Algumas imagens da ação teatral A JUSTA RAZÃO AQUI DELIRA – miniguaíra – dia 22/09/2005 – Curitiba/PR

Cheia de admiração, a terra inteira seguiu a Besta e adorou o Dragão por ter entregue a autoridade í Besta. E adorou a Besta, dizendo: ââ?¬Ë?Quem é comparável í Besta, e quem pode lutar contra ela?ââ?¬â?¢ Foi-lhe dada uma boca para proferir palavras insolentes e blasfêmias, e também poder para agir durante quarenta e dois meses. […] E foi-lhe concedido que fizesse guerra aos santos, e que os vencesse. E foi-lhe dada autoridade sobre toda tribo, povo, língua, nação. (Apocalipse, 13, 1-7)

Digamos que o aparelho psíquico recalca processos e conteúdos representativos que não são mais necessários ao prazer, í autopreservação e ao crescimento adaptativo do sujeito pensante e do organismo vivo. Entretanto, em certas condições, esse material recalcado, ââ?¬Ë?que deveria ter permanecido escondidoââ?¬â?¢, reaparece e provoca a sensação de sobrenatural. (KRISTEVA, Julia. Estrangeiros para nós mesmos. Rio de Janeiro: Rocco, 1994, p. 193)

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AUMMMMMMMM
V�ªs? Ningu�©m assistiu ao formid�¡vel
Enterro da tua �ºltima quimera.
Somente a ingratidÃ?£o – esta pantera –
Foi tua companheira insepar�¡vel!
poeta do Eu.
O ex-estranho
longo o caminho at�© o c�©u
essa minha alma vagabunda
com gosto de quarto de hotel
Em La vie en close, Leminski ir�¡ se auto-retratar por dois momentos como
ââ?¬Å?ex-estranhoââ?¬Â. Primeiro no poema ââ?¬Å?Ã?â??pera Fantasmaââ?¬Â:
Nada tenho.
Nada me pode ser tirado.
Eu sou o ex-estranho,
o que veio sem ser chamado
e, gato se foi
sem fazer nenhum ruÃ?Âdo.
E depois, no poema que tem como tÃ?Âtulo, a
expressÃ?£o ââ?¬Å?O ex-estranhoââ?¬Â:
passageiro solit�¡rio
o cora�§�£o como alvo,
sempre o mesmo, ora v�¡rio,
aponta a seta, sagit�¡rio,
para o centro da gal�¡xia