BEAB� de Waldemar Cordeiro 1968

beaba

Este programa foi concebido como um primeiro passo para gerar “palavras” ao acaso. A forma mais simples de gerar “palavras” ao acaso, seria sortear conjuntos de letras de vários comprimentos (por ex., conjuntos de cinco letras). Os conjuntos gerados teriam pouca semelhança com palavras de uma lí­ngua, se bem que, por acaso algumas das “palavras” geradas poderiam existir. Para gerar “palavras” com sonoridade semelhante í  de uma determinada lí­ngua, devemos descobrir algumas de suas regras caracterí­sticas . No caso do português, definimos as seguintes regras para nossas primeiras tentativas:

a) As “palavras” teriam seis (6) letras .

b) As “palavras” alternariam vogais (v) e consoantes (c).

c) As probabilidades da escolha dos conjuntos vc e cv deveriam refletir as probabilidades com que estes conjuntos aparecem na lí­ngua portuguesa.

Assim as palavras seriam do tipo cvcvcv ou vcvcvc.

Para atribuir as probabilidades, deveriamos fazer um estudo detalhado das probabilidades com que, por ex., os vários pares cv e vc (ou trí­ades cvc e vcv) aparecem na lí­ngua purtuguesa, particularmente nas palavras com seis letras. Por simplicidade, verificamos num dicionário quantas linhas eram usadas para palavras que se iniciavam com os pares ab, ac, ad ….az,….eb,ec,…..ub, uc,…..uz,ba,be,…..zu.

De posse dessas probabilidades, sorteamos, usando uma rotina de números ao pseudo-acaso, séries de números que foram usados para escolher trí­ades de pares cv e vc.

Os conjuntos mais comuns na lí­ngua portuguesa, como CA, BO, AL, ES etc., apareciam mais freqüentemente do que os conjuntos raros como ZU, UX etc.

Assim, algumas possí­veis palavras seriam por ex. CACETE, BOLADA, ACABAC etc. (não havia censura para possí­veis “palavrões”!).

As palavras geradas tinham uma sonoridade claramente semelhante í  sonoridade das palavras realmente existentes na lí­ngua portuguesa. Uma fração das “palavras” geradas existia realmente.

Posterirmente foi atribuido um número que indicava se a palavra era formada por conjuntos de alta ou baixa probabilidade de existir na lí­ngua portuguesa. Se verificou que se o número era grande (alta probabilidade), era de fato mais provável que a “palavra” realmente existia.

Foram realizadas algumas listagens de palavras e, por ocasião da Exposição de 1986 no MAC/USP, foi programado um micocomputador para reproduzir o “BEAB큔 e os visitantes podiam levar uma folha pessoal, com palavras geradas pelo micro, que era diferente de qualquer outra.

Waldemar Cordeiro / Giorgio Moscati, USP
Beabá, 1968
press out put, 10 páginas: 40 x 28 cm
cópia xerox
Coleção Famí­lia Cordeiro

Repeteco.

É não é que a Regina Duarte, a ex-namoradinha do Brasil, estava certa quando disse que tinha medo do governo Lula?

Bebo, logo existo.

Este é o Botecário, Dicionário Internacional de Sobrevivência no Boteco, Sem Mestre, de Dante Mendonça. Com ele, você pode pedir um conhaque em Buriti Alegre ou em Glascow sem enrolar a lí­ngua.

Ciclo de palestras na Embap sobre Cultura Livre

Glerm Soares em Desafiatlux

Ciclo de palestras:
Cultura Livre – Ferramentas Livres – Software Livre

Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP)
Auditório Bento Mussurunga,
Dias 02/09, 09/09, 22/09 e 06/10 de 2005
Sempre das 14h00 í s 17h00

Rua Emiliano Perneta, nú179 – Centro
CEP 80010-050 – Curitiba – Paraná – Brasil
Fone: 41 2231129 Fax: 41 2253436

02/setembro

“Como o Software Livre pode ajudar na articulação de um movimento Cultural?”

Fabianne Balvedi

O que é o Sofware Livre – foco em como a metodologia colaborativa permitiu que um sistema operacional e vários tipos de aplicativos se construissem de forma organica pelas redes.

O que é código Aberto – A possibilidade de criar um “legado de código” e como isso possibilita uma maior autonomia e liberdade para os usuários e comunidades destes sistemas. A idéia por trás das metodologias colaborativas…Principalmente: A metáfora de como isto pode acontecer com a cultura (Deixando já uma brecha para as idéias sobre copyleft) –

O que é a licença gnu e seus prí­ncipios de liberdade…outras licenças como exemplo…
Como isto vem acontecendo no Brasil na área cultural, exemplos como os Pontos de Cultura, o Olido, Midia Tática, Recombo, Metareciclagem, Radio Muda e o Estudio Livre.
Como participar e interagir desde já.

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09/setembro

“O trabalho do EmbapLab, Orquestra Organismo e as ferramentas livres audiovisuais”

Glerm Soares e Octavio Camargo

O trabalho que tem sido feito no EmbapLab e com os Alunos da Embap. Metas pretendidas pelo grupo.
O trabalho da Orquestra Organismo e sua articulação com coletivos de artistas e ativistas pelo Brasil: Matema, Museu do Poste, Act, Epa, Interlux Arte Livre, Situação, Casa de Cultura Tainã, Os Charlatões, Espaço Umbigo, Foruns Regionais de Música e Artes Plásticas, Upgrade do Macaco, Esqueleto Coletivo, Midiatatica, MediaSana, EstudioLivre; e exterior: Surface Tension – (circuito de arte conceitual Europa, Eua e Canadá), Chico Mello ( circuito erudito europeu) e Horror Business -( circuito europeu de rock independente ). Oficializar a disponibilização de processos de gravação (video e áudio) coletiva para remixagem em ogg – explicar o processo.
Demonstração de programas para gravação, sí­ntese, sampler, partitura. Demonstração de captura de video no kino e v4l, as interfaces gephex e cinelerra.

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22/setembro

“Install Fests e Comunidades Usuarias de Ferramentas Livres – A experiência do GUD-PR”

Felipe Augusto van de Wiel (Debian-pr)

Este item é bastante importante para mostrar a convergência que pode haver entre o GUD-PR e o movimento cultural que usa as ferramentas livres, que é o que estamos fomentando nesta intenção. É interessente falar sobre as ferramentas que estão sendo utilizadas desde IRC, WIKI, Blogs, Jabber, até listas de discussão. Ferramentas de comunicação que serão usadas futuramente e etc. O exemplo de “autogestão” que acontece na distro Debian, sua filosofia ética também pode ser uma boa parábola para como isso pode ser útil aos artistas e como estas comunidades podem se ajudar. Seria muito interessante falar de como se organiza uma install fest, explicar o que é, e fazer uma chamada aos artistas para a colaboração na organização de um evento deste com foco nas ferramentas que eles podem utilizar.

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06/outubro

“Licenças de Uso comum e Compartilhado – novos paradigmas da propriedade intelectual”

a definir a mesa

Aqui devem ser discutidas desde as possibilidades que as licenças compartilhadas trazem para uma melhor articulação em rede até o como isto pode viabilizar uma melhor distribuição de trabalhos artí­sticos. Novas formas de pensar a radio e os bens culturais. Proponho para este dia não uma palestra, mas um Debate, Mediado por alguem que tenha argumentos conceituais bem formados sobre o assunto. Uma proposta interessante para este dia sera convidar para esta mesa pessoas que estejam utilizando licenças como o CC (o Matema, por exemplo) e também pessoas que vivem de direito autoral Pode ser discutida a viabilidade de disponibilizar trechos ou mesmo grande parte da obra neste tipo de licença. Qual as vantagem para o artista “de nichos”? Qual as vantagens para o artista “consagrado”?

Ctba, Agosto de 2005
Glerm Soares

Cultura Digital

Em primeira mão aí­ pros beta-testers o que estará por vir com os Pontos de Cultura, e segue o baile…

Almanaque 01 (pdf 9.0MB)

Almanaque 02 (pdf 3.4MB)

Almanaque 03 (pdf 7.0MB)

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. Pensar Música (Produção Musical Autônoma)

Pensar música também é fazer música? Música como escultura? Música tem cor ou gosto? É foto no jornal, página na Internet? Música é pra dançar? Assobiar? Escrever?

O grande problema que nunca é discutido entre candidatos a músicos ou artistas é: o que é esta produção que eles querem tornar pública?

Seria muito querer que qualquer candidato a “rockstar” ou “astro da MPB” se envolvesse em questões estéticas ou sócio-polí­ticas? E será que aqueles que reclamam de falta de espaço sabem que espaço é esse que estão procurando?

O que pass
a despercebido é que, por trás de todo o aparelho da mí­dia corporativa que constrói a realidade espetacular do cotidiano, existe o ser humano –essa entidade determinada pela microdinâmica de seus relacionamentos mais próximos, com as pessoas com quem se importa e lugares em que vive e se movimenta.

Representar esta realidade com sinceridade pode tanto causar desconforto (que desperta reflexões essenciais) ou a catarse coletiva (por uma identificação dos sentimentos irreprimí­veis).

Na sociedade de consumo (em que a vida cotidiana e a simples contemplação do mundo perde espaço para desejos de pertencer ao status quo criado pela máquina institucionalizadora), a idéia de catarse coletiva tornou-se uma obsessão pela possibilidade de se produzir arte em escala industrial. É aí­ que se instalou um desejo de “vir-a-ser” que polui o imaginário do artista desde a infância e cria todo o fluxo de produção do artista frustrado (aquele que sucumbe í s regras do mercado ou considera sua produção um “hobby”).

O problema é que o tal indiví­duo não produz pela necessidade de dar voz aos seus pensamentos/sentimentos mais latentes. Este tipo de “função social” produz toda uma indústria í  sua volta: aquela que trata o artista como se estivesse fazendo um favor em ajudar e move o sujeito apenas pelo desejo de “fazer parte” de todo o jogo de vaidades. Já a indústria alimenta-se de subprodutos clonados dos poucos expoentes autênticos que surgem de tempos em tempos e que encontraram quase sem querer o cerne do imaginário coletivo de determinada geração, justamente por terem buscado uma personalidade através da espontaneidade que outros tentarão imitar a peso de investimentos em marketing, criando um ciclo eterno.

O que os candidatos ao fracasso não percebem é que, independentemente de se tornar um bem-sucedido í­dolo popular ou um satisfeito modelo de resistência cultural, o que produz qualquer tipo de arte (de elites ou massas) é a busca por novas formas de expressão.

Não adianta pensar “fulano fez assim e deu certo, então o jeito é fazer parecido”. É preciso construir o próprio rascunho, assumir riscos, surpreender. Você vai perceber que mesmo sem “dar certo” vai valer a pena. A partir disso, qualquer discussão sobre “fazer sucesso” praticamente perde todo o sentido.

E quanto ao fator “como vou ganhar dinheiro”? Mova-se, agite sua cena, crie um consumo inteligente e saudável em torno de sua idéia (fazendo com que ele gere novas idéias), envolva-se em pesquisa, crí­tica e divulgação. Crie alternativas. Você vai perceber que não está sozinho e o glamour da indústria custa muito mais caro do que o status que ela promete.

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Promessa é dívida?

Pela Objetiva, Toninho Vaz lançou dia 19, na Ghignone, Edwiges, a santa libertária, que não fez votos de pobreza pra poder pagar a conta dos devedores.

Os Ã?Å¡ltimos Dias de Paupéria


Allan McCollum. O Cão de Pompéia,
Réplicas do original “Cão Acorrentado”
soterrado pelo Vesúvio em 79 d.c.

Vi e ouvi: Torquato me contou num bar que existia na Avenida Ataulfo de Paiva, próximo do Teatro de Bolso do Leblon, que queria fazer um filme chamado “Os Últimos Dias de Paupéria”. Nada restou deste anteprojeto. Não foi encontrado nenhum resquí­cio de roteiro, nenhum fiapo de argumento ou diálogo

Wally Salomão


Cave Canem. Mosaico encontrado em Pompéia
“Cuidado com o Cão”

Rômulo. O filho da loba
“Os Sete Reis de Roma”
Recontados pelo Exu-Replicante Transiberiano via Sputnik
Aos pedaços no Blog

As Graças Divinas

Em 1979, a Editora Beija-Flor lançou em Curitiba o livro ” Pra Mim Chega”, homenagem dos cartunistas paranaenses a Torquato Neto.

Nacos de verdade deixam um vazio amargo,
de uma intensidade tal que, mesmo passados alguns anos
desse tempo obscuro, são uma denúncia, sempre que evocados.
Pra Mim Chega é o último poema de Torquato Neto.
Um poema holocausto.
Um bilhete suicida.
Depois desse bilhete, o ato.
E Torquato o fez.
Nosso respeito e nossa homenagem ao seu trabalho.
E ao seu humor fatal.
No sul não se faz humor risonho e franco.
A mordaça é grande, a mordacidade maior.
Não é, Millôr?

rettamozo

O rapaz de Tristeresina

Foi lançada, dia 19, na Ghignone da Comendador, a biografia de Torquato Neto ” Pra Mim Chega”, de Toninho Vaz.
Quem quiser conferir o que fazia o menino piauiense da Tropicália é só comprar o livro.

Quando meu amigo Torquato se matou
(e o gás, até agora, me asfixia a alma)
lembro de uma pequena notí­cia num jornal detalhando o fato:
vestia apenas uma cueca, e era vermelha.
Não sei por que, lembrei de seus pés enormes e bonitos,
de sua boca larga, cheia de dentes e poesia,
e lembro dele no elevador, a pasta sob o braço (ou não havia pasta?)
Mas os braços, lembro que eram enormes
como agora é enorme a cueca vermelha, suja não do vermelho-sangue
hemorrágico, mas do sangue das mulheres menstruadas ou desvirginadas;
apenas vermelho como o vermelho dos tiés-sangue e dos cardeais, falo dos pássaros,
ou estarei falando das púrpuras cardinalí­cias, dos solidéus? do que estou falando?

Hermí­nio Bello de Carvalho

A Besta dos Pinheirais

Em nome de Annah, a Allmissassombrosa, a Sempreviva, a Portadora de Pluralidades, santificada seja sua vigí­lia, venha o reino de seu canto, ritmem suas rimas sem peias assim na terra como no céu! Seu não-titulado mamafesto, memoralizando o Altí­ssimo correu com muitos nomes por disjuntos tempos.



Aqui nesta pedra
alguém sentou
pra olhar o mar
o mar não parou
pra ser olhado
foi mar pra tudo
quanto é lado

p.leminski

Pedrada

Ontem o Desafiatlux foi do CAralho!! quem perdeu perdeu.

Na próxima sexta-feira 26/08 mais perdas-

PERDA da VIRGINDADE