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nbp de bigode *NOVAS BASES PARA PERSONALIDADE


set -> pela_paz_de_todos_os povos_na_vida_e_a_morte
set-> for peace of all people in life and death

um muro separa este cemitérios de religiões “diferentes”. todos iguais perante a morte?
a wall that separates this cemetery of “different” religions. Everyone is equal in death?
Vai ficar aqui a caneta em cima deste muro
em ato simbólico a todos aqueles que escreveram,
disseram e tentaram fazer algo melhor da sua vida
do que simplesmente usar os DENTES com os quais nasceram…
fica aqui neste cemitério então ( e os mortos sabem disso melhor do que ninguém )
de que nada adiantam muros…
e que não é possível dividir…
This Pen Will Stay here Up in this wall
in a simbolic act to all whom that have written,
said and tried to make something better in their lives
than simply use the TEETH wich they born…
Will stay in this cemetery then (and the death know that better than no one)
that there’s no use for walls,
and it’s impossible to divide…
-> PELA PAZ NO MUNDO
assinado:
Octavio Camargo, Simone Azevedo e Guilherme Soares
(em performance web-site specific )

Borges Jazzzzzzz :


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“Não tem foto”
Novas
Bases para a Personalidade
por Cezar Migliorin
(texto “emprestado” do site revista_cinética )
“Você gostaria de participar de uma experiência
artística?”
Assim começa o trabalho que Ricardo Basbaum
leva í Documenta 12, em Kassel, a mais importante exposição de arte contemporânea
da Alemanha e uma das mais importantes do mundo. Se a pessoa aceitar a proposta
do artista, ela deve ficar um mês com um objeto inventado por Basbaum, utilizá-lo
como quiser, ser responsável por seus atos e documentar essa utilização. O projeto
acontece desde 1994, parte de um projeto maior – NBP
(Novas Bases para a Personalidade) – e encontra diversos desdobramentos.
Em Kassel, por exemplo, ele é apresentado como uma instalação que disponibiliza
para o público o work in progress – trabalho não finalizado, em processo.
Em
Kassel, Basbaum construiu uma arquitetura escultural (definição do artista) em
que há partes de toda a teia que compõe o dispositivo relacional inventado por
ele. São oito monitores onde vemos vídeos e fotografias (1045) feitas por pessoas
e grupos que participaram da experiência, dois monitores ligados ao site Você
quer participar de uma experiência artística, no qual temos acesso í s
declarações dos participantes e do artista e um grande banco de dados sobre o
projeto e, ainda, dois monitores divididos em quatro imagens advindas de câmeras
de segurança colocadas na própria instalação: o público pode também se ver entre
as imagens.
Operando dentro de um regime contemporâneo da
imagem em que cada espectador é uma célula única de produção, tendendo para um
esfacelamento das distinções entre produtor e receptor, doméstico e industrial,
público e privado, as diversas fotos e vídeos que vemos são imagens ordinárias
que perdem a banalidade porque são impregnadas por um desejo de encontro entre
artista, objeto, participante e espectador. O projeto de Basbaum poderia facilmente
tornar-se uma busca das relações extraordinárias e espetaculares com o objeto,
porém não é isso que acontece. Ao se distanciar do exótico e único, é a própria
vida ordinária, que leva o objeto para a praia ou o transforma em isopor para
gelar a cerveja, que ganha uma dimensão poética. Com o objeto, a banalidade é
atravessada por uma escritura, por uma montagem entre os elementos que se relacionam
no dispositivo – participante, praia, mar, areia, sol, água, flor, globo, bola,
máscara, vídeo, artista.
Dispositivo aqui entendido como
a construção de um espaço em que existe um enfrentamento, um encontro entre heterogêneos.
Não somente um acordo entre as diferentes partes que o compõem, mas uma presença
de um desacordo, de rejeições e desarmonias, trazendo para o projeto um caráter
propriamente político. NBP é um dispositivo que operam com múltiplos indivíduos,
máquinas e instituições e é esta relação que possibilita a produção de imagens
– que são, elas próprias, parte do dispositivo, como fica claro no modo como a
instalação é apresentada.
Há
uma saborosa heterogeneidade de imagens que se unificam no objeto, não para formar
um todo consistente, criar uma narrativa ou um sistema. O objeto que Basbaum empresta
í s pessoas se constitui como uma força que impossibilita que as imagens adentrem
uma lógica aleatória ou esquizofrênica onde nada se liga a nada – sem deixar,
entretanto, de fazer aparecer uma diversidade caótica. O objeto está a cada vez
em lugares diferentes, participando de ações diferentes e sendo parte da invenção
de gestos singulares. Esta reincidência do objeto faz com que ele acabe por desaparecer
das imagens. Apesar de estar ali, o que vemos é o entorno – pessoas, grupos, sons,
outros objetos – que se contorcem, batem, equilibram, falam e ouvem em relação,
harmônica ou tensa, com o objeto e com o dispositivo como um todo.
Basbaum
modula sua presença entre momentos onde parece perder o controle dos desdobramentos
de sua experiência e outros em que se faz mais presente, como na feliz invenção
do objeto. Ao entregá-lo para o participante ou ao fazer essa instalação que reúne
objeto, participante e público, o artista está construindo uma cena, um espaço
onde se apresenta o que pode ser dito e visto. Mas esta decisão estética não pertence
ao artista somente, é uma operação compartilhada em que o artista é parte do dispositivo,
parte da cena que está sempre se criando.
Em
um dos vídeos apresentados na instalação na Documenta vemos um grupo destruindo
o objeto. Uma ação violenta que materializa este distanciamento do artista em
relação aos desdobramentos pré-concebidos para o projeto. A circulação do objeto
e das imagens compõem assim uma obra mutante e metaestável, que encontra esses
momentos de estabilidade, como na instalação da Documenta, mas sempre apontado
para fora dali. Em 2003, por exemplo, o Coletivo Vaca Amarela, de Florianópolis,
entra na experiência proposta por Basbaum com a fina ironia de quem percebe o
destino do objeto e o doa para o Museu de Arte de Santa Catarina com o nome de
“Doação do NBP”. Nesta época, por questões financeiras, havia um único NBP em
circulação, apesar de ele nunca ter sido pensado como um objeto de tiragem limitada,
segundo Basbaum. Um dispositivo não é um sistema, e isso fica claro com a ação
do coletivo. Ao dispositivo lhe falta a coerência interna, lhe falta as fronteiras
que o separariam de outros dispositivos e instituições; o museu, a Documenta,
etc.
Um dispositivo, este de Basbaum, nos permite sair da
dicotomia do um e do outro, tão cara í teoria ligada ao documentário, por exemplo.
Uma dicotomia que trabalha com relações de simetria como se cada lado da relação
tivesse uma integridade, uma totalidade e as relações de troca, mistura e tensão
se dessem de um ao outro, entre duas entidades limitadas. Neste dispositivo, não
cabe uma relação entre dois que se dê de forma dialética ou como causa e efeito.
A partir de um certo momento, as separações entre artista, participantes e todo
o dispositivo são irrelevantes. O que não significa dizer que a tensão desaparece,
que há solução do dissenso.
A relação política e estética
que se dá entre indivíduos e grupos nas NBP acontece na imanência do dispositivo
e não como adequação de um indivíduo í uma forma que lhe antecede. Se o indivíduo
é algo que sempre aparece em um processo de individuação, distante sempre de uma
realidade substancial, o trabalho de Basbaum intensifica essa percepção inventado
um dispositivo que materializa e traz uma presença estética para o próprio processo
de individuação. Em outras palavras, as imagens que vemos no site ou em Kassel,
aparecem como fugidios modos de vermos os participantes experimentando seus corpos,
imaginações, inteligências. Um dos participantes – Jorge Menna Barreto –. por
exemplo, decide enterrar o objeto, tirando-o de circulação e manifestando o desejo
de não ter a experiência: uma das experiências mais singulares do mundo contemporâneo.
O
objeto passa a fazer parte da vida como um shifter de subjetividade, como
escreveu Félix Guatarri, um elemento que bifurca a cena em que a vida se dá, um
acontecimento que não obriga o gesto ou a fala, mas que não permite nem o mesmo
gesto, nem a mesma fala. O objeto é então um intensificador de processos de individuação.
As imagens que aparecem nos vídeos e fotos documentam esses deslocamentos, do
objeto e do participante e a relação dinâmica que se dá entre eles. A entrada
do objeto na cena do participante acaba por ser delicadamente reveladora do indivíduo
ou grupo que o utiliza, como em um documentário; sem perguntas, sem off e sem
um mundo que se entregue in-natura; tudo passa pelo dispositivo que é sempre um
agenciamento coletivo, desindividuado, transubjetivo, como escreveu Brian
Holmes sobre o trabalho de Basbaum, nem social nem individual. O que se vê
é o indivíduo deixando um lugar estável, identitário, para jogar com gestos e
modos possíveis de lidar com essa Nova Base da Personalidade.
Entretanto,
há uma ironia nesse movimento que é parte do diálogo que Basbaum
estabelece com artistas como Ligia Clark e Helio Oiticica. A ironia não é
propriamente com os artistas, mas com a história e com o tempo. Se a experiência
da arte passa para todos eles por uma interação sensorial e afetiva com o objeto,
no caso de Basbaum estamos distantes de uma reinvidicação utópica libertária.
Entretanto, ele escolhe um nome e um processo que não deixa de fazer uma aposta
na vida e na produção subjetiva como um operação estética e ética. Há nesse sentido
uma inadequação entre a arte, tão incerta, falha e ambígua e a idéia de criar
novas bases para a personalidade através de uma experiência sem garantias. Há
um humor mesmo nesta escolha do nome do objeto – Novas Bases para a Personalidade.
Podemos imaginar que a arte está sempre dando essas novas bases da personalidade,
inventando objetos em que o processo de subjetivação seja uma constante, interminável
– esta é a noção mesmo de resistência ao totalitarismo e ao fascismo exposta por
Guatarri. Mas, ao escolher o efeito como nome do objeto, Basbaum está, pelo menos
hoje, flertando uma certa crença excessiva na arte.
Se desconsiderarmos
o humor presente no projeto de Ricardo Basbaum, ele ganha uma dimensão utópica
e perde sua força tanto como obra que efetivamente mobiliza o público e o participante
de maneira estética e ética, assim como se perde o comentário generoso e irônico
em relação í s artes em geral. A força deste trabalho está, por um lado, no modo
como ele se coloca na fronteira entre um ideal utópico fundado no encontro e no
acontecimento que se desdobra na invenção subjetiva como modo de resistência aos
poderes produtores de identidades funcionalizáveis para o capitalismo, e, por
outro, no humor de quem se percebe caminhando em campo minado. Com auto-ironia
o artista se vê na fronteira do próprio poder ligado ao capitalismo contemporâneo
que, tendo incorporado a crítica artística (Boltanski) por mais independência,
autenticidade e inovação nas relações de trabalho, criação e dehierarquização
fundadas na autonomia do trabalhador e do consumidor; se alimenta das invenção
subjetivas. Trata-se de uma passagem no mundo do trabalho do savoir-faire
(saber fazer) para o savoir-être (saber ser) (Boltanski, de novo).
No encontro com o seu oposto – personalidades divergentes, criações subjetivas,
modos singulares do ser – as forças do capitalismo encontram uma adaptabilidade
superior. A adaptação as torna mais forte.
A dimensão utópica
de uma arte móvel, de uma arte sem barreiras geográficas ou fronteiras, é revista
pela ironia que existe no projeto. É ainda a partir dessa ironia presente no título
do projeto e na forma dos NBP que Basbaum marca um distanciamento crítico em relação
í possibilidade emancipadora da criação de ligações sociais. O conexismo, a criação
de redes recebe um impulso e um piscar d’olhos. O projeto consegue se descolar
do puro elogio í formação de uma teia, como se a sua criação tivesse sempre desdobramentos
ótimos e como se a crescente mobilidade não estivesse ligada í fixidez e imobilidade
de outros (Boltanski).
Há
ainda humor na forma do objeto inventado por Basbaum. Trata-se um “trambolho”.
Imagino que a cada vez que o artista mostra seu objeto ao participante a apresentação
deve ser acompanhada de um sorriso. Estamos distantes de objetos maleáveis como
os Bichos de Ligya Clark, da leveza e coloridos dos Parangolés
de Oiticica. Trata de um objeto industrial, grande, rígido, que não pode ser escondido
em um armário ou esquecido em um canto qualquer da casa e que se aproxima de um
objeto duchampiano por dificultar qualquer julgamento de gosto ou de simples contemplação
estética. A mobilidade do objeto e a experiência de seu convívio não são separadas
de um desconforto com sua presença.
O trabalho de Basbaum
leva ao limite a arte contextual tal como descreve Paul Ardenne para, ao
mesmo tempo, pela ironia, se distanciar dela. O elogio de Ardenne í arte contextual
se baseia em uma arte que se coloca “sob o risco do real”, para usar
a expressão de Jean Louis Commoli. Seu contraponto é de uma arte estética fundada
em critérios acadêmicos. Para Ardenne, colocar-se em contexto é estabelecer conexões
que recusam o distanciamento do artista da realidade e, por isso, o elogio que
o pesquisador faz í arte contextual e í contingência em que ela opera. Esse corpo-a-corpo
com o real é seguido da necessidade de experimentar – a si a ao mundo -, conectar,
se colocar em relação com o outro, procurar co-implicações, confrontações com
o espaço coletivo, ação no lugar da contemplação, expansão fundada na experiência
– sempre mais, sempre outro – e, por fim, uma posição, menos estética que política.
A política, para Ardenne, passa então pela experiência. A experiência é o que
permite alargar o saber, os gestos, as atitudes, os conhecimentos, dinamizar as
criações e as conexões possibilitando a vivência de fenômenos inéditos e melhores
formas de habitar o mundo.
Se voltarmos ao trabalho de Basbaum,
o desdobramento das Novas Bases para a Personalidade se encaixam com perfeição
nesta aposta contextual de Ardenne. Não por acaso, e com razão, Ardenne comenta
os Bichos de Ligya Clark como momento “chave” da prática contextual
em que o artista “pode colocar óleo nas engrenagens da vida coletiva e, assim
fazendo, se tornar um multiplicador de democracia”. Entretanto, o projeto
de Basbaum explicita o dispositivo ao chamá-lo de Você quer participar de uma
experiência artística e ao nomear o objeto não pela forma, como Ligya Clark,
mas pelo resultado; Novas Bases para a Personalidade. Entre o nome do projeto
e o nome do objeto existe o espectador que transita entre a relação experimental
com o objeto, sua vida e seu meio e o ponto possível de chegada: bases para uma
nova personalidade.
Um ponto de chegada, evidentemente irônico.
Colocar o participante entre a experiência e as novas bases parece ser
ao mesmo tempo a aposta na experiência e a percepção de como ela pode ser capturada,
funcionalizada. Não há devir utópico possível baseado na experiência e é essa
dimensão ambivalente da arte em contexto que escapa a Ardenne e não a Basbaum.
Penso esse trabalho de Basbaum como parte dessa encruzilhada, desse lugar tenso
em que a arte atravessada pela vida resiste e não pára de tensionar e se esquivar
das freqüentes capturadas feitas pelos poderes contemporâneos.
referencia em inglês “emprestada” do blog deste trabalho.
Would you like to participate in an artistic experience? is a project about involving the other as participant in a set of protocols indicative of the effects, conditions and possibilities of contemporary art.
Would you like to participate in an artistic experience? starts with the offering of a painted steel object (125 x 80 x 18 cm) to be taken home by the participant (individual, group or collective), who will have a certain period of time (around one month) to realize an artistic experience with it. Although the physical object is the actual element which triggers the processes and starts up the experiences, it in fact brings to the foreground certain sets of invisible lines and diagrams concerning all kinds of relations and sensorial data, making visible networking and mediation structures.
It is up to the participants to take the decisions of what kind of experience will be enacted, where the object will be taken and how will it be useful, during the time they are in the possession of it. The participants of Would you like to participate in an artistic experience? – individuals or groups – perform experiences from their own proposition and choice that can reflect on life and art issues, regarding the relationship between the subject and the other, conducting to some transformation process. The participants send feedback in the form of texts, images, videos or objects, and the documents will be displayed in a website, especially developed for the project – each participant will have access to editing tools, which will permit them to upload the documentation themselves.
Would you like to participate in an artistic experience? was initiated in 1994 and has already circulated through several cities, from London (UK) and San Sebastián (Spain), in Europe, to Rio de Janeiro, Vitória, Brasília, São Paulo, Porto Alegre and Florianópolis, in Brazil. More than 30 participants (some of them, groups and collectives) have produced several experiences and an extensive and interesting documentation – which is displayed at the project website. Would you like to participate in an artistic experience? is clearly a piece of work-in-progress, as it finds its way in the very process of being developed. Virtually, this project has no near end at all, since its continuity does not depend on its author/proposer lifetime – the object is conceived as a multiple, and so new objects can be produced any time it is required.
The object used at Would you like to participate in an artistic experience? has its shape designed according to the NBP – New Bases for Personality project, an on-going project comprising drawings, diagrams, objects, installations, texts and manifestos, initiated in the 1990s. The NBP project connects contemporary artââ?¬â?¢s practices and concepts to communicational strategies, getting in touch with some of the recent developments on the politics of subjectivity. NBPââ?¬â?¢s specific shape was designed to be as easily memorizable as its sign: after experiencing any NBP work the viewer leaves with NBP and its specific shape in his or her body – a kind of implanted or artificial memory, as the result of a subliminal sensorial contamination strategy. NBP project addresses transformation, as it is meant to transform itself as a result of its history and process.
the collaboration with documenta 12
For documenta 12, twenty new objects were produced. Ten of them circulate in Brazil and Latin America, nine in Europe and one in Africa. The project is conducted in four different and complementary stages: (1) invitation to participate; (2) experiences by the participants; (3) display of the experiences at the website; (4) installation-exhibition. The first three stages are performed since the objects are distributed at the experiences� sites, and start circulating; the fourth stage takes place with the display of the results in an sculptural-architectonic installation developed for the exhibition in Kassel in June 2007.
——————-e/ou:
Experiência de Claudia Washington com NBP
Ação/Reação
Resultante da coleta de dados ação/reação na Casa Hoffmann. 27 de março/18 de abril de 2007.
AÇÃ?â?¢ES
1. introduzir NBP;
2. Informar (incitar o questionamento da forma);
3. observar reações;
4. selecionar e classificar dados;
5. manipular resultados.
NBP
estrutura desconhecida
COMO LIDAR COM ESTRUTURAS
DESCONHECIDAS
1. questione-as
2. ignore-as
3. acredite nelas
4. tire-as do seu campo de visão
5. aproxime-se delas
NíVEL DE ACEITAÇÃO
Relação entre oferta e resposta por via de extensões não orgânicas registráveis em suportes matéricos, virtuais, ou mnemônicos. Ex. e-mail, texto impresso, número de contatos diretos, oralidade remota (telefone).

Experiência de Newton Goto com NBP
O Ancestral Comum entre a Geladeira e o NBP
Olá, Ricardo
Nesse último domingo, dia 22 de abril (!), estávamos fazendo uma reunião na casa e/ou, basicamente motivada por um encontro dos artistas que participaram do projeto Bolsa Produção em Artes Visuais da Fundação Cultural de Curitiba, visto que recentemente havíamos inaugurado nossos trabalhos em museus da cidade (isso se deu nos dias 17 e 18). No meu caso, foi a estréia do Desligare… Conversávamos ao redor da fogueira… Além dos bolsistas, alguns outros artistas da cidade, alguns dos e/ous, e Marcos Hill (do CEIA, de BH) também estavam por lá. Marcos foi um dos curadores do projeto e envolveu-se bastante com a comunidade local, para nossa satisfação, tanto é que além de termos feito algumas caminhadas pela cidade, estávamos todos lá naquele amistoso encontro presente, entre outros projetos futuros.
Enfim, em meio aquele começo de noite gostoso, com clima bom, fogueira e garapirinha (e uma clandestina), e muito papo, fomos contatados por telefone numa chamada de Claudia Washington, dizendo que o NBP estava naquele momento migrando para a e/ou. Já havíamos conversado sobre essa perspectiva, ainda assim, sem definirmos uma data. O próprio domingo havia sido cogitado como possibilidade para a chegada do não-objeto, entretanto, sem tempo hábil para nos programarmos, havíamos protelado os planos de chegada do NBP. Então, mesmo já havendo um certo clima para o acolhimento da proposta, foi um acontecimento um pouco inesperado também, uma surpresa.
NBP chegou no porta-malas de um carro. Era aproximadamente 19h, e já era noite. Carregamos a estrutura em três pessoas, levando-a para perto da fogueira, no meio de nossa roda-de-papo. Esse pequeno trânsito entre a rua e o quintal já foi uma experiência corporal, por assim dizer: adaptar-se í forma do não-objeto, distribuir seu peso entre os carregadores. Lembrou-me na hora o transporte de uma tora, e mais ainda, o de um caixão…
PARÃ?Å NTESES NÂS 1:
(muitas idéias de arte já morreram mesmo, e ainda que naquele momento imediato tenha surgido a lembrança de algum cortejo fúnebre, sabíamos que o campo de relações e sensações desejadas pelo NBP faz parte de uma outra dinâmica artística, bem mais aberta: relacional, situacional, que considera o outro como significante das coisas, que incorpora as singularidades culturais, históricas e geográficas do indivíduo participante. O NBP pendurado num museu tradicional, com um política tradicional, aí sim seria um cadáver no cemitério da cultura. Entretanto, o Novas Bases para a Personalidade – você gostaria de participar de uma experência artística? Propõe-se como um ideário e prática nas quais a meta é a troca, o diálogo (o renascer a cada encontro), buscando adequar-se a contextos e a um mundo incansavelmente em transformação, querendo armazenar um pouco de cada uma das singularidades existenciais com as quais co-existe, de passagem, como um viajante).
PARÃ?Å NTES EU 1:
(pra mim, pensar na morte a partir do peso físico do NBP foi um paradoxo experimental inesperado)…(uma descoberta?!!)…(!) (…) (?)
As conversas continuaram, o encontro continuou, NBP entrou no papo, foi motivo de diversos improvisos, uma intervenção material inclusive, muitas fotos e idéias…
PARÃ?Å NTESES EU-NOS NÂS-ME 1:
(depois quero falar com o pessoal pra gente fazer algum memorial sobre a passagem do NBP na e/ou, juntando registros e depoimentos, inclusive…) (…)
Já tarde da noite (considerando que o dia seguinte seria uma segunda) as pessoas foram embora. Arrumei um saco de dormir perto da fogueira e queimei as últimas lenhas disponíveis. Eu e NBP permanecemos ali, cada qual deitado num lado da fogueira, cada qual envolto em seu campo de reflexões e história, e ainda assim, compartilhando aquele momento de solidão e meditação, iluminados pelas chamas alaranjadas do fogo.
Mais tarde fui para dentro da casa, para dormir. Realoquei NBP na cozinha, ao lado da geladeira, onde tem ficado por esses dias).
PARÃ?Å NTES EU 2:
(NBP e a minha geladeira parecem ter algum parentesco, ou algum ancestral em comum… A geladeira é um modelo Prosdócimo – do final dos anos 50 ou dos 60, um produto genuinamente curitibano, tão genuíno que a própria empresa fabricante já foi comprada por uma grande multinacional, assim como diversas outras tradicionais empresas da cidade… A geladeira, cujas formas meio arredondadas e sua cor branca já faziam-na lembrar uma kombi, tinha agora também essa anunciada ancestralidade com o NBP, talvez subjetiva, entretanto, de aparência e materialidade evidentes: o metal, o esmalte branco, o peso, o tamanho, uma certa semelhança na forma… Fica em princípio sem resposta a questão da função, do uso… Existiria algum vestígio arqueológico entre utensílios e inutensílios capaz de identificar alguma matriz de ferramenta tecnológica ou artística comum entre o NBP e minha geladeira? (?) Isso parece abrir espaço para uma pesquisa no campo das ficções antropo-arqueológicas… Uma pesquisa autônoma, provavelmente, pois dificilmente deva haver um doutorado nessa área… talvez em arte… numa arqueologia artística sobre readymades-modificados ou não-objetos, ou nas apropriações e transformações de objetos feitas por indivíduos de distintas culturas…)
PARÃ?Å NTES EU 3:
(…) e/ou (?) e/ou (!)
(…)
um abraço,
inté,
go to

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.
/* Copyright (c) 1997-1999 Miller Puckette.
* For information on usage and redistribution, and for a DISCLAIMER OF ALL
* WARRANTIES, see the file, "LICENSE.txt," in this distribution. */
#include
#include "m_pd.h"
#include "m_imp.h"
/* FIXME no out-of-memory testing yet! */
t_pd *pd_new(t_class *c)
{
t_pd *x;
if (!c)
bug ("pd_new: apparently called before setup routine");
x = (t_pd *)t_getbytes(c->c_size);
*x = c;
if (c->c_patchable)
{
((t_object *)x)->ob_inlet = 0;
((t_object *)x)->ob_outlet = 0;
}
return (x);
}
void pd_free(t_pd *x)
{
t_class *c = *x;
if (c->c_freemethod) (*(t_gotfn)(c->c_freemethod))(x);
if (c->c_patchable)
{
while (((t_object *)x)->ob_outlet)
outlet_free(((t_object *)x)->ob_outlet);
while (((t_object *)x)->ob_inlet)
inlet_free(((t_object *)x)->ob_inlet);
if (((t_object *)x)->ob_binbuf)
binbuf_free(((t_object *)x)->ob_binbuf);
}
if (c->c_size) t_freebytes(x, c->c_size);
}
void gobj_save(t_gobj *x, t_binbuf *b)
{
t_class *c = x->g_pd;
if (c->c_savefn)
(c->c_savefn)(x, b);
}
[comment]
/* deal with several objects bound to the same symbol. If more than one, we
actually bind a collection object to the symbol, which forwards messages sent
to the symbol. */
static t_class *bindlist_class;
typedef struct _bindelem
{
t_pd *e_who;
struct _bindelem *e_next;
}
t_bindelem;
typedef struct _bindlist
{
t_pd b_pd;
t_bindelem *b_list;
}
t_bindlist;
static void bindlist_bang(t_bindlist *x)
{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_bang(e->e_who);
}
static void bindlist_float(t_bindlist *x, t_float f)
{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_float(e->e_who, f);
}
static void bindlist_symbol(t_bindlist *x, t_symbol *s)
{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_symbol(e->e_who, s);
}
static void bindlist_pointer(t_bindlist *x, t_gpointer *gp)
{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_pointer(e->e_who, gp);
}
static void bindlist_list(t_bindlist *x, t_symbol *s,
int argc, t_atom *argv)
{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_list(e->e_who, s, argc, argv);
}
static void bindlist_anything(t_bindlist *x, t_symbol *s,
int argc, t_atom *argv)
{
t_bindelem *e;
for (e = x->b_list; e; e = e->e_next)
pd_typedmess(e->e_who, s, argc, argv);
}
void m_pd_setup(void)
{
bindlist_class = class_new(gensym("bindlist"), 0, 0,
sizeof(t_bindlist), CLASS_PD, 0);
class_addbang(bindlist_class, bindlist_bang);
class_addfloat(bindlist_class, (t_method)bindlist_float);
class_addsymbol(bindlist_class, bindlist_symbol);
class_addpointer(bindlist_class, bindlist_pointer);
class_addlist(bindlist_class, bindlist_list);
class_addanything(bindlist_class, bindlist_anything);
}
void pd_bind(t_pd *x, t_symbol *s)
{
if (s->s_thing)
{
if (*s->s_thing == bindlist_class)
{
t_bindlist *b = (t_bindlist *)s->s_thing;
t_bindelem *e = (t_bindelem *)getbytes(sizeof(t_bindelem));
e->e_next = b->b_list;
e->e_who = x;
b->b_list = e;
}
else
{
t_bindlist *b = (t_bindlist *)pd_new(bindlist_class);
t_bindelem *e1 = (t_bindelem *)getbytes(sizeof(t_bindelem));
t_bindelem *e2 = (t_bindelem *)getbytes(sizeof(t_bindelem));
b->b_list = e1;
e1->e_who = x;
e1->e_next = e2;
e2->e_who = s->s_thing;
e2->e_next = 0;
s->s_thing = &b->b_pd;
}
}
else s->s_thing = x;
}
void pd_unbind(t_pd *x, t_symbol *s)
{
if (s->s_thing == x) s->s_thing = 0;
else if (s->s_thing && *s->s_thing == bindlist_class)
{
/* bindlists always have at least two elements... if the number
goes down to one, get rid of the bindlist and bind the symbol
straight to the remaining element. */
t_bindlist *b = (t_bindlist *)s->s_thing;
t_bindelem *e, *e2;
if ((e = b->b_list)->e_who == x)
{
b->b_list = e->e_next;
freebytes(e, sizeof(t_bindelem));
}
else for (e = b->b_list; e2 = e->e_next; e = e2)
if (e2->e_who == x)
{
e->e_next = e2->e_next;
freebytes(e2, sizeof(t_bindelem));
break;
}
if (!b->b_list->e_next)
{
s->s_thing = b->b_list->e_who;
freebytes(b->b_list, sizeof(t_bindelem));
pd_free(&b->b_pd);
}
}
else pd_error(x, "%s: couldn't unbind", s->s_name);
}
void zz(void)
{}
t_pd *pd_findbyclass(t_symbol *s, t_class *c)
{
t_pd *x = 0;
if (!s->s_thing) return (0);
if (*s->s_thing == c) return (s->s_thing);
if (*s->s_thing == bindlist_class)
{
t_bindlist *b = (t_bindlist *)s->s_thing;
t_bindelem *e, *e2;
int warned = 0;
for (e = b->b_list; e; e = e->e_next)
if (*e->e_who == c)
{
if (x && !warned)
{
zz();
post("warning: %s: multiply defined", s->s_name);
warned = 1;
}
x = e->e_who;
}
}
return x;
}
[comment]
/* stack for maintaining bindings for the #X symbol during nestable loads.
*/
typedef struct _gstack
{
t_pd *g_what;
t_symbol *g_loadingabstraction;
struct _gstack *g_next;
}
t_gstack;
static t_gstack *gstack_head = 0;
static t_pd *lastpopped;
static t_symbol *pd_loadingabstraction;
int pd_setloadingabstraction(t_symbol *sym)
{
t_gstack *foo = gstack_head;
for (foo = gstack_head; foo; foo = foo->g_next)
if (foo->g_loadingabstraction == sym)
return (1);
pd_loadingabstraction = sym;
return (0);
}
void pd_pushsym(t_pd *x)
{
t_gstack *y = (t_gstack *)t_getbytes(sizeof(*y));
y->g_what = s__X.s_thing;
y->g_next = gstack_head;
y->g_loadingabstraction = pd_loadingabstraction;
pd_loadingabstraction = 0;
gstack_head = y;
s__X.s_thing = x;
}
void pd_popsym(t_pd *x)
{
if (!gstack_head || s__X.s_thing != x) bug("gstack_pop");
else
{
t_gstack *headwas = gstack_head;
s__X.s_thing = headwas->g_what;
gstack_head = headwas->g_next;
t_freebytes(headwas, sizeof(*headwas));
lastpopped = x;
}
}
void pd_doloadbang(void)
{
if (lastpopped)
pd_vmess(lastpopped, gensym("loadbang"), "");
lastpopped = 0;
}
void pd_bang(t_pd *x)
{
(*(*x)->c_bangmethod)(x);
}
void pd_float(t_pd *x, t_float f)
{
(*(*x)->c_floatmethod)(x, f);
}
void pd_pointer(t_pd *x, t_gpointer *gp)
{
(*(*x)->c_pointermethod)(x, gp);
}
void pd_symbol(t_pd *x, t_symbol *s)
{
(*(*x)->c_symbolmethod)(x, s);
}
void pd_list(t_pd *x, t_symbol *s, int argc, t_atom *argv)
{
(*(*x)->c_listmethod)(x, &s_list, argc, argv);
}
void mess_init(void);
void obj_init(void);
void conf_init(void);
void glob_init(void);
void pd_init(void)
{
mess_init();
obj_init();
conf_init();
glob_init();
}
////////////////////////////
/* Copyright (c) 1997-1999 Miller Puckette.
* For information on usage and redistribution, and for a DISCLAIMER OF ALL
* WARRANTIES, see the file, "LICENSE.txt," in this distribution. */
/* sinusoidal oscillator and table lookup; see also tabosc4~ in d_array.c.
*/
#include "m_pd.h"
#include "math.h"
#define UNITBIT32 1572864. /* 3*2^19; bit 32 has place value 1 */
[comment]
/* machine-dependent definitions. These ifdefs really
should have been by CPU type and not by operating system! */
#ifdef IRIX
/* big-endian. Most significant byte is at low address in memory */
#define HIOFFSET 0 /* word offset to find MSB */
#define LOWOFFSET 1 /* word offset to find LSB */
#define int32 long /* a data type that has 32 bits */
#else
#ifdef MSW
/* little-endian; most significant byte is at highest address */
#define HIOFFSET 1
#define LOWOFFSET 0
#define int32 long
#else
#ifdef __FreeBSD__
#include
#if BYTE_ORDER == LITTLE_ENDIAN
#define HIOFFSET 1
#define LOWOFFSET 0
#else
#define HIOFFSET 0 /* word offset to find MSB */
#define LOWOFFSET 1 /* word offset to find LSB */
#endif /* BYTE_ORDER */
#include
#define int32 int32_t
#endif
#ifdef __linux__
#include
#if !defined(__BYTE_ORDER) || !defined(__LITTLE_ENDIAN)
#error No byte order defined
#endif
#if __BYTE_ORDER == __LITTLE_ENDIAN
#define HIOFFSET 1
#define LOWOFFSET 0
#else
#define HIOFFSET 0 /* word offset to find MSB */
#define LOWOFFSET 1 /* word offset to find LSB */
#endif /* __BYTE_ORDER */
#include
#define int32 int32_t
#else
#ifdef MACOSX
#define HIOFFSET 0 /* word offset to find MSB */
#define LOWOFFSET 1 /* word offset to find LSB */
#define int32 int /* a data type that has 32 bits */
#endif /* MACOSX */
#endif /* __linux__ */
#endif /* MSW */
#endif /* SGI */
union tabfudge
{
double tf_d;
int32 tf_i[2];
}
;
/* -------------------------- phasor~ ------------------------------ */
static t_class *phasor_class, *scalarphasor_class;
#if 1 /* in the style of R. Hoeldrich (ICMC 1995 Banff) */
typedef struct _phasor
{
t_object x_obj;
double x_phase;
float x_conv;
float x_f; /* scalar frequency */
}
t_phasor;
static void *phasor_new(t_floatarg f)
{
t_phasor *x = (t_phasor *)pd_new(phasor_class);
x->x_f = f;
inlet_new(&x->x_obj, &x->x_obj.ob_pd, &s_float, gensym("ft1"));
x->x_phase = 0;
x->x_conv = 0;
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
return (x);
}
static t_int *phasor_perform(t_int *w)
{
t_phasor *x = (t_phasor *)(w[1]);
t_float *in = (t_float *)(w[2]);
t_float *out = (t_float *)(w[3]);
int n = (int)(w[4]);
double dphase = x->x_phase + UNITBIT32;
union tabfudge tf;
int normhipart;
float conv = x->x_conv;
tf.tf_d = UNITBIT32;
normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];
tf.tf_d = dphase;
while (n--)
{
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
dphase += *in++ * conv;
*out++ = tf.tf_d - UNITBIT32;
tf.tf_d = dphase;
}
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
x->x_phase = tf.tf_d - UNITBIT32;
return (w+5);
}
static void phasor_dsp(t_phasor *x, t_signal **sp)
{
x->x_conv = 1./sp[0]->s_sr;
dsp_add(phasor_perform, 4, x, sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[0]->s_n);
}
static void phasor_ft1(t_phasor *x, t_float f)
{
x->x_phase = f;
}
static void phasor_setup(void)
{
phasor_class = class_new(gensym("phasor~"), (t_newmethod)phasor_new, 0,
sizeof(t_phasor), 0, A_DEFFLOAT, 0);
CLASS_MAINSIGNALIN(phasor_class, t_phasor, x_f);
class_addmethod(phasor_class, (t_method)phasor_dsp, gensym("dsp"), 0);
class_addmethod(phasor_class, (t_method)phasor_ft1,
gensym("ft1"), A_FLOAT, 0);
}
#endif /* Hoeldrich version */
/* ------------------------ cos~ ----------------------------- */
float *cos_table;
static t_class *cos_class;
typedef struct _cos
{
t_object x_obj;
float x_f;
}
t_cos;
static void *cos_new(void)
{
t_cos *x = (t_cos *)pd_new(cos_class);
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
x->x_f = 0;
return (x);
}
static t_int *cos_perform(t_int *w)
{
t_float *in = (t_float *)(w[1]);
t_float *out = (t_float *)(w[2]);
int n = (int)(w[3]);
float *tab = cos_table, *addr, f1, f2, frac;
double dphase;
int normhipart;
union tabfudge tf;
tf.tf_d = UNITBIT32;
normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];
#if 0 /* this is the readable version of the code. */
while (n--)
{
dphase = (double)(*in++ * (float)(COSTABSIZE)) + UNITBIT32;
tf.tf_d = dphase;
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
}
#endif
#if 1 /* this is the same, unwrapped by hand. */
dphase = (double)(*in++ * (float)(COSTABSIZE)) + UNITBIT32;
tf.tf_d = dphase;
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
while (--n)
{
dphase = (double)(*in++ * (float)(COSTABSIZE)) + UNITBIT32;
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
tf.tf_d = dphase;
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
}
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
#endif
return (w+4);
}
static void cos_dsp(t_cos *x, t_signal **sp)
{
dsp_add(cos_perform, 3, sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[0]->s_n);
}
static void cos_maketable(void)
{
int i;
float *fp, phase, phsinc = (2. * 3.14159) / COSTABSIZE;
union tabfudge tf;
if (cos_table) return;
cos_table = (float *)getbytes(sizeof(float) * (COSTABSIZE+1));
for (i = COSTABSIZE + 1, fp = cos_table, phase = 0; i--;
fp++, phase += phsinc)
*fp = cos(phase);
/* here we check at startup whether the byte alignment
is as we declared it. If not, the code has to be
recompiled the other way. */
tf.tf_d = UNITBIT32 + 0.5;
if ((unsigned)tf.tf_i[LOWOFFSET] != 0x80000000)
bug("cos~: unexpected machine alignment");
}
static void cos_setup(void)
{
cos_class = class_new(gensym("cos~"), (t_newmethod)cos_new, 0,
sizeof(t_cos), 0, A_DEFFLOAT, 0);
CLASS_MAINSIGNALIN(cos_class, t_cos, x_f);
class_addmethod(cos_class, (t_method)cos_dsp, gensym("dsp"), 0);
cos_maketable();
}
/* ------------------------ osc~ ----------------------------- */
static t_class *osc_class, *scalarosc_class;
typedef struct _osc
{
t_object x_obj;
double x_phase;
float x_conv;
float x_f; /* frequency if scalar */
}
t_osc;
static void *osc_new(t_floatarg f)
{
t_osc *x = (t_osc *)pd_new(osc_class);
x->x_f = f;
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
inlet_new(&x->x_obj, &x->x_obj.ob_pd, &s_float, gensym("ft1"));
x->x_phase = 0;
x->x_conv = 0;
return (x);
}
static t_int *osc_perform(t_int *w)
{
t_osc *x = (t_osc *)(w[1]);
t_float *in = (t_float *)(w[2]);
t_float *out = (t_float *)(w[3]);
int n = (int)(w[4]);
float *tab = cos_table, *addr, f1, f2, frac;
double dphase = x->x_phase + UNITBIT32;
int normhipart;
union tabfudge tf;
float conv = x->x_conv;
tf.tf_d = UNITBIT32;
normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];
#if 0
while (n--)
{
tf.tf_d = dphase;
dphase += *in++ * conv;
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
}
#endif
#if 1
tf.tf_d = dphase;
dphase += *in++ * conv;
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
while (--n)
{
tf.tf_d = dphase;
f1 = addr[0];
dphase += *in++ * conv;
f2 = addr[1];
addr = tab + (tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1));
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
}
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
*out++ = f1 + frac * (f2 - f1);
#endif
tf.tf_d = UNITBIT32 * COSTABSIZE;
normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];
tf.tf_d = dphase + (UNITBIT32 * COSTABSIZE - UNITBIT32);
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
x->x_phase = tf.tf_d - UNITBIT32 * COSTABSIZE;
return (w+5);
}
static void osc_dsp(t_osc *x, t_signal **sp)
{
x->x_conv = COSTABSIZE/sp[0]->s_sr;
dsp_add(osc_perform, 4, x, sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[0]->s_n);
}
static void osc_ft1(t_osc *x, t_float f)
{
x->x_phase = COSTABSIZE * f;
}
static void osc_setup(void)
{
osc_class = class_new(gensym("osc~"), (t_newmethod)osc_new, 0,
sizeof(t_osc), 0, A_DEFFLOAT, 0);
CLASS_MAINSIGNALIN(osc_class, t_osc, x_f);
class_addmethod(osc_class, (t_method)osc_dsp, gensym("dsp"), 0);
class_addmethod(osc_class, (t_method)osc_ft1, gensym("ft1"), A_FLOAT, 0);
cos_maketable();
}
/* ---------------- vcf~ - 2-pole bandpass filter. ----------------- */
typedef struct vcfctl
{
float c_re;
float c_im;
float c_q;
float c_isr;
}
t_vcfctl;
typedef struct sigvcf
{
t_object x_obj;
t_vcfctl x_cspace;
t_vcfctl *x_ctl;
float x_f;
}
t_sigvcf;
t_class *sigvcf_class;
static void *sigvcf_new(t_floatarg q)
{
t_sigvcf *x = (t_sigvcf *)pd_new(sigvcf_class);
inlet_new(&x->x_obj, &x->x_obj.ob_pd, &s_signal, &s_signal);
inlet_new(&x->x_obj, &x->x_obj.ob_pd, gensym("float"), gensym("ft1"));
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
x->x_ctl = &x->x_cspace;
x->x_cspace.c_re = 0;
x->x_cspace.c_im = 0;
x->x_cspace.c_q = q;
x->x_cspace.c_isr = 0;
x->x_f = 0;
return (x);
}
static void sigvcf_ft1(t_sigvcf *x, t_floatarg f)
{
x->x_ctl->c_q = (f > 0 ? f : 0.f);
}
static t_int *sigvcf_perform(t_int *w)
{
float *in1 = (float *)(w[1]);
float *in2 = (float *)(w[2]);
float *out1 = (float *)(w[3]);
float *out2 = (float *)(w[4]);
t_vcfctl *c = (t_vcfctl *)(w[5]);
int n = (t_int)(w[6]);
int i;
float re = c->c_re, re2;
float im = c->c_im;
float q = c->c_q;
float qinv = (q > 0? 1.0f/q : 0);
float ampcorrect = 2.0f - 2.0f / (q + 2.0f);
float isr = c->c_isr;
float coefr, coefi;
float *tab = cos_table, *addr, f1, f2, frac;
double dphase;
int normhipart, tabindex;
union tabfudge tf;
tf.tf_d = UNITBIT32;
normhipart = tf.tf_i[HIOFFSET];
for (i = 0; i < n; i++)
{
float cf, cfindx, r, oneminusr;
cf = *in2++ * isr;
if (cf < 0) cf = 0;
cfindx = cf * (float)(COSTABSIZE/6.28318f);
r = (qinv > 0 ? 1 - cf * qinv : 0);
if (r < 0) r = 0;
oneminusr = 1.0f - r;
dphase = ((double)(cfindx)) + UNITBIT32;
tf.tf_d = dphase;
tabindex = tf.tf_i[HIOFFSET] & (COSTABSIZE-1);
addr = tab + tabindex;
tf.tf_i[HIOFFSET] = normhipart;
frac = tf.tf_d - UNITBIT32;
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
coefr = r * (f1 + frac * (f2 - f1));
addr = tab + ((tabindex - (COSTABSIZE/4)) & (COSTABSIZE-1));
f1 = addr[0];
f2 = addr[1];
coefi = r * (f1 + frac * (f2 - f1));
f1 = *in1++;
re2 = re;
*out1++ = re = ampcorrect * oneminusr * f1
+ coefr * re2 - coefi * im;
*out2++ = im = coefi * re2 + coefr * im;
}
if (PD_BIGORSMALL(re))
re = 0;
if (PD_BIGORSMALL(im))
im = 0;
c->c_re = re;
c->c_im = im;
return (w+7);
}
static void sigvcf_dsp(t_sigvcf *x, t_signal **sp)
{
x->x_ctl->c_isr = 6.28318f/sp[0]->s_sr;
dsp_add(sigvcf_perform, 6,
sp[0]->s_vec, sp[1]->s_vec, sp[2]->s_vec, sp[3]->s_vec,
x->x_ctl, sp[0]->s_n);
}
void sigvcf_setup(void)
{
sigvcf_class = class_new(gensym("vcf~"), (t_newmethod)sigvcf_new, 0,
sizeof(t_sigvcf), 0, A_DEFFLOAT, 0);
CLASS_MAINSIGNALIN(sigvcf_class, t_sigvcf, x_f);
class_addmethod(sigvcf_class, (t_method)sigvcf_dsp, gensym("dsp"), 0);
class_addmethod(sigvcf_class, (t_method)sigvcf_ft1,
gensym("ft1"), A_FLOAT, 0);
}
/* -------------------------- noise~ ------------------------------ */
static t_class *noise_class;
typedef struct _noise
{
t_object x_obj;
int x_val;
}
t_noise;
static void *noise_new(void)
{
t_noise *x = (t_noise *)pd_new(noise_class);
static int init = 307;
x->x_val = (init *= 1319);
outlet_new(&x->x_obj, gensym("signal"));
return (x);
}
static t_int *noise_perform(t_int *w)
{
t_float *out = (t_float *)(w[1]);
int *vp = (int *)(w[2]);
int n = (int)(w[3]);
int val = *vp;
while (n--)
{
*out++ = ((float)((val & 0x7fffffff) - 0x40000000)) *
(float)(1.0 / 0x40000000);
val = val * 435898247 + 382842987;
}
*vp = val;
return (w+4);
}
static void noise_dsp(t_noise *x, t_signal **sp)
{
dsp_add(noise_perform, 3, sp[0]->s_vec, &x->x_val, sp[0]->s_n);
}
static void noise_setup(void)
{
noise_class = class_new(gensym("noise~"), (t_newmethod)noise_new, 0,
sizeof(t_noise), 0, 0);
class_addmethod(noise_class, (t_method)noise_dsp, gensym("dsp"), 0);
}
/* ----------------------- global setup routine ---------------- */
void d_osc_setup(void)
/////////////////////////////////////////

vitroriamario: esse perdeu a consciência
Olhar Comum í» Arquivo í» um weblog, blog ou blogue | gilsoncamargo.com.br/blog/?p=359
[“¦] fonte: post de Guilherme Soares em Hackeando Catatau [“¦]
Mathieu Struck: obrigado pela visita e comentário.
de todo modo, não é “meu” blog e sim da Orquestra Organismo e de um maluco (que de vez em quando aparece) chamado Occam 🙂
abraços,
Bourges: Olá meu caro,
Teu blog é puro, simples, sem firulas”¦ bom, gostei.
gilson: quá quá quá
totum dominatum est!
Mathieu Struck: não passei na frente dele quando fiz esta sessão de fotos.
gostaria de produzir imagens dentro do sanatório (de fora, o complexo parece ser impressionante – em todos os sentidos).
haroldo: de fato! mas e o sanatório bom retiro, de tão ingrata lembrança?
calma, pessoal! pega leve!
Mathieu Struck: curiosamente, nenhuma das imagens foi cortada, embora tenham decorrido de um “corte”, via seleção da cena para o fotograma.
a primeira imagem foi tirada com uma 50 mm fixa 1.8. a terceira imagem com uma zoom 28-75 4.5.
A imagem do meio (quer dizer, o primeiro frame dela) não lembro, mas possivelmente com a zoom também.
em todas, a distância focal das lentes foi multiplicada por 1,6, em razão do tamanho do sensor digital.
sobre os temas retratados, a primeira imagem, aliás, é de uma belíssima casa modernista dos anos 50 recentemente demolida no Bom Retiro (e clandestinamente).
valeu, joão!
glerm: Interessante descobrir agora pela fala da moça da esquerda, que a figura andrógina da direita é um rapaz. Isso torna possível que a “terapia” entre o casal vá até as últimas conseqüencias – uma reprodução. “Renascimento”, mas nada de yin, yang, jung, iching. Soma 1+1 e vai somando (1+1=2/1 -> prove). Tudo é somático (antropomórfico – pois tudo é uma antropoforma). O resto dessa divisão é o limite – tende a zero. Cabe + 1? A palavra dirá, renascerá, mas a soma ja falava por si, sem palavras.
muito louco: biiiiiiiiiiiiiiiiiiiitch motherfucker
vai tomar no stit
rfrcwdcetwkqwekfnwjkjkbgvg
jujjjujjjujjjujujj
Shana: e aí, tudo bom com vocês? A galera do ruido ta organizando uma festa numa segunda feira dia 13 de agosto, pois vai vir uma banda dos estados unidos querendo tocar e o encontro será no Wonka. Eu, Shana , fiquei com a curadoria de uma exposição coletiva, com artistas de diferentes áreas, enfim, eu curto um monte o trabalho de vocês e queria saber se tem interesse em fazer algo, todo mundo quer que o organismo participe! tenho prazo curto, tentei ligar pra vc glerme mas não consegui!
beijos!
glerm: a moça tem uma cicatriz na bochecha. se ela não vê é porque está de olhos fechados. mas quem são os tais “vocês”? alguém que não está aqui agora?
haroldo: se a vida for um jogo, supôe-se que a morte seja o seu final. quem chega na frente -pode-se crer- que não é o que mais se diverte.
jogo bom é a peteca, não a copiada do volei, mas a dos índios em que a onda é não deixar ela cair. quem já jogou sabe.
Francynne: Olᔦ.
As fotos ficaram maravilhosas,Parabéns belo trabalho!
..__>>LaboratóriO_rquestra{Texto í» BLOG e*0u n.1 = vincos na testa da anti-heroína, lágrimas dââ?¬â?¢ um anti-herói. | organismo.art.br/blog/?p=2228
[“¦] – Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. Alvejei mira em árvores no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. Daí, vieram me chamar. Causa dum bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser – se viu -; e com máscara de cachorro. Me disseram; eu não quis avistar. Mesmo que, por defeito como nasceu, arrebitado de beiços, esse figurava rindo feito pessoa. Cara de gente, cara de cão; determinaram – era o demo. Povo prascóvio. Mataram. Dono dele nem sei quem for. Vieram emprestar minhas armas, cedi. Não tenho abusões. O senhor ri certas risadas”¦ Olhe: quando é tiro de verdade, primeiro a cachorrada pega a latir, instantaneamente – depois, então, se vai ver se deu mortos. O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora a dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucuia. Toleima. Para os de Corinto e do Curvelo, então, o aqui não é dito sertão? Ah, que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade. O Urucuia vem dos montões oestes. Mas, hoje, que na beira dele, tudo dá – fazendões de fazendas, almargem de vargens de bom render, as vazantes; culturas que vão de mata em mata, madeiras de grossura, até ainda virgens dessas lá há. O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães”¦ O sertão está em toda a parte. [“¦]
glerm: [“¦]
Humano: Sempre achei que partisse de meu Deus a esperança do amanhecer, dos dias melhores, mas que esperança é esta? A vida não é um jogo. Ela simplesmente é. Não preciso mais da sua proteção e do seu julgamento. Não preciso do Bem e do Mal. Do medo ou do orgulho. Do despotismo autoritário do meu”¦ “SENHOR”! Da suposta “ORDEM”! A morte faz parte da vida e se você é o todo pode ser também a morte. MORRA!
(esfaqueia Deus, ergue o coração)
Todos: Malditos somos nós tentando ser nós mesmos!
[“¦]
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1504


Valores
* colaboração
* descentralização
* diversidade
* liberdade
Princípios
(artifícios intelectuais para caminhar dos valores í s práticas)
* agilidade e invisibilidade sem crise;
* autonomia de ação;
* ausência de níveis hierárquicos de decisão;
* ausência de centro determinado de atuação e produção;
* comunicação multidirecional, veloz e ampliada por ferramentas digitais;
* desobediência civil como re-existência;
* explorar estados alterados de consciência;
* ênfase em processos abertos, documentados e visíveis publicamente;
* humanização das relações entre pessoas;
* multifoco;
* otimização de recursos;
* respeito, confiança e benefício mútuo;
* redundância positiva;
* rotatividade de funções e atribuições;
* tomada de decisão por consenso;
* valorização e respeito aos processos subjetivos;
* ‘dar tempo ao tempo’
Atores
* o abacaxi
* conselho deliberativo
* conselho consultivo
Processos
Ação interna
* institucional;
* burocrática;
* comunicação;
* documentação (banco de dados com how-to);
* planejamento;
* captação de recursos;
* desenvolvimento e finalização de projetos;
* remuneração;
* produção (quem vai varrer a casinha?);
Ação interconexões
* relacionamento com gringos
* relacionamento com mov. sociais
* relacionamento interno
* relacionamento com .gov
* descobertas
Ação publicação e difusão
* Periódicos
o cadernos submidiáticos
o pub
o distribuição web
o print on demand
* Edições
o traduções
o coleções BR
o livros BR
o distribuição web
o print on demand
o distribuição parcerias
* Selo
o álbuns completos
o coleções
o programas de rádio
o transmissão
o distribuição
Ação metodologia e projetos:
* captação
* execução
* formato de projeto
* manutenção do banco de projetos
* banco de dados de metodologias de oficina
Ação plataforma tecnológica:
* planejamento
* desenvolvimento
* uso
Ação política:
* ação direta
* crítica teórica
* políticas públicas
* prática radical
Ação arte, pesquisa e exploração:
Exemplo de Caso: desencontro + upgrade
1.surge um edital emergência
2.discussão pública
3.pequeno grupo focado reage com agilidade
4.tempo (espera)
5.ganha edital
6.convite pra concretizar
7.decisão
canção:


bablabalbalbblablabalblablabla
blablablablabalbambbmoiwnanan
bmeambemb
bae brei boe a boanra orin rgn rigo rgi dgm:
jpojpojpojpojposjfaopsjfajfo\jg\jb w\]mnbonbws\objsp]ojbpo]s\jb]a\o]SAÂJbn]\sojvspojdjsd\oçjv]sO|jkv]osj\kvs\ojvm\mv\svm \vs\mvsodvnsodv sdomvdo\vmv xvps\djopm jvxjvpovbjxl mpsodvjpo çlzjvm ojvsvsdojvpsd\ ojvposjvcsp jvpojvpso jvpodvpo ojvsopvdp\dz;lnv \dv n pivjvdv çknvd lvçljv\d çozjdvovz ojcvpojvda\ipv ovopjdvopj çojvcojí± iopjv sdopjv c oncvin\aodv pojcvopjsvodi opijvopjv\n pov jpdvjodv\ opasdv\p oçjdvopjvõpv opjdvopdvopv jcn okfdsojf ljfopsj jvdjvs\ pojvozx jvçjvcxjopsdm soçjvposjv pozjfosje jfopjpfo kzdjfosjdvc osjvp ojvdops oxjfvosjv jvpsvjpjv ioj oizxjvops\jdv sjvops\djv sjvpos\djvp\ posjfdv ozxjvsop sodjvp fjpsdjjvopsd vjpo lzdfjvlçxd opsdjvsç nvsjvp\n o jvsjv jvopsd\jvops\ osjvpos\zdjvpsz posjvpos\djv vsdjpv vopsdjv zifvjpv jvpsojvpso pjvpos ljvpos\jv lz\jvcpoa\jv opzjvpoj çjopvjo\av vzlçojvps\ opjvpdos\jvpois jvnilshv znvcoizsdv hvcosnmcv .\jp oivnls\hv klihc ch oçiznl\shv çlzvhnoi\shv jpoxjdv vsjvpizsoj c hsoidvz ojvklsjdv lsvhjoiswjfilszhfyoz\gtvbz7t m nvxlkhnvoil khvozshdvo ksfhvlsnv ishdvklsdnv xkzvhiosd\nv hjvos\z izhcv \nzs iuzvhois\d ihfoish sui hvdoiszv zhvidsz xk j ihvjio\v isjvi a\vlk n kmvsdopijkv hvshv ahvisd lhvisd kxdvjs zkvniosjhv vjcsidjv a\hv lsvn lv hx ovhniosvn f is\hvis\nv ios\vhjksl\ ishjvkx p\gvb vlknskzdnv lszjvls jdpofkl nvcls
autor:Guilherme Soares
Um weblog, blog ou blogue é uma página da Web cujas atualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo gênero de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.
O weblog conta com algumas ferramentas para classificar informações técnicas a seu respeito, todas elas são disponibilizadas na internet por servidores e/ou usuários comuns. As ferramentas abrangem: registro de informações relativas a um site ou domínio da internet quanto ao número de acessos, páginas visitadas, tempo gasto, de qual site ou página o visitante veio, para onde vai do site ou página atual e uma série de outras informações.
Os sistemas de criação e edição de blogs são muito atrativos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los.
A Deutsche Welle premia a cada ano os melhores weblogs internacionais em onze categorias no evento The Bobs – Best of Blogs.
História
Jorn Barger, autor de um dos primeiros FAQ – Frequently Asked Questions, foi o editor do blog original robotwisdom e concebeu o termo – “weblog” – em 1997, definindo-o como uma página da Web onde um diarista (da Web) relata todas as outras páginas interessantes que encontra. O blog de Barger tem uma aparência diferente dos atuais e ainda hoje mantém a mesma interface de quando foi criado. O termo foi alterado por Peter Merholz, que decidiu pronunciar “wee-blog”, que tornou inevitável o encurtamento para o termo definitivo “blog”. Rebecca Blood, pioneira no uso de blogs, relatou suas experiências, explicando que em 1999, os blogs eram distintos tanto em forma como conteúdo das publicações periódicas que os precederam (ezines e journals). Eles eram rudimentares em design e conteúdo, mas aqueles que os produziam achavam que estavam realizando algo interessante e decidiram ir adiante. Os blogueiros referenciavam entradas interessantes em outros blogs,normalmente adicionando suas opiniões. Créditos eram concedidos a um blogueiro individual quando outros reproduziam os links que este havia encontrado. Devido í freqüente interligação entre os blogs existentes na época, os críticos chamaram os blogueiros de incestuosos, que por sua vez sabiam que amplificavam as vozes uns dos outros quando criavam links entre si. E assim a comunidade cresceu. Os blogueiros pioneiros trabalharam para se tornar fontes de links para material de qualidade, aprendendo a escrever concisamente, utilizando os elementos que induziam os leitores a visitar outros sites.
O panorama mudou quando, naquele mesmo ano de 1999, diversas empresas lançaram softwares desenvolvidos para automatizar a publicação em blogs. Um destes softwares, chamado Blogger, apresentava enorme facilidade para publicação de conteúdo, e com a sua interface privilegiando a escrita espontânea, foi adotado por centenas de pessoas. O conhecimento tecnológico para manutenção de uma ferramenta para publicação na Web passou a não ser mais um requisito. A estrutura técnica era gerenciada pela empresa, que também oferecia a criação de blogs a custo zero, assim como os valores agregados: um item em um blog possui valor de produção irrisório comparado com o de um artigo veiculado na grande mídia. Essa adoção em massa, e a não utilização dos links como o elemento central da forma, causou controvérsia na comunidade original blogueira. Eles acusavam os blogs gerados pelos novos softwares de serem simplesmente diários, e não blogs – e o que representava os blogs “de verdade” eram os links. Alguns achavam que com a seleção criteriosa e justaposição de links, os blogs poderiam se tornar uma importante nova forma de mídia alternativa, agregando informações oriundas de diversas fontes, revelando diferentes pontos de vista e talvez, influenciar a opinião em larga escala – uma visão chamada “mídia participativa”.
Mas a mensagem passou a modelar o meio. No início de 2000, Blogger introduziu uma inovação – o permalink, conhecido em português como ligação permanente ou apontador permanente – que transformaria o perfil dos blogs. Os permalinks garantiam a cada publicação num blog uma localização permanente – uma URL – que poderia ser referenciada. Anteriormente, a recuperação em arquivos de blogs só era garantida através da navegação livre (ou cronológica). O permalink permitia então que os blogueiros pudessem referenciar publicações específicas em qualquer blog. Em seguida, hackers criaram programas de comentários aplicáveis aos sistemas de publicação de blogs que ainda não ofereciam tal capacidade. O processo de se comentar em blogs significou uma democratização da publicação, consequentemente reduzindo as barreiras para que leitores se tornassem escritores.
A blogosfera, termo que representa o mundo dos blogs, ou os blogs como uma comunidade ou rede social, cresceu em ritmo espantoso. Em 1999 o número de blogs era estimado em menos de cinqüenta; no final de 2000, a estimativa era de poucos milhares. Menos de três anos depois, os números saltaram para algo em torno de 2,5 a 4 milhões. Atualmente existem cerca de 70 milhões de blogs e cerca de 120 mil são criados diariamente, de acordo com o estudo State of Blogosphere[1]. O estudo revela que a blogosfera aumentou em 100 vezes nos três últimos anos e que atualmente ela tende a dobrar a cada seis meses. Esse aumento significativo no número de blogs ao longo dos anos, fez com que a grande mídia desse maior importância ao fenômeno: entre 1995 e 1999 apenas onze artigos jornalísticos sobre blogs foram publicados. No ano de 2003, estima-se que 647 artigos foram publicados.
Provavelmente a maior diferença entre os blogs e a mídia tradicional é que os blogs compõem uma rede baseada em ligações – os links, propriamente. Todos os blogs por definição fazem ligação com outras fontes de informação, e mais intensamente, com outros blogs. Muitos blogueiros mantêm um “blogroll”, uma lista de blogs que eles frequentemente lêem ou admiram, com links diretos para o endereço desses blogs. Os blogrolls representam um excelente meio para observar os interesses e preferências do blogueiro dentro da blogosfera; os blogueiros tendem a utilizar seus blogrolls para ligar outros blogs que compartilham os mesmos interesses.
[editar] Blogueiro
Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete: blogueiro
Blogueiro é um palavra utilizada para designar aquele que escreve em blogs. O universo dos blogueiros (a soma de tudo o que está relacionado a este grupo e este grupo em si) é conhecido como blogosfera.
No dia 31 de agosto, comemora-se o Dia do Blog, que se propõe a promover a descoberta de novos blogs e novo blogueiros.

[editar] Ver também
* Flog
* Vlog
* Blogosfera
* Blogs educativos
[editar] Referências
”
envolvido para não mais sorrir
apenas escancarar as narinas
e atingir o orgasmo néonatal
conchas eletroacústicas
sístoles e diástoles
em favor do caosmas não seriam todos os seres do sonho
espectros oníricos, fantasmagóricos,
alegorias, simbólicos,
e daí um corte arbitrário de separar e classificar
como pornográfico apenas esse corte aquieu que não existo,
mas que não páro de me sentir”Guilherme Pilla



Confira aqui fotos do espetáculo e outros documentos em produção colaborativa a partir de 27/07/2007.
Clique aqui para ver as fotos de Gilson Camargo, em Olhar Comum.
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Da nau fervia o prélio, e ao divo Aquiles
Vem Patroclo a verter cálido choro,
Como de celsa rocha em fio brota
Fundo olho d’água. Comovido o encontra
O amigo velocípede: “Patroclo,
Pranteias molemente? És qual menina
Que, da mãe apressada após, retêm-na
Pelo vestido, e em lágrimas olhando,
Insta-lhe até que em braços a receba.
Aos Mirmidões, a mim, que novas trazes?
Veio de Ftia um núncio? Vivem, consta,
Menetes e Peleu, cujo trespasso
Tinha de entristecer-nos. Ou lamentas
Os que ante as cavas naus ingratos morrem?
Não me ocultes, amigo, as mágoas tuas.”
Gemente assim Patroclo: “Não te agastes,
Aqueu sem par; dor grave oprime os nossos:
Os mais valentes já feridos jazem,
De lança o Atrida e Ulisses, e frechados
Na coxa Eurípilo e no pé Diomedes.
Médicas mãos os curam cuidadosas;
Mas não se dobra teu rancor, Pelides.
Nunca ira tal me cegue, herói funesto!
Quem mais em teu valor fiar-se pode,
Quando não livras da ruína os Gregos?
Nem te gerou, cruel, Peleu nem Tétis;
Filho és do turvo mar, de broncas penhas.
Se agouros temes, se de Jove arcanos
Declarou-te a mãe deusa, ao menos dá-me
Teus Mirmidões, e aos nossos lume escasso
Talvez serei. Tua armadura emprestes:
Crendo-te em liça os Teucros, é factível
Cessem do assalto, e aos márcios Gregos deixem
Útil breve respiro em tanta lida;
Frescos nós outros, o inimigo lasso
Fácil do campo e naus rechaçaremos.”
Ai! Néscio implora, e o fado e a morte chama.
Suspira Aquiles: “Como! Eu, bom Menécio,
De agouros me temer! De Jove Tétis
Nada me revelou. Mas dói-me o agravo
De um prepotente par, que o prêmio ganho
Por minha lança na invadida praça,
A jovem bela escrava, arrebatou-me;
Dói-me sim que esse Atrida ma tirasse,
Como das mãos de ignóbil vagabundo.
Olvide-se o passado, nem perpétuo
Âdio quero nutrir: de não depô-lo
Voto fiz, sem primeiro í minha esquadra
Chegar o estrondo e a pugna. O arnês que pedes,
Veste-o, conduz os Mirmidões fogosos:
De Teucros nuvem basta as naus circunda;
Pouca ourela da praia aos Dânaos resta;
ílio em peso concorre e afouta inunda.
Oh! Não vêem mais luzir meu capacete:
Se o rei me fora justo, em fuga tinham
O fosso de cadáveres enchido;
Ora, opugnando, o exército encurralam.
Não mais braveja a Diomédea lança,
Os Dânaos resguardando; a voz calou-se
Das goelas do Atrida abominável:
A de Heitor homicida aos seus troveja;
Guerreiros vivas o triunfo aclamam.
Sus, Patroclo, das naus remove a peste,
Anda, acomete; a frota não se abrase,
Que nos deve repor na doce pátria.
Ouve e do meu conselho não te olvides,
A fim que honras os Dânaos me prodiguem,
E a cativa gentil me restituam
Com magníficos dons: repulsos, volta;
Embora o esposo altíssimo de Juno
Te apreste a glória, os bélicos Hectóreos
Não combatas sem mim, que me é desdouro;
Nem ávido exultando na carnagem,
Aos muros de ílio o exército avizinhes;
Pois descerá do Olimpo um dos Supremos,
Talvez o Longe-vibrador que os ama.
Salva as naus e retorna; eles pleiteiem
Em raso campo. Â sempiterno Padre,
Minerva e Apolo, a morte a nenhum Teucro
E a nenhum Grego poupe; escapos ambos,
Sós ílio sacra derribar nos caiba.”
De rojões, entretanto, Ajax vexado,
Mal se sustinha, que o domava Jove
E o dardejar contino; em torno í s fontes
O elmo hórrido rouqueja, que o brilhante
Artífice cocar alvo é dos tiros.
Do pavês o ombro esquerdo já tem lasso,
Mas quedo apara a chuva de arremessos;
De anélito açodado, os membros todos
Escorrendo em suor, nem resfolgava,
Aumentando um perigo outro perigo.
Musas do Olimpo, recontai-me como
O fogo se ateou na Argiva armada.
Onde a espiga se encava, de montante,
Corta o Priâmeo o freixo ao Telamônio,
Que mutilado vibra hastil inútil,
E cai no chão tinindo a cúspide ênea.
Treme o indômito Ajax reconhecendo
Que obra é celeste, que o senhor do raio
Decide e quer aos Teucros a vitória;
Enfim recua. A infadigável chama,
Remessada ao baixel, inextinguível
Pega de popa a proa; então veemente
Bate Aquiles na coxa: “Eia, Patroclo,
Vejo lavrar tenaz o hostil incêndio;
Não se nos tolha o meio í retirada;
Já já te arneses, e eu reúno as hostes.”
Cinge o Menécio deslumbrante saio;
Com prata afivelando, as finas grevas
Ajusta í s pernas; estrelada e vária
Aos peitos liga a do veloz Pelides
Érea couraça; o claviargênteo gládio
Pendura; o grã pavês, sólido ombreia;
Põe í forte cabeça o casco insigne,
De nutante penacho e horrente crista;
Válidas lanças a seu pulso adapta,
Que a do Eácida exímio, por disforme,
Argeu nenhum, só ele, manejava:
Cortou Quiron seu freixo no alto Pélion,
De heróis futuro dano, a Peleu dado.
A Automedon manda aprontar o coche,
A quem mais preza após o rompe-esquadras,
Pajem fiel, no afogo das batalhas.
Este junge os ligeiros Xanto e Bálio,
Ao vento iguais: Podarga harpia, ao sopro
De Zéfiro num prado os concebera
Junto ao rio Oceano. Ata í boléia
Com imortais corcéis Pédaso fero,
Preia de Aquiles d’Eetion nos muros.
O filho de Peleu, de tenda em tenda,
Arma os seus. Quando crus vorazes lobos,
O estômago a instigá-los, dilaceram
Montês cervo ramoso, em alcatéia,
Rubros os queixos, com delgadas línguas
Lambem de cima a funda escura fonte;
E, teso o ventre, a impar, cruor vomitam,
Mais gana inda os instiga e os acorçoa:
Dos Mirmidões os príncipes, não menos,
O amigo audaz famintos e animosos
Do Eácida ladeiam, que os ginetes
E adargados belígero afervora.
Cinqüenta lestes naus a Tróia Aquiles,
Caro ao Satúrnio, trouxe, com cinqüenta
Remos em cada uma, e a cabos cinco
Diviso o mando, presidia a todos.
Menéstio encouraçado era o primeiro,
Que a Espérquio rio, gênito de Jove,
Polidora pariu, de Peleu filha,
Gentil mulher que ao deus se unira assíduo:
Nado o criam de Bóros Periério,
Que lhe esposara a mãe com dote imenso.
Era Eudoro o segundo, que houve oculta
A de Filas garbosa Polimela:
O Argicida Mercúrio amou-a, vendo-a
Cantos guiar e danças da auri-archeira
Diana estrepitosa, e manso ao quarto
Subindo virginal, teve este egrégio
Rápido campeão; mas, dês que ao lume
Do sol o deu cruíssima Ilitia,
Casou com Polimela o Actório Equecles,
Dotando-a com mil dons: o avô cuidoso
O criou como seu. Era o terceiro
Pisandro Memalides, que excedia
Na lança os Mirmidões, Patroclo exceto.
Quarto, o équite Fênix; era o quinto
Alcimedon famoso Laerceio.
Tudo Aquiles ordena, e diz severo:
“Não vos esqueça, Mirmidões, que a bordo
Ameaçáveis os Troas; que freqüente,
Condenando meu ódio, me exclamáveis:
– De fel a mãe te amamentou, Pelides;
Tirano, os sócios í inação constranges;
Pois que a ira fatal caiu-te n’alma,
De volta í casa o pélago sulquemos. –
Ei-lo o conflito pelo qual bramíeis:
Quem tiver coração, corra aos Troianos.”
A voz régia afogueia as filas todas.
Como, a prova dos ventos, o arquiteto
Em parede superba ajunta as pedras;
Ajuntam-se, elmo a elmo, escudo a escudo,
Lado a lado, os varões: tocam-se e ondeiam
Indistintos penachos e cocares.
Sós dois, Patroclo e Automedon, concordes
Em ferir a batalha, os precediam.
Vai logo í tenda Aquiles, abre a tampa
Da que a mãe argentípede, í partida,
Lhe dera arca louçã, de agasalhados
Capotes cheia, e túnicas e mantas
E tapetes felpudos: copa tira
De alto lavor, em que ele só bebia
E a Jove só libava; com enxofre
Untada a expurga e em água a purifica;
Também lavando as mãos, purpúreo vinho
Despeja, e em meio dos guerreiros posto,
Nos céus a vista, ao fulminante Padre,
A seus rogos atento, assim brindava:
“Jove Pelasgo, tu que longe habitas
E imperas em Dodona hiberna e fria,
Dos Selos teus intérpretes cercado,
Que de pés andam nus e em terra dormem,
Perfaze ora os meus votos, já que os Dânaos
Por honrar-me afligiste: eu permaneço,
E de muitos í testa envio o sócio;
Dá-lhe vitória, altíssono, e a coragem
No peito lhe confirma; Heitor aprenda
Se é de si forte o amigo, ou se invencível
É só quando combate í minha ilharga.
Mas, depois que do assalto as naus liberte
E do tumulto, incólume aqui volte,
Com meu arnês inteiro e os meus soldados.”
Previsto Jove, anui somente em parte:
Salve Patroclo as naus, mas não se salve.
Depois que liba súplice, o Peleio
Entra na tenda, e a copa na arca fecha;
à porta volve, e espectador ainda
Quis ser da atroz mortífera batalha.
Como Patroclo bizarro as hostes marcham,
Té que aos Troas remetem corajosas.
Quando as vespas, que encelam-se na estrada,
Insensatos meninos irritando,
Público mal preparam buliçosos,
Por descuido se as toca o viandante,
Elas com forte coração rebentam
Em defesa do enxame: assim prorrompem
Os Mirmidões, e a cuquiada ruge.
Grita Patroclo: “Â sócios do Pelides,
De quem sois recordai-vos, com façanhas
Esse herói dos heróis honremos hoje:
O amplo-dominador confesse a culpa
De agravar o fortíssimo dos Gregos.”
Com tal estímulo, adensados ruem;
Das naus em torno o alarma horrível soa.
Vendo ao Menécio coruscar nas armas
E o mesmo auriga, trépidos os Teucros
Se desconcertam; cuidam congraçado
O Eácida veloz, e olhando em roda
Cada qual busca efúgio í instante Parca.
Patroclo estréia, com fulgente lança,
Onde mais tumultuam, junto í popa
Do Grã Protesilau: fere o armo destro
A Pericmeu, que os équites Peônios
Caudilha de Amidon e do íxio largo;
Vai de costas, no pó gemendo rola,
E a flor de seus espavoridos fogem.
Remove e extingue o fogo, e atropelados
Da nau já semi-ardida os Frígios deita:
Por entre as outras, com ruído enorme
Derramando-se os Dânaos, os repulsam.
Se alquando espalha Júpiter fulgúreo
O negrume do cimo da montanha,
Aberto o máximo éter, aparecem
Rocas, píncaros, bosques; tais os Dânaos,
Livres do incêndio, um pouco respiraram:
Porém dura ainda a pugna; que os Troianos
Costas não davam todos, mas forçados
Iam deixando o campo e resistindo.
Cada chefe um contrário acossa e mata.
Logo a bronze o Menécio de Areilico
Fratura o fêmur e o debruça em terra.
A Toas, que do peito arreda o escudo,
Prosterna Menelau. Na arremetida,
Meges lanceia a perna, onde há mais polpa,
Ao nobre Anficlo, e os nervos lhe descose;
Letal escuridão lhe cega os olhos.
Antíloco Nestório de érea ponta
A Atínio espeta o lado e o prostra. Máris,
Ante o fraterno corpo, ao Grego vibra;
Mas Trasimedes, prevenindo o golpe,
No ombro lhe mete a cúspide, e lhe corta
Os músculos do braço e o osso escarna:
Baqueia Máris em medonha treva.
E dois irmãos a Dite assim remete,
Ambos hasteiros, a Sarpédon caros,
Filhos de Amisodar, que, infensa a muitos,
A Quimera nutria insuperável.
Na baralha a Cleóbulo impedido
O Oiliades empolga, e na garganta
Lha ensopa toda e em sangue a espada aquece:
Purpúrea morte o imerge em noite escura.
Lícon e Peneleu, que se entrechocam,
Botes errando, í s lâminas recorrem:
Lícon no hostil cocar imprime o gládio,
Que pelo punho estrala; sob a orelha,
Peneleu de um revés lhe fende o colo,
E a cabeça, da pele só retida,
Lhe dependura e os órgãos lhe desata.
Merion desenvolto após Acamas,
Ao montar, o escalavra no ombro destro:
Ofusca-se-lhe a vista e rui do coche.
De pique atroz Idomeneu, de Erimas
Por sob o cérebro atravessa a boca,
Racha alvos ossos e desloca os dentes:
Os olhos dois infiltram-se de sangue,
Sangue das ventas bolha e abertas fauces;
Da nera morte o envolve a nuvem baça.
Cada herói Grego assim talha uma vida.
Como lobos roazes que, de espreita,
A mães roubam cabritos ou cordeiros,
Cujo pastor os descuidou no monte,
E aos balantes imbeles despedaçam;
Dão sobre os Troas, que olvidando o brio,
Só na horríssona fuga se afiúzam.
Ansioso o grande Ajax a Heitor procura;
Que, adargando experiente os ombros largos,
Dos tiros o zunido ou silvo observa,
E inclinada a vitória, inda constante
Vela nos companheiros. Qual do Olimpo
Ao céu vai nuvem, se o nimboso Padre
O éter sereno tolda, as naus expedem
O trépido Tumulto: os de Heitor passam
Em debandada, e os rápidos ginetes
Apartam-no dos seus, que o fosso embarga.
Quantos corcéis, na escarpa escorregando,
Quebram temões, donos e coches largam!
Uns alenta o Menécio, outros acossa
Com ignito furor: em gritos fogem,
As estradas enchendo, e os corredores,
Por turbilhões de pó que os ares turvam,
Das naus e tendas í cidade voam.
Trota e se envia onde há maior distúrbio,
E minaz urra: sob os eixos muitos
Rolam dos voltos clamorosos carros.
Os imortais ungüíssonos dos deuses,
Dom preclaro a Peleu, transpõe o fosso
De um pulo; e de ir o impulso tem Patroclo
Sobre Heitor, que é de biga arrebatado.
No outono, quando Júpiter, sanhudo
Contra o julgar dos homens que a justiça
Do foro banem sem temor dos numes,
A negra terra agrava de chuveiros,
Com tal fúria desfecha, que em dilúvio
Rios dos montes, sementeiras e agros
Arrasando, a gemer se precipitam
No vasto mar purpúreo: assim nitrindo
Iam na desfilada as Teucras éguas.
Rotas as hostes, para as naus Patroclo,
De ílio tolhendo o ingresso desejado,
As repulsa, e entre a praia e o Xanto e o muro
Gira a vingança e a morte. Nu de escudo
Fere a Pronos o peito; os membros laxa,
E fragoroso expira. De outro bote
Prostra o Enópio Testor, que perturbado
No assento encolhe-se e demite as rédeas:
Pela destra maçã lhe fisga os dentes,
A si contrai a lança; e, qual se pesca
De linha e anzol, de cima de um rochedo,
Grã sacro peixe, pela boca hiante
Do carro abaixo o tira inanimado.
Joga uma pedra a Eríalo que arrosta,
O elmo parte a cabeça racha em duas;
Por terra se debruça, e a morte o cinge.
Patroclo, um após outro, ao chão derriba
A Erimas e Anfotero, Epalte e Pires,
Équio e Ifeu, Tlepolemo Damastório,
A Polímelo Argeiades e Evipo.
Dele Sarpédon vendo os seus domados,
Repreende os nobres Lícios: “Que vergonha!
Onde, Lícios, fugis? Como sois ágeis!
Corro a provar o armipotente braço,
Que a tantos campeões tolhe os joelhos.”
Do carro eis salta e apeia-se Patroclo.
Quais, de bico recurvo e garra adunca,
Sobre alta penha aos guinchos dois abutres,
Travam-se eles gritando. – Ao contemplá-lo,
Para a consorte e irmã suspira Jove:
“Dos homens o mais caro, ai! Meu Sarpédon,
à lança do Menécio está votado:
Hesito n’alma se na Lícia o ponha,
Subtraído ao combate lutuoso,
Ou se ao cruel destino o deixe entregue.”
Mas a augusta olhitáurea: “Que proferes,
 formidável Júpiter? Salvares
Mortal í triste Parca já fadado!
Salva-o, porém do Céu não tens o assenso.
Digo mais, e reflete, í pátria vivo
Se envias teu Sarpédon, outros numes,
Da injustiça irritados, hão de os filhos
Muitos livrar que ante ílio estão pugnando.
E do teu predileto se hás piedade,
Mal do Menécio a mão do alento o prive,
Consente í Morte e ao Sono que o transportem
à opulenta alma Lícia: irmãos e amigos
Façam-lhe exéquias e lhe sangrem pios
Túmulo e cipo, aos mortos honra extrema.”
O pai de homens e deuses resignou-se;
Mas pelo filho, a quem da pátria longe
Na feraz Tróia imolará Patroclo,
Asperge a terra de sanguíneo orvalho.
Já se contrastam; mas Patroclo ao bravo
Pajem do rei Sarpédon, Trasimelo,
Vulnera no imo ventre e solta a vida.
Sarpédon brande a lança impetuosa,
E o golpe errado a pá direita fere
De Pédaso corcel, que em vascas geme
Na arena a espernear e arcando expira.
Xanto escouceia e Bálio; o jugo estala,
E as bridas se embaraçam no que atado
Ao temão jaz no pó. Na afronta, o hasteiro
Automedon provê: de Junto í coxa
Robusta saca a lâmina aguçada,
E ao da boléia presto aos loros talha.
Direita a imortal biga ao freio acode.
Aos dois rói nova sanha e fogo novo:
Inda a Sarpédon falha a cúspide ênea,
O ombro só roça esquerdo; mas certeiro
Patroclo o pique lhe enterrou por onde
O coração as víceras torneiam.
Como o carvalho, ou choupo ou celso pinho,
Para naval fabrico, ao truz desaba
De afiada secure; ante os cavalos
E o carro jaz, e o pó sanguíneo apalpa,
Os dentes a estrugir. Qual fulvo touro,
Soberbo entre a flexípede manada,
Sob os colmilhos do leão morrendo,
Muge, inda se debate; assim, vencido,
Gemente o rei dos adargados Lícios,
A bracejar, o camarada chama:
“Diletíssimo Glauco, mais que nunca,
Mostra o que és, sê pugnaz, o mando assume.
Por Sarpédon concita os cabos todos
A pelejar; tu mesmo a lança enrestes.
Infâmia e opróbrio te será perpétuo
Os Gregos despojarem-me o cadáver,
Onde os Lícios heróis as naus disputam.
Eia, as tropas inflama, inabalável.”
Cala, afila o nariz e empana os lumes,
Revolto em morte. O Aqueu lhe calca os peitos,
A cúspide lhe saca e entranhas e alma.
Os Mirmidões retêm corcéis que vagam
Açodados, sem coches nem senhores.
De Sarpédon a voz contrista a Glauco,
Nem este lhe valeu, que na mão preso
Tinha o braço, e a frechada o confrangia
Do Aquivo Teucro na mural contenda;
Mas ora a Febo: “De ílio, ou da possante
Lícia, Escuta-me, ó nume arcipotente;
Queixas em qualquer parte e rogos ouves
De afligido mortal: picadas sinto
Lancinantes, o sangue não se estanca,
O ombro é pesado, o pique mal sustento.
Nada posso compreender; mas jaz Sarpédon,
Sem que ao valente filho acuda Jove.
 rei, sequer me sara esta ferida,
Alivia-me, a fim que esforce os Lícios
E o cadáver eu mesmo lhe defenda.”
Benigno Febo, as dores já lhe acalma,
Veda o sangue e o robora. Exulta Glauco
Da proteção do deus; primeiro os chefes
Lícios procura, e a cheio passo aos Teucros
Agenor se dirige e Polidamas,
Mais a Eneias e Heitor, e a este exprobra:
“Sócios esqueces que da pátria e amigos
Longe perecem, nem salvá-los queres!
Sarpédon morto jaz, da Lícia apoio,
Valoroso, eloqüente e justiceiro;
Pelas mãos do Menécio o prostrou Marte.
Indignai-vos, consócios, de que o dispam
E insultem Mirmidões, vingando irosos
Aos que ante as naus a botes aterramos.”
Lavra um luto geral; que, estranho embora,
Esteio era de Tróia, e o mais galhardo
Entre os galhardos Lícios. Por Sarpédon
Chameja e os guia Heitor; Patroclo, os Dânaos,
Instigando os Ajax de si fogosos:
“Vós Ajax, dantes sempre os mais estrênuos,
Hoje aos Teucros. O herói que entrou primeiro
No Graio muro, em terra está, Sarpédon.
Possamos nós despi-lo e encher de afrontas,
A bronze escarmentar os que se oponham!”
De estímulo os Ajax não careciam.
Uns e outros firmam-se em renhida pugna,
Teucros e Lícios, Mirmidões e Aquivos,
Com medonho alarido e fragor de armas.
Para estrago maior em torno ao corpo
Do amado filho, Júpiter estende
Lôbrega noite sobre o atroz conflito.
Olhinegros Aqueus primeiro afrouxam,
Ferido um Mirmidon não lerdo, prole
De Agacles valoroso, Epigeu divo,
Que em Budeia magnífica imperava,
E morto um primo audaz, súplice veio
A Tétis argentípede e ao marido,
Que a Tróia em poldros fértil o enviaram
Do seu rompe-esquadrões na comitiva:
Sobre Sarpédon quando a mão já punha,
De uma pedrada o elmo Heitor partiu-lhe
E em duas a cabeça; do cadáver
Descai por cima, e a feia Parca o cinge.
Qual açor caça a gralhos e estorninhos,
Entre os primipilares, anojado
Pelo defunto sócio, tu Menécio,
De chofre dás nos Lícios e Troianos,
De seixo a Atenelau Itemeneides
Os tendões rompes da cerviz; recua
Com seus primipilares o Priâmeo:
Quanto, ou no jogo ou na homicida guerra,
Alcança um tiro de esforçado pulso,
Ganham tanto os Aqueus e os Teucros perdem.
Glauco o primeiro se voltou, matando
O caro filho de Calcon, Baticles,
De Hélade opulentíssima habitante
E o Mirmidon mais rico: este após ele,
Já quase o apanha; de repente o Lício
Vira-se e a lança embebe-lhe no seio:
Ao baquear do braço, um grito soltam,
Com mágoa os Dânaos, com prazer os Troas,
Que em derredor se apinham; mas briosos
Vêm de encontro os Aqueus. Merion derriba
O audaz Laogono, de Onetor progênie,
Do Ideu Jove ministro e um nume ao povo;
Sob a orelha e a maxila o fere e prostra:
A alma afunda-se logo em treva horrenda.
O Anquíseo a Merion dispara, crendo
Sob o escudo o enfiar na arremetida;
Ele previsto se proclina, e o freixo
Por cima zune, enterra-se na areia,
E o conto fixo treme, até que Marte
A fúria impetuosa lhe aquieta,
Pois dardou mão robusta o bote inútil.
E Eneias irritado: “És bom dançante;
Mas o pique, Merion, certeiro fosse,
Que para sempre te afracara as pernas.”
Ao que retorque o hasteiro: “És forte, Eneias;
Mas nem a todos que arrostar-te ousarem,
Tu contes extinguir. Mortal nasceste;
A tocar-te o meu bronze, embora sejas
Na destra afouto, me darias glória,
Tua alma ao rei da lúgubre quadriga.”
Mas o Menécio a Merion censura:
“Que te apresta o falar, valente amigo?
Antes que um morda o pó, com feros nunca
Arredarás os Teucros do cadáver:
O braço í guerra, ao parlamento a língua;
Não palavras, sim obras.” Nisto avança,
Marcha e o ladeia Merion deiforme.
Qual soa ao longe a mata, em fundo vale,
Dos lenhadores aos contínuos golpes,
Ei-los em todo o campo o estrondo excitam
De êneos arneses, bipontudas hastas,
Elmos, lorigas, e broquéis e espadas.
Desconhecera o experto ao Lício cabo,
Desde a cabeça aos pés de pó coberto
E sangue e tiros: cercam-no e vozeiam,
Como em curral, na primavera, moscas
De alvos tarros de leite em roda zumbem.
Júpiter, fitos no combate os olhos,
Medita ansioso de Patroclo o fado:
Se ali sobre Sarpédon o Priâmeo
O imole e dispa, ou se ele a vários inda
Lance no extremo afã. Por fim resolve
Que o fâmulo de Aquiles í cidade
Com matança repila o chefe e os Teucros.
O coração primeiro a Heitor quebranta,
Que í pressa monta e exorta os seus que fujam,
A balança Dial pender sentindo.
Nem os Lícios resistem, vendo em meio
Jazer seu rei de um vasto morticínio,
Pois sobre ele muitíssimos caíram,
Quando o Satúrnio o prélio exasperava.
Despem-lhe as éreas coruscantes armas,
Que í s naus remete o vencedor Patroclo.
Diz a Febo o Nubícogo: “Anda, filho,
De sob os dardos meu Sarpédon ergas,
Puro do negro sangue, a parte, em veia
Limpa o lava, e de ambrosia perfumado
Veste-lhe imortal roupa, e o dá que o levem
Os dois gêmeos cursores Morte e Sono
à opulenta ampla Lícia: irmãos e amigos
Façam-lhe exéquias e lhe sagrem pios
Túmulo e cipo, aos mortos honra extrema.”
Dócil Apolo, do Ida ao campo desce:
De sob os dardos a Sarpédon ergue,
Puro do negro sangue, a parte, em veia
Limpa o lava, e de ambrosia perfumado
Veste-lhe imortal roupa, e í Morte e ao Sono
O dá, que na alma Lícia o depuseram.
A Automedon excita e aos inimigos
Deita o coche Patroclo; e, se os preceitos
Louco não desprezasse do Pelides,
O trespasso evitara. Mas os de homens
Vence o aviso de Jove, que afugenta
E ao forte que instigou tolhe a vitória,
Ao Grego estimulando. – A quem, Menécio,
Derribaste primeiro, a quem postremo,
Quando a morrer os deuses te chamaram?
A Adresto e Equeclo e o Mégades Perimo,
E Autonoo, e Epistor e Melanipo;
Depois a Elaso e Múlio, enfim Pilarte:
Mata-os, os mais persegue. E a de altas portas
à tremebunda lança ajoelhara,
Na grã torre se Apolo não parasse,
Em mal dos Dânaos e a favor dos Troas.
O herói pelo espigão do altivo muro
Três vezes trepa, três a eterna destra
O empurra e bate-lhe o fulgente escudo;
Qual deus indo a investir, minaz o impede
O Longe-vibrador: “Não mais, Patroclo,
à brava lança tua os fados vedam
ílio santa arrasar; compete a braço
Que o teu muito mais forte; ao grande Aquiles.”
Temendo a frecha do agastado Apolo,
Retrograda o Menécio. às portas Ceias
Tem-se Heitor, cogitando se os cavalos
De novo atire í turba, ou clame í s tropas
E as congregue ante o muro; e, enquanto hesita,
Aproxima-se Apolo em forma de ísio,
Tio seu maternal, mas verde e guapo,
De Dimas geração, que í s Frígias margens
Do Sangário habitava, e assim lhe fala:
“Que vil moleza, Heitor! Oh! Quanto em forças
Te cedo, eu te excedesse, que da inércia
Te havia de pesar. Anda, coragem!
A Patroclo os ungüíssonos propele;
Busca matá-lo, e dê-te a glória Febo.”
Disse, e torna í refrega: Heitor ordena
Ao belaz Cebrion que açoute as éguas
E entre em peleja. O deus corre as fileiras,
Turba e assusta os Aqueus, exalça os Teucros.
Despreza os mais Heitor, só trata e marcha
Contra o Menécio, que do coche pula,
Na sestra o pique, na direita um branco
íspero seixo oculto, e forcejando
Errado o joga, mas não foi baldio,
Que acerta em Cebrion, Priâmeo espúrio,
Tendo as rédeas auriga: í s sobrancelhas
O esmecha a pedra e o osso lhe espedaça,
Aos pés vaza-lhe os olhos na poeira;
Ele exânime ao chão vai de mergulho.
E Patroclo a zombar: “Oh! Como é ágil!
De nau saltara no piscoso ponto,
Como da sela, e a mergulhar nas vagas,
Sustentara de ostrinhos a maruja.
São bons mergulhadores os Troianos.”
Aqui, remete a Cebrion, em guisa
De agro leão, que ao devastar o cerco,
É malferido, e nímia ardência o perde.
Pronto apeia-se Heitor. Qual num cabeço
Crus também dois leões esfomeados
Morta corça tetérrimos disputam;
Os dois, Patroclo e Heitor, da pugna mestres,
Cortarem-se almejando a sevo bronze,
Brigam por Cebrion: dos pés o aferra
O Menécio, e o Priâmeo da cabeça;
Teucros e Argeus frenéticos se abarbam.
Quando, em floresta ou brenha, de Euro e Noto
O certame sacode o cortiçoso
Corniso e o freixo e a faia, gemebundos
Seus longos ramos confundindo, estralam
Num contínuo fragor: tais se entrelaçam,
Não pensando na fuga desastrosa,
De Cebrion em roda os contendores,
Em recíproco ataque a trucidar-se.
Lanças pregam-se e dardos, setas voam
Dos nervos rechinando, e a rodar pedras
Aos combatentes os broquéis abolam;
Da boléia esquecido, o herói se estira
De pó num turbilhão por grande espaço.
Enquanto o Sol montava, a tiros morrem
De parte a parte; mas no seu declive
Era imensa dos Gregos a vantagem,
Que a Cebrion arrancam do tumulto
E do acervo das armas e o despojam.
Patroclo a Marte igual, medonho urrando,
Três vezes rui, três vezes mata a nove;
Mas ah! da quarta, ó campeão divino,
Luziu teu fim! Terrível sai Apolo;
Oculto em nevoeiro, a mão pesada
Lhe carrega no dorso e largos ombros;
Vidra-lhe os olhos súbita vertigem;
Desenlaçado o esguio capacete,
Rola aos pés dos ungüíssonos tinindo;
Sangue e pó suja as crinas e a cimeira,
Nunca dantes manchadas, quando ornavam
Do divo Aquiles a venusta fronte:
Na cabeça de Heitor, para seu dano,
Pôs Jove esse elmo. Reforçado e rijo
De Patroclo nas mãos rebenta o pique;
Dos loros o pavês se lhe desliga;
Mesmo Febo a couraça lhe desprende.
Quedo e estúpido, os membros entorpece:
Traspassa-o pelas costas o Pantóides
Jovem Euforbo, auriga e hasteiro insigne,
Celérrimo e adestrado, que dos carros
Novel já despenhou vinte inimigos,
E a ti, Menécio, te feriu primeiro,
Sem derribar-te; e, assim que extrai a lança,
Mete-se no tropel; pois não se atreve
Encarar com Patroclo, bem que inerme.
Este, opresso de um nume e vulnerado,
Aos seus retrocedendo, ia salvar-se;
Mas Heitor, ao magnânimo ferido
E em retirada, vem por entre as alas,
No vazio lhe ensopa o aêneo gume:
Tomba o herói com fracasso, e os Gregos gemem.
Qual se um leão com javali forçudo,
Beber ambos querendo em fonte exígua,
Luta cruel empenha em árduo cume,
Té que o cerdo açodado enfim sucumbe;
Tal ao Menécio, a tantos pernicioso,
Desalma Heitor. Sobre ele ovante o insulta:
“Creste assolar, demente, a pátria nossa,
E í tua, subtraído o livre dia,
As Teucras embarcar: por defendê-las
Desse dia servil, é que os sonípedes
Corredores de Heitor í pugna o levam;
Por guardar seu decoro, é que na lança
Os Troianos supero belicosos.
Hão de comer-te, mísero, os abutres!
Nem vale o forte Aquiles, que ao ficar-se
Recomendou-te certo: – às naus bojudas
Não me revertas, cavaleiro amigo,
Sem que de Heitor ferino aos peitos rasgues
A cruenta loriga. – Essas palavras
Seduziram-te, louco, e te perderam.”
E lânguido o Menécio: “Ora blasonas!
Domado eu fui por Júpiter e Apolo,
Que o próprio arnês dos ombros me arrancaram.
Sem eles, como tu vinte guerreiros
Pelo meu dardo acabariam todos;
Mas fatal sorte e o filho de Latona,
E entre os mortais Euforbo, me renderam:
És terceiro e despojas um finado.
Escuta, e fixo o tenhas: longo tempo
Não viverás; a Parca já te espera
Sob a lança do Eácida invencível.”
Disse, e expira: dos membros desatada,
A alma voa aos infernos lamentando
O seu viril esforço e mocidade.
Ao morto fala Heitor: “Por que me agouras
Destino tal? Quem sabe se inda ao nado
Da pulcrícoma Tétis hei-de a vida
Extinguir?” Nisto, o calca, e o êneo pique
Da ferida sacando, o ressupino
Corpo com ele afasta; o enresta ansioso
Trás o pajem deiforme do Pelides,
Automedon, que os imortais ginetes,
A Peleu dom celeste, arrebataram.
Photos: Mathieu Bertrand Struck
a meu deux do xéu vai falar serio assim lá no inferno
Não levo ninguém a sério o bastante para odiá-lo.
Paulo Francis
outra:
Marx escrevendo sobre dinheiro é como padre falando sobre sexo.
post idem
achei num site de frases prontas do paulo freire

Canto XVI da Ilíada, na tradução de Odorico Mendes
com Richard Rebelo
Direção: Octávio Camargo
26/07/2007 (quinta-feira) 20h

Local: ACT – Ateliê de Criação Teatral
R. Paulo Graeser Sobrinho, 305
São Francisco – Cep: 80510-170
Curitiba – Paraná – Brasil
Fones: 41.3338 0450 / 3338 6189
E-mail: act.atelie@uol.com.br

Ensaio realizado em 22/07/2007
Fotos: Mathieu Bertrand Struck
Licensed under CC-BY-SA
desenho feito por Matheus Rufino dos Santos que me mandou em email para ser publicado com o “álbum” do Matema. Taí o primeiro upgrade… Vamos juntando os traços…As músicas tão aí pra mutar, estruturas que sempre existiram e sempre estiveram no nosos fluxo…o que é, ja é, sempre foi…

segue o tal álbum em podcast:
Contraponto do Cabessa de Vento Assumido:
Modo E/Ou (Estudos Para uma Sinfonia sobre o Cartesiano em Tilt):
