon excita e aos inimigos
Deita o coche Patroclo; e, se os preceitos
Louco não desprezasse do Pelides,
O trespasso evitara. Mas os de homens
Vence o aviso de Jove, que afugenta
E ao forte que instigou tolhe a vitória,
Ao Grego estimulando. – A quem, Menécio,
Derribaste primeiro, a quem postremo,
Quando a morrer os deuses te chamaram?
A Adresto e Equeclo e o Mégades Perimo,
E Autonoo, e Epistor e Melanipo;
Depois a Elaso e Múlio, enfim Pilarte:
Mata-os, os mais persegue. E a de altas portas
à tremebunda lança ajoelhara,
Na grã torre se Apolo não parasse,
Em mal dos Dânaos e a favor dos Troas.
O herói pelo espigão do altivo muro
Três vezes trepa, três a eterna destra
O empurra e bate-lhe o fulgente escudo;
Qual deus indo a investir, minaz o impede
O Longe-vibrador: “Não mais, Patroclo,
à brava lança tua os fados vedam
ílio santa arrasar; compete a braço
Que o teu muito mais forte; ao grande Aquiles.”
Temendo a frecha do agastado Apolo,
Retrograda o Menécio. às portas Ceias
Tem-se Heitor, cogitando se os cavalos
De novo atire í  turba, ou clame í s tropas
E as congregue ante o muro; e, enquanto hesita,
Aproxima-se Apolo em forma de ísio,
Tio seu maternal, mas verde e guapo,
De Dimas geração, que í s Frí­gias margens
Do Sangário habitava, e assim lhe fala:
“Que vil moleza, Heitor! Oh! Quanto em forças
Te cedo, eu te excedesse, que da inércia
Te havia de pesar. Anda, coragem!
A Patroclo os ungüí­ssonos propele;
Busca matá-lo, e dê-te a glória Febo.”
Disse, e torna í  refrega: Heitor ordena
Ao belaz Cebrion que açoute as éguas
E entre em peleja. O deus corre as fileiras,
Turba e assusta os Aqueus, exalça os Teucros.
Despreza os mais Heitor, só trata e marcha
Contra o Menécio, que do coche pula,
Na sestra o pique, na direita um branco
íspero seixo oculto, e forcejando
Errado o joga, mas não foi baldio,
Que acerta em Cebrion, Priâmeo espúrio,
Tendo as rédeas auriga: í s sobrancelhas
O esmecha a pedra e o osso lhe espedaça,
Aos pés vaza-lhe os olhos na poeira;
Ele exânime ao chão vai de mergulho.
E Patroclo a zombar: “Oh! Como é ágil!
De nau saltara no piscoso ponto,
Como da sela, e a mergulhar nas vagas,
Sustentara de ostrinhos a maruja.
São bons mergulhadores os Troianos.”
Aqui, remete a Cebrion, em guisa
De agro leão, que ao devastar o cerco,
É malferido, e ní­mia ardência o perde.
Pronto apeia-se Heitor. Qual num cabeço
Crus também dois leões esfomeados
Morta corça tetérrimos disputam;
Os dois, Patroclo e Heitor, da pugna mestres,
Cortarem-se almejando a sevo bronze,
Brigam por Cebrion: dos pés o aferra
O Menécio, e o Priâmeo da cabeça;
Teucros e Argeus frenéticos se abarbam.
Quando, em floresta ou brenha, de Euro e Noto
O certame sacode o cortiçoso
Corniso e o freixo e a faia, gemebundos
Seus longos ramos confundindo, estralam
Num contí­nuo fragor: tais se entrelaçam,
Não pensando na fuga desastrosa,
De Cebrion em roda os contendores,
Em recí­proco ataque a trucidar-se.
Lanças pregam-se e dardos, setas voam
Dos nervos rechinando, e a rodar pedras
Aos combatentes os broquéis abolam;
Da boléia esquecido, o herói se estira
De pó num turbilhão por grande espaço.
Enquanto o Sol montava, a tiros morrem
De parte a parte; mas no seu declive
Era imensa dos Gregos a vantagem,
Que a Cebrion arrancam do tumulto
E do acervo das armas e o despojam.
Patroclo a Marte igual, medonho urrando,
Três vezes rui, três vezes mata a nove;
Mas ah! da quarta, ó campeão divino,
Luziu teu fim! Terrí­vel sai Apolo;
Oculto em nevoeiro, a mão pesada
Lhe carrega no dorso e largos ombros;
Vidra-lhe os olhos súbita vertigem;
Desenlaçado o esguio capacete,
Rola aos pés dos ungüí­ssonos tinindo;
Sangue e pó suja as crinas e a cimeira,
Nunca dantes manchadas, quando ornavam
Do divo Aquiles a venusta fronte:
Na cabeça de Heitor, para seu dano,
Pôs Jove esse elmo. Reforçado e rijo
De Patroclo nas mãos rebenta o pique;
Dos loros o pavês se lhe desliga;
Mesmo Febo a couraça lhe desprende.
Quedo e estúpido, os membros entorpece:
Traspassa-o pelas costas o Pantóides
Jovem Euforbo, auriga e hasteiro insigne,
Celérrimo e adestrado, que dos carros
Novel já despenhou vinte inimigos,
E a ti, Menécio, te feriu primeiro,
Sem derribar-te; e, assim que extrai a lança,
Mete-se no tropel; pois não se atreve
Encarar com Patroclo, bem que inerme.
Este, opresso de um nume e vulnerado,
Aos seus retrocedendo, ia salvar-se;
Mas Heitor, ao magnânimo ferido
E em retirada, vem por entre as alas,
No vazio lhe ensopa o aêneo gume:
Tomba o herói com fracasso, e os Gregos gemem.
Qual se um leão com javali forçudo,
Beber ambos querendo em fonte exí­gua,
Luta cruel empenha em árduo cume,
Té que o cerdo açodado enfim sucumbe;
Tal ao Menécio, a tantos pernicioso,
Desalma Heitor. Sobre ele ovante o insulta:
“Creste assolar, demente, a pátria nossa,
E í  tua, subtraí­do o livre dia,
As Teucras embarcar: por defendê-las
Desse dia servil, é que os soní­pedes
Corredores de Heitor í  pugna o levam;
Por guardar seu decoro, é que na lança
Os Troianos supero belicosos.
Hão de comer-te, mí­sero, os abutres!
Nem vale o forte Aquiles, que ao ficar-se
Recomendou-te certo: – às naus bojudas
Não me revertas, cavaleiro amigo,
Sem que de Heitor ferino aos peitos rasgues
A cruenta loriga. – Essas palavras
Seduziram-te, louco, e te perderam.”
E lânguido o Menécio: “Ora blasonas!
Domado eu fui por Júpiter e Apolo,
Que o próprio arnês dos ombros me arrancaram.
Sem eles, como tu vinte guerreiros
Pelo meu dardo acabariam todos;
Mas fatal sorte e o filho de Latona,
E entre os mortais Euforbo, me renderam:
És terceiro e despojas um finado.
Escuta, e fixo o tenhas: longo tempo
Não viverás; a Parca já te espera
Sob a lança do Eácida invencí­vel.”
Disse, e expira: dos membros desatada,
A alma voa aos infernos lamentando
O seu viril esforço e mocidade.

Ao morto fala Heitor: “Por que me agouras
Destino tal? Quem sabe se inda ao nado
Da pulcrí­coma Tétis hei-de a vida
Extinguir?” Nisto, o calca, e o êneo pique
Da ferida sacando, o ressupino
Corpo com ele afasta; o enresta ansioso
Trás o pajem deiforme do Pelides,
Automedon, que os imortais ginetes,
A Peleu dom celeste, arrebataram.

Photos: Mathieu Bertrand Struck

ui don nid nou edukeixion vitoriamario ooioo

a meu deux do xéu vai falar serio assim lá no inferno

Não levo ninguém a sério o bastante para odiá-lo.
Paulo Francis
outra:
Marx escrevendo sobre dinheiro é como padre falando sobre sexo.
post idem
achei num site de frases prontas do paulo freire

Canto XVI da Ilíada de Homero (tradução de Odorico Mendes) – 26/07/2007 – Curitiba/Brasil – com Richard Rebelo

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Canto XVI da Ilí­ada, na tradução de Odorico Mendes
com Richard Rebelo
Direção: Octávio Camargo
26/07/2007 (quinta-feira) 20h
IMG 9344f
Local: ACT – Ateliê de Criação Teatral
R. Paulo Graeser Sobrinho, 305
São Francisco – Cep: 80510-170
Curitiba – Paraná – Brasil
Fones: 41.3338 0450 / 3338 6189
E-mail: act.atelie@uol.com.br
ric31
Ensaio realizado em 22/07/2007
Fotos: Mathieu Bertrand Struck
Licensed under CC-BY-SA

imagem intern0: matema upgrade

desenho feito por Matheus Rufino dos Santos que me mandou em email para ser publicado com o “álbum” do Matema. Taí­ o primeiro upgrade… Vamos juntando os traços…As músicas tão aí­ pra mutar, estruturas que sempre existiram e sempre estiveram no nosos fluxo…o que é, ja é, sempre foi…

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segue o tal álbum em podcast:

blog E+OU,post num.2,3 –> fiminício revisitado e/ou ritimo i linguagem

Octavio, Troy, Bárbara – finnagain wake.

Bygmester Finnegan, of the Stuttering Hand, freemen’s mau-
rer, lived in the broadest way immarginable in his rushlit toofar-
back for messuages before joshuan judges had given us numbers
or Helviticus committed deuteronomy (one yeastyday he sternely
struxk his tete in a tub for to watsch the future of his fates but ere
he swiftly stook it out again, by the might of moses, the very wat-
er was eviparated and all the guenneses had met their exodus so

that ought to show you what a pentschanjeuchy chap he was!).

And for mighty odd years this man of hod…

Hohohoho, Mister
Finn, you’re going to be Mister Finnagain! Comeday morm and,

O, you’re vine!

damião experiença – ritimo i linguagem do praneta lamma

damiao

Meu nome é Damião Experiência, experiência da vida, experiência do mundo.

Nasci no Portão, uma cidadezinha no interior no Estado da Bahia, onde eu vivia trabalhando com os familiares na lavoura. Com a idade de dez anos eu me joguei ao mundo. Motivo: meu pai e minha mãe me batiam muito, e apesar de eu ser muito fraquinho trabalhando na roça, primeiro antes de sair de casa brigava muito dentro de casa e eu sai do Sitio do meu pai da Fazenda que ele tinha e fui para outra Fazenda vizinha e fiz uma casa para mim; aí­ meu pai descobriu e foi lá e fez tudo para me tirar do local. Eu, com muito medo dele, bastante medo que eu tinha, pois ele gostava de me bater com cipó de cabo.Eu apavorado fui para Salvador. Cheguei em Salvador e não deu certo, não me adaptei porque eu não tinha conhecimento de nada, eu apavorado, pequeno, tive que voltar para Portão. Quando cheguei em Portão, aquela confusão toda não sei o que! Então meu pai deu ordem ao dono do caminhão para eu não viajar mais no caminhão. Aí­ eu fui plantar quiabo, aipim, tudo isso. ..Então eu pequei a trabalhar por minha conta própria, tudo aquilo que ia dando eu ia colhendo e ia vendendo na feira, mas meu pai me proibiu do dono do caminhão me levar. Muito alto da Madrugada, bem antes do caminhão vir para o ponto, eu entrava no caminhão escondido por debaixo das cargas, então eu ia pra feira de ígua de Menino, um dia ele me viu na referida feira e me espantou de lá, tive que ir para a feira de Sete Portas e meu pai mais uma vez me espantou. Eu me vi embaraçado que tive que voltar novamente para Portão; Fiquei na roça escondido, morando sozinho, comecei a fazer carvão pra vender pros vizinhos mais próximos pra passar roupa naqueles ferros antigos de carvão, mesmo assim meu pai continuava a me perseguir. e dai me via apavorado de novo. E foi assim que peguei o caminhão novamente e me escondi, mas o dono do caminhão me descobriu e quiz me pegar para levar pra casa, então, eu apavorado pedi para que ele não fizesse aquilo comigo, pois não ia dar certo, meu pai certamente ia me bater muito, prejudicando a minha vida, eu chorando o cara não deixou, fui até as Sete Portas eles ai me prenderam, então eles se descuidaram e sai correndo sem destino, sem nada, e eles não conseguiram me pegar. Dai fiquei na Bahia, fui trabalhar no botequim de um espanhol, ele me tratava muito bem, com bastante carinho, mas eu não sabia ler direito, me atrapalhava com as coisas, eu pegava fazer faxina, despachava no balcão, passava o troco a mais ou menos, í s vezes nas contas eu me atrapalhava; ou a favor do freguês ou contra, fui aos poucos aprendendo. Um dia sai do botequim porque disseram ao meu pai e tive que sair, com medo fugi. Fui parar nas Docas de Salvador. Tinha um navio que antigamente vinha assim í  vontade terceira classe, o nome do navio era Capela Loid Brasileiro. Este navio fazia o Norte, Salvador , Rio de Janeiro. Então puxa pra lá puxa pra cá, entrei para pedir comida, o homem disse não, então tinha um senhor de idade na cozinha, era o cozinheiro chefe, seu João. Entrei e ele me tratou bem, e eu contei meu problema a ele. Ele me disse isto: É muita responsabilidade, eu te dou o prato de comida e depois disso você vai embora, eu não posso fazer nada, Ave Maria, eu não quero ir preso! responsável por menor é um caso muito sério. ..” Ele perguntou por que eu não voltava para minha casa. Então eu lhe expliquei melhor. Aí­ ele disse: Eu não posso, não vou perder meu emprego por um problema que não é meu. Depois tudo vai cair sobre mim.

Não sei como foi peguei a ficar no navio. Conheci um, conheci outro mas no navio eu sofria muito, pois era daqueles navios movidos a caldeira, carvão-motor gericão- e por isso demorava muito a chegar no Rio. Aquele sacrifí­cio danado, o navio faltava cinco dias para ir para o Rio. Eu não podia ficar de jeito nenhum. Eu fiquei enganando daqui pra lá, comendo, fiz ambiente. E o velho disse assim: Pelo amor de Deus, não estou afim de me prejudicar não. fiquei sabendo que o navio estava com a partida marcada para as nove da noite. Quando era cinco horas cheguei no navio, era hora do rancho, comi, fiquei com a barriga cheia, pedi alguns pedaços de galinhas e outras coisas mais e pus tudo dentro da bolsa e desci pro porão de carga, eu pensei que eles não iam fechar o porão mas fecharam. Fiquei apavorado lá dentro, sabendo que a viagem de Salvador ao Rio levava cinco dias, mas no porão tinha muita coisa prá comer. Fiquei lá embaixo numa situação tão difí­cil que estava vendo a hora de morrer. No outro dia, não sei há quantos dias estava viajando. Quando derrepente já estavam abrindo o porão prá descarregar. Eu escondido escutava aquelas conversas e tanta gente a falar, eu apavorado, com um medo danado. Não passei muita fome porque eu furava os sacos e comia as coisas que estavam lá, coco de nicoré, cacau; e os homens desarrumam dalí­, remexem de lá. Daí­ estou vendo os homens descendo pro porão, e eu cada vez mais apavorado, eu quieto, todo sujo, estava receioso, temendo que alguém me visse. Começaram a descarregar algumas mercadorias e depois foram lanchar, e nesta oportunidade fugi do navio. Sai quieto como não querendo nada e quando vou saindo vi o cozinheiro chefe e ele disse: Menino você está maluco! Pelo amor de Deus, some daqui, toma está comida e leve, mas some daqui! …todo mundo do navio está te reconhecendo, você está querendo me complicar, some daqui pelo amor de Deus. Aí­ eu saí­. E fiquei pela Praça Mauá. Naquele tempo ali perto tinha um bar grande. Fiquei por alí­, pra cima, prá baixo, rodando atoa. Perguntei onde era a Zona e fui até lá no Estácio … Eu andando pela Zona de casa em casa… E os Travestis me deram amparo, casa, comida, foi aí­ que fui tomando clima. Foi dai’que comecei a dormir na hospedaria porém não tinha dinheiro… Passei a trabalhar numa pensão, lavando prato, para dai pagar a hospedaria. Mas dormir na hospedaria era arriscado por que você está bem dormindo e derrepente a policia chega dando batida. Vai pegando todo mundo, quem está com documento, sem documento com quem ela cisma. Um dia me pegaram, pelo Amor de Deus! Eu tentei explicar minha situação e o Policial disse: não tem situação nenhuma, você vai, meu Senhor não faça isso! – Não adianta insistir, você vai! Peguei a chorar, me lastimar, mas não adiantou, conclusão com tudo isto: não entendi aquilo, nem sabia onde eu fui parar. Era uma delegacia estranha, eu não sabia nem onde era. Era uma delegacia em frente ao Campo de Santana. Aí­ eu fiquei preso tres dias, apavorado chorando, a maior confusão uma coisa bárbara, absurda, a maior loucura, o maior desgosto da vida. E a policia, principalmente a policia brasileira, e a policia mundial também. A pessoa que vai ser policial não pode ter compaixão por ninguém, ele não querem saber se é preto, branco, amarelo, vermelho etc… se eles puderem prejudicar o máximo eles prejudicam. Eles acham que o ser humano, seja homem ou mulher não pode ficar desempregado; eles acham que todo mundo tem que ter emprego, mas nem todos conseguem; você as vezez sai de casa sem documento, mas eles não querem ver isso, eles tem que ver que as vezes agente se esquece, tem que ver que as vezes agente trabalha mas não tem a carteira assinada, mas a policia não tenta compreender e nem entende a vida do ser humano; Conclusão: Eu digo a vocês que eu vejo eles falarem por aí­, na televisão, que são isso, que são aquilo, sempre superiores aos trabalhadores, mas é um absurdo, apoiados por quem? pelos grandes. Se os grandes não dessem esse apoio a ele, tão absurdo como os grandes são iguais a eles, desumanos.

Eu não me tornei um vagabundo, nem um pederasto, nem um travesti, nem um ladrão, nem um assassino, porque Deus não quiz; Deus me ajudou muito, senão eu poderia ser um marginal, como muitos estão ai dentro da cadeia as vezes pagando por um crime que nunca cometeram, outros se revoltam, eles batem, como eu apanhei, eles não reconhecem, vão tratando você você como um vagabundo sem você o ser. Eu digo a vocês sinceramente que hoje em dia eu boto minhas mãos para o céu porque encontrei muita gente boa que foram muito boas para mim, me ajudaram, me deram muita oportunidade, só a Deus mesmo é que eu posso agradecer e a Cosme, Damião, Doum e meu anjo de guarda que é Santo Antônio de Pádua. Eu vou dizer a vocês sinceramente que eu estou com uma idade de 45 anos, e eu digo a vocês que meu nome é Damião Experiência, com muita experiência, porque o mundo é bem feito, bem construido, mas o ser humano não é bem construido, se contam nos dedos os seres humanos que são bem construí­dos, aqueles que tem uma noção de como compreender a um ou outro, porque o mundo é cheio de vaidades, cheio de ambição e o ser humano não vê outro ser humano que precisa de alguém. Eu digo sim, o mundo é bem feito, todos nós temos que sofrer na pele para dar valor aquilo que nós possuimos até hoje, com o suor, com a coragem, com a luta, eu digo a vocês sim, eu sou pobre, e existem muitos pobres, existem também muitos ricos que lutaram e suaram; nem eles todos, por serem ricos e terem poder, podem abrir mão para dar pros outros pequenos; se eles forem abrir mão que sejam todos eles, não um ou outro, porque se não, eles voltarão a ser pequenos, porque no Planeta Lamma não tem rico nem pobre,todos são iguais.

Voltando ao assunto anterior vou explicar a minha situação. Então eu fiquei preso e depois eu saí­, então fiquei perambulando por um lado e por outro e com medo, mas muitas pessoas me ajudaram, mas eu continuei com medo de andar pela cidade, devido a ter sido preso sem documentos e desempregado, mas eu fiquei apavorado, com medo, louco para voltar para casa, mas quando me lembrar de casa, tinha medo de voltar prá lá porque meu pai me batia, tinha medo de meu pai e de minha mãe, uma coisa por demais. E ai eu fiquei confuso e então disse: “Eu não vou voltar para casa não, eu tenho que dar um jeito em minha vida”. Foi aí­ que eu conheci um marinheiro taifeiro, taifeiro arrumador, e eu conversando com ele, ele disse: “Garoto você aqui no Rio, isso aqui é um lugar muito perigoso, é muita ilusão”. Agente via aqueles filmes brasileiros naquele tempo, aqueles filmes lindos que passavam no Sertão da Bahia, e eu achava aquilo tão bonito e ficava louquinho prá vir pro Rio. E ele disse: “Menino, volte prá sua mãe, eu lhe lhe dou o dinheiro para voltar”. Aí­ eu disse: Mas eu não quero voltar, se eu voltar vai ser pior. E ele disse: Não faça isso senão você vai se acabar. Então eu contei pra ele que tinha sido preso e que ficava por ali pela Central. E ele disse assim: Garoto, eu tenho um amigo que tem um bar, você não quer trabalhar lá, você trabalha lá na cozinha, lavando prato, e lá tem comida, tem o seu dinheiro para a sua hospedaria, você fica lá. E eu digo: É uma boa, eu vou mesmo, ta legal, muito obrigado. E então ele me levou lá no bar, o rapaz me atendeu bem e disse que esse menino é de menor, mas o marinheiro disse que não tinha problema, porque ele se responsabilizava por mim. Aí­ eu fiquei trabalhando no bar, na cozinha, lavando prato e achava legal, tinha comida í  vontade; era um bar de estrangeiro, eu comia bem, ficava í  vontade, era aquela alegria; parece que eu ganhava um tostão não sei quanto por semana. Todo dia ele me dava meu dinheirinho pra pagar a minha hospedaria, ia pra hospedaria, dormia voltava no outro dia, então o marinheiro me deu uma calça, uma calça da marinha, me deu umas camisetas e tudo isso foi quebrando meu galho. Aí­ foi que eu perguntei a ele se não dava pé para eu ir lá pra marinha, para estudar lá. Ele disse: ah! é mesmo, vou lhe arrumar pra você ir para o C.I.A.W. (Centro de Intrução Almirante Wandecock) lá é um lugar bom. Eu disse: Pelo amor de Deus, me arruma mesmo, eu tou louco pra ir pra marinha, tenho a maior vontade de ser marinheiro. Ele disse: Garoto, pode deixar, vou lhe trazer a resposta aqui. Aí­ passou umas duas ou tres semanas e ele chegou lá e disse: Damião, eu arrumei prá você ir pra marinha, para você ser agregado lá, você quer ir ? lá você tem comida, você tem tudo, você estuda. Eu disse: Tá bem, eu vou. Aí­ eu fui para a marinha, lá no CIAW, lá na ilha das cobras. Aí­ eu peguei o aviso no ministério da marinha; o aviso é um naviozinho que faz transporte da ilha para o cais do Ministério da Marinha, então eu fui prá lá e achei um lugar maravilhoso, lá é o mesmo que você estar em sua casa, talvez na casa da gente não tivesse tanto conforto como tem lá, tanta liberdade. De manhã agente comia um bifão com farofa, uma canecona de café com leite, aqueles canecos do tempo da guerra, de louça, achei um lugar maravilhoso, a gente estudava, trabalhava na limpeza, em varrer rua, outros trabalhavam na cozinha. Eu trabalhava na cozinha, porque eu sempre gostei de trabalhar na cozinha, as vezes tinha horas em que todo mundo tinha que trabalhar na rua; cada um tinha a sua incumbência, a minha incumbência foi para a cozinha, eu ficava tão entusiasmado, agente tinha a maior liberdade, a maior boa vontade, a gente podia fazer tudo; depois que acabava, pegava o rancho e ia pra aula e depois ia dormir. No outro dia acordava cedo e começava tudo de novo. Achei maravilhoso, a marinha foi meu pai e minha mãe, me instrui-u e me deu tudo, hoje em dia eu agradeço í  marinha, muito mesmo. Depois disso eu fiquei lá mais ou menos uns quatro anos estudando para entrar como um militar da marinha. Aí­ chegou a hora de fazer o exame para aprendiz de marinheiro, então eu fiz e levei pau e então eu fiquei apavorado, porque lá só pode ficar até a idade de ir para o Exercito, Marinha ou Aeronáutica. Passados uns dois meses chegou um menino que tava lá e disse: Damião, porque você não faz exame para conserito; eu disse que não sabia o que era aquilo. E ele disse que era como ir para o exército, só servia um ano, mas eu disse que tinha vontade de ficar na marinha porque eu não tinha ninguém, assim, como aprendiz de marinheiro eu ficava seis anos. Aí­ ele disse: Larga de ser bobo, assim que você passar no exame vai para a escola e faz seleção lá, você vai estudar um ano, e no fim do ano, se você tiver uma nota boa, você continua lá. Então eu disse: Se é assim eu vou. Aí­ eu fiz exame para conscrito ponto sete e passei, Graças a Deus, então eu fiz exame psicotécnico e passei, aí­ teve outro exame, de saude, e passei, e depois esperei mais um tempo para ingressar. E então aguardei, doido para ingressar, para vestir uma roupa de marinheiro, aquela coisa linda que eu achava, alo primeiro dia que eu vesti, sai todo de branco. O primeiro lugar que eu fui foi para a Central do Brasil, tem um monte de mulher, que te pegam, te abraçam, etc. , mas eu digo a você, lá na Central acabou a vida de muito marinheiro, que as vezes eles não voltaram para os navios, as vezes ele era fraco e a mulher ficava, ah meu amor, não vá, amor pra lá, amor prá cá. Conclusão: as vezes eles desertavam. depois a marinha vinha e pegava e era considerado desertor. Depois passei a frequentar o mangue e arrumei várias mulheres lá e elas queriam que eu ficasse por lá mas eu não quiz porque eu tinha medo, porque eu tinha visto os meus colegas se prejudicarem mas eles tinham seus familiares com boa situação financeira, e eu não, não tinha ninguém, eu disse: eu não vou entrar nessa. Mas uma vez eu fiz uma loucura; passei sete dias fora da marinha por causa de uma mulher, me apaixonei por uma mulher da Zona. Nessa época eu servia no navio Almirante Saldanha, e quando cheguei lá o sargento encarregado da minha divisão já tinha comunicado minha falta ao comandante, mas o comandante era gente muito boa e eu era conceituado lá porque eu era trabalhador e nunca tinha tido uma falta, e esse caso foi a primeira falta; aí­ eu fui parar no comandante e meu nome já estava no livro de ocorrências, mas o comandante era gente muito humana, muito humana mesmo, hoje em dia ele é Almirante. Aí­ o comandante disse: Vem cá menino, porque você fez isso? você não pensa em sua vida não, você tem famí­lia aqui? E eu disse: Não tenho não Comandante, eu fiz um erro muito grave, me apaixonei por uma prostituta, ela estava me dando de tudo e ela disse que eu não ia mais para a marinha, que eu ganhava muito pouco e que ela arranjava um emprego melhor para mim; mas depois de sete dias eu não acreditei mais nela, e então eu vim correndo e estou falando ao senhor a verdade, mas se o senhor quiser me punir o senhor me puni, a verdade foi essa, eu não vou mentir ao senhor, falando que eu estava doente, porque eu não estava, eu estou falando a verdade. Ele disse: Está bem. E então ele me deu trinta dias de cadeia rigorosa. Mas com trinta dias de cadeia na marinha é considerado excluí­do, expulso da marinha como desertor. Ele aí­ me mandou para o Presí­dio Naval, Já na ilha das cobras. E então fiquei no Presí­dio Naval, na solitária, durante trinta dias. Quando sai da solitária, ainda fiquei no presí­dio misturado com os outros, trabalhando lá dentro durante seis meses. Depois o comantante mandou uma escolta ma buscar, e não mandou a minha falta para a D.P. (Departamento de Pessoal) por causa do meu comportamento. Disso para cá foi a maior experiência da minha vida, e eu gostei muito que ele fizesse isso, porque eu aprendi muito. Se ele, por exemplo me chama atenção porque eu faltei trinta dias, mais tarde eu ia faltar mais trinta dias e ia ser pior. Quer dizer; ele agiu rigorosamente, mas ele agiu certo, me botou na prisão, eu conheci o que é uma solitária durante trinta dias, e ainda fiquei mais seis meses preso, vestindo aquela roupa azul com aquela touca na cabeça escrito Presí­dio Naval da Marinha Brasileira. Aquilo foi uma lição para mim, alí­ você aprende de tudo, eu alí­ aprendi até a ser músico, e hoje em dia eu sou músico e agradeço aquilo tudo; o tempo era tão grande e corria tanta coisa na sua cabeça, que ali eu aprendi a pintar, aprendi a escrever música, aprendi a fazer muitas coisas. Hoje em dia eu digo que se ele não me mandasse para lá, eu ia acostumar, mas eu vi lá que a coisa é preta, muito rigor, você tem que andar direito lá no presí­dio, porque senão, se você não andar direito, a coisa fica pior, em vez de você pegar seis meses, você pega dez e aí­ é que vai mesmo excluido. Depois que a escolta me buscou, o comandante disse: Aí­ garoto, você não vai para a rua não, você vai continuar com a gente, aqui. Eu disse: Meu comandante, muito obrigado. Foi aí­ que os meus documentos não ficaram sujos. Disso prá cá, um sargento lá pegou a me perseguir, vivia me perseguindo, ele dizia faz isso, faz aquilo, e eu fazia para evitar mais problema. Mas um dia ele disse: Ã?â? Marujo, vem cá, Ã?â? Grumete vem cá. Eu disse: Vem cá o senhor sargento, o que é que o senhor quer? Aí­ a coisa ficou preta, ele me levou ao oficial de serviço e ele me botou no livro de castigo. Quando foi no outro dia, quando foi dez horas da manhã, eu fui a audiência com o comandante, e o comandante me deu dez dias de rigorosa. E lá fui eu novamente para o presí­dio, fiquei mais dez dias. Quando cheguei no meu navio, meu desembarque estava pronto, aí­ eu desembarquei e fui para o quartel de marinheiros. Aí­ chegou minha data de fazer seleção para ser classificado para a especialidade, aí­ fiz seleção e fui classificado para O. R. (Operador de Radar) que é minha profissão.

Depois eu desembarquei para D.H.N. (Ilha Fiscal). Então eu fui servir no navio Oceanográfico. Aí­ peguei a viajar. Um dia eu fui consertar o motor da Antena de Radar, no mastro do navio e caí­, me machuquei, e fiquei doente.

Um dia o médico que tinha lá disse: Damião, você vai ser aposentado: Mas não era nada disso, ele estava me enganando, me iludindo. Mas outro médico, que tinha o meu laudo do acidente disse que eu tinha direito a me aposentar, e me aposentou. Hoje eu agradeço í  Marinha Brasileira. Se não fosse a marinha, o que seria de mim aqui fora. Devido a eu estar aposentado, não iria ficar parado inutilmente. Foi aí­ que eu comecei a pintar, não como um trabalho, mas sim como ma arte. E foi assim que eu entrei no campo da arte. Passei a pintar quadros no estilo meu. Então eu achei dentro da visão da minha pintura o enredo de uma coisa que eu tinha vontade de fazer, era uma linguagem que eu falava que vinha de dentro de mim. Então eu fiz um quadro bonito, lindo e eu dei o nome de Planeta lamma. Porquê Planeta lamma? Porque todos nós iremos para a lama. Porque depois que nós morrermos, a gente vai para o chão, se a gente é queimado, depois as cinzas, a gente põe no chão e elas viram lama; Então eu digo: Planeta Lamma. É o planeta mais certo que existe no universo. Porque todos alí­ são iguais, um não pode falar do outro porque todos vão para alí­, para serem eles mesmos, podem ser brancos, amarelos, pode ser encardido. pode estar lindo, pode estar bem pintado, pode ter a maior mansão, tudo de confortável, derrepente bateu o coração, e vamos todos nós para o Planeta Lamma.

É por isso que eu digo que a medicina não é perfeita, mas existe um equilí­brio, como um carro, quase tudo tem conserto, mas tem coisas que não podem ser substituidas, como a vida de um ser humano. E eu digo que a terra é um ser vivente, porque ela nos constroi, e depois nos destroi. É por isso que esse livro meu você se chama Planeta Lamma, o planeta da verdade, da realidade, é a coisa mais certa que existe, não adianta,o ser humano, como homem e mulher, são todos iguais.

2o PARTE

-Autor- Damião Ferreira da Cruz, o criador do Planeta Lamma.

Como eu estava falando, a mulher é igual ao homem, os direitos são iguais, mas ela se vê inferior ao homem, os pensamentos são iguais; Porque os homens tomaram o poder? Porque os homens são mais espertos, apesar dos direitos serem iguais.

Mas ela se acomodou: demais, ficou esperando o homem trazer para casa o dinheiro, a comida, ficar entregando, o corpo dela por um prato de comida, por dinheiro, pela vaidade, mas nem todas as mulheres. Tem mulhere que vem com o instinto do homem dentro dela, ser independente, ela diz “não”, você trabalha, eu trabalho, eu quero ter o meu dinheiro, não o seu, o seu é seu, o meu é meu. Existem aquelas outras que se acomodaram, a querer só ter neném, e dizer “ah, o meu marido é que tem dinheiro, o meu marido vai trabalhar e traz, você é uma boba. Boba, boba é aquela que fica sob o domí­nio do marido, que aquilo ela tá pagando, porque uma mulher que pari, tem dois ou tres filhos e fica subordinada ao homem é uma sofredora, ela é uma mulher que não tem nada; realmente ela trabalha, dentro de casa, não vamos negar a verdade, de jeito nenhum, mas da maneira que ela trabalha, é um trabalho inútil, porque você pode dizer que sua mãe pode criar os filhos, mas isso é bobagem porque na selva,os animais, desde eles nascem, os filhos já estão procurando se desenvolver por eles mesmos; Então porque nós, humanos não podemos, botamos uma pessoa para criar o filho, e damos uma pensão aquelas pessoas que criam nossos filhos, e vamos procurar desenvolver a nossa mente num trabalho superior, que dê para pagar aquela pessoa que criam nossos filhos, e sejamos independentes também; tanto aquela que diz que é a babá”, que é a criadora do filho, como eu que sou a mãe do filho, o que acontece com elas, elas ficam o tempo todo dentro de casa, todas calejadas, toda deformada, fica uma mulher sem fazer nada, sem desenvolver o corpo dela. Conclusão: Os homens, maridos delas, passa dentro de casa a não olhar mais elas como olhava antes quando ela era novinha. É um problema de falta de desenvolvimento de sua própria mente. 0 homem vê a mulher dele, buchuda, com aquele barrigão, sem estar grávida nem nada, o homem fica dentro de casa contra a vontade dele, e as vezes ele tem relações com ela por obrigação, não por desejo, não porque ele tem mais aquele amor.

Agora sim. vamos dar a Cesar o que é de Cesar, realmente,quando agente ama uma pessoa, a gente ama para valer, mas com a continuidade do que vai acontecendo, agente passa a considerar aquela pessoa como uma irmã, ou uma mãe, uma pessoa bem í­ntima da gente, que a gente tem o maior ciúme, todos aqueles homens sem excessão, tem uns que não demonstram mas tem outros que são mais perigosos, tem um ciúme absurdo. Eu acho o ciúme um absurdo, porque tanto o homem quanto a mulher, não devem ter ciúme, porque ciúme não quer dizer que gosta, porque eu posso morar com uma mulher e amar ela demais, mas se eu tiver muito ciúme, vai se tornar uma coisa absurda, e pode até estragar tudo. Conclusão; Aí­ ela fica dizendo: Ah ! não sei o que, fulana trabalha, e depois que vê a situação dentro de casa complicada, e diz assim: Meu Deus do céu, se eu pudesse eu podia ter trabalhado, minha mãe trabalha, vive toda independente, meu marido não liga para mim. Porque ele não liga para ela? Porque tem umas que tem condições financeiras, mas nem todas tem condições financeiras para fazerem o que querem, porque como eu vejo por aí­, pelo mundo afora, é apenas uma minoria de mulher que tem umas regalias, que fazem ginástica, porque tem uns recursos melhores, mas são contados nos dedos, não podem ser comparadas com a maioria de mulheres queexistem no mundo. Conclusão: Aí­ a mulher brasileira até se relaxa e o marido rejeita ela dentro de casa e tem elacomo se fosse uma irmã, elas as vezes querem e ele não quer, diz que está cansado e que tá isso ou aquilo. Sabe o que é isso, não tá cansado não, é porque lá fora pinta mulheres de montão, se ele realmente trabalha num escritório e tiver situação financeira boa, ainda é melhor, cada dia ele pega uma mulher mais linda, aí­ quando ele chega em casa e vê a mulher dele, nas condições em que está, com tres ou quatro filhos já completamente estragada, vai querer o que dela, um carinho, porque o que é que ele diz, diz que está cansado, que fez isso, fez aquilo. Mas não foi não, ele já esteve com ela, já amou aquela menina que ele ama, não é uma só, porque todas as mulheres,sem exceção, tem os mesmos direitos dos homens, mas não tem a mesma liberdade que eles tem. Mas se ela soubesse as forças que elas tem, para ter a mesma liberdade que ele tem, ela não estava tão assim, abaixo de tudo, e não estavam brigando, como elas andam brigando por aí­, porque os direitos são iguais, mas não podem ser direitos iguais, de jeito nenhum, não podem mais ser direitos iguais, vocês se acomodaram de mais, agora vocês tem que assumir, porque o desenvolvimento do mundo vai ser o que está acontecendo aí­, aí­ umas ficam desesperadas, largam o marido, e isso é que é pior, vocês largarem o seus maridos, porque mal ou bem, ele ainda quebra o galho de vocês, e se elas largarem os maridos, vão ficar na sargeta, vão ficar encostadas nas suas mães, nos seus pais, num conhecido, e isso aí­ ainda é pior, então é preferí­vel elas ficarem com eles, isso deve ser pensado antes de casar, mas elas estão acomodadas com papai e mamãe, naõ pensam no dia de amanhã, em seu futuro, na verdade das suas vidas, e depois ficam se lastimando. Tem muita gente falando aí­ no mundo, mas existe uma minoria de mulheres que estão numa situação boa, porque? Porque elas já tem descendência de Pai e Mãe, porque o pai é que trabalha e a mãe também, e aí­ eles colocam as suas filhas numa situação boa, bom emprego, trabalha em bons lugares e isto é uma situação universal, e elas estão certas, elas não vão abrir mão. Conclusão: Aí­ elas ficam reclamando que fulana tem isso, tem aquilo. Não, porque o homem brasileiro, é o homem mais bobo que existe no mundo, é um homem muito bobo para as mulheres; digo por mim, o homem quando tem uma paixão pela mulher dele, faz tudo, tem muitos homens aí­ que não tem mais condições de sustentar uma mulher,do jeito que estão levando a vida, ganham muito pouco, salário baixo, e as vezes se desgostam, uns até se matam, se metem na cachaça, nos tóxicos, e depois fica um monte de gente falando que são os tóxicos, é a cachaça, é isso, é aquilo,porque eles estão numa situação financeira boa, vivendo com regalias, tendo cinco ou seis mulheres na rua, e seu mundo maravilhoso que é a sua casa, que muitos não tem, eles só olham o rabo deles, não olham o rabo dos outros. Eles só sabem falar e enganar, mas não ajudam a quem realmente precisa, e isso não resolve nada, porque o que resolve é a união, união universal, um mundo só.

É a nossa geração, porque as mulheres hoje em dia não querem ter filhos? É medo, medo de ter que fazer um aborto, outras se metem a ser o que? Uma mulher gosta da outra, para que? Não é porque ela gosta da outra, é porque ela tem medo de ter um filho e de fazer um aborto, aborto está matando, e a mulher que faz um aborto não tem pena de seu próprio corpo. Isso tem que ser visto antes, se vê que não tem condições de casar, não casa, procure viver uma vida equilibrada, só para você, o homem não faz falta para a mulher, nem a mulher faz falta para o homem, se faz, porque o sexo é uma fraqueza, na hora que a gente tem vontade, aquilo é uma coisa maravilhosa, mas depois é que vem os problemas sérios que é a responsabilidade, aí­ você pega a se lastimar, porque fez isso. Aí­ muitas dessas que estão por aí­, e muitos desses que estão por aí­, não pensaram antes, vendo que no espelho, os outros, a briga de um vizinho, de um familiar, as queixas, o programa de televisão nacional, sem cultura vão entortando, vão botando muita coisa na cabeça das pessoas; Conclusaõ: As pessoas aprendem. Então as mulheres dizem que não vão fazer um aborto, que tem medo de morrer, que vão matar um ser humano, e aí­ passam a amar outra mulher. Eu acho certo, porque a mulher pode fazer sexo sem se prejudicar, mas na hora, o apavoramento é tão grande que ela não se sastifaz da maneira comum, normal. A mulher gostar de outra eu acho comum, mas um homem gostar de outro, eu acho um absurdo. Homem é homem, o homem não pode ser um travesti. Porque a mulher gosta de outra?por que ela tem medo de problemas, porque tem muitos homens que não valem nada, iludem muito as mulheres. E porque eu não me casei? Tenho 45 anos e não me casei, porque eu não tenho condições. Então vocês pensem isso antes, não casem sem vocês terem condições. O mundo é uma máfia, e não tem quem faça por ele nada. Você tem que saber que agora eu vou entrar no mundo, nos partidos. Você tem que saber que o mundo é um só. Deus botou no mundo o Preto, o Branco, o Amarelo e o Vermelho. O Branco, mais esperto, passou a perna nos outros. O Branco, sim, está certo, eu concordo. Eu não me conformo é que esses pretos agora estão apelando, negros como eu, apelando, dizendo que o Branco é isso, é aquilo; Mas se o Branco realmente abrir mão, ele vai se tornar a ser escravo do preto, eles, espertos que são, não abrem mão, se ele correu o mundo primeiro, eles é que tem direito a dominar o mundo. Então, porque os pretos não fizeram a mesma coisa, correram o mundo e criaram a linguagem. Eles agora estão se queixando, só pensam em carnaval, em tribo, eles tem que se conformarem, os í­ndios também só pensam em tribos, nem de lá eles sairam, eles tem que ficar muito bem, conformados, mas o branco é um desgraçado, porque até os í­ndios, coitados, que estavam lá na selva, não tem nada a ver, estão tomando; Porque eles lá estão muito bem, vivem a vida deles, mas os brancos tomaram o mundo deles, quiz fazer uma civilização para eles, um absurdo, porque apesar de eles serem seres humanos, já estão adaptados naquela vida da mata, da selva, alí­ ele vive bem, maravilhosamente, tem a instrução deles, tem o meio deles, a sociedade deles, eles vivem com uma educação maravilhosa, um respeita o outro, a coisa mais linda que existe no mundo, que o branco não tem, o ser humano gente, como a gente, tem um pensamento muito alto, muita visão, e isso foi dado por Deus; Agora, eu acho um absurdo, eles tirarem os í­ndios da selva deles, eles podiam deixar os í­ndios aonde eles estão, aí­ os negros ficam dizendo isso, aquilo; mas os brancos estão certos, eles não podem abrir mão, se ele abrir mão ele perde o poder, e vai ser dominado pelo preto, tá certo, o preto agora tem que se conformar, tem que estudar, progredir, e trabalhar por igual com o branco, para se igualarem, porque não tem mais jeito para eles, tem que se igualarem, ser um cara compreensivo, trabalhar. Aqueles negros que tem uma situação financeira melhor, procura criar uma fábrica, uma indústria, procura criar uma coisa superior, porque eles ficam se lastimando, tem muitos pretos no mundo que tem boa situação financeira, como aparte negra africana. Os negros não deviam vir para o Brasil, apesar deles virem como escravos, vieram como escravos porque eles quizeram, porque os próprios pretos venderam os pretos para os brancos e os negros tem que se conformarem com isso. Os Brancos foram lá e pegaram o preto í  unha, mas porque os pretos não construiram armas, canhões; foi por falta de instrução? Mas os brancos também não tinham instrução. Porque vocês se queixam agora? Tem que assumir, como eu estou assumindo, isso é a natureza do mundo. Deus botou no mundo o branco, o preto, o amarelo e o vermelho, quem foi mais esperto saiu e correu atrás. Se ele correu atrás, conseguiu, então os outros tem que se conformarem, já que a indústria, as coisas já existem, já evoluiram, então vamos evoluir também. Eles não inventaram o avião, o navio, não inventaram a linguagem, foram os brancos, então vamos respeitar a inteligência do branco, não vamos nos lastimar, dizer que eles escravizam a gente , eles tem que nos escravizar, porque senão eles vão se escravizar a eles próprios, não vão abrir mão para os negros e os outros tomarem tudo, que se conformem, seja conformado, como eu sou. É isso mesmo, está certo, porque vocês não procuram construir, como eles construiram. Não tem muitos negros por aí­ que tem poder, então porque não constroem suas próprias cidades, vendam terras. E vai ser sempre assim, e não vai ter para os negros. Não tem í  Africa tão grande então porque não vão todos para a ífrica, é porque dizem que nasceu no Brasil, que é Brasileiro, mas quem é negro é negro, é de origem africana, nasceu no Brasil mas não é Brasileiro, é apenas Africano. Vocês sabem que no Brasil não existem negros autênticos, porque a origem do Brasil é indí­gena, então vamos respeitar a origem indí­gena, porque vocês estão aqui num pais desenvolvido, e os Estados Unidos, então porque vocês não desenvolveram nada, só ficam fazendo letras de música de lamentação, porque não criam algo demais confortável. Eu acho o mundo perfeito, e bem feito. Deus soube fazer o mundo, mas salve-se quem puder. Agora sim, eu sou de acordo que essas pessoas que existem em situação financeira precária, sem condições tem que ser amparadas, temos que dar um apoio, humildemente, vamos respeitar os direitos humanos,que a policia do universo não respeita, acha que é a dona da natureza, se acha dona da natureza. Agora sim, essas pessoas no mundo, com agente vê, em Uganda, por exemplo, por aí­, na índia, é um absurdo, e porquê eles deixam, o povo é maioria, porque eles deixam uma minoria dominar tudo e deixar o povo morrer de fome, porque eles são burros, eles não devem fazer isso, devem ser mais humanos, devem compreender mais a humanidade. Um pais como este mundo todo, não deve deixar isto acontecer, deve dar um amparo, existe muito dinheiro, o próprio governo tem obrigação de pegar uma quantia e fazer um tipo de albergue, eu não digo um albergue, mas um tipo de casarão, um tipo de casa í­ndia, e abrigar várias pessoas, como se fosse um exército, e amparar aquelas pessoas, fazer com que essas pessoas criem alguma coisa de uteis, temos que ampará-las. Eu estou de acordo; Agora, tirar o que eles tem, o apogeu, a altura que eles tem não é justo. Um Governador é um Governador , um Presidente é um Presidente; Vamos respeitar a hierarquia, um Militar é um Militar, todos dizem que o Militar é que está mandando, mas não tá mandando não, mas o Militar que eu quero dizer são as forças armadas, Exército, Marinha e Aeronáutica, forças armadas do universo, são seres humanos, mas nem todos que estão alí­ dentro, mas a excessão são um ou outro, mas a maioria é gente fabulosa, são seres humanos.Mas agora eu digo que se nós construirmos um tipo de quartel dessas pessoas humildes, mais precárias, e botarmos para criar , para produzir alguma coisa útil, o mundo será mais maravilhoso, e muito mais bem feito, é isso aí­ que eu tenho a dizer.

3ú PARTE Agora eu vou entrar, sim. Nêgo fala partido de lá, partido de cá, polí­cia de cá. O mundo foi criado, mas o branco foi andando, foi descobrindo, foi fabricando, foi habituando. Aí­ cada um disse que quer o seu pai’s independente, eu quero ser independente, como os meus discos que eu estou fazendo aqui são independentes. Porque independente? Porque eu não tive apoio de ninguém, aí­ eu tive que fazer independente, lutei, suei, suei, suei e tive que tocar sozinho, independente. Partido, no Universo é um. Se você éDeputado e eu Senador, já é um partido. Não tem partido Comunista, nem Socialista, nem Democrático, não existe nada disso. Todos os partidos são iguais. Porque são iguais? Porque todos os partidos lutam para o seu bem estar, e o bem estar, e o bem estar da Pátria. Sim, de querer criar coisas superiores as outras Pátrias que existem no universo. Como querer criar um avião mais moderno, um exército mais moderno, como a União Soviética, que tem um exército poderoso . Eles veem os Estados Unidos bonito, eles veem a China bonita, eles veem Moscou bonito. Aí­ dizem que em Moscou existe o material mais bonito do mundo, e dizem que vão criar um material mais bonito do que aquele. Aí­ pegam a combater, a criar a ambição de um pais para o outro de brigar sobre o paí­s de criatividade, de fazer um avião mais moderno, fazer uma Usina mais moderna , fazer uma coisa maior, mais superior; e aí­ começam a brigar , e aí­ é que vem a guerra, mas a guerra não é a favor do povo não, são aqueles homens intelectuais, poderosos, que pegam a brigar com o mundo. Eles viajam, vão num paí­s, e veem uma construção mais moderna, mais bonita, e aí­ dizem que é a construção mais bonita que já viram, e então querem fazer igual ou melhor, mas o dinheiro não dá para fazer uma construção maior de que aquela e então dizem: “Puxa, os Estados Unidos têm mais poder, então vou fazer o quê? ” Vou brigar com paí­zes mais pequenos do que aqui, como por exemplo uma Guiana Inglesa, ou Francesa, ou aqui o Paraguai. Então o Brasil passa a ser superior ao Paraguai, já que não pode brigar com a Alemanhã, não pode brigar com a Rússia, com a China, ou com os Estados Unidos; Aí­ pega a brigar com os paí­ses menos desenvolvidos, e então esses paí­ses menos desenvolvidos pegam a brigar com paí­ses menor desenvolvidos ainda, como por exemplo a Etiópia, aí­ vem o problema da briga, todo mundo dizendo que o seu paí­s é o melhor pais do mundo, mas na minha opinião todos os paí­ses são iguais para aqueles que tem poder financeiro para manter as suas regalias de liberdade, mas aquela maioria que é mais necessitada vive na miséria eternamente.

Agora eu digo sim, se o mundo fosse só um partido, aí­ é que ia ser uma barra, ou piorava de uma vez, ou ia ser a coisa mais linda do mundo,como o povo fala, talvez o céu a gente não sabe de nada, só Deus. É a natureza, é o infinito, é o que nos guia. Mas nego fica dizendo que alí­ é melhor, que aqui é melhor; Mas não é nada, o mundo é igual. Se você vai daqui e vai para a China, tem o metrô, se vai para a Rússia, tem o metrô. Conclusão: Eles ficam competindo com as coisas. Porque? O povo tem que viver; Aí­ vão o que? Criar,plantar, abrir mercados. Porque ele são ricos e a gente é pobre, eles lutaram, mas nem todos podem fazer isso, eu reconheço isto, dou sua razão, mas é uma herança, logo que o mundo começou, vocês viram que era Rei, era Rainha, era Prí­ncipe, era isso, era aquilo. Conclusão: Aquele monte de gente para ser dominada por uma pessoa. Aí­ aquela gente matava as pessoas, botavam para os leões comerem.

Quero dizer que é uma coisa que já faz parte da natureza do mundo, é o universo, não adianta ser contra. É o cotidiano do mundo. No mundo tem que ter travestis, tem que ter prostituta, tem que ter gente boa, tem que ter gente ruim. Não pode só ter gente boa, nem gente ruim. É. o mesmo que a comida que a gente come, tem lugares que você come uma comida maravilhosa, mas tem outra que você come uma comida que não presta. É o cotidiano do mundo. Conclusão: Então fica reporter, fica programador falando isso e aquilo; É o enredo de uma coisa, vocês tem que entender isso, perto daqueles mais humildes, para dizer que estão ajudando, mas não adianta nada, porque quem quer ajudar não vai para a televisão fazer propaganda. Tem que ver a verdade, aquilo é média, telefonando para dar um carrinho, isso é média, isso é para enganar o bobo, pessoa que não tem visão, cega. Porquê o que agente vê nas favelas, vê no Norte, vê no mundo todinho, todo mundo na rua,na sarjeta, e fica uns dois ou tres palhaços fazendo palhaçada na televisão, para que? Eles só estão se enriquecendo nas nossas costas, porque eles não levam uma pessoa que tem uma arte, um trabalho para mostrar como cultura. É porque eles tem medo de perder o lugar. E então eles pegam a criticar outro, para dar publicidade, para os jornais. Mas isso não é só no Brasil, é no mundo todo. Aquilo é um meio de vida. Mas eles dizem aquilo é uma arte, mas ele não tem capacidade de criar uma cultura intelectual para o bem estar do povo, do universo, eles ficam agitando o povo com misérias. Mas isso tudo é média, porque na realidade eles saem depois dali’com seus melhores carros, sua boa mansão; Tudo conseguido nas costas desse povo sem visão que existe nesse mundo, e você sai dalrcom seu carrinho de criança, usado; que aquela mulher deu se apresentou no telefone para aparecer na televisão, para ser conhecida, como uma mulher caridosa, bondosa. Mas isso é ilusão, é isso que o povo tem que ver, porque eles estão vendo, mas são cegos, o que o cara faz na televisão, se vê no Brasil todo, vendo e falando que aquilo é a maior riqueza, é um Deus; Deus é a Natureza. Eu não digo que ele está errado, ele está certo, porque ele da ibope, ele dá rendimentos para ele, porque tem otário e bobo para olhar. Se não fosse os bobos e os otários, como é que ia viver o esperto, como é que ia viver. O povo continua a viver como vivia antigamente, sendo massacrado pelos olhos verdes dos homens brancos, esses que estão ar, que eles estão certos, senão existisse trouxa, ele não podia estar mandando, então está certo, o mundo está perfeito, vamos admitir o que é o mundo, agora dizer que na América, na Rússia é que é o melhor Pais do mundo, o partido é um sozinho,Comunismo é Comunismo, Democracia é Democracia, isso é conversa fiada, quem está lá em cima, e é no mundo, é que tá mandando, os pequenos tem que se cuidar. Agora eu digo a vocês, que tem paí­s aí­ que realmente, alguns Governos, alguns Contador de dedo, olham mais para aquele povo mais humilde, realmente olha, dá mais amparo, um albergue mais confortável, tipo um quartel, para a pessoa sobreviver, mas o mundo todinho tinha que ser assim; Ajudar aqueles mais carente, fazer um tipo de quartel e colocar aquelas pessoas dentro, para criar para o paí­s, desenvolver tudo, construção, obra, e isso tudo o Governo pagando , aí­ ia ser a coisa mais linda do mundo, aí­ o mundo ia para a frente. Ia ser um mundo só, se fosse um mundo só a gente não sabia como é que ia ser, ou ia ser ou ia ser bom demais, ou aí­ só Deus é que pode explicar, ou ia ser todo mundo escravizado por uma minoria mandando, eu não posso dizer. Mas eu digo a você, o mundo é perfeito, Deus soube fazer o mundo, nós não somos nada, agora temos orgulho, temos um orgulho muito grande que é a vaidade, ninguém vai voltar, morreu,morreu, acabou, acabou. Nos somos o mesmo que a carne de boi, a gente come o boi, se a gente for para o mato, o bicho come gente, porque é que agente vai voltar, esse negócio de dizer que que existe epí­rito, que nada cada um tem a sua maneira de ganhar uma grana. Um diz que é macumbeiro, faz aquela ginástica todinha realmente para ganhar a sua sobrevivência, o ladrão tem a sua maneira de sobrevivência, o travesti tem a sua maneira, o roceiro a sua, o banqueiro também, cada um tem que ter a sua maneira de sobreviver, tudo isso é um enredo, como o enredo do Planeta Lamma , que é o enredo da minha linguagem, do meu dialeto, das minhas músicas desse meu livro. Agora dizer que um mundo é melhor do que o outro, isso não existe, todo mundo é igual. Ai tem um porém, a Igreja do passado é uma Igreja muito rí­gida, muito respeitosa, não existia polí­tica, todo mundo só pensava em orar, só pensava em Deus, mas agora não, agora um padre sai da Igreja, quer casar, vem para a televisão falar coisas que não podiam ver aceitar pela Igreja; Eu não me conformo com essa Igreja. O protestante vai para a televisão fazer programa para ganhar dinheiro, dizendo que está fazendo isso e aquilo. Sim concordo com a religião, com a Igreja, de antigamente, mas assim mesmo, com tudo isso ainda fica uma Igreja conforme está, tá como eu não gosto, porque eu acho que padre é padre, não pode casar. Se ele disse: Vou servir a Deus; É o mesmo que Militar, vou servir a minha Pátria, vou morrer pela minha Pátria , então ele tem que respeitar a Hierarquia, não pode dizer que vai casar, se é ler respeito é respeito, então vamos respeitar os antepassados na nossa geração , aqueles grandes Papas, aqueles grandes Cardeais, não o Papa chegar agora e querer revolucionar a Igreja, não, eu não sou de acordo, sou contra, vamos manter o respeito, vamos acabar com esse negócio de bandalheira, de querer aparecer de querer ser sucesso no mundo, que ele não está fazendo nada pelo mundo , por ninguém, ele está passeando, está querendo gozar das regalias que outros não gozaram, isso ou não, isso aí­ está errado, e muito errado, Igreja é de Deus, para isso é que tem Deus com os braços abertos, vamos respeitar, não o Padre se meter em polí­tica, não o Padre querer fazer revolução, não o Padre dizer que quer casar, e isso e aquilo, e ir para a televisão, como é que a T.V. Educativa deixa, aceita isso, não pode aceitar. E por isso que eu digo que a televisão ,educativa do Brasil está fazendo programas que não deve, a T .V. Educativa é para mostrar Programas Culturais, não fazer o que está fazendo. T .V. Educativa é do Governo, então bota gente que faça educação para o povo, e não querer competir com as outras televisões-indústria, a T. V. Educativa absolutamente não pode ser indústria. Conclusão: Eu gosto e adoro a Igreja, mas antigamente era uma coisa pura, você morria por Deus, respeitando Deus, a Freira é a coisa mais linda que existe, a Freira tem pena de você. Vamos conservar a Igreja minha gente, como era antigamente. Nada desse negócio de Papa ficar viajando pelo mundo, beijando o chão, eu também beijo.Não está fazendo nada pelo o povo, vamos abrir a mão porque? Está todo mundo morrendo de fome. O Papa chega em cada pais, gasta bilhões, trilhões, para que? Esse dinheiro que é gasto com ele, sendo de Deus, deve ser dado para o povo, vamos amparar os necessitados, vamos trabalhar pelo povo, a Igreja é de Deus. Porque não trabalhar pelo povo. Ele vem no Brasil e gasta um absurdo, vai para uma favela e eles a colocam toda bonita, de tem que como é que estava, tem que ver os mendigos, tem que ver os doentes mentais, tem que ver tudo, tem que andar í  pé; A maior riqueza? Deus não pediu isso. A Igreja está errada, no meu ponto ,de ver está errada; Padre dando entrevista a toda hora na televisão, falando isso e aquilo, não. Agora eu digo sim, a Igreja de antigamente eu amei, como eu continuo amando, mas que eu não estou gostando. Agora eu digo sim,atualmente, os Padres do Universo estão querendo aparecer, estão querendo ser polí­ticos e ser sucesso de revista. Conclusão: A inteligência que teve a Igreja de construir uma Igreja com o maior carinho, abençoada por Deus, ela está se transformando, querendo ser um mito, igual a um artista, um cantor, igual a um partido universal, não pode de jeito nenhum. Igreja é para orar pelo povo, pedir aos grandes, aos poderosos, para ajudarem, para fazerem isso pelo povo, como é que ela está querendo ser polí­tica ao mesmo tempo, entrando em outras coisas, não! porque isso? Antigamente os Papas não viajavam tanto, não passeavam tanto era respeito, rezando dia e noite, assim, do jeito que está indo a Igreja, o mundo vai se acabar em guerra, porque chega um tempo que o Papa já não tem mais autoridade para nada. Antigamente o Papa falava lá e todo mundo tinha o maior respeito, puxa, de chegar da maneira que chega, não pode, acabou a hierarquia da Igreja, o enredo da coisa; A gente não vê a coisa,se pegar a ver demais, se torna uma coisa comercial, como o Papa está se tornando uma coisa popular, e nada ele fez pelo povo, o que que ele fez pelo povo, o que ele fez pelo povo Brasileiro, só conheceu o Brasil todo, esse dinheiro todo que foi gasto, porque ele não foi humildemente. Esse povo que ia aplaudir humildemente, com o maior carinho, e no fim volta í  lama novamente e o Papa viajando pelo mundo, e tanta gente precisando de alimento. É por isso que eu digo, prá mim, dentro da Igreja se salva assim, Nossa Senhora, as Freiras mas até hoje algumas também se rebelaram, mas quem vai para a Igreja tem de saber que jurou por Deus, vai depender o povo, vai dar educação ao povo, vai ser pelo povo, vai ser um Santo, e não famoso no mundo, vai ser um santo, e como eu disse antes, a Igreja foi muito inteligente, no passado, porque ela educou esse mundo de uma maneira linda, educação educativa, eu considerava a Igreja antigamente, educativa, todo dia você ia para a sua Igreja com a Bí­blia debaixo do braço, com o maior respeito, o maior carinho. Hoje em dia a juventude não pensa mais nisso. Conclusão: Todos dizem isso e aquilo, mas não é nada disso. No fim de tudo isso, sabe o que vai acontecer, a Igreja vai ser uma Indústria normal, onde não vai mais ser respeitada como estão respeitando, Nego agora já tem Deus dentro de si, mas o Papa da maneira que estáfazendo não pode. A Igreja para mim foi a do passado, e hoje, dentro da Igreja, ainda tenho muito amor por Deus, e as Freiras, ainda são mulheres santas, nem todas, mas a maioria, adoro sim. O Padre pode ser maravilhoso, mas é um homem que não guarda segredo, se você der uma declaração confidencialmente,ele declara, quer dizer, ele para mim, não tenho nenhuma confiança, tinha sim, nos Padres de 200 anos atrás, eu acho a Igreja uma coisa linda do mundo, muito inteligente, e ela devia ser conservada da maneira que era antigamente, eu acho um absurdo a maneira como a Igreja está se comportando, no mundo. Não existe Igreja moderna minha gente, a Igreja é de Deus, quem vai para alí­ é para orar, e não ir para a televisão dizer que casou ou deixou de casar, vai depender, dizendo que é filho de Deus; Se não quer ser Padre, não seja. Pense antes. É o mesmo que você não querer ser Militar, então não vá ser Militar, seja Civil, apesar de você ser obrigado a servir nas forças armadas, que é exército, marinha e aeronáutica, Mas eu acho o mundo perfeití­ssimo, Os brancos são uns homens de muita inteligência, e eles tem muito medo de deixar muita gente se aproximar das coisas, e tomar as coisas deles, talvez os negros queiram tomar, mas os negros não vão tomar nunca, e os brancos nunca vão dar essa oportunidade a eles, de tomarem o poder deles, e com toda razão, eles não construiram? então que cada um procure construir também, isso é a verdade do mundo, e eles não vão dar a roupa deles para ficar nú, e depois ficar sendo escravizado por eles, então negro, igual a mim, se conforme, vamos lutar, vamos trabalhar, vamos mostrar a eles que um dia poderemos ser independentes, criando uma coisa própria, nossa, uma indústria nossa, na nossa ífrica, vamos nos unir mais , vamos acabar a guerra, nada disso resolve, guerra, Briga, nada disso resolve; vamos ser unidos vamos procurar ser unidos um ao outro, é o que Deus disse, senão o mundo vai ser arrazado, nós do mundo, vamos ser arrazados, pela guerra universal. Porque a guerra? Ambição do poder, O homem nunca está conformado; digo por mim, você pode ser o maior Marechal, mas se existisse outro para chegar nesse cargo, quer dizer que é a ambição do homem e da mulher, É o mesmo que ser artista. É uma coisa que todos os artistas, todos os músicos , pintores, todos aqueles homens que criam, que criam a eletrônica, criam o avião, criam o navio, todos aqueles homens, são os homens componentes do Planeta Lamma, são uns homens conscientes, são uns homens que pensam, todos esses homens são componen-tes do Planeta Lamma porque eles constroem com sua mente, A coisa mais forte do mundo é a nossa mente, mas muitos dizem que é o dinheiro quem manda; O dinheiro manda, quem manda é a mente, que a mente constroi e faz você ganhar dinheiro, com a mente você faz coisas superiores para ganhar montões de dinheiro, quer dizer que a mente é a coisa mais perfeita que existe no mundo, coma mente você faz tanta coisa incrí­vel , que você fica poderoso, conclusão: E o homem, ser humano, perfeito, o mundo é perfeito, Tem que existir pobre, preto, amarelo e tudo isso, e tinha que existir escravo, o mais pobre, o poderoso, o velho, porque não pode ser todo mundo tem que assumir, assumir que isso é mundo, então procurem mais se unir, se tiver mais união, há o mundo, e se na pobreza tiver mais união, ela domina o mundo, porque o mundo vai se transformar em um só, que vai ser a Guerra Total, aí­ vai ter uma geração que ninguém vai saber, mas dizer que vai voltar, ninguém volta não, é conversa fiada, nós naõ voltamos mesmo,entende. E é aqui que termina as minhas histórias e meus versos, as minhas músicas. É o mundo, é o Planeta Lamma.

AUTOR: DAMIÃO FERREIRA DA CRUZ